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Um Beijo Inesquecível – Julia Quinn – Os Bridgertons 07.

Toda a alta sociedade concorda que não existe ninguém parecido com Hyacinth Bridgerton. Cruelmente inteligente e inesperadamente franca, ela já está em sua quarta temporada na vida social da elite, mas não consegue se impressionar com nenhum pretendente. Num recital, Hyacinth conhece o belo e atraente Gareth St. Clair, neto de sua amiga Lady Danbury. Para sua surpresa, apesar da fama de libertino, ele é capaz de manter uma conversa adequada com ela e, às vezes, até deixá-la sem fala e com um frio na barriga. Porém Hyacinth resiste à sedução do famoso conquistador. Para ela, cada palavra pronunciada por Gareth é um desafio que deve ser respondido à altura. Por isso, quando ele aparece na casa de Lady Danbury com um misterioso diário da avó italiana, ela resolve traduzir o texto, que pode conter segredos decisivos para o futuro dele. Nessa tarefa, primeiro os dois se veem debatendo traduções, depois trocando confidências, até, por fim, quebrarem as regras sociais. E, ao passar o tempo juntos, eles vão descobrir que as respostas que buscam se encontram um no outro… e que não há nada de tão simples – e de tão complicado – quanto um beijo.

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Este livro foi completamente diferente dos outros que havia lido até então. Além do romance maravilhoso, ainda podemos aliar a leitura um misto de ironia e diversão que faz do livro único dentro da série. Mas não podia ser diferente, afinal Hyancinth Bridgerton é a dama mais espirituosa da sociedade Londrina. Não posso negar que acho Hyancinth uma personagem de um humor quase inesperado e que por ser a mais protegida de sua mãe – afinal ela nasceu um pouco depois que o pai morreu – sente liberdade para dizer o pensa sem se preocupar com o que a sociedade (machista e conservadora de sempre) tem a dizer a seu respeito.

Quando o livro começa, podemos sentir que não é que Hyancinth não queira segurar a língua mas sim que muitas das vezes ela não tem esse desejo. E mesmo sabendo que lá no fundo, bem no fundo, talvez nunca forme uma família por ser dessa forma ela prefere ser ela mesma a se casar com alguém que não admita que ela tenha pensamentos próprios. Isto me faz admirar muito a jovem. Pois não é todo mundo que tem a capacidade de se aceitar sem ter a mão da sociedade barrando seu caminho.

Gareth St. Clair tem uma história de vida triste e rancorosa por outro lado, já que Hyancinth nasceu em uma família grande com muito amor e prosperidade. Gareth tem uma forte desavença com seu pai por ele ser um bastardo de sua mãe com um homem desconhecido. E por isso Gareth acha que nunca vai ser realmente feliz pois quando todos descobrissem sua verdeira natureza (a de um bastardo qualquer) tudo que construiu na vida ou o que teria construído iria ruir. Por esse motivo, Gareth ao perceber que estaria se apaixonando por Hyacinth tenta se afastar. Ele não quer destruir a vida da moça muito fofo isso por sinal.

Eu amo a série Os Bridgertons e não tenho arrependimentos quanto a ler ela. São livros maravilhosos e que valem muito a pena. É horrível a sensação que falta mais um livro para o final da série dos irmãos. Quero mais.

Título: Um Beijo Inesquecível
Título Original: It’s In His Kiss
Serie: Os Bridgertons
Autora: Júlia Quinn
Editora: Arqueiro
Ano: 2016
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

O Conde Enfeitiçado – Júlia Quinn – Os Bridgertons 06

Toda vida tem um divisor de águas, um momento súbito, empolgante e extraordinário que muda a pessoa para sempre. Para Michael Stirling, esse instante ocorreu na primeira vez em que pôs os olhos em Francesca Bridgerton. Depois de anos colecionando conquistas amorosas sem nunca entregar seu coração, o libertino mais famoso de Londres enfim se apaixonou. Infelizmente, conheceu a mulher de seus sonhos no jantar de ensaio do casamento dela. Em 36 horas, Francesca se tornaria esposa do primo dele. Mas isso foi no passado. Quatro anos depois, Francesca está livre, embora só pense em Michael como amigo e confidente. E ele não ousa falar com ela sobre seus sentimentos – a culpa por amar a viúva de John, praticamente um irmão para ele, não permite. Em um encontro inesperado, porém, Francesca começa a ver Michael de outro modo. Quando ela cai nos braços dele, a paixão e o desejo provam ser mais fortes do que a culpa. Agora o ex-devasso precisa convencê-la de que nenhum homem além dele a fará mais feliz.

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Sexto livro dos Bridgertons e comecei a sentir aquele aperto de que a série esta para ter um fim. Falta apenas mais dois livros depois desse e admito que já estou sentindo falta dos meus personagens favoritos.

O Conde Enfeitiçado vai contar uma história de amor que tem tudo para não dar em nada pois embora a paixão que ambos os protagonistas do livro sintam um pelo outro, tem muitos obstáculos imposto pela sociedade e principalmente por eles para superar. A memória de John, o falecido esposo, entre os dois é o principal ponto que os separa.

Michael é o personagem mais sofrido que eu encontrei nestes livros. Embora muitos dos nossos Bridgertons tenham chorado por amor assim como seus pares, Michael tem um sofrimento ainda maior que chega a ser inigualável. Ele deseja a esposa de seu melhor amigo. Michael sabia que amava Francesca desde o momento que pusera os olhos nela, mas também sabia que esse amor estava fadado a morte. Não haveria como ele roubar a mulher do primo que para si era como um irmão. E após a morte de John, Michael se vê em ainda mais desespero pois tem certeza que nunca vai ter Francesca e que ainda por cima – um dia – terá que ver a dama se casando com outro homem.

Francesca é a mais diferente dos Bridgertons tanto na aparência como na maneira de se portar. É mais tímida e reservada a si mesmo exceto com duas pessoas. Seu marido John e o melhor amigo dele Michael, eram aqueles a quem mais tinha vontade de se sentir solta digamos assim. Ela nunca tinha pensado que uma tragedia tiraria os dois dela com a morte de John e o afastamento súbito e Michael, por isso algum tempo depois decide que precisa de alguém amar, um filho que será fruto de um casamento pode ser sem amor.

O que mais me impressionou durante a trajetória do livro, foi o jeito que Júlia Quinn conduziu um romance que podia muito bem ter ido por água. Pois os encontros e principalmente os desencontros não são forçados, daquele modo que uma situação é tão ardilosamente trabalhada pelo autor dando a sensação que se fosse de verdade não aconteceria. Mas pelo contrário, acontecem de maneiras tão casuais nos fazendo crer que o destino levou ambos os personagens para aquele local.

Júlia Quinn é uma das minhas autores de romances favoritas. Cada livro me trás uma sensação diferente. É incrível o que ela pode fazer a gente sentir.

Título: O Conde Enfeitiçado
Titulo Original: When He Was Wicked.
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟

Para Sir Phillip Com Amor – Júlia Quinn

Para Sir Phillip, Com Amor – Eloise Bridgerton é uma jovem simpática e extrovertida, cuja forma preferida de comunicação sempre foram as cartas, nas quais sua personalidade se torna ainda mais cativante. Quando uma prima distante morre, ela decide escrever para o viúvo e oferecer as condolências. Ao ser surpreendido por um gesto tão amável vindo de uma desconhecida, Sir Phillip resolve retribuir a atenção e responder. Assim, os dois começam uma instigante troca de correspondências. Ele logo descobre que Eloise, além de uma solteirona que nunca encontrou o par perfeito, é uma confidente de rara inteligência. E ela fica sabendo que Sir Phillip é um cavalheiro honrado que quer encontrar uma esposa para ajudá-lo na criação de seus dois filhos órfãos. Após alguns meses, uma das cartas traz uma proposta peculiar: o que Eloise acharia de passar uma temporada com Sir Phillip para os dois se conhecerem melhor e, caso se deem bem, pensarem em se casar? Ela aceita o convite, mas em pouco tempo eles se dão conta de que, ao vivo, não são bem como imaginaram. Ela é voluntariosa e não para de falar, e ele é temperamental e rude, com um comportamento bem diferente dos homens da alta sociedade londrina. Apesar disso, nos raros momentos em que Eloise fecha a boca, Phillip só pensa em beijá-la. E cada vez que ele sorri, o resto do mundo desaparece e ela só quer se jogar em seus braços. Agora os dois precisam descobrir se, mesmo com todas as suas imperfeições, foram feitos um para o outro.

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No quinto livro d’Os Bridgertons chegamos ao comecinho da segunda parte da obra de Quinn. Embora os primeiros irmãos apareçam com freqüência é mais fácil notar oe quatro últimos presentes nesta parte da série.

No começo do livro senti uma falta muito grande das tiradas da sociedade de Lady Winstledow – by Penélope Fearthing – pois eu sempre achei-as interessantes e geniais, e ter “perdido-a” dá um saudosismo muito forte. Porém Júlia começa a iniciar os capitulos através de cartas. Combina bastante com o tema do livro diga-se de passagem.

“…e então, certamente não o surpreende, falei muito. É que não podia parar, mas suponho que é o que faço quando estou nervosa. Só podemos esperar que, no futuro, tenha menos razão para estar nervosa.”
Eloise Bridgerton a seu irmão Colin, pelo motivo da estreia de Eloise na temporada londrina. Então, abriu a  boca.

O livro se inicia com Phillip contando como perdeu sua primeira esposa e como Eloise entrou em contato com ele a primeira vez. No livro anterior, Colin tinha desconfiança do porque Eloise passava o dia todo no quarto e quando saía estava com os dedos manchados de tinta. A resposta vem neste livro já que a dama em questão havia passado o ano inteiro se correspondendo com o homem. Neste ponto percebemos muitas coisas sobre o casal. Sobre Eloise, que a mulher além de amar escrever cartas anda infeliz com sua vida. O fato que sua melhor amiga pouco tempo antes era uma solteirona assim como ela e que, para Eloise, ficaria por um bom tempo ter sido modificado quando ela recebeu a proposta de casamento, trouxe a ela um sentimento que estaria ficando para trás e que não poderia ser assim. Então precisa encontrar alguém que lhe dê um sentido a mais em sua vida. Phillip por outro lado é um homem amargurado e infeliz que procura uma mulher para dar uma mãe a seus filhos Amanda e Oliver. E é à Eloise que ele vê a mulher ideal para fazer essa proposta.

Isso seria um arranjo perfeito se não contar o fato que ambos não se conhecem nem mesmo de vista.

Quando acabou de lê-la, guardou-a em uma gaveta imediatamente, sem entender o que lhe pedia. Pretendia casar-se com alguém a quem nem sequer conhecia?
Não, bom, isso não era de todo certo. Conheciam-se. Haviam-se dito mais coisas por carta em um ano do que muitos casais conversavam ao longo de sua vida em comum.

Uma das coisas que mais me impressionou no livro de Quinn foi essa correspondência as cegas seguida de um encontro onde muitas das concepções que se fizeram antes do pessoalmente caírem por terra. Pois embora seja um livro de época, ou seja, do passado, o assunto lembra tão bem o que vivemos. Quantas vezes não conhecemos alguém pela internet e poucas conversas depois já consideramos pakas? (eu que o diga rsrs). Só que mesmo assim ainda não conhecemos de verdade pois isto não é o mesmo que tocar uma pessoa de verdade não que eu não queria fazer isso e conviver com ela durante muito tempo. A Júlia traz isso para o livro tão claramente que assim que Eloise chega a casa de Phillip para conhecê-lo já vê que ele não é tão calmo ou paciente como aparentava ser.

Aliado a esse tema atual, estão os personagem de Quinn que mais uma vez me surpreenderam de formas inesperadas. Oliver e Amanda não são tão pestes como esperavam ser, apenas precisam de mais carinho e atenção do que tem do pai. Phillip tem medo de ser violento contra os filhos por fantasmas do seu passado assim passa a responsabilidade de cuidar das crianças para a qualquer pessoa que julgue responsável. E Eloise por sua vez se mostra responsável e perspicaz o suficiente para cuidar dos filhos mas que mesmo assim não pretende tomar as rédeas da situação sozinha incitada a ajudar o conhecido a melhor relação com as crianças.

E gostaria de não levantar a voz. Odiava levantar a voz, odiava o olhar de terror que reconhecia nos olhos de seus filhos.

Quanto aos shipper dos personagens principais, diria que foi um dos mais bonitos que já vi durante a saga. Tivemos um descobrimento do que é o amor com Daphne e Simon, a superação do medo com Anthony e Kate, o renascimento com Benedict e Sophie e a mudança de sentimento com Colin e Penélope. Agora vemos a construção de um amor a partir de quase nada. Como se tudo fosse um motivo para entender melhor o outro e se dar a chance de descobri ainda mais sobre a própria vida e que tipo de prazer ela pode se proporcionar. Eloise e Phillip constroem um com o outro um amor como se constrói uma casa. Primeiro os alicerces até o telhado, com uma base segura para se ter uma certa certeza que no final das contas as coisas vão dar certo.

Este foi um dos livros da serie que eu mais gostei perdendo apenas para seu antecessor. Um livro incrível de um romance inesquecível.

Título Original: To Sir Phillip, White Love
Autora: Júlia Quinn
Ano Original: 2003
Publicado No Brasil:
Editora: Arqueiro
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟

Montanha da Lua – A Maldição dos Harllinson – Mati Scotti – Livro Um

Há séculos uma verdade acompanha cada herdeiro do ducado de Bousquet: A Maldição dos Hallinson’s. Conta-se que a tragédia os acompanha, levando à morte as esposas em seu primeiro ano de matrimônio. Geração após geração, aprendem sua sina e a regra a seguir para possuir uma união frutífera e longa. Octávio Hallinson Segundo sofre as consequências de não seguir estes ensinamentos. Viúvo, isolou-se da sociedade, fugindo da responsabilidade de casar-se novamente para providenciar um herdeiro para seu título. Um homem marcado pela dor. Mical Baudelaire Nashgan sempre foi uma mulher decidida, enfrentando as ordens de sua tia e negando-se a seguir o protocolo que obrigava mulheres a procurar maridos apenas por posse de títulos e dinheiro e não por amor. posicionamento contraditório aos costumes afastou os candidatos, tornando-a uma das únicas solteironas que sua província conheceu. A mais bela dentre elas. Uma tragédia a coloca frente aos perigos da floresta aos pés da Montanha da Lua e seu futuro torna-se incerto e assustador.

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Esse é a terceira obra que leio de Mari Scotti e a minha favorita desde então. Mesmo eu achando um tanto impossível da autora me fazer gostar do que de seus livros passados, Montanha da Lua foi um romance que me surpreendeu em vários pontos, sem contar o fato que sou completamente apaixonada por romances de época.

Pensando um pouco sobre como o livro foi se moldando a cada passagem, percebo como cada ponto foi colocado dando um ar perfeccionista ao livro e o tornando mais real. Os dois personagens principais, lady Mical e o duque Octávio, se encaixam de uma maneira formidável: Onde Mical tem doçura, Octávio tem rabugice; Onde o duque tem fraqueza, Mical tem a segurança. Desse modo os detalhes entre os dois, se entrelaçam tornando-os perfeitos um para o outro.

Por que o proibido sempre retorna para atormentar aqueles que se empenham em resisti-lo?
– Octávio

Como em todos os livros que li anteriormente, a escrita de Scotti possuí um ritmo maravilhoso e sem o famoso lenga-a-lenga. Os fatos não levam a círculos viciosos ou repetições sem que haja uma boa explicação para tudo. É existente de um cadenciamento que faz você ler o livro inteiro em um único dia sem se dar conta disso. Fiquei o dia todo lendo e me surpreendi ao perceber que havia passado menos de doze horas para devorar a obra completa. Isto se deve a sucessão de fatos que sempre nos deixam com um gostinho de quero mais fazendo-me ficar ansiosa pela próxima página.

Mical é uma das jovens mais corajosas que já conheci em meio aos romances de época deste mundo de leitura. Firme e até mesmo petulante, a força que exprime a partir do que vemos pelas situações que a vida a impõe, mostra toda a mulher de sangue quente que é. E mesmo sua ingenuidade, por mais que pareça improvável para uma moça de sua idade, é apreciável. Pois suas descobertas com Octávio relacionadas não ao prazer, mas o que é ser uma esposa fazem com que eu me sinta próxima dela em vários aspectos. E ainda por cima, sempre capaz de entender e aceitar os medos de seu marido.

As pessoas sempre buscarão respostas para a morte, principalmente as prematuras. Mesmo sendo um homem letrado, está sujeito a ser guiado por sua perda.
– Mical

Já o duque Hallisson é uma pessoa incomum. Dizem que as mulheres são difíceis de entender, mas sinceramente, nas diversas passagens que o duque contava a história eu raramente conseguia entender como um homem tão estudado poderia aceitar a verdade na “maldição” de sua família (se bem que nem eu me decidi ainda se ela é verdadadeira ou não rs). Até que eu compreendi que era apenas o medo. O medo pode nos fazer a crer em coisas tolas. E o medo de Harllinson de perder Mical e principalmente, daquilo que ele sabia que não podia ir contra, o fazia ser um tolo tantas e tantas vezes.

Era um covarde, seguindo as regras que a Maldição criou para a minha família.
– Octávio

Normalmente quando eu faço resenhas, falo apenas nos personagens principais da trama. Porém, não consigo deixar de falar sobre a piedade, a compreensão e a repulsa que senti por Antonietta. Eu não consigo expressar o quanto senti vontade de bater em pessoas por ela ou simplesmente entrar nas páginas do livro para lhe consolar. Ninguém merece um passado como o dela e eu a compreendo profundamente, por que mesmo não tendo partilhado o horror que ela sofreu, como mulher fico imensamente nauseada e irritada com sua agonia.

―Eu sei. Às vezes posso sentir seu empenho. Como hoje… ―Murmurou. ―Quer me contar? ―Rapidamente neguei, focando-me nas mãos dele para não encará-lo. ―Por sentir-se envergonhada? ―Fiz que sim. ―Não fosse isto desejaria falar-me o que a magoa tanto? ―O olhei rapidamente e assenti uma vez, mordendo meus lábios, sentindo-me a garotinha de treze anos mais uma vez. Este era o único assunto que me punha trêmula, inquieta e insegura.
– Antonieta

Ainda estou absorvendo tudo que este livro me passou. Comovida pela história. Apaixonada pelo casal. Um turbilhão de emoções. Um livro maravilhoso que superou todas as minhas possíveis expectativas.

Titulo: Montanha da Lua
Autora: Mari Scotti
Ano: 2015
Editora: Independente
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

Os Segredos de Colin Bridgerton – Julia Quinn – Os Brigdertons 04

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Ha muitos anos Penelope Featherington frequenta a casa dos Bridgertons. E há muitos anos alimenta uma paixão secreta por Colin, irmão de sua melhor amiga e um dos solteiros mais encantadores e arredios de Londres. Quando ele retorna de uma de suas longas viagens ao exterior, Penelope descobre seu maior segredo por acaso e chega à conclusão de que tudo o que pensava sobre seu objeto de desejo talvez não seja verdade. Ele, por sua vez, também tem uma surpresa: Penelope se transformou, de uma jovem sem graça ignorada por toda a alta sociedade, numa mulher dona de um senso de humor afiado e de uma beleza incomum. Ao deparar com tamanha mudança, Colin, que sempre a enxergara apenas como uma divertida companhia ocasional, começa a querer passar cada vez mais tempo a seu lado. Quando os dois trocam o primeiro beijo, ele não entende como nunca pôde ver o que sempre esteve bem à sua frente.
No entanto, quando fica sabendo que ela guarda um segredo ainda maior que o seu, precisa decidir se Penelope é sua maior ameaça ou a promessa de um final feliz. Em Os segredos de Colin Bridgerton, quarto livro da série Os Bridgertons, que já vendeu mais de 3,5 milhões de exemplares, Julia Quinn constrói uma linda história que prova que de uma longa amizade pode nascer o amor mais profundo.

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Este livro é meu favorito. Já estou indo para o oitavo e nenhum dos outros chegou perto do que este livro trouxe para mim. Se tornou um dos meus livros favoritos de romance, na verdade, acho que é o meu favorito agora. Fiquei super encantada por tudo que a autora me mostrou nesta trajetória e ainda mais pelos personagens principais que formaram um casal perfeito daqueles que mesmo tendo um crush pelo Colin, não consigo pensar em ver ele longe da Penélope.

A história começa com um vislumbre do passado sobre o amor de Penélope por este Bridgerton. Vemos que no fundo de seu coração há um sentimento verdadeiro, de uma mulher que além de ama-lo tem a capacidade de reconhecer tudo que há de bom e de ruim nele. Neste início do livro, há um resgate de uma cena de Um Perfeito Cavalheiro onde ela tem sua maior decepção ao ouvir Colin afirmar que jamais se casaria com ela.

O rosto dele, já rosado, tornou-se rubro. Ele abriu a boca, mas não emitiu nenhum som. Talvez, pensou Penelope com estranha satisfação, aquela tivesse sido a única vez na vida que ele ficou sem palavras.
– E eu nunca… – acrescentou Penelope, engolindo em seco sem parar. – Eu nunca falei a ninguém que queria que você me pedisse em casamento.
– Penelope – conseguiu, enfim, falar Colin –, eu sinto muito.
– Não tem do que se desculpar.
– Não – insistiu ele. – Tenho, sim. Eu a magoei, e…
– Você não sabia que eu estava aqui.
– Mesmo assim…
– Você não vai se casar comigo – declarou ela, a voz soando estranha e falsa aos seus ouvidos. – Não há nada de errado com isso. Eu não vou me casar com o seu irmão Benedict.
Até então, Benedict estava olhando para o outro lado, tentando não encará-la, mas a partir desse momento passou a prestar atenção. Penelope fechou as mãos ao lado do corpo.
– Ele não fica magoado quando eu digo que não vou me casar com ele. – Virou-se para Benedict e forçou-se a fitá-lo diretamente nos olhos. – Fica, Sr. Bridgerton?
– Claro que não – respondeu ele, com rapidez.
– Então está resolvido – disse ela decididamente, impressionada por, ao menos uma vez na vida, estar conseguindo pronunciar as palavras exatas que queria. – Ninguém ficou magoado. Agora, se me derem licença, cavalheiros, preciso ir para casa.
(…)
Um amor não correspondido não era nada fácil de administrar, mas ao menos Penelope Featherington já estava acostumada a isso.”

Alguns anos se passam e a partir daí a verdadeira natureza da história aparece. Penélope esta mudada de várias maneiras possíveis e Colin esta cada vez mais distante de todos por suas viagens. Nesta temporada de cortes e floreios tudo parece que vai correr extremanente igual, quando a nossa gloriosa Lady Dunbury propõe o desafio do século: dinheiro aquele que descobrir a identidade da misteriosa colunista Lady Whinstledow e assim agita todo a sociedade londrina, além que dá um motivo a mais para fazer nosso casal ficarem perto um do outro…

Esse enredo envolta da colunista traz mistério e sagacidade ao romance de Quinn. Muitos personagens podem ser esta mulher por serem incrivelmente pretenciosos espertos. Além do fato que traz mais charme as descobertas do livro e torna um ponto crucial para envolver de vez Colin a Penélope.

Mas, com toda a sinceridade, nada disso passou pela cabeça de Colin. Na verdade, ele mal pensava. Seu beijo foi suave e dócil porque ele ainda estava surpreso. Ele a conhecia havia anos, e jamais pensara em fazer aquilo. Agora, porém, não poderia soltá-la nem que o mundo se acabasse. Mal conseguia acreditar no que estava fazendo – ou que desejasse tanto aquilo.

Colin Bridgerton é um homem engraçado e inteligente se tornando o mais charmoso dos irmãos. De todos os personagens que foram apresentados durante a trajetória dos livros anteriores, Colin é o que mais me agrada em suas palavras. Muita das vezes o comparo com William Herondale de As Peças Infernais, mas mesmo sendo intrisecamente parecidos, Colin possuí um jeito ainda mais irresistivel (o que eu meio que achava impossivel considerando quem é Will). Ao mesmo tempo que é forte e sempre pronto para outra, Colin tambem pode ser inseguro quanto aquilo que quer realizar em sua vida.

Penélope por outro lado é forte dentro de si, mas quando chega a hora de mostrar de onde veem essa força é que são elas. Por ter sido tão exposta a humilhação quando mais nova, por ter sofrido tanto com comentários Penélope aprendeu a fugir para um canto sempre que isto ocorria. Durante o livro, nota-se uma suave percepção de mudança em sua atitude.

Tais mudanças vem diretamente da força que Colin da para Penélope e é justamente isto que eu acho tão bonito e maravilhoso neste livro. O modo como de uma amizade, de um olhar, de um toque saiu um amor tão forte impossivel de ser quebrado deixado para trás.

Além disso de toda essa linda história, não posso deixar de notar que Júlia Quinn fechou um ciclo. Não só relacionados para com Lady Winstledow como também aos primeiros quatro irmãos da saga. Afinal, nos livros seguintes é mais aparente os ultimos filhos.

Titulo: Os Segredos de Colin Bridgerton
Titulo Original: Romancing Mister Bridgerton
Autora: Júlia Quinn
Editora: Arqueiro
Ano: 2002
Ano de Tradução: 2014
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

O rosto dela lhe era tão familiar… Ele o vira mil vezes antes e, no entanto, até as últimas semanas, não podia dizer que o conhecia de verdade. Será que lembrava que ela tinha uma pequena marca de nascença perto do lóbulo esquerdo? Já havia notado o ardor de sua pele? Ou que os olhos castanhos continham salpicos dourados bem perto da pupila?

Um Perfeito Cavalheiro – Júlia Quinn – Os Bridgertons – Livro 03

Sophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse é um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu. Uma noite, ela consegue entrar às escondidas no baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhece o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles. Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres. O destino faz com que os dois só se reencontrem três anos depois, Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível. Agora os dois precisarão lutar contra o que sentem um pelo outro ou reconsiderar as próprias crenças para terem a chance de viver um amor de conto de fadas. Nesta deliciosa releitura de Cinderela, Julia Quinn comprova mais uma vez seu talento como escritora romântica.

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Júlia Quinn é uma das melhores escritoras românticas que já encontrei na vida, isto porque seus livros são capazes de nos deixar submersos na história de modo que é impossível largar o livro depois de começa-los. Quando eu inicei a leitura de Um Perfeito Cavalheiro sendo que eu  estava completamente encantada pelo livro anterior O Visconde Que Me Amava  eu só conseguia pensar que o livro só podia ser maravilhoso. E embora este não tenha se tornado um dos meus favoritos da série ainda sim foi incrível.

Sophie Basset é uma moça como quase qualquer outra. Tem sonhos e anseios por uma vida melhor do que possui e o desejo de ser realmente feliz com alguém que lhe ame. Eu gostei muito da personagem pela simplicidade e verdade que ela me passou e mesmo que ela seja calma e respeitosa, ainda sim há nela um espírito de justiça que vigora em suas palavras.

Benedict Bridgerton é tudo que sua história promete: um perfeito cavalheiro. Contanto, isso me faz desgostar dele, afinal não sou do tipo que gosta dos perfeitinhos de mais. Porém não posso negar que o modo como ele ficou após a súbita partida de Sophie do baile, que eu fiquei com certa piedade do seu sofrimento.

Quando você começa a história é bem perceptível a Cinderela em Sophie, mas mesmo depois dessas primeiras oitenta páginas eu imagino que a história de verdade só começa com o reencontro do casal depois do salvamento de Benedict. E esse momento, após esse heroísmo, que eu realmente achei impressionante. Pois Quinn conseguiu mostrar como ressurgiu em Sophie a paixão por aquele que tinha pensado durante tanto tempo, como a aceitação de Benedict que a mulher do baile não voltaria mais e que ele deveria deixa-la para trás e se entregar a nova paixão.

Um Perfeito Cavalheiro é emocionante e carregado de sentimentos. Almas gêmeas como Sophie e Benedict nunca haviam sido retradas com tamanha veracidade. Um livro inesquecível.

Título: Um Perfeito Cavalheiro
Título Original: An Offter From A Gentleman
Série: Os Bridgertons 03
Autora: Júlia Quinn
Editora: Arqueiro
Ano: 2001
Ano de Tradução: 2014
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟

O Príncipe dos Canalhas – Loretta Chase – Livro Um

Sebastian Ballister é o grande e perigoso marquês de Dain, conhecido como lorde Belzebu: um homem com quem nenhuma dama respeitável deseja qualquer tipo de compromisso. Rejeitado pelo pai e humilhado pelos colegas de escola, ele nunca fez sucesso com as mulheres. E, a bem da verdade, está determinado a continuar desfrutando de sua vida depravada e pecadora, livre dos olhares traiçoeiros da conservadora sociedade parisiense. Até que um dia ele conhece Jessica Trent… Acostumado à repulsa das pessoas, Dain fica confuso ao deparar com aquela mulher tão independente e segura de si. Recém-chegada a Paris, sua única intenção é resgatar o irmão Bertie da má influência do arrogante lorde Belzebu. Liberal para sua época, Jessica não se deixa abater por escândalos e pelos tabus impostos pela sociedade – muito menos pela ameaça do diabo em pessoa. O que nenhum dos dois poderia imaginar é que esse encontro seria capaz de despertar em Dain sentimentos há muito esquecidos. Tampouco que a inteligência e a virilidade dele pudessem desviar Jessica de seu caminho. Agora, com ambas as reputações na boca dos fofoqueiros e nas mãos dos apostadores, os dois começam um jogo de gato e rato recheado de intrigas, equívocos, armadilhas, paixões e desejos ardentes.

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Eu já tinha ouvido falar várias vezes do livro de Chase antes de ler. E posso dizer que ele foi bem diferente do que eu esperava para o gênero e que fiquei surpresa e satisfeita com o desenrolar das coisas no final das contas. O livro tem de tudo um pouco e é completamente imprevisivel tornando a leitura agradável e impossível de parar. Chase tem um jeito especial de escrever. Mesmo contando o livro em terceira pessoa (coisa muito comum em romances de época), é muito fácil sentir as necessidades, medos e desejos dos personagens. As palavras são bem colocadas a ponto de realmente me sentir na pele dos personagens principais.

Lorde Dain é um perfeito canalha. Inclinado a pensar que sabe tudo sobre sedução, Dain usa e abusa do dinheiro para conseguir as mulheres que deseja sem nunca se apegar totalmente a elas. O único problema de Dain é que ele é feio. Conhecido na região como Lorde Belbezu, Dain imagina que nenhuma mulher bonita – ou mesmo as feias – se interessariam por ele se não fosse sua condição financeira. Dain então possui um certo desprezo pela condição feminina chamando as mulheres de tolas e pragas que não serviriam para nada mais que satisfazer os desejos masculinos.

Da mesma forma, a criatura diante dele era uma dama e nenhuma placa avisava que se devia manter distância. “Damas”, no Dicionário de Dain, estavam listadas sob os verbetes “Praga”, “Peste” e “Fome”.
– Lorde Dain.

Mas isto muda quando Dain conhece a Srta Jessica Trent. Dona de uma beleza estonteante, Jessica é acima de tudo perspicaz, geniosa e bem a frente das mulheres de seu tempo, ela produz nele seus desejos carnais mais intensos e sentimentais que nunca imaginou. Isto porque Dain não consegue resistir aos impulsos que tem de provocar Jessica que para sua clara surpresa sempre se safa ou lida com eles da melhor maneira possível.

Foi então que, tarde demais, Dain percebeu a falha em seu raciocínio. E lembrou-se do comentário de Esmond sobre a lendária Genevieve. Todos ali acreditariam que a fedelha seguia os passos da avó – uma femme fatale – e os malditos parisienses achariam que ele havia sucumbido aos encantos dela.
– Lorde Dain.

Impressionantemente sagaz, O Príncipe dos Canalhas se tornou um dos meus livros favoritos por ser audacioso e divertido de modo que é incapaz de não se apaixonar pela história. Um livro que vale a pena de ser lido.

Titulo: O Príncipe dos Canalhas
Título Original: Lord Of Scoundrels
Autora: Loretta Chase
Ano original: 1995
Ano de publicação no Brasil: 2015
Editora: Arqueiro
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

Sobre a autora.

Loretta Chase formou-se relativamente tarde na Clark University e tem o título de bacharel em inglês. Nesse meio-tempo, trabalhou como balconista em uma joalheria, vendedora de roupas em uma butique e fiscal de estacionamento. Depois, trabalhou em sua alma mater. Enquanto virava as noites redigindo roteiros audiovisuais, ela conheceu seu atual marido, Walter, que após algum tempo a seduziu com a ideia de ser escritora. Vencedora de vários prêmios Romantic Times, ela também venceu o prêmio RITA da Associação Americana de Escritores de Romances com O Príncipe dos canalhas.

Escândalo Na Primavera – Lisa Kleypas – As Quatro Estações do Amor – 04

Daisy a mais nova e romântica das solteironas há finalmente sido intimada por seu pai, depois do casamento de sua filha e maior com um conde, Thomas Bowman não quer que sua caçula se case com João ninguém, para isso lhe dá um ultimato. Ou arruma um marido em 2 meses ou ele se casará com um homem que ele quer. Mathew Swift. O pior pesadelo da infância de Daisy, o jovem magricelo que tanto havia irritado a ela e a Lillian, ela não quer ouvir nem falar no assunto. E junto com suas amigas, e seus maridos, resolvem uma nova empreitada a caminho de achar à um lorde há altura de Daisy, porém Daisy não contava com o fato de Mathew ter se tornado um homem extremamente atrativo e muito menos com a atração eu sente por ele. E agora?

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O quarto livro dessa serie maravilhosa da Lisa Kleypas foi o que eu menos gostei. Por algum motivo que não consigo decifrar o porque, não consigo gostar dos dois personagens principais. Embora seu romance me agrade, não tenho uma empatia pelo casal a ponto de shippar os dois.

Assim como seus antecessores, Escândalo Na Primavera é muito bem escrito. Tem detalhes onde deve ter sem serem restringidos ou excessivos. Existe aquele ritmo de leitura fixo em que não é dificil acabar o livro ou se manter preso a leitura. Afinal, a história contada por Lisa Kleypas é maravilhosa. Um tipo cliché de romance sim, mas com pontos e contrapontos que desenvolvem a leitura de maneira única.

Meu problema com a obra mesmo foi  essa frieza que tive com os personagens principais e em um romance, ainda mais um romance de época que são meus favoritos, não se apegar ao casal é um grande problema. Parece que fica faltando um pedaço do que completa uma leitura: Aqueles sorrisinho que surge durante o primeiro beijo; A ansiedade para eles se dizerem apaixonados um pelo outro, todos esses detalhes que fazem da  leitura melhor.

Escândalo Na Primavera é um livro bom. Que pode agradar outras pessoas quando não o fez comigo.

Titulo: Escândalo Na Primavera – As Quatro Estações do Amor – 04
Titulo Original: A Scandal In The Spring – The Wallflowers – 04
Autora: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Ano: 2009
Avaliação: 🌟🌟🌟

Pecados No Inverno – Lisa Kleypas – As Quatro Estações do Amor – Livro Três

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Quatro jovens damas da sociedade londrina procuram um bom partido. Chega a vez de Evangeline Jenner, a mais tímida, mas também a mais rica, logo que cobre a sua herança. Para escapar às garras da família, Evie pede ajuda a Sebastian, Lorde St. Vincent, um conhecido libertino, fazendo-lhe uma proposta irrecusável: que se case com ela, trocando riqueza por proteção. Mas a proposta impõe uma condição: depois da noite de núpcias, os dois não voltarão a encontrar-se na intimidade, pois Evie não quer ser mais um coração partido na longa lista de conquistas de Sebastian. A Sebastian resta esforçar-se mais para a seduzir… ou entregar finalmente o coração, em nome do verdadeiro amor.

Ainda estou apaixonada pela escrita de Lisa Kleypas e não sei porque diabos nunca tinha ouvido falar nessa moça antes. Os livros dela são fantásticos e embora eu ainda goste mais de Era Uma Vez No Outono do que deste último, o livro não foi ruim, mas maravilhoso.

Pecados No Inverno assim como os outros livros da serie é bem escrito e cheio de personalidade. Achei incrível o modo como as coisas foram se desenrolando no decorrer da história mesmo que não fosse algo exatamente incomum; um casamento por conveniência onde os noivos se apaixonaram. Mas o xis da questão é que eles não se odiavam no começo ou mesmo sentiam uma repulsa gigantesca um pelo outro e também não havia aquela atração desmensurada. Isso tudo, faz do livro que podia ser tão cliché se tornar uma coisa nova.

Evie é uma moça de personalidade que só é timida pelo modo como foi tratada a vida toda. Dona de uma beleza recatada e ao mesmo tempo sensual, a mulher tem fibra na hora de decidir o que quer. Evie seria o tipo de pessoa que eu odiaria de cara, mas nesse novo modo de fazer livro de Kleypas, tornou a timida moça em um exemplo de perseverança. Sua relação com Sebastian mostra que por mais que seja inocente no que diz respeito a paquera, também burra ou submissa a ele.
Sebastian é um homem que de início parece não valer o que come. Tendo figurado anteriormente em Era Uma Vez No Outono no rapto de Lillian Bowman, toma-se ele como um personagem sem escrúpulos e disposto a tudo por dinheiro (não sendo a toa que se casou por causa da herança de Evie). Mas no fim das contas, percebe-se uma evolução em Sebastian, desde o modo como via as pessoas a sua volta a vista sobre a esposa.

Livro incrível e cheio de rerivoltas, Pecados No Inverno é um romance digno de ser lido.

Título: Pecados No Inverno – As Quatro Estações do Amor.
Título Original: The Devil In Winter – The Wallflowers
Autora: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Ano: 2006
Tempo de Leitura: Dois dias
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟

Segredos De Uma Noite de Verão – Lisa Kleypas – As Quatro Estações do Amor – Livro 01.

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Quatro jovens da sociedade elegante de Londres partilham um objetivo comum: usar os seus encantos femininos para arranjarem marido. E assim nasce um ousado esquema de sedução e conquista.
A delicada aristocrata Annabelle Peyton, determinada a salvar a família da desgraça, decide usar a sua beleza e inteligência para seduzir um nobre endinheirado. Mas o admirador mais intrigante e persistente de Annabelle – o plebeu arrogante e ambicioso Simon Hunt – deixa bem claro que tenciona arruinar-lhe os planos, iniciando-a nos mais escandalosos prazeres da carne. Annabelle está decidida a resistir, mas a tarefa parece impossível perante uma sedução tão implacável… e o desejo descontrolado que desde logo a incendeia.
Por fim, numa noite escaldante de verão, Annabelle sucumbe aos beijos tentadores de Simon, descobrindo que, afinal, o amor é o jogo mais perigoso de todos.
Simon Hunt provém de uma família de classe média, de fato é o filho de um humilde açougueiro, mas é  um homem ambicioso que lutou e escalou socialmente. Simon é o único que mostra interesse por Annabelle, mas ele tampouco pensa em matrimônio, ele não é dos que se casam, e acredita que esperando pacientemente que finalize a temporada e ela volte a fracassar em seus intentos de caçar um marido da nobreza, poderá fazê-la sua amante…

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Estou encantada com a série de romance da Lisa Kleypas. Sempre gostei bastante do estilo de leitura do romance de época, embora romance em si não sejam meu forte. Mas este livro de Lisa me deixou abismada, feliz e temperamental.

Escrito com uma cadência e ritmos que nos fazem mergulhar no fundo dos floreios e flertes da sociedade londrina, Lisa nos dá um romance de tirar o fôlego. Logo no primeiro capítulo temos um vislumbre de como será a história, mesmo que os dois demorem um pouco para se encontrar novamente.

Annabelle é inteligente, sagaz e bonita. Características que a fariam um partido excelente na comunidade se não fosse a falta de dinheiro e – para alguns – a moral de sua família. Principalmente sua mãe.  Movida pelo desejo de ajudar sua família a sair dessa condição, flerta com um homem que lhe tem grande admiração mas que não ama. Fica muito claro no livro, que Annabelle deseja um casamento por amor, mas que como não tem esperanças de conseguir por ter tão poucos partidos, tem que abrir mão do sonho.

Simon é carismático e o tipo de personagem que para mim, soa meio impossível de não amar, mesmo que as vezes soe como um cretino. Durante o livro, a percepção das ações dele com Annabelle e as mudanças dela foram o que mais me deixou apaixonado pela história. Em como o simples desejo de tornar a moça sua amante foram se transformando em algo muito mais perigoso.

Além do romance, Lisa ainda nos mostra como a sociedade podia (e cá entre nós ainda pode) ser preconceituosa baseada em simples boatos ou conclusões precipitadas.

É realmente um livro que me deixou as emoções a flor da pele e que eu sinto prazer em recomendar a todos.

Sobre a autora:

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Lisa Kleypas, vencedora do prêmio RITA, já escreveu 34 romances. Seus livros foram publicados em 28 idiomas, em diversos países. Ela mora em Washington com o marido e os dois filhos.

Sendo os livros da série Os Hathaways, e As Quatro Estações do Amor (The Wallflowers), os mais famosos. Em sua página na web, a autora conta: “Comecei a escrever romances porque sempre amei lê los. Indiscutivelmente, fui uma nerd durante toda a escola primária e, mesmo florescendo na secundária, acredite, a nerd interior ainda estava aqui. Nunca pude imaginar um tempo melhor aproveitado do que lendo um livro, e este amor pela leitura, com o tempo, se traduziu num profundo desejo de escrever um.”

“www.lisakleypas.com”

Série: As Quatro Estações do Amor
Nome Original da Série: The Wallflowers
Título: Segredos de Uma Noite de Verão
Título Original: Secrets Of A Summer Nights
Autora: Lisa Kleypas
Ano: 2014
Editora: Arqueiro
Páginas: 238 (Recurso Digital)
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟