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( Resenha ) A Rebelde do Deserto · Alwyn Hamilton · Livro 01

Oii Corujinhas. Abram suas asas, sintam a brisa quente do deserto e preparem seus corações pois hoje vamos voar através do mar de areia. Entre segredos e mentiras, A Rebelde do Deserto vai te levar por caminhos tortuosos e situações fantásticas.

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Título: A Rebelde do Deserto
Título original: The Rabel Of Sands
Autora: Alwyn Hamilton
Editora: Seguinte
Páginas: 312
Ano: 2016
Avaliação: 🍁 🍁 🍁
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

Sinopse: O deserto de Miraji é governado por mortais, mas criaturas míticas rondam as áreas mais selvagens e remotas, e há boatos de que, em algum lugar, os djinnis ainda praticam magia. De toda maneira, para os humanos o deserto é um lugar impiedoso, principalmente se você é pobre, órfão ou mulher. Amani Al’Hiza é as três coisas. Apesar de ser uma atiradora talentosa, dona de uma mira perfeita, ela não consegue escapar da Vila da Poeira, uma cidadezinha isolada que lhe oferece como futuro um casamento forçado e a vida submissa que virá depois dele. Para Amani, ir embora dali é mais do que um desejo — é uma necessidade. Mas ela nunca imaginou que fugiria galopando num cavalo mágico com o exército do sultão na sua cola, nem que um forasteiro misterioso seria responsável por revelar a ela o deserto que ela achava que conhecia e uma força que ela nem imaginava possuir.

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O instagram é um lugar ótimo para descobrir sobre livros novos. É incrível a quantidade de descobertas por mês e cada vez mais venho me interessando pelas indicações. A Rebelde do Deserto de Alwyn Hamilton é uma dessas descobertas criando em mim curiosidade a seu favor. Apesar do título pouco inteligente, a simplicidade da capa fez saltar em mim aquela nescessidade de ler o livro. Aproveitando a #Fantastona2017 que rolou no instagram em dezembro do ano passado, finalmente contemplei a obra. E apesar de não poder afirmar com todas as letras que essa obra foi perfeita, vejo nela um ótimo enredo repleto de possibilidades maravilhosas.

Uma nova alvorada. Um novo deserto.

A escrita de Alwyn Hamilton têm características boas e ruins dentro de uma só, ou seja, sua narrativa depõe a favor e contra a autora. O ponto positivo é a facilidade com que tudo flui. De maneira pouco detalhista, Alwyn não se entrega a enrolação; tudo acontece pois tem necessidade de acontecer para se ter o efeito dominó onde uma situação leva à outra. O ponto negativo da escrita de Alwyn é, também, o minimalismo. Apesar de gostar da agilidade em que as coisas acontecem, percebo também o vaguismo que o livro acabou se tornando. As cenas se tornaram superficiais e qualquer sentimento se tornou neutro em seus contextos. Tempo é algo essencial dentro de qualquer obra. Assim como não deve ser muito estendido também não pode ser abreviado. A palavra de ordem é equilíbrio.

A garota que aprendeu sozinha a atirar. Até que pudesse derrubar uma fileira de latas como se elas não fossem nada, e a arma fosse tudo.

Toda vez que penso em um livro sobre rebeldia, sempre penso nos personagens insuportáveis que já me deparei pela capacidade enjoativa de quererem sempre serem os donos da razão. Uma das grandes surpresas deste livro, é o fato que Amani foge a lógica da rebeldia sendo absolutamente tudo menos intransigente. Dona de uma personalidade forte e um espírito livre, Amani luta com unhas, dentes, armas e inteligência para se livrar de sua realidade que é no mínimo maldita. E especificamente sua capacidade de pensar antes de agir — na maioria dos casos pelo menos — mostra sua capacidade de evolução em relação a história contada, quanto ao que está por vir nos livros seguintes.

— Você é uma ótima mentirosa. Para alguém que não mente.

A Rebelde Do Deserto é um livro que me empolga para sua continuação. Percebo o grande enredo de crítica e ação que Alwyn Hamilton tem para oferecer em sua história. Posso dizer que espero uma forte evolução de escrita na próxima obra. A trilogia tem tudo para se tornar ainda maior.

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| RESENHA | Uma Noite Para Se Entregar – Tessa Dare – Spindle Cove 01

Olá corujinhas! Tudo bom com vocês? Há alguns dias li um primeiro livro da Tessa Dare. Sou uma fã incondicional de romances de época e quase sempre estou à ler livros do gênero. Mas ler Tessa Dare foi bem diferente do que estou acostumada. A autora, apesar de não o ter feito um livro perfeito, conseguiu me deliciar com um romance envolvente e personagens fortes.
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Título: Uma Noite Para Se Entregar
Título original: A Night To Surrender
Autora: Tessa Dare
Editora: Arqueiro
Páginas:
Ano:
Avaliação: 👑 👑 👑
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

Sinopse: Spindle Cove é o destino de certos tipos de jovens-mulheres: bem-nascidas, delicadas, tímidas, que não se adaptaram ao casamento ou que se desencantaram com ele, ou então as que se encantaram demais com o homem errado. Susanna Finch, a linda e extremamente inteligente filha única do Conselheiro Real, Sir Lewis Finch, é a anfitriã da vila. Ela lidera as jovens que lá vivem, defendendo-as com unhas e dentes, pois tem o compromisso de transformá-las em grandes mulheres descobrindo e desenvolvendo seus talentos. O lugar é bastante pacato, até o dia em que chega o tenente-coronel do Exército Britânico, Victor Bramwell. O forte homem viu sua vida despedaçar-se quando uma bala de chumbo atravessou seu joelho enquanto defendia a Inglaterra na guerra contra Napoleão. Como sabe que Sir Lewis Finch é o único que pode devolver seu comando, vai pedir sua ajuda. Porém, em vez disso, ganha um título não solicitado de lorde, um castelo que não queria, e a missão de reunir doze homens da região, equipá-los, armá-los e treiná-los para estabelecer uma milícia respeitável. Susanna não quer aquele homem invadindo sua tranquila vida, mas Bramwell não está disposto a desistir de conseguir o que deseja. Então os dois se preparam para se enfrentar e iniciar uma intensa batalha! O que ambos não imaginam é que a mesma força que os repele pode se transformar em uma atração incontrolável.

Não mulheres, nem homens, mas o que há entre duas pessoas que precisam uma da outra mais do que precisam respirar. Você pode discutir comigo tudo o que quiser, mas não pode negar isso. Eu sei que você sente.

O mais interessante de ler livros aos quais não sabemos nada é a capacidade de que estes tem de nos surpreender. Em Uma Noite Para Se Entregar, fiquei surpresa pelo modo feminista e empoderado com o qual a história foi conduzida. Tessa Dare possuí uma escrita clássica e fluída. Criou cenas de tirar o fôlego pela dinamicidade de seus diálogos. Mas principalmente foi brilhante o modo com o qual o poder feminino esteve presente em toda obra. Susanna Finch foi uma personagem tempestuosa, mas forte que soube mostrar à todo momento sua capacidade de tomar decisões e não se deixar ser submetida. Esse detalhe de feminismo presente na obra de Tessa foi com certeza o fato que eu mais gostei. Pois não foi algo jogado em cima de nós, mas sim conduzido de modo natural fazendo parte do contexto da obra como parte inexorável da história. Se Susanna não fosse tão forte e determinada nada daquilo faria sentido: é sua força que move as pessoas à sua volta.

Se o feminismo foi um dos pontos chaves da obra, os personagens foram importantíssimos para dar continuidade a esse conjunto. Cada um à sua maneira fez o poder feminino parecer natural, sejam os personagens à favor que já estavam acostumados aquilo ou os contra que viram na situação um absurdo. De todo modo, eu vi realidade nas ações dos personagens. Mesmo para uma época onde nós mulheres deveríamos seguir esteriótipos, as ações que levaram os personagens à sair dele tiveram seu grau de verdade dando credibilidade ao livro.

Você é humano. Todos temos medo, cada um de nós. Medo de viver, de amar e de morrer. Talvez marchar o dia todo em colunas organizadas distraia você da verdade. Mas e quando o sol se põe? Ficamos todos tropeçando na escuridão, tentando sobreviver a mais uma noite.

Mas se um dos meus pontos favoritos foi justamente à parte crível da história, o negativo foi os pontos de irrealidade que ficaram gritantes durante o enredo. O romance foi bem elaborado e bastante sensual. Não posso dizer que eu tenha caído de amores pela relação de Susanna e Bramwell ou encontrado nele o crush dos sonhos, mas também não devo negar que houve momentos que torci pelo casal. Contudo, houveram cenas — de sexo principalmente — aos quais não consegui ver a menor possibilidade daquilo acontecer. Pois ficou distante de mais do possível e de certo modo até exageradas. Não tenho certeza essas cenas foram inseridas apenas para quebrar o choque de realidade, mas seja como for, não conseguiram surtir em mim os efeitos desejados.

Críticas à parte, Uma Noite Para Se Entregar foi uma leitura que me surpreendeu pelo contexto criado durante à obra. É muito raro ver romances de época que optem por ir além do amor mas inseram questões no contexto. Afinal a literatura, clássica ou contemporânea, é uma ponte para divertir, emocionar e discutir assuntos que precisam ser discutidos.

Nossa casa é onde as pessoas precisam de nós.

| RESENHA | Corte de Névoa e Fúria — Sarah J. Maas — Livro Dois.

Sarah J. Maas é uma das minhas autoras favoritas na escrita fantástica. Ler seus livros é sempre ser levado por uma enxurrada das mais fortes emoções. De certa forma, eles me fazem lembrar os motivos pelo quais meu blog tem o nome inverso do meu gênero favorito. Por que quando você lê uma ficção fantástica absurdamente bem escrita percebe que não existe limites para as emoções e para o inimaginável. Corte de Névoa e Fúria é com certeza meu livro favorito da autora até então entrando também para a minha lista para das melhores fantasias de todo os tempos. Pois, ele me fez crer ainda mais no poder do fantástico e da ficção.

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Título: Corte de Névoa e Fúria
Titulo Original: A Court Of Winds And Mist
Autor: Sarah J. Maas
Editora: Galera Record
Ano: 2016
Avaliação: 👑 👑 👑 👑 👑 💜
Encontre: Skoob || Amazon || Saraiva || Submarino

 

SINOPSE: O aguardado segundo volume da saga iniciada em Corte de Espinhos e Rosas, da mesma autora da série Trono de Vidro. Nessa continuação, a jovem humana que morreu nas garras de Amarantha, Feyre, assume seu lugar como Quebradora da Maldição e dona dos poderes de sete Grão-Feéricos. Seu coração, no entanto, permanece humano. Incapaz de esquecer o que sofreu para libertar o povo de Tamlin e o pacto firmado com Rhys, senhor da Corte Noturna. Mas, mesmo assim, ela se esforça para reconstruir o lar que criou na Corte Primaveril. Então por que é ao lado de Rhys que se sente mais plena? Peça-chave num jogo que desconhece, Feyre deve aprender rapidamente do que é capaz. Pois um antigo mal, muito pior que Amarantha, se agita no horizonte e ameaça o mundo de humanos e feéricos.

— Quando se passa tanto tempo presa na escuridão, Lucien, se percebe que a escuridão passa a olhar de volta.

Ler um livro de Sarah J. Maas é sempre saber que virá um mar de emoções. A autora que é dona de uma escrita poética e detalhista, tem o dom de transportar-nos para mundo que criou. Sabemos sempre que devemos esperar o inesperado e que a palavra impossível não existe em seu vocabulário. E mesmo sabendo de tudo isso, não pude deixar de me surpreender com as diversas reviravoltas presentes em Corte de Névoa e Fúria. Foi muito melhor do que poderia imaginar. Sarah J. Maas superou minhas expectativas transformando o mundo criado aos moldes de A Bela e Fera em algo muito maior.

Aquela garota que precisava ser protegida, que desejara estabilidade e conforto… ela morrera Sob a Montanha. Eu morrera, e não houve ninguém para me proteger daqueles horrores antes que meu pescoço se partisse. Então, eu mesma o fiz. Eu não iria, não poderia abrir mão daquela parte de mim que despertara e se transformara Sob a Montanha.

Apesar de agora estar com Tamlin sem a ameaça de Aramantha, Feyre inicia sua jornada nessa obra de forma bastante parecida com a do livro anterior. Ela esta depressiva, quebrada e sem forças para continuar lutando por si. Vive em prol de outra pessoa esquecendo gradualmente de como ser feliz à medida que é sufocada pelo peso de tudo à sua volta. A diferença é que se antes Feyre estava infeliz pelas dificuldades financeiras de sua família, agora ela está infeliz pelo peso do sangue em suas mãos. Conforme os dias passam, tudo piora pois Tamlin não entende suas necessidades — ou finge não entender — e a envolve em um palácio de super-proteção transformando a Corte Primaveril em nada mais que um grande calabouço.

À questão não é se amava você, é o quanto. Demais. Amor pode ser um veneno.

 

Tamlin não é mais o mesmo ou talvez apenas agora mostre quem é o verdadeiro feérico que estava escondido abaixo da máscara. Se ele foi quebrado ou não assim como Feyre enquanto estava Sob A Montanha não faz exatamente diferença, pois de uma forma ou de outra Tamlin agora é apenas uma sombra grotesca do homem que foi ou aparentava ser. Em uma breve analogia com A Bela e a Fera Tamlin pode ser tanto a Fera do conto original por ter com Feyre em um relacionamento abusivo, como também o Gaston da versão animada Disney por ser simplesmente egocêntrico de mais para dar valor aos sentimentos e medos da Feyre quando acredita que apenas os seus são relevantes.

 

Eu parecia… Parecia que o ódio, o luto e o desespero tinham me devorado viva, como se eu estivesse, de novo, faminta. Não por comida, mas… mas por alegria e vida…

Juntos, Feyre e Tamlin enredam em um amontoado de situações agonizantes e precárias. Feyre está tão desesperada para sair da escuridão que a consome que aceita o que Tamlin lhe dá sem se dar conta que com isso está apenas reiterando com mais força as armas que ele usa para mantê-la sob controle. Mas a verdade é que Feyre nunca foi um bicho de estimação ou um ornamento bonitinho para se sentar em um trono e ser admirada. Dessa forma, Feyre não poderia suportar tal prisão por muito tempo chegando à um ápice de raiva, dor e desespero.

Porque o ódio era melhor que sentir nada; porque ira e ódio eram o combustível duradouro na escuridão infinita de meu desespero.

Quem me acompanha aqui no blog sabe que desde Corte de Espinhos e Rosas eu torcia para que Rhysand ganhasse mais destaque durante os volumes seguintes. De modo que para minha completa alegria, Rhys aparece em dado momento de Corte de Névoa e Fúria como um bálsamo para Feyre lhe abrindo os olhos ao que anda acontencendo no mundo fora do véu criado por Tamlin. Rhys fornece perguntas e respostas que Tamlin nunca lhe daria. Há perigo vindo em direção à Prithyan e Feyre com seu novo corpo e seus novo dons pode ser a única que poderá impedir a ruína dos reinos feéricos e humanos. Mas para isso, Feyre precisará treinar tais dons e fortifica-se pois quando a ameaça chegasse ela precisaria estar pronta para o que fosse necessário.

 

Você disse que eu deveria ser uma arma, não um peão, mas os dois parecem a mesma coisa para  mim. A única diferença é quem os empunha.

Como uma leitora fanática por suspenses em geral, durante boa parte da obra fiquei com um pé atrás em relação ao Rhys mesmo sendo completamente apaixonada por ele. Contudo, à medida que ia passando as páginas, Rhysand conquistou não só meu amor como minha confiança. Sarah construiu uma relação profunda entre os personagens principais. As cenas entre Rhys e Feyre são muito bem formuladas. Os diálogos e ações entre ambos vêm cheios dos mais variados sentimentos. A química entre os dois é palpável e passei boa parte do livo torcendo por um beijo ou qualquer coisa que me mostrasse o quão certo era aquele romance. Mas ao mesmo tempo em que pedia mentalmente por isso, sabia que não era a hora certa para acontecer. Ambos precisariam estar realmente prontos e inteiros.

Há dias bons e ruins para mim… mesmo agora. Não deixe que os dias ruins vençam.

Posso afirmar que Feyre e Rhysand foram remédios um para o outro. Feyre começa o livro frágil e desolada, mas com ajuda de Rhys se torna novamente — e até bem mais que antes — a mulher feérica empoderada ciente de seus desafios, escolhas e erros que sabemos que ela é. Feyre se reconstrói aos poucos pois a liberdade é sua bênção mas é a compreensão o seu alicerse. Já Rhys, por debaixo da máscara de Grão-Senhor da Corte de Noturna, esconde um feérico que tem muito mais medos e bondades do que podemos esperar. Reconstrói-se com a ajuda de Feyre ao perceber que o amor não é somente perda ou dor, é também amizade e cumplicidade. Rhys é intenso, arrebatador e altruísta capaz de se sacrificar por aqueles que ama. Com certeza é meu personagem favorito de toda a série pois ao enxergar sua alma percebi o quão humano este feérico pode ser.

Talvez amem tanto o lugar para onde vão que vale a pena. Talvez continuem voltando até que reste apenas uma estrela. Talvez essa única estrela faça a viagem para sempre, com a esperança de que um dia, se continuar voltando com frequência, outra estrela a encontre de novo.

Corte de Névoa e Fúria traz novos personagens além de nos trazer de volta alguns do passado. O mais engraçado é que desde o primeiro livro eu torcia para que certas pessoas também tivessem sua vez à encontrar um par no universo de Maas. E pelo andar da carruagem é bem provável que isso aconteça mesmo. Não somente pelas portas que ficaram em aberto ao fim deste segundo livro, como também pela complexidade singular que cada personagem — novo ou antigo — apresentou durante a obra. Não acredito que Sarah deixaria esses personagens de lado então é só esperar pelos spin-offs que tenho certeza se tratar de cada um.

O poder não pertencia aos Grão-Senhores. Não mais.
Ele pertencia a mim; assim como eu só pertencia a mim, como meu futuro era meu para decidir, para forjar.

 

Corte De Névoa e Fúria tem tudo para estar entre as melhores leituras que realizei esse ano. Não consigo definir e falar de tudo que senti durante a obra ou com certeza passaria a eternidade escrevendo essa resenha. Apenas posso dizer que sua leitura vale muito à pena. Entendo que algumas pessoas simplesmente não gostam de triângulos amorosos, mas quero acreditem em mim que de certo modo esse livro não se trata disso. Se trata de quem somos e quem podemos ser, mas principalmente de que tipo de amor escolheremos para fazer parte de nossas vidas.

| RESENHA | Sem Deixar Rastros — Harlan Coben — Série Myron Bolitar — Livro 03.

Oii amores. Tudo bom com vocês? Hoje é dia de mais uma resenha aqui no blog de um livro magnífico do Harlan Coben. Quase todos os que tive a oportunidade de ler do autor foram excelentes e Sem Deixar Rastros foi um deles. Um livro que fugiu me deixou arrebatada já nas primeiras páginas. Harlan Coben se mostrou não só um maiores dos mestres do suspense, mas também um escritor com a sensibilidade para trazer ao leitor uma avalanche de emoções.

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Título: Sem Deixar Rastros
Título Original: Fade Away
Autor: Harlan Coben
Serie: Myron Bolitar — 03
Editora: Arqueiro
Ano: 2012
Avaliação: 👑 👑 👑 👑 👑 💜
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SINOPSE: Myron Bolitar parecia destinado a uma carreira de sucesso na NBA quando uma lesão no joelho o afastou das quadras para sempre. Porém, 10 anos depois, o agente esportivo e detetive particular com passagem pelo FBI está de volta ao jogo – não para cumprir seu destino como astro do basquete, mas para desvendar mais um mistério. O ídolo dos Dragons de Nova Jersey, Greg Downing, maior adversário de Myron na época da faculdade, desapareceu sem deixar rastros pouco antes das finais do campeonato nacional. À frente do caso, com a ajuda de seus dois fiéis escudeiros, Win e Esperanza, Myron trabalhará infiltrado entre os jogadores para tentar obter informações capazes de levar ao paradeiro do antigo rival, com quem também competiu pelo amor de uma mulher.

Os sonhos nunca morrem. Às vezes achamos que eles estão mortos, mas estão apenas hibernando como um urso velho. E quando a hibernação é muito longa, o urso acorda bravo e faminto.

Harlan Coben é um autor viciante onde dificilmente somos capazes de deixar suas obras de lado. Sem Deixar Rastros é o terceiro livro da série Myron Bolitar que tem se mostrado cada livro melhor. O grande diferencial desta série é que apesar de ser suspense investigativo não é feita nos moldes do policial. Myron é um agente esportivo e seus clientes são os alvos de sua investigação. De certa forma é como se o autor procurasse mostrar que a vida dos atletas, mesmos os dos mais altos níveis, não é feita apenas glamour podendo ter submundos obscuros por baixo delas. O que cada um desses atletas é capaz de fazer para chegar às alturas e ganhar reconhecimento. De maneira brilhante, Coben conduz um suspense em que adivinhar o motivos ou o vilões não é uma opção. Nada é o que parece e os segredos irão mudar tudo que achamos que sabemos.

E agora se achava naquela tênue fronteira entre o pesadelo e o despertar, aquela minúscula janela em que ainda estamos dormindo mas sabemos que se trata de um sonho e, apesar de todo o terror, queremos continuar e ver como tudo terminará, uma vez que estamos apenas sonhando e não corremos nenhum tipo de risco. Mas a realidade nunca mantém essa janela aberta por muito tempo.

Além da carga de suspense, neste livro — diferente de todos os outros — há também um apelo sentimental. Myron esta de volta às quadras para investigar o desaparecimento de um astro de modo que o agente esportivo tem também problemas que vão além de um mero caso à ser resolvido. O desaparecido Greg Dowing Também foi seu maior inimigo nos tempos dos jogos de faculdade em que ambos estavam no auge. Myron era uma promessa, assim como Greg. Dessa forma, ver tão de perto o mundo que ele perdeu e que seu adversário conquistou é doloroso como um vislumbre do que ele poderia ter dido. Adiciona-se à isso o fato Myron tem que lidar com à volta as quadras que também significa viver ou tentar viver um sonho que lhe foi tirado.

Realmente acreditava que ninguém podia amá-lo, e isso é difícil para qualquer um. Traz insegurança. Faz com que a pessoa se esconda numa espécie de trincheira.

Sem Deixar Rastros foi um livro que me deixou sem fôlego e ansiosa para sua continuação. Bem humorado e brilhantemente bem escrito, Harlan Coben conseguiu mostrar mais uma vez porque é um dos maiores de suspense da atualidade. Um livro que recomendo à todos que amam um bom suspense.

| RESENHA | Fala Sério Mãe – Thalita Rebouças.

Oii gente tudo bom com vocês? A resenha de hoje sera do livro Fala Sério Mãe que li para a #MLi2017 e também para o Desafio Literário Cultura fazendo parte do item um livro de um escritor latino americano. Foi meu primeiro contato com a autora e já adianto que eu amei o modo com o qual ela conduziu a história que de certa forma é como uma coletânea de contos sobre a relação de mãe e filha embora tenha duas personagens específicas como centrais de todos esses contos.

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Título: Fala Sério, Mãe!
Série: Fala Sério! – Livro Um.
Autora: Thalita Rebouças.
Editora: Rocco
Ano: 2004
Avaliação: 👑 👑 👑 👑 👑
Encontre: Skoob || Amazon || Saraiva || Submarino.

 

SINOPSE; Que ser mãe é padecer no paraíso a sabedoria popular já tratou de espalhar para todo o mundo. Mas… e quanto aos filhos? Será que não vivem lá o seu quinhão de martírio nessa relação.
Em ‘Fala sério, mãe!’, a autora Thalita Rebouças, com seu bom humor, apresenta os dois lados da moeda. Ao longo do livro são descritas as queixas e alegrias da mãe coruja, e um tantinho estressada, Ângela Cristina, em relação à filha primogênita Maria de Lourdes, a Malu, assim como as teimosias e o sentimento de opressão desta em função dos cuidados, muitas vezes excessivos, de sua genitora. Para retratar os dois pontos de vista, a autora lança mão do seguinte expediente – a primeira parte do livro, da gestação de Maria de Lourdes até seus treze anos, é narrada pela mãe, que, então, passa a palavra à filha de uma forma bastante inteligente e sensível.

As vezes ao ler alguns livros tenho a sensação de que deveria ter lido ele antes pelo simples fato dele ser maravilhoso. Com Fala Sério, Mãe! foi exatamente o que senti, pois mesmo sendo uma leitura de pouquíssimas horas o livro me tocou em vários pontos que eu não sabia ser possível. E já posso adiantar que em um futuro muito distante quando for mãe, será uma releitura obrigatória para aprender um pouco mais com meu (a) filho (a).

O livro tem uma leitura fluida. Daquelas que quando percebe você já terminou. Dona de uma escrita sem rodeios e direto ao ponto, Thalita Rebouças conta como é a vida de mãe e filha com dinâmica e bom humor. Muitas vezes vi minha mãe em Ângela Cristina e me vi em Maria de Lourdes. Notar essas semelhanças foi como ver uma parte da minha adolescência representada e entender pelos olhos de mamãe um pedaço da minha infância. Nenhum livro que retratava o laço entre mãe e filha me fez sentir algo parecido. Pois eu não só me senti representada, como também entendi dois lados de uma mesma moeda que também são lados da minha vida.

Ângela Cristina e Maria de Lourdes são personagens que simplesmente parecem existir de verdade assim como o universo ao redor delas. Ângela Cristina têm aquele ar sabichão protetor de mãe que no fundo — no fundo só quer o melhor para sua filha mostrando isso a garota através de erros e acertos que nos fazem lembrar que as mães são também seres humanos. Já Maria de Lourdes, ou Malu como prefere ser chamada — por algum motivo eu prefiro o original — é uma criança-adolescente-mulher que quer se firmar como adulta e responsável. Uma criança que quer mostrar responsabilidades mesmo tão pequena; uma adolescente que quer demonstrar maturidade mesmo sendo tão nova; uma mulher que quer demonstrar independência mesmo sendo tão dependente de sua mãe, porquê, uma das verdades que aprendemos na vida mas que só nos damos conta muito depois é que não importa quantos anos temos, é para nossas mães (ou pais, ou avós, seja quem lhe representa esse papel) que nós voltamos quando precisamos de acalento e uma direção.

Ler esse livro de Thalita Rebouças foi como resgatar um pedaço da minha vida. Mas principalmente foi como perceber mais uma vez o quão importante minha mãe é na minha vida e o quão ela me ama. É difícil pôr em palavras a verdade que esse livro me trouxe e o que eu espero que traga a qualquer um que venha lê-lo. É uma leitura maravilhosa que vale muito a pena ser valorizada como um livro perfeito.

| RESENHA | Até Você Ser Minha – Samantha Hayes

Oii pessoas. Tudo bom com vocês? No mês passado devido as minhas leituras da #MLi2017 e do Desafio Literário Cultura que está rolando aqui no blog, fiz diversas leituras maravilhosas de livros que não estavam e que estavam na minha TBR. Hoje vou fazer resenha de um desses livros que esteve presente nesses meus dois momentos literários: na MLi2017 foi o meu escolhido para compor Um livro de capa azul e no desafio literário compõe o tópico um livro narrado por dois pontos de vistas.
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 Título: Até Você Ser Minha
Título Original: Until You’re Mine
Série: Scott e Fisher #01
Autor: Samantha Hayes
Editora: Intrínseca
Páginas: 336
Ano: 2015
Avaliação: 👑 👑 👑 👑

 

Sinopse: A assistente social Claudia Morgan-Brown está prestes a realizar o sonho de sua vida: vai dar à luz uma menininha. Apesar da ausência do marido ao longo da gravidez – James é oficial da Marinha e fica semanas e até meses longe de casa –, ela mal pode esperar para segurar seu bebê nos braços após várias tentativas e perdas. Porém, as diversas tarefas de Claudia, além da responsabilidade de cuidar dos gêmeos Oscar e Noah, filhos do primeiro casamento de James, deixam o casal preocupado. A próxima partida de James se aproxima, e eles decidem contratar uma babá. Zoe Harper quer muito o emprego. Com as melhores recomendações, ela conquista os gêmeos e se muda para o lar do casal. Mas Claudia logo percebe que a mulher tem outros motivos para se aproximar da família. As suspeitas de Claudia se transformam em verdadeiro terror quando começa a ocorrer uma série de ataques brutais a mulheres grávidas na cidade. Imersos em problemas familiares, os investigadores Lorraine Fisher e Adam Scott são forçados a deixar suas questões de lado e correr contra o tempo para encontrar o assassino antes que ele cometa mais um crime. Uma narrativa repleta de reviravoltas, Até você ser minha traz os desejos humanos mais intensos e mostra quão longe alguém pode chegar para conseguir o que quer.

Ganhado de presente de aniversário pela minha amiga Keth (Parabatai Books) nós lemos o livro juntas. Keth como sempre acabou a obra primeiro e pacientemente esperou que eu terminasse. Ao fim, ambas ficamos bastante surpresas com o final, muito embora não tenha sido com as mesmas coisas. Enquanto Keth ficou pasma com a revelação da persona assassina, fiquei abismada com a reviravolta em relação à uma personagem que parecia tudo, menos aquilo.

A construção do livro de Hayes foi uma coisa inexplicável. A autora conseguiu construir um crime perfeitamente bem elaborado. Os pedaços parecem encaixáveis e de cara o prólogo deixa aquela sensação de que “você” saber quem é e quais são da persona má. Tudo isto, para que no final a autora surpreenda mostrando aquele famoso não era isso meu caro, você está errado. E muito embora os motivos do vilão não tenham sido difíceis de decifrar, houve um impacto ao fim das páginas que me deixou abismada. De certa maneira, sendo resumido em uma única frase dita pela minha mãe: Ele não dá a capacidade de gerar filhos, aqueles que são capazes de roubar os filhos de outras pessoas.

As duas parsonagens principais tem vidas e histórias muito diferentes. Cláudia é uma mulher que perdeu vários rebentos ao longo dos anos, mas nunca desistiu do sonho de ser mãe. Agora com dois filhos adotivos, um marido que a ama e uma gravidez no oitavo mês de gestação, Cláudia tem tudo que sempre quis, muito embora ao mesmo tempo tenha medo de perder o que já foi conquistado. Zoe, por outro lado esta fracassada interna e profissionalmente. Ela não tem mais onde morar, sua companheira não deseja mais sua estada e assim como Claudia, quer ficar gravida, mas a tão sonhada notícia positiva nunca dá as caras. Destruída, os pensamentos de Zoe sempre retornam a gravidez que não tem e que seu interior grita desesperadamente que precisa conseguir.

Esta obra criada por Samantha Hayes foi maravilhosa. Antes de mais nada, esse livro trata sobre a angústia e sobre o sentimento de derrota que traz a tona os desejos das mulheres que não conseguem engravidar. Seus personagens e seu mundo estão rodeados pela incerteza. O medo de ser a próxima vítima está a porta e os horrores que cada personagem esconde são muito mais sombrios do que pode-se aparentar a primeira vista.

| RESENHA | Corte de Espinhos e Rosas – Sarah J. Maas – Livro 01

Oii gente!! No mês de Julho, orgulhosamente realizei várias leituras com um empurrãozinho da Maratona Literaria de Inverno. Foram leituras intensas que fizeram cada uma das nove valerem a pena cada uma à sua maneira. o livro A Resposta da Kathryn Stockett foi o primeiro escolhido. E o eleito para o tópico livro escrito por uma mulher foi Corte De Espinho E Rosas da Sarah J. Maas. Li essa obra em parceria com a Vivi do blog O Senhor dos Livros e, para nós duas foi uma experiência maravilhosa (clique aqui para conferir a resenha da Vivi).

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Título: Corte de Espinhos e Rosas
Título Original: A Court Of Thorns And Roses – Livro 01
Autora: Sarah J. Maas
Editora:Galera Record
Ano: 2015
Avaliação: 👑 👑 👑 👑 👑
Encontre: Skoob || Submarino || Amazon || Saraiva

SINOPSE: Em Corte de Espinhos e Rosas, um misto de A Bela e A Fera e Game of Thrones, Sarah J. Maas cria um universo repleto de ação, intrigas e romance. Depois de anos sendo escravizados pelas fadas, os humanos conseguiram se libertar e coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos após a guerra que definiu o futuro das espécies, Feyre, filha de um casal de mercadores, é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. Após matar uma fada zoomórfica transformada em lobo, uma criatura bestial surge exigindo uma reparação. Arrastada para uma terra mágica e traiçoeira que ela só conhecia através de lendas , a jovem descobre que seu captor não é um animal, mas Tamlin, senhor da Corte Feérica da Primavera. À medida que ela descobre mais sobre este mundo onde a magia impera, seus sentimentos por Tamlin passam da mais pura hostilidade até uma paixão avassaladora. Enquanto isso, uma sinistra e antiga sombra avança sobre o mundo das fadas e Feyre deve provar seu amor para detê-la… Ou Tamlin e seu povo estarão condenados.

Ultimamente tenho evitado livros que viraram febre e que os outros leitores estão gostando bastante preferindo os que eu mesma tenha descoberto fuçando pela internet. Isto porque muitos livros que todos me diziam que eram realmente muito bons, não superaram ou chegaram as minhas expectativas me deixando com aquela sensação que ele poderia ser melhor e que fui terrivelmente enganada. Por isso, ao iniciar Corte de Espinhos E Rosas estava um pouco tensa e com medo da obra não ser aquilo tudo que esperava. Mas com grande satisfação posso afirmar categoricamente que o livro superou e muito minhas expectativas.

O texto da Sarah J. Maas é brilhante. Eu já havia descoberto isso ao ler Trono de Vidro, e não fiquei surpresa ao desvendar que Corte de Espinhos e Rosas havia sido maestralmente bem escrito. Como toda boa trama de ficção fantástica, Sarah J. Maas descreve cenários ricos de imaginação com cores, flores e os mais diversos elementos que compõe seu mundo. Mas a escritora vai além, descrevendo também as emoções dos personagens sempre buscando nos fazer entender as origens delas e como elas se propragam no ambiente. Além disso, entre emoções e descrições, Sarah também nos coloca para absorver cenas de ação e tensão. Tudo sendo descrito e colocado na medida certa para que sempre desejemos mais de uma coisa quando interrompidos ou dando graças aos deuses quando acontece.

Dessa forma, escrevendo com maestria, Sarah J. Maas criou um mundo de sensações e coisas maravilhososas. Assim como um mundo de personagens honestos e perfeitos. Muitas vezes, crio certa reticência em relação à personagens muito mal-humorados ou muito bonzinhos. Porque parece ser tão forçado que ou fico com raiva do personagem por ele ser irritantamente infantil ou burramente bondoso. Em Corte de Espinhos e Rosas isto não acontece de maneira alguma. Feyre é um tanto mal-humorada sim, mas ela tem todos os motivos para ser assim bem como para odiar os feéricos e não confiar em ninguém. Já Tamlin é bondoso com Feyre, como um prefeito príncipe, embora também tenha todos os motivos para ser assim (e que motivos). Dessa maneira, a construção dos personagens aconteceu na medida certa sem nenhum forçamento. Tanto dos personagens principais como dos secundários. Lucien foi um dos meus personagens favoritos  assim como Rhys ao qual estou completamente apaixonada (e sabe os personagens da Bela e a Fera originais? Vamos dizer que temos Horloge e Gaston aqui representados e deixar por isso mesmo).

E por falar em apaixonada, o casal principal me cativou, mas não me emocionou. Acho que essa é minha única ressalva em si da obra, embora não possa dizer que o livro tenha ficado comprometido por conta disto. Apesar de ter a consciência que o romance foi muito bem desenvolvido e que também não houve um forçamento de barra ali, eu com toda certeza acabei me apaixonando por uma outra pessoa e no momento estou meio que shippando a Feyre com ele. Mas também me conformaria se ela ficasse com Tamlin. Eles passaram por muita coisa juntos e parece existir um sentimento verdadeiro ali entretanto não custa sonhar, minha gente.

Corte de Espinhos e Rosas está na lista dos meus queridinhos para sempre. Foi um livro que me surpreendeu, me deixou apaixonada e atendeu todas as minhas expectativas. O final foi simplesmente de tirar o fôlego ao passo que estou mais do que ansiosa pelo próximo volume.

| RESENHA | Garota Online – Zoé Sugg – Série Garota Online – Livro Um

Título: Garota Online
Título Original: Girl Online
Série: Garota Online – Livro Um
Autora: Zoe Sugg
Editora: Verus
Avaliação: 🌟🌟🌟
Onde Comprar:

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Sinopse: Garota Online – Penny tem um segredo. Com o nickname Garota Online, ela escreve um blog no qual desabafa seus sentimentos mais íntimos sobre amizade, meninos, os dramas do colégio, sua família maluca e os ataques de pânico que começaram a dominar sua vida. Quando as coisas vão de mal a pior, sua família a leva para Nova York, onde ela conhece Noah, um garoto lindo que toca guitarra, e com quem ela parece ter muito em comum.  De repente, Penny percebe que está se apaixonando — e escreve sobre cada momento dessa história em seu blog, de maneira anônima. Só que Noah também tem um segredo, que ameaça arruinar o disfarce de Penny para sempre. Garota Online é um livro encantador, que traduz exatamente o que significa crescer e se apaixonar na era digital.

Quando você chora na frente de alguém, quando mostra seu lado mais vulnerável, demonstra que realmente confia na pessoa.

Quando eu comecei a ler Garota Online sabia que ia ser um livro que me causaria uma sensação nostálgica. Do tipo em que somos jovens (ainda sou jovem, mas não mais teen) e amamos aquele livro ao qual a personagem principal meio que nos representa, pois 90% dos adolescentes já se sentiu desengonçado como se estivesse sempre no lugar errado e na hora errada. Penny lembra exatamante essa garota. Uma garota que tem o talento nata para se meter em confusão e se sentir como um peixe fora do aquário. Por isto, apesar da história ser bobinha e previsível,  ela foi  bem gostosa e divertida de ler.

Mas depois me perguntei se, às vezes, as amizades não são como roupas, e quando começam a causar desconforto, não é porque fizemos alguma coisa errada. Significa que crescemos, e elas não servem mais para a gente.

Penny é o tipo de personagem que em outra ocasião eu não gostaria. Ela é insegura de uma maneira que as vezes eu possuía aquela vontade básica de entrar no livro só para dar uns tapas na cara dela. Mas lembrando de mim mesma como adolescente percebo que muito de mim era como Penny. As vezes eu levava coisas pequenas à sério de mais e fazia logo um dilúvio em uma tampinha de xarope. Mas acho que grande parte de nós já passou por isso. A adolescência é aquela fase em que tudo é exagerado. E a personagem principal de Garota Online me lembrou justamente isso.

Existem pessoas que você se apaixona oficialmente segundos depois de conhecer.

Acho que o único ponto que realmente me incomoda no livro de Zoe é a falta de algo mais para a história. Todo livro que leio, independente do que se trata, para me fazer simplesmente ama-lo, precisa de uma abordagem diferente dentro daquilo esperado para ele. E Garota Online não me surpreende nem me chama atenção nesse quesito. A linguagem que autora uza é sim engraçada e leve, mas os fatos do desenrolar é tão sessão da tarde que é impossível não descobrir livro durante todo o livro. E muito embora eu tenha demorado apenas sete horas para finalizar a história, não posso negar que isto me deixou as vezes entediada com a leitura onde várias vezes empurrei com a barriga.

Às vezes você precisa encarar seus medos, para perceber que eles não são reais.

Por esses motivos considero Garota Online uma boa leitura. Não é surpreendente e com certeza não é algo completamente novo. Mas mesmo assim é uma leitura fluída e gostava de uma tarde e que traz a nostalgia de volta.

| RESENHA | Cidade dos Etéreos – Ramson Riggs – Livro Dois – O Orfanato da Senhorita Peregrine Para Crianças Pecualiares.

Olá mundo de gente. Ou pelo menos o pequeno mundo que acompanha esse blog. Espero que o mês de Maio tenha sido recheado de novas leituras. O meu foi e vocês não podem imaginar como estou feliz por isso! Parece que minha desorganização literária passou (aêêê!). E vai rolar um post super especial lá no instagram (@fantastica_ficcao) mostrando quais foram as leituras de Maio. Mas hoje, para comemorar o início de Junho com os dois pés direitos, vamos a mais uma resenha? Desta vez será da continuação de O Orfanato da Senhorita Peregrine Para Crianças Peculiares que se você ainda não leu sugiro que click no link e confira o post da vez anterior.

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Título: Cidade Dos Etéreos.
Título Original: Hollow City.
Série: O Orfanato da Senhorita Peregrine Para Crianças Peculiares.
Autor: Ramson Riggs.
Editora: Intrínseca.
Ano: 2017
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟🌹
Onde Comprar:

Sinopse: Cidade dos etéreos dá sequência ao celebrado O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares, em que o jovem Jacob Portman, para descobrir a verdade sobre a morte do avô, segue pistas que o levam a um antigo lar para crianças em uma ilha galesa. O orfanato abriga crianças com dons sobrenaturais, protegidas graças à poderosa magia da diretora, a srta. Peregrine. Neste segundo livro, o grupo de peculiares precisa deter um exército de monstros terríveis, e a srta. Peregrine, única pessoa que pode ajudá-los, está presa no corpo de uma ave. Jacob e seus novos amigos partem rumo a Londres, cidade onde os peculiares se concentram. Eles têm a esperança de, lá, encontrar uma cura para a amada srta. Peregrine, mas, na cidade devastada pela guerra, surpresas ameaçadoras estão à espreita em cada esquina. E, além de levar as crianças a um lugar seguro, Jacob terá que tomar uma decisão importante quanto a seu amor por Emma, uma das peculiares. Telecinesia e viagens no tempo, ciganos e atrações de circo, malignos seres invisíveis e um desfile de animais inusitados, além de uma inédita coleção de fotografias de época — tudo isso se combina para fazer de Cidade dos etéreos uma história de fantasia comovente, uma experiência de leitura única e impactante.

Sabe quando você lê um livro e fica pensando: Puxa que livro do caramba? Pois é! Essa foi exatamente a sensação que eu tive ao ler Cidade dos Etéreos. Obviamente já estava bastante surpresa com o modo com o qual o livro anterior havia acabado e senti uma sensação de o que me aguarda? ao retornar ao mundo peculiar. Para quem não sabe, as fotografias que Ramson Riggs usa em todos os livros, são reais frutos de anos de garimpo. No primeiro volume da série, Ramson havia conseguido fazer com que sua história se moldasse as fotografias. Mas agora foi diferente. Ele precisa fazer com que as fotografias se moldassem à história. Então posso dizer que esperava uma história muito mais bem desenvolvida que a anterior. Mas não pude prever que gostaria tanto das surpresas que me aguardariam nessa jornada.

Cidade dos Etéreos começa exatamente do ponto em que seu antecessor termina. As crianças estão remando para longe de sua ilha que fôra duramente atacada por acólitos e etéreos. A fenda temporal que os protegia já não é mais segura. E para piorar suas vidas, sua diretora – Alma Peregrine – não consegue voltar a se transformar em humana presa na sua forma ymbryne de pássaro. De todas as formas que é possível imaginar, Riggs consegue se superar. A escrita evolui, os personagens se tornam mais densos trazendo para o leitor então emoções mais fortes.

O livro tem bastante ação, o que particularmente eu gosto muito se tornando um ponto positivo para história. Acredito que livros ficcionais precisam dessas aventuras para não se tornarem maçantes e acabarem perdendo o timing da coisa. Livros assim – principalmente – precisam de um pouco de drama, mas também de ação para deixar sempre uma expectativa para a próxima página. Riggs consegue fazer isso com maestria. Pois todas as aventuras que os peculiares passam não parecem desmedidas ou fora do contexto do momento da história. Mas se encaixam perfeitamente deixando o livro gostoso de ler e bastante leve.

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Outra característica que me deixou mais fissurada no livro por assim dizer foi o fato de que os personagens secundários ganharam mais participação. Passei amar alguns (Olive é uma gracinha) e a odiar outros (Enoch está na minha lista negra), mas também pude conhecer a história de cada um. Foi bem interessante como Riggs conseguiu dar vida à cada um deles de modo que não parecessem sombras saídas de uma mesma fornalha. Não! Cada um tem uma personalidade característica de si e não dá para confundir uns com os outros.

De todas as formas que consigo pensar, Cidade dos Etéreos me deixou surpresa. O final deixou uma ponta que tenho certeza que será super bem explorada no próximo livro. Sem contar que foi de cair o queixo! Mesmo que passasse mil anos eu jamais poderia imaginar aquilo. Riggs evoluiu todo o livro de tudo enquanto é jeito. Assim só consigo pensar em como preciso ler Biblioteca das Almas.

| RESENHA | Anjos e Demônios – Dan Brown – Série Robert Langdon

Oi leitores como vão? Hoje é dia de mais uma resenha no blog. Dessa vez escolhi um livro que esta em “meus clássicos” para falar um pouco, pois sou apaixonada por ele e mesmo tendo lido há varios anos – 3 pra ser mais exata -, sempre vou me lembrar dos detalhes que o tornou maravilhoso.
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Título: Anjos e Demônios.
Título Original: Angels And Demons.
Autor: Dan Brown
Editora: Arqueiro
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟⭐

Sinopse: Antes de decifrar ‘O Código Da Vinci’, Robert Langdon, o famoso professor de simbologia de Harard, vive sua primeira aventura em Anjos e Demônios, quando tenta impedir que uma antiga sociedade secreta destrua a Cidade do Vaticano. Às vésperas do conclave que vai eleger o novo Papa, Langdon é chamado às pressas para analisar um misterioso símbolo marcado a fogo no peito de um físico assassinado em um grande centro de pesquisas na Suíça. Ele descobre indícios de algo inimaginável: a assinatura macabra no corpo da vítima – um ambigrama que pode ser lido tanto de cabeça para cima quanto de cabeça para baixo – é dos Illuminati, uma poderosa fraternidade considerada extinta há quatrocentos anos. A antiga sociedade ressurgiu disposta a levar a cabo a lendária vingança contra a Igreja Católica, seu inimigo mais odiado. De posse de uma nova arma devastadora, roubada do centro de pesquisas, ela ameaça explodir a Cidade do Vaticano e matar os quatro cardeais mais cotados para a sucessão papal. Correndo contra o tempo, Langdon voa para Roma junto com Vittoria Vetra, uma bela cientista italiana. Numa caçada frenética por criptas, igrejas e catedrais, os dois desvendam enigmas e seguem uma trilha que pode levar ao covil dos Illuminati – um refúgio secreto onde está a única esperança de salvação da Igreja nesta guerra entre ciência e religião. Em Anjos e Demônios , Dan Brown demonstra novamente sua extraordinária habilidade de entremear suspense com fascinantes informações sobre ciência, religião e história da arte, despertando a curiosidade dos leitores para os significados ocultos deixados em monumentos e documentos históricos.

” Sim, mas por volta de 1500, um grupo de homens em Roma revidou e lutou contra a Igreja. Alguns dos homens mais esclarecidos da Itália – físicos, matemáticos, astrônomos – começaram a promover encontros secretos para discutir suas preocupações sobre os ensinamentos errados difundidos pela Igreja. Temiam que o monopólio da “verdade” pela Igreja ameaçasse a difusão dos conhecimentos acadêmicos pelo mundo afora. Fundaram o primeiro think tank científico do mundo, chamando a si mesmos de “os esclarecidos ”

Li Anjos e Demônios um pouco depois de ler O Código Da Vinci e O Símbolo Perdido acabando por me apaixonar pelas obras de Dan Brown. Hoje o autor é um dos meus favorito do gênero suspense pois tem algo a mais: Dan é um mestre em enrolar em sua trama fatos reais dando um ar aos seus livros de obra prima, pois parecem tão reais que fica aquela sementinha plantada na sua cabeça para que lhe faz ter grandes questionamentos. Anjos e Demônios é meu livro favorito do autor pois acredito que ele se superou produzindo uma obra que não deixa margens a sua genialidade, sendo que já tive o prazer de ler todas as suas obras.

Robert Langdon é um simbologista. Não é um policial e nunca esteve metido com o mundo crime de qualquer maneira. Seu negócio é entender os símbolos, números e alegorias que deixam pistas sobre a verdadeira natureza das organizações secretas da sociedade. Por este motivo, o Vaticano não exita em chamar o professor para desvendar o mistério que cerca a morte do papa e os cardeiais raptados as vésperas do conclave. Além disso, Robert descobre que Leonardo Vettra, chefe de um departmento de fisica da suiça foi assassinado para conseguir a antimatéria. Tudo para que a antiga fraternidade Os Iluminatti consiga cumprir a tão antiga promessa feita a igreja:

“A cidade do Vaticano será consumida pela luz.”

Ler um livro do Dan Brown é ter uma plena consciência de que você vai ser enganado. Não importa de qual livro se trate nem de quantos outros suspenses você ja tenha lido, a não ser que você conheça a história, o autor irá te surpreender. Mas até mesmo se conhecer ele fará isto. Tanto que eu já havia assistido o filme baseado no livro, mas durante a leitura ainda tive um pouco de choque. Pois o livro é tão ardilosamente bem escrito que as palavras com o qual o autor o descreve nos deixam com uma pulga atrás da orelha. É uma realidade dentro da ficção.

Um dos pontos que tornam os livros de Dan Brown únicos, também, é o uso contínuo de fatos históricos durante a história. Em Anjos e Demônios, Dan faz o uso de diversas alusões à artistas e físicos citando suas obras e mesclando-as a sua história. Assim Dan consegue dar um significado maior a cada pedacinho do que escreve. Torna a obra mais completa. Além de proporcionar ao leitor aqueles fatos de história que são maravilhosos mas que não estudamos na aula de história. Mais uma prova que livros são cultura rsrs.

Michelangelo projetou a basílica e São Pedro.
Berline projetou a praça.

Mas dentre tudo que esta inserido na obra o que mais me chama a atenção são os personages. Dan Brown conseguiu fazer com que cada um dos personagens possuísse uma personalidade que realmente, entre atitudes e pensamento, soavam diferentes um do outro. Robert é calmo e inteligente, consegue ver as coisas com clareza onde qualquer outro só veria o caos. Vittória é tempestuosa, uma típica mulher italiana que não deixa que ninguém a menospreze por ser uma mulher na ciência. E o Carmerlengo é simples e gentil disposto a ajudar e fazer com que vejamos o bem nas mais difíceis situações.

Esse livro sempre será um dos meus favoritos. Não importando quantos anos passem será sempre o livro que não só me surpreendeu. Mas também me fez questionar a vida e aquilo que julgamos ser o bem e o mal: o anjo e o demônio.

Beijos. Até o próximo post.

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PS: Você sabia que Anjos e Demônios, o filme, não foi filmado dentro do Vaticano? Pois é. Devido o escândalo ocorrido dentro da igreja depois do filme O Código Da Vinci a igreja proibiu a entrada das câmeras de filmagem no lugar para proibir o uso dos domínios da igreja como set de gravação. Desse modo, o filme foi filmado em estúdio e também com projeções gráficas. Para você ver como a igreja é rancorosa as vezes. Antes que alguém diga algo, eu sou católica.