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( Resenha ) Cilada Para Um Marquês – Sarah MacLean – Escândalos e Canalhas – Livro Um.

Minhas caras Corujinhas, somos todos feitos de opções e escolhas. A cada ato somos levados à outro, e se tratando dos livros de Sarah MacLean a consequência é sempre o amor.

transferir.jpgTítulo: Cilada Para Um Marquês
Título Original: The Rogue Not Taken
Série: Escândalos e Canalhas – Livro 01
Autora: Sarah MacLean
Editora: Gutemberg
Páginas: 320
Ano: 2016
Avaliação: ⭐ ⭐ ⭐ ⭐
Encontre: SkoobSaraiva | Amazon

Sinopse: Sophie Talbot é conhecida pela Sociedade como uma das Irmãs Perigosas – mulheres Talbot que fazem de tudo para se arranjar com algum aristocrata. O apelido chega a ser engraçado, pois se existe algo que Sophie abomina é a aristocracia. Mas parece que mesmo não sendo uma irmã tão perigosa assim, o perigo a persegue por todos os lugares. Quando a mais “desinteressante” das irmãs Talbot se torna o centro de um escândalo, ela decide que chegou a hora de partir de Londres e voltar para o interior, onde vivia antes de seu pai conquistar um título. Em Mossband, ela pretende abrir sua própria livraria e encontrar Robbie, um jovem que não vê há mais de uma década, mas que jura estar esperando por ela. No entanto, ao fugir de Londres, seu destino cruza com o de Rei, o Marquês de Eversley e futuro Duque de Lyne, um homem com a fama de dissolver noivados e arruinar as damas da Sociedade. Rei está a caminho de Cumbria para visitar o odioso pai à beira da morte e tomar posse de seu ducado. Tudo o que ele menos precisava era de uma Irmã Perigosa em seu encalço. O Marquês de Eversley está convicto de que Lady Sophie Talbot invadiu sua carruagem para forçá-lo a se casar com ela e conquistar um título de futura duquesa. Já Sophie tenta provar que não se casaria com ele nem que fosse o último homem da cristandade. Mas e quando o perigo tem olhos verdes, cabelos claros e a língua afiada? Essa viagem será mais longa do que eles imaginam…

“Não existe, afinal, encarada mais óbvia do que a que evita seu objeto. Isso é verdade comprovada, em especial, quando os objetos em questão são tão difíceis de ignorar.”

Sarah MacLean é minha queridinha nos Romances de Época. Quem me acompanha aqui no blog sabe o quanto tenho lido obras da autora (das quais ainda não enjoei, para registro) e como tenho gostado do desenvolvimento de suas histórias. Desde os personagens peculiares até a narrativa fluída, cada livro à sua maneira me encanta e me faz desejar ler ainda mais dessa brilhante escritora. Apesar de não poder dizer que Cilada Para Um Marquês não é meu favorito da escritora, também não posso dizer que foi de total decepção pois se trata de uma perspectiva praticamente única para o contexto.

A narrativa de Sarah MacLean dispensa apresentações. Com uma escrita leve, irreverente e cheia de toques emocionais, a autora desenvolve livros exaltando a força. Não que isso seja incomum, afinal de contas de mocinhas fortes os romances de épocas estão cheios, mas a maneira de MacLean fazer é impressionante. Não há exageros nem irrealidades, a apenas o desejo de ser bem mais do que a sociedade espera. É certo dizer que quase todos romances de época costumam seguir um prospecto parecido. Mocinhas fora do padrão, homens que sofreram no passado e não desejam o amor, uma família amorosa e escândalos envolvendo ambas as partes. Tudo isso, é encontrado nesta obra mas que se desenvolve para além do cliché.

Nossa mocinha não é fora do padrão porque simplesmente não é bela ou tem um comportamento excessivamente impróprio, mas sim porque ela rechaça qualquer ligação com uma sociedade que está disposta a usar qualquer artíficio para esnobar sua família. Sophie tem como aspecto principal a sua necessidade encontrar um caminho próprio que não tem a ver com privilégios de uma sociedade que vive de aparências, e sim com a simplicidade de apenas ser feliz. Por ser de família simples que ascendeu a sociedade quando seus pais decidiram comprar um título de nobreza, Sophie sabe o verdadeiro significado de felicidade e tudo que deseja é tomá-la para si.

“Sophie, contudo, não adorava nada daquilo. Na verdade, ela amarrotou o jornal com fervor e refletiu sobre as opções de que dispunha. Opções, não. Opção. No singular. Porque a verdade era que as mulheres, na Inglaterra de 1833, não tinham opções. Elas tinham um caminho que deveriam trilhar. Que eram obrigadas a trilhar. E que deveriam se sentir gratas por serem obrigadas a trilhar esse caminho.”

Por criar uma família que não pertence aos padrões, MacLean desenvolve um cenário ao mesmo tempo divertido e critico onde demonstra as injustiças e as regras ridículas da sociedade preconceituosa que era (e ainda é) estabelecida no período em que o livro se passa. Um dos pontos principais dos livros de Sarah como um todo é justamente a critica que ela faz aos padrões de modo atual sobre como nós, mulheres, somos determinadas a seguir algo porque a sociedade é machista de mais para acreditar que podemos ser muito mais que flores frágeis e necessitadas. Tal critica é desenvolvida abertamente, tanto em favor da personalidade de Sophie quanto do romance que ela tem com Rei.

Falando em romance, eu achei fantástico que a maior parte dele tenha sido dada em uma viagem que foi bem divertida onde os persionagens se “conheceram”, já que ali eles tomaram tempo para entender os medos e os desejos um do outro. Rei é um personagem que não me agradou como um todo, mas não posso negar que seu ar mau humorado que reclama, reclama mas que é incapaz de não embarcar nas loucuras proporcionadas pela perigosíssima Sophie.

Meu único problema com a obra foi o final que achei um tanto dramático de mais, ao mesmo tempo que foi resolvido fácil de mais. Não que tenha sido ruim, apenas foi comum ao ponto que eu esperava algo mais bem elaborado. Mesmo assim, para você que ainda não leu Sarah MacLean mas que deseja começar, essa obra é perfeita por ser a menos sensual e aquela que contém muito da força feminina que tanto amamos na autora. E para quem já leu e quer mais de Sarah MacLean é um livro que vai te deixar ainda mais apaixonado(a) por essa escritora magnifica.

“Ela não ligava se ele a aprovava ou não. Nem ligava para o que ele pensava dela. Ou o que o resto do mundo tolo, horrível e insípido em que ele vivia pensava dela. Na verdade, se toda a Sociedade a considerava desdivertida, por que ela deveria se importar?”

 

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( Resenha ) Nunca Julgue Uma Dama Pela Aparência – Sarah MacLean – O Clube dos Canalhas – Livro 04

Minhas caras Corujinhas preparem-se para um livro de amores sensuais, mentiras perfeitas e amor à toda prova, pois se existe três coisas que unem os protagonistas deste livro são estas aliadas ao escândalo e a rendenção de dois corações.

Nunca julgue uma dama pela aparenciaTitulo: Nunca Julgue Uma Dama Pela Aparência
Titulo Original: Never Judge A Lady By Her Cover
Autora: Sarah MacLean
Editora: Gutemberg
Páginas: 320
Ano: 2016
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐⭐ ❤
Encontre: SkoobSaraiva  | Amazon

Sinopse: Duncan West, assim como todos os homens, enxerga apenas o que quer… Mas ele estava prestes a ver o que não queria. Para a aristocracia, Lady Georgiana é a pobre irmã de um duque, rejeitada pela família após ter sido arruinada no pior tipo de escândalo possível: uma mulher que fez escolhas infelizes ao entregar-se de corpo e alma para um rapaz que todos desconhecem. Mas a verdade é sempre muito mais chocante! Nos recônditos mais obscuros de Londres, Lady Georgiana é uma das mulheres mais poderosas da cidade fazendo parte da elite do Anjo Caído, o clube mais exclusivo de todo o reino. Circulando disfarçada pelos corredores como a prostituta Anna, ela sabe dos piores segredos dos figurões da sociedade e tem todos os poderosos na palma de sua mão, mas durante anos os seus próprios mistérios nunca foram descobertos… Até agora! Brilhante, inteligente e bonito como o pecado, o jornalista Duncan West está intrigado com a linda mulher – que de alguma forma está ligada a um mundo de trevas e perdição. Ele sabe que Georgiana é muito mais do que parece e promete desvendar todos os seus segredos, expondo seu passado, ameaçando seu presente e arriscando tudo o que ela tem de mais precioso. Inclusive seu coração.

– Eu caso, eu escolho você.
– Quando?
– Agora. Amanhã. Semana que vem. Para sempre.
– Para sempre, eu escolho para sempre.

Antes de começar Nunca Julgue Uma Dama Pela Aparência, um livro que eu já queria ler muito antes dos três anteriores, deixei a série de lado para perder toda a euforia em relação à obra. Esperar de mais sempre é um problema pelo amargo sabor da decepção que vêm quando algo não atende as expectativas. Aliado a isso, no skoob vi várias resenhas negativas em que Sarah MacLean havia criado um livro bem fora da casinha com atitudes discrepantes de seus personagens. De modo que ao ler a obra fiquei não somente surpresa pelo desenrolar da trama, como acho que por estar preparada à tudo fui além das páginas e entendi ainda mais sobre o mundo e a vida de mulheres que viveram naquela época. Ao contrário da decepção que eu esperava, Sarah MacLean me deu um livro maravilhosamente bem escrito que apesar de não ter sido meu favorito da autora, está sim entre os três livros que mais gostei dela.

É inegável dizer que MacLean tem um formato único para modelar suas histórias. Desde os segredos que a envolvem até as criticas que ela faz nunca estamos falando de apenas um romance, mas sim de personalidade, sobre querer ser mais do que a sociedade nos impõe. Desde a época em que a trilogia Os Números do Amor, percebi que Sarah tem um quê de diferente ao trazer seus romances ao mundo. Isto se deve ao fato de suas mocinhas nunca serem dependentes de ninguém, e mesmo quando são sua trajetória é travada para que elas se tornem maiores e mais fortes. Apesar disto, não posso classificar suas personagens como feitas para serem mulheres empoderadas, porque na verdade, elas são feitas para mostrarem os dois lados do ser feminino: a força que toda mulher tem e a vontade de amar e ser amada. Parecem dois sentimentos contraditórios, mas Sarah te mostra que na verdade eles se completam, pois ao oposto do que muitos pensam um não exclui o outro.

 A Sociedade odiava as mais lindas quase tanto quanto odiava as feias. Era a beleza que tornava o escândalo tão envolvente – afinal, se Eva não fosse tão linda, quem sabe a serpente a teria deixado em paz. Mas foi Eva quem se tornou a vilã da história, não a serpente. Assim como era a mulher quem perdia a honra, nunca o homem.

Em livros de época, normalmente não se tem personagens desonradas de acordo com as regras morais da sociedade. Normalmente são mulheres que nunca viveram uma aventura ou querem fazer isso, mas nunca aquelas que já viveram alguma coisa. Um dos grandes diferenciais dessa obra é justamente o fato de Georgiana já ser uma mulher vivida e, como consequência dessa vivência, ter sido duramente rechaçada pela sociedade. Seu propósito então não é viver o amor ou uma aventura, mas se casar para fazer com que a sociedade esqueça o seu amor e sua aventura do passado para que sua filha tenha a oportunidade de se tornar uma bela aristocrata. Pode parecer estranho que Georgiana queira essas coisas, mas partindo do principio que ela vive em um mundo onde o que importa sobre mulheres é quão integra sua virgindade se encontra, não parece existir alternativa razoável para que ela dê à sua filha a vida que esta merece. Chega ser bastante revoltante tal situação, pois, assim como Georgiana esta carregada dos pesos da sociedade, nós mulheres hoje em dia estamos também sujeitas aos olhos do povo. A única diferença é que temos mais liberdade (muito embora esta pareça pouca) para escolhermos a vida que queremos.


Baseando-se nesse contexto que MacLean constrói três pilares para o livro. Em primeiro plano, Georgiana quer ser mais forte e mais poderosa que todos aqueles que um dia ousam lhe julgar. É bastante presunçoso de sua parte, obviamente, mas também é o que todas as mulheres desejariam. Mostrar que não são os erros que te definem, mas sim o modo como você dá a volta por cima. O segundo é a incapacidade dela de conseguir a totalidade o primeiro; ora, se uma mulher não pode ter uma filha do casamento, imagine participar de um cassino? Soa irônico perceber que por mais que Georgiana tenha poder ela parece nunca conseguir exercê-lo com sua verdadeira personalidade, pois caso o fizesse sua ruína e consequentemente a de sua filha estariam perdidas para sempre. E por último, o amor que é tão próximo de Georgiana mas que jamais ela poderia acreditar que um dia irá ter. Em sua perspectiva, o amor destrói como fez com ela a tantos anos antes.

Aprendi, por experiência, que existem poucas coisas que valem ser salvas. Quando um homem encontra uma, ele deve fazer seu melhor para mantê-la em segurança.

Em qualquer outra obra, uma mocinha que nega a verdade do amor normalmente me irrita ainda mais quando ela foge dele. Contudo, o fato de Georgiana ter amado e ter se ferrado por conta disto (de todos os modos possíveis) torna o livro bastante plausível. O romance que ela tem com West fica mais interessante, pois mesmo sabendo do seu desejo de não se apaixonar também é possível enxergar o caminho que ela trilha para chegar a isso. Contudo aqui também não se trata de amor, desejo ou ódio a primeira vista porque os dois já se conheciam e Georgiana já desejava estar com Duncan (de um lado puramente sexual, acredite), mas ele jamais a tinha enxergado antes de perceber quem ela era realmente. Fiquei bastante encantada por esse lado da história, pois Georgiana tem dois pontos que a transformam na heroína de época mais inusitada de todos os tempos. O primeiro é que o amor não faz parte de seus planos e o segundo que apesar disso abrir mão dos suas fantasias não esta na linha de descarte, mesmo que ela deseje estar apenas com este determinado jornalista.

Duncan também tem seu brilho próprio, contudo acho mais interessante que você leitor (a) descubra os segredos e a personalidade dele por si mesmo, posso apenas adiantar que ele é tão inteligente quanto bonito e que existe bem sobre sua casca de canalha do que podemos imaginar. Por isso, para finalizar esta resenha só lhe digo uma coisa: não tenha medo de ler Sarah MacLean e se decepcionar, porque mesmo que este não sejam os melhores livros da sua vida, eles vão com toda certeza mudar seu ponto de vista sobre inúmeras coisas, mas principalmente sobre o que é ser uma mulher forte, determinada e ainda sim permanecer feminina.

Amor. A matéria prima dos sonetos e galanteios e contos de fadas e romances. Amor. A emoção ardilosa que faz homens chorarem e cantarem e arderem com desejo e paixão.

( Resenha ) Entre A Culpa e O Desejo · Sarah MacLean · O Clube dos Canalhas · Livro Dois

Minhas caras corujinhas, abram suas asas, peguem seus óculos e suas pranchetas porque hoje nossa viagem será por uma Londres antiga e cheia de mistérios onde uma mulher quer entender o que é viver e  um homem lhe mostrará todos os segredos que ela precisa descobrir.
sarah
Título: Entre A Culpa e O Desejo
Título original: One Good Deserves A Lovers
Autora: 
Sarah MacLean
Série: 
O Clube dos Canalhas #02
Editora:
 Gutenberg
Páginas:
304
Ano: 
2015
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐⭐❤
Encontre: 
Skoob | Amazon | Saraiva
Sinopse: Seu próximo experimento científico? Entregar-se a um canalha!
Lady Philippa Marbury não é como as jovens de sua época. A brilhante filha do marquês de Needham e Dolby se preocupa mais com seus livros e experimentos do que com vestidos e bailes. Para ela, um laboratório é muito mais atraente que uma proposta de casamento, e é por isso que, ao ser prometida a um noivo com quem não tem nada em comum, Pippa tem apenas duas semanas para empreender seu último experimento: descobrir todos os prazeres e todas as delícias da vida antes de passar o resto de seus dias ao lado de alguém que ela mal conhece. Como boa cientista que é, Pippa investiga a vida do homem que parece ser a cobaia ideal para realizar suas experiências: Sr. Cross, o atraente sócio do cassino mais famoso e cobiçado de Londres, um libertino cuja má-fama foi cuidadosamente construída sobre o vício e a devassidão. Um canalha perfeito para explorar suas fantasias e satisfazer sua curiosidade sem manchar sua reputação de moça de família. Mas o que Pippa não sabe é que, por baixo das aparências, Cross esconde segredos obscuros e que, ao receber a proposta da garota, ele está diante de uma oferta que pode destruir tudo aquilo que durante anos ele se esforçou para proteger. Terrivelmente tentado a se envolver nessa aventura que promete o mais puro prazer sem qualquer outra emoção, tudo o que Cross deseja é dar a Pippa exatamente o que ela quer, mas ele sabe que ninguém sai ileso do caminho da satisfação e, assim, Cross terá de usar cada miligrama de sua força de vontade para não perder o controle e resistir à tentação de entregar à jovem muito mais do que ela ousa imaginar.
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Eu realmente amo a Sarah MacLean e tudo que ela escreve. Dentre todos os caminhos que a autora pode optar para conduzir sua história, o inesperado e inconvencional é sempre o sua proposta. Ler seus romances de época é sempre uma tarefa nova que consiste em aceitar que nada será como você tenha visto antes pois surpreendente é sempre a palavra que descreve melhor suas histórias. Esse livro se tornou o meu segundo favorito da autora logo nas primeiras páginas. Divertido, criativo e muito bem articulado Entre A Culpa e o Desejo foi tudo que eu não esperava e mais um pouco.
A narrativa de Sara MacLean é sempre leve e fluída. Com capítulos curtos e bastante falas, a autora tem preocupação em tornar cada palavrinha essencial para a construção do romance. Um grande ponto positivo em suas histórias é o fato que Sarah praticamente não trabalha com amor a primeira vista (e mesmo quando o faz eles não vingam por assim dizer). Pelo contrário, a autora tem o cuidado de mostrar que o amor nasce de provocações a cada segundo que se passa na companhia do outro. Neste porém ela foi além disso criando uma conexão tão forte entre o casal principal por simplesmente nos dar dois personagens divinamente humanos. Em Pippa não existe beleza absurda e em Cross não há um homem disposto: ambos tem seus defeitos e aprendem a se amar com isso e principalmente por isso.
Uma grande característica da escrita de MacLean é sua capacidade quase surreal de dar vida a seus personagens principalmente as protagonistas femininas. O foco da narrativa é a personalidade de cada um e neste livro o quão incomum é Lady Philippa. Com uma força de vontade que ultrapassa o comum, Pippa como prefere ser chamada, não é de desistir fácil e muito menos de entrar em compromissos que não sabe se poderá cumprir. Seu medo do que esperar do casamento é bem real, mas mais ainda é o fato dela saber que nenhuma outra mulher vai lhe contar aquilo tudo que precisa saber. Sendo absolutamente racional (por mais irracional que pareça) Pippa quer acima de tudo aprender a viver pelo menos uma vez antes de se conformar a um casamento que não lhe trará nada além de convenções sociais. E essa racionalidade que a faz entender o seu lado mais irracional ao lado de Cross, que mesmo não querendo se envolver, acaba por deixar se envolver por uma mulher com a natureza avassaladora de Pippa.
Mas como o mundo não é feito apenas de mulheres, Sarah também produz um mocinho. Apesar de Cross seguir o caminho mais popular aos romances de época de um homem perdido em sua própria solidão, há nele também detalhes miúdos que o tornam tão merecedor de atenção. Cross luta ao lado de Pippa mesmo que o próprio não enxergue isso. Ele lhe dá as amarras que o prendem de seus medos para que essa estranha garota de óculos consiga tirá-lo da solidão que o cerca.
Entre A Culpa e O Desejo é uma obra diferente do que poderia imaginar. Eu ri, amei e me apaixonei por cada aspecto do livro. Em tudo que escreveu, Sarah MacLean me conquistou pela sagacidade, mas nesse livro ela me ganhou pelos opostos que inevitavelmente se atraíram: a pureza e o sensual, o medo e a coragem, a culpa e o desejo.

( Resenha ) Entre O Amor E A Vingança · Sarah MacLean · Livro 01

Minhas amorosas Corujinhas, preparem-se para voltar no tempo e entrar em uma casa abandonada e um coração perverso em sua busca para recuperar o que foi seu por direito. Mas o que pode parecer uma busca por vingança, pode se transformar no mais alto dos sentimentos.

Capa

 

Título: Entre O Amor E A Vingança
Título original: A Rogue by Any Other Name
Autora: Sarah MacLean
Série: O Clube dos Canalhas #01
Editora: Gutenberg
Páginas: 304
Ano: 2015
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

 Sinopse: O que um canalha quer, um canalha consegue… Uma década atrás, o marquês de Bourne perdeu tudo o que possuía em uma mesa de jogo e foi expulso do lugar onde vivia com nada além de seu título. Agora, sócio da mais exclusiva casa de jogos de Londres, o frio e cruel Bourne quer vingança e vai fazer o que for preciso para recuperar sua herança, mesmo que para isso tenha que se casar com a perfeita e respeitável Lady Penélope Marbury. Após um noivado rompido e vários pretendentes decepcionantes, Penélope ficou com pouco interesse em um casamento tranquilo e confortável, e passou a desejar algo mais em sua vida. Sua sorte é que seu novo marido, o marquês de Bourne, pode proporcionar a ela o acesso a um mundo inexplorado de prazeres. Apesar de Bourne ser um príncipe do submundo de Londres, sua intenção é manter Penélope intocada por sua sede de vingança – o que parece ser um desafio cada vez maior, pois a esposa começa a mostrar seus próprios desejos e está disposta a apostar qualquer coisa por eles… até mesmo seu coração.

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Sarah MacLean é sem dúvidas uma das minhas romancistas favoritas. Ler seus romances sempre me faz ficar apaixonada pelos personagens e o crescimento que eles têm durante o correr de suas histórias. Mas a capacidade o que mais me deixa entusiasmada com seus livros, é a maneira com que MacLean os cria tendo como base uma sociedade puramente machista e mocinhas dispostas a quebrar todas as regras da sociedade. Muito embora esse mocinho não seja machista e essa mocinha não esteja dando um salto atrás de aventuras, é justamente o caminho que os modificam que torna esse livro especial.

Uma característica comum as narrativas de MacLean é a facilidade com o qual elas transcorrem. Com capítulos curtos, o livro é permeado por pensamentos e sentimentos que se modificam à partir da evolução do livro. Acho realmente fantástico como a autora consegue dar rumo a narrativa. Nunca consigo abandonar a leitura e sempre fico sedenta pelo que esta para vir. E toda vez sou surpreendida pela direção que as coisas tomam, onde muitas ações e reações são bastante inesperadas para mim. Tudo isso, faz com que Sarah possua características únicas capazes de surpreender o leitor sempre o instigando e mostrando que por ser um romance de época o clichê não é a única opção.

Se a narrativa é uma das minhas favoritas, o enredo proposto faz meu coração saltitar. De início faz-se pouco evidente que tipo de evolução a autora vai trazer porque tudo parece ocorrer bastante rápido à princípio e então mais lento a medida que o tempo passa. Mas então percebemos que na verdade ela tem muitas coisas à mão quando seu desenvolvimento esta na personalidade de Penélope e Bourne do que no destino que os rodeia.

Em paralelo com o título, Penélope está em uma jornada para descobrir quem é além do que a mulher perfeita, mas não boa o bastante para ter agarrado um duque em sua primeira temporada. Ser uma uva da sociedade não lhe garantiu nada ao invés de ser associada ao sem graça. Penélope precisa descobrir quem é verdadeiramente para ser feliz e ter algo a mais do que a sociedade londrina espera. Já Bourne esta tem plena consciência que tudo que precisa é vingar-se de quem lhe tirou tudo paraser feliz, quando na verdade precisa apenas olhar para dentro de si e perceber que nem tudo é ódio pois o melhor da vida está no amor de quem nos rodeia.

Apesar de ter amado tanto os contextos da obra e boa parte do que a autora propôs tenho que admitir que — mesmo entendendo o personagem — quis dar na cara do Bourne. Pois achei bastante demorado ele finalmente cair em si de modo que foi irritante muitas de suas atitudes. Mas fora isso, e quem sabe um tanto de drama à mais que o necessário, não houve nada que tenha me desagradado.

Entre O Amor E A Vingança é um dos melhores romances de época que já tive o prazer de ler. Engraçado, caritivante, apaixonante e inspirador este livro é obrigatório para os amantes do gênero, assim como uma ótima pedida para aqueles que estão iniciando no gênero. Um livro feito para atrair o desejo e a ruína de um leitor.

| RESENHA | Uma Noite Para Se Entregar – Tessa Dare – Spindle Cove 01

Olá corujinhas! Tudo bom com vocês? Há alguns dias li um primeiro livro da Tessa Dare. Sou uma fã incondicional de romances de época e quase sempre estou à ler livros do gênero. Mas ler Tessa Dare foi bem diferente do que estou acostumada. A autora, apesar de não o ter feito um livro perfeito, conseguiu me deliciar com um romance envolvente e personagens fortes.
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Título: Uma Noite Para Se Entregar
Título original: A Night To Surrender
Autora: Tessa Dare
Editora: Arqueiro
Páginas:
Ano:
Avaliação: 👑 👑 👑
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

Sinopse: Spindle Cove é o destino de certos tipos de jovens-mulheres: bem-nascidas, delicadas, tímidas, que não se adaptaram ao casamento ou que se desencantaram com ele, ou então as que se encantaram demais com o homem errado. Susanna Finch, a linda e extremamente inteligente filha única do Conselheiro Real, Sir Lewis Finch, é a anfitriã da vila. Ela lidera as jovens que lá vivem, defendendo-as com unhas e dentes, pois tem o compromisso de transformá-las em grandes mulheres descobrindo e desenvolvendo seus talentos. O lugar é bastante pacato, até o dia em que chega o tenente-coronel do Exército Britânico, Victor Bramwell. O forte homem viu sua vida despedaçar-se quando uma bala de chumbo atravessou seu joelho enquanto defendia a Inglaterra na guerra contra Napoleão. Como sabe que Sir Lewis Finch é o único que pode devolver seu comando, vai pedir sua ajuda. Porém, em vez disso, ganha um título não solicitado de lorde, um castelo que não queria, e a missão de reunir doze homens da região, equipá-los, armá-los e treiná-los para estabelecer uma milícia respeitável. Susanna não quer aquele homem invadindo sua tranquila vida, mas Bramwell não está disposto a desistir de conseguir o que deseja. Então os dois se preparam para se enfrentar e iniciar uma intensa batalha! O que ambos não imaginam é que a mesma força que os repele pode se transformar em uma atração incontrolável.

Não mulheres, nem homens, mas o que há entre duas pessoas que precisam uma da outra mais do que precisam respirar. Você pode discutir comigo tudo o que quiser, mas não pode negar isso. Eu sei que você sente.

O mais interessante de ler livros aos quais não sabemos nada é a capacidade de que estes tem de nos surpreender. Em Uma Noite Para Se Entregar, fiquei surpresa pelo modo feminista e empoderado com o qual a história foi conduzida. Tessa Dare possuí uma escrita clássica e fluída. Criou cenas de tirar o fôlego pela dinamicidade de seus diálogos. Mas principalmente foi brilhante o modo com o qual o poder feminino esteve presente em toda obra. Susanna Finch foi uma personagem tempestuosa, mas forte que soube mostrar à todo momento sua capacidade de tomar decisões e não se deixar ser submetida. Esse detalhe de feminismo presente na obra de Tessa foi com certeza o fato que eu mais gostei. Pois não foi algo jogado em cima de nós, mas sim conduzido de modo natural fazendo parte do contexto da obra como parte inexorável da história. Se Susanna não fosse tão forte e determinada nada daquilo faria sentido: é sua força que move as pessoas à sua volta.

Se o feminismo foi um dos pontos chaves da obra, os personagens foram importantíssimos para dar continuidade a esse conjunto. Cada um à sua maneira fez o poder feminino parecer natural, sejam os personagens à favor que já estavam acostumados aquilo ou os contra que viram na situação um absurdo. De todo modo, eu vi realidade nas ações dos personagens. Mesmo para uma época onde nós mulheres deveríamos seguir esteriótipos, as ações que levaram os personagens à sair dele tiveram seu grau de verdade dando credibilidade ao livro.

Você é humano. Todos temos medo, cada um de nós. Medo de viver, de amar e de morrer. Talvez marchar o dia todo em colunas organizadas distraia você da verdade. Mas e quando o sol se põe? Ficamos todos tropeçando na escuridão, tentando sobreviver a mais uma noite.

Mas se um dos meus pontos favoritos foi justamente à parte crível da história, o negativo foi os pontos de irrealidade que ficaram gritantes durante o enredo. O romance foi bem elaborado e bastante sensual. Não posso dizer que eu tenha caído de amores pela relação de Susanna e Bramwell ou encontrado nele o crush dos sonhos, mas também não devo negar que houve momentos que torci pelo casal. Contudo, houveram cenas — de sexo principalmente — aos quais não consegui ver a menor possibilidade daquilo acontecer. Pois ficou distante de mais do possível e de certo modo até exageradas. Não tenho certeza essas cenas foram inseridas apenas para quebrar o choque de realidade, mas seja como for, não conseguiram surtir em mim os efeitos desejados.

Críticas à parte, Uma Noite Para Se Entregar foi uma leitura que me surpreendeu pelo contexto criado durante à obra. É muito raro ver romances de época que optem por ir além do amor mas inseram questões no contexto. Afinal a literatura, clássica ou contemporânea, é uma ponte para divertir, emocionar e discutir assuntos que precisam ser discutidos.

Nossa casa é onde as pessoas precisam de nós.

| RESENHA | Como Se Casar Com Um Marquês — Júlia Quinn — Agentes da Coroa — Livro 02.

Oii amores, tudo bom com vocês? Mês retrasado (#atrasadissimanaresenha) eu tive o prazer de me deliciar com mais um romance da extraordinária Júlia Quinn. Como Se Casar Com Um Marquês ganhou meu coração por ser um livro simples, mas cheios de significados de amor, familia e amizade.

como se casar com um marques julia quinn

Título: Como Se Casar Com Um Marquês.
Título Original: How A Marry To Marquis.
Série: Agentes da Coroa — Livro 02.
Autora: Júlia Quinn.
Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Avaliação: 👑 👑 👑 👑 👑
Encontre: Skoob || Amazon || Saraiva || Submarino.

Sinopse:Elizabeth Hotchkiss precisa se casar com um homem rico e bem rápido. Com três irmãos mais novos para sustentar, ela sabe que não lhe resta outra alternativa. Então, quando encontra o livro Como Se Casar Com Um Marquês na biblioteca de lady Danbury, para quem trabalha como dama de companhia, ela não pensa duas vezes: coloca o exemplar na bolsa e leva para casa. Incentivada por uma das irmãs, Elizabeth decide encontrar um homem qualquer para praticar as técnicas ensinadas no pequeno manual. É quando surge James Siddons, marquês de Riverdale e sobrinho de lady Danbury, que o convocou para salvá-la de um chantagista. Para realizar a investigação, ele finge ser outra pessoa. E o primeiro nome na sua lista de suspeitos é justamente… Elizabeth Hotchkiss. Intrigado pela atraente jovem com o curioso livrinho de regras, James galantemente se oferece para ajudá-la a conseguir um marido, deixando-a praticar as técnicas com ele. Afinal, quanto mais tempo passar na companhia de Elizabeth, mais perto estará de descobrir se ela é culpada. Mas quando o treinamento se torna perfeito demais, James decide que só há uma regra que vale a pena seguir: que Elizabeth se case com seu marquês.

Julia Quinn é uma das minhas autoras favoritas da contemporaneidade. Desde que li a série Os Bridgertons venho cada vez mais lendo outras obras da autora e me encantando por suas histórias. Apesar de nenhuma me encantar como os primeiros livros, cada obra tem sido especial à sua forma. Como Se Casar Com Um Marquês foi uma leitura sensacional que — de certa forma — eu não esperava. Julia Quinn trouxe uma coisa nova para suas histórias: não se trata mais de apenas um casal, mas do caminho que duas pessoas percorrem para encontrar o amadurecimento e a felicidade em si mesmos.

Não tenho certeza se é minha mente, mas sempre que leio um novo livro tento perceber a evolução mental dos personagens pois esta quando acontece, me ajuda a ter a sensação de que toda obra valeu à pena. Com a escrita característica marcada por leveza e fluidez, Julia Quinn consegue evoluir bastante as certezas, os medos e as personalidades Elizabeth e James. Por isso, em variados momentos da trama me senti próxima de ambos vendo-os como pessoas reais. Mesmo nos momentos em que senti raiva de atitudes de Elizabeth e James, pela realidade que cada apresentou não pude deixar de entendê-los.

O romance fala por si só. Ao criar duas personagens tão reais, Quinn desenvolve uma paixão também real. Conflitos internos inserem sensatez à uma troca de desejo incendiário. Foi lindo ver como tudo ia além das barreiras do amor de casal porque os dois personagens principais tinham preocupações que chegavam as suas famílias. Dessa forma, o amor era também fraternal onde todas as decisões deveriam ser pensadas em coletivo. Sim, se torna um tanto exaustivo o nunca se deixa levar pelas emoções, mas também é maravilhoso perceber a profundidade de todas estas ações.

Mas tenho que admitir que de tudo que poderia ter feito eu amar a obra, com certeza minha amada Lady Dambury encontra-se no topo da lista. Apesar de ter amado vários aspectos da obra, rever minha personagem favorita dos romances de época foi mágico. Parece bobagem, mas foi como encontrar uma com uma amiga e papear sobre diversas coisas. Suas aparições foram esplêndidas carregadas com o humor que somente Lady D. (Humpf!) é capaz de fazer.

Como Se Casar Com Um Marquês foi um leitura excelente cheia de magia e com uma boa pitada de sedução. Mas, muito mais que isso, é uma história de compreensão familiar e sobre como somos capazes de encontrar a felicidade nos lugares mais improváveis rodeados pelo imprevisível.

| RESENHA | Como Agarrar Uma Herdeira – Júlia Quinn

Oi meus amores. Bom dia, tarde ou noite seja a hora que estiverem lendo esse post espero que seja um dia fabuloso para você. Recentemente, a editora Arqueiro lançou mais um livro da Júlia Quinn aqui no Brasil. A autora é uma das minhas favoritas sendo a Diva Queen dos romances de épocas. Todos que já a leram sabem e todos que o irão fazer vão descobrir uma característica em Quinn que a faz diferente das demais: sua capacidade de criar diálogos divertidos e inteligentes que nos fazem acreditar na plenitude de sua história e na veracidade de seus acontecimentos. E por esse motivo, apesar de não considerar Como Agarrar Uma Herdeira um dos melhores livros da autora, o tenho como um livro gostoso que valeu a pena ser conferido.

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Título: Como Agarrar Uma Herdeira
Título Original: In To Catch a Heiress
Série: Agentes da Coroa – 01
Autora: Júlia Quinn
Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Avaliação: 👑 👑 👑 👑
Encontre: Skoob || Amazon || Saraiva

Sinopse: Quando Caroline Trent é sequestrada por engano por Blake Ravenscroft, não faz o menor esforço para se libertar das garras do agente perigosamente sedutor. Afinal, está mesmo querendo escapar do casamento forçado com um homem que só se interessa pela fortuna que ela herdou. Blake a confundiu com a famosa espiã espanhola Carlotta De Leon, e Caroline não vai se preocupar em esclarecer nada até completar 21 anos, dali a seis semanas, quando passará a controlar a própria herança milionária. Enquanto isso, é muito mais conveniente ficar escondida ao lado desse sequestrador misterioso. A missão de Blake era levar “Carlotta” à justiça, e não se apaixonar por ela. Depois de anos de intriga e espionagem a serviço da Coroa, o coração dele ficou frio e insensível, mas essa prisioneira se prova uma verdadeira tentação que o desarma completamente.

O livro possuí uma escrita leve e fluída daquele tipo maravilhoso que te faz mergulhar na obra e não sentir as horas passando. A autora cria uma trama simples, mas também um pouco clichê. Afinal de contas temos um herói que não quer se apaixonar e uma heroína que está disposta a dissolver seu coração. Um dos pontos fortes do livro é justamente esse. Não o fato de ser um clichê, mas sim o fato da autora assumir isso. Quer dizer, quantos livros você não encontra por aí que tem uma história raza mas o autor quer fazer dela muito mais e acaba enfiando os pés pelas mãos? Pois é, é um horror. Mas não se preocupe porque em Como Agarrar Uma Herdeira o clichê de Júlia é bem evoluído e bem acabado onde a autora todas as pontas soltas sem deixar os famosos WTFS pelo caminho.

Caroline Trent é uma heroína adorável. De todas as personagens da Júlia Quinn ela esta no top 5 das minhas favoritas. Ela é deliciosamente espirituosa e mordaz. Tendo resposta para praticamente tudo, Caroline esbanja inteligência e tenacidade que me fez tornar amiga dela imediatamente. Não pude evitar certa comparação com Daphne Brigderton (O Duque e Eu) que possuía um talento especial para mudar de assunto pois Caroline tem a mesma característica, onde esta, quase me fez crer que possuía TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperativadade) pelas várias vezes em que mudou drasticamente o rumo de seus pensamentos. Por outro lado, Blake Ravenscroft é sério e praticamente sem humor nenhum, muito embora Consideremos eu seu gênio difícil uma graça. E sendo o oposto de Caroline, juntos eles tem uma mistura de gato e rato com melhores amigos. Mesmo Blake querendo lhe matar de quase todas as maneiras possíveis, seu lado humano o faz com que se preocupe bastante com a moça. Assim, Blake e Caroline formam um par que conquista aos poucos, onde vamos nos apaixonando por eles a medida que os próprios fazem isso.

De certa forma, o que me fez não amar Como Agarrar Uma Herdeira, foi o fato de que já li obras anteriores da autora. Isto porque é de se esperar que sempre haja uma espécie de superação ou evolução à publicação dos livros seguintes. Tendo lido Os Bridgertons, Esplêndido e Simplesmente O Paraíso, uma parte de mim esperava algo extraordinário da autora que infelizmente não aconteceu. Eu diria que o primeiro livro da duologia Agente da Coroa só deixou a desejar porque não conseguiu superar ou ao menos se igualar aos seus antecessores, que de certa forma, são seus posteriores pois foi uma das primeiras séries publicadas pela autora.

Mas críticas à parte, Como Agarrar Uma Herdeira foi um livro fofo. É uma leitura que vale a pena não apenas como uma diversão de um dia, mas como também um aprendizado. Júlia Quinn nos ensina que o amor pode surgir dos mais diversos lugares, mesmo naqueles corações que não querem lhe dar uma chance. Um livro que todos devemos ler para tirar nossas próprias conclusões.

A Noiva Devota – Mari Scotti – Os Hallinson – Livro Dois.

Nascer um Hallinson jamais foi tão promissor como em sua geração, no entanto, carregar esse sobrenome era ao mesmo tempo uma dádiva e uma maldição para os herdeiros do amor lendário de Mical e Octávio. Tudo porque Madascocia tornou-se a cidade do casal que venceu uma maldição. Muitos curiosos passaram a visitá-la em busca de felicidade, amor eterno, casamentos duradouros e a solução para seus dilemas. Além das inúmeras superstições como passar pela sombra de um Hallinson; lançar cartas ao rio Llyin que corta a Mansão de Bousquet; as donzelas e matriarcas almejavam matrimônio com um dos jovens herdeiros. Tentando adiar ao máximo esse desfecho, Samuel prolongou os estudos, mas, a saudade de uma donzela o faz retornar para casa antes do previsto. É em um baile que todos os seus planos de a cortejar ruem. Flagrado em uma situação comprometedora, vê-se obrigado a se casar. Ela sempre soube como se esconder da sociedade, como passar desapercebida entre as pessoas e não chamar atenção. Não que fosse complicado, ela era a mais nova das filhas, a menos formosa de sua casa. A que nasceu com uma ofensiva deficiência. Por acreditar que jamais seria notada, Rosalina guardou um grande segredo: seu amor por Samuel Hallinson. O que ela não esperava era cruzar o caminho do rapaz em um dos momentos mais constrangedores de sua vida e mudar seus destinos bruscamente.

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A certa altura desse ano, publiquei uma resenha afirmando que Montanha da Lua – A Maldição dos Hallisons era meu livro favorito de Mari Scotti. Esqueçam. Mudei de opinião com esta obra fantástica da escritora que me proporcionou. Um livro apaixonante. Desde os personagens até mesmo os locais descritos por Mari Scotti, pude sentir tudo culminando para um final que me deixou satisfeita e com um sorriso bobo no rosto.

Como todos que já tive o prazer de ler autora, o livro é leve por ter uma escrita fácil de ser lida. As palavras vêm em quantidades certas tanto para descrever os lugares, como os acontecimentos e também as emoções dos personagens, presentiando o leitor com um delicioso ritimo de leitura. Apesar de já saber o final, fiquei me perguntando como dois jovens tão distantes um do outro poderiam se apaixonar. Distantes, pois apesar de Rosalina ser apaixonada por Samuel desde criança e este frequentar sua casa, o rapaz  não lhe vê como mulher, e pior, é apaixonado pela irmã da moça. Assim, logo nos primeiros capítulos, já estava entusiasmadíssima pela leitura que só foi crescendo a medida que o livro se desenrolava.

A maioria das obras românticas de época tem a mesma característica: um acontecimento que gere um acordo ou proposta que obrigue ambos os protagonistas a conviverem. A diferença que fez do livro de Scotti ser tão bom para mim, foram os personagens. Pois como leitora fanática deste gênero a situação constrangedora que levou Rosalina e Samuel a conviverem é quase  corriqueira pela infinidade de vezes que já vi requisitada nas obras. Porém a maneira com que o casal reagiu a ela, assim como ambas as famílias, é que me chamou a atenção. Afinal esperava ou tiros imediatos ou alianças imediatas. E nenhuma das duas coisas aconteceu. Porque Rosalina amava Samuel o suficiente para não querer faze-lo infeliz lhe obrigando a casar, como pelo rapaz ter a consciência de só se casar por amor.

Por isso, cada personagem, principalmente os protagonistas me foram especiais. Rosalina por ser tão apaixonada ao mesmo tempo tão sábia para não se deixar iludir pela ideia de um casamento fácil pelo homem que ama e a Samuel por sua mudança gradual de comportamento: ele amadurece como homem a cada capítulo. E também aos personagens secundários que do seu modo contribuíram para tornar a obra completa: Mical, Octávio, Gregório (Hey Mari, eu estou esperando um terceiro livro sobre ele só para deixar registrado!), Isabel… Que me conquistaram ou me reconquistaram ao passar das páginas.

Eu amei este livro. Tanto que li a obra completa em menos de oito horas. Não consegui largar da história até as palavras finais e a certeza que tudo estava em ordem. Todas as minhas expectativas foram atendidas e sinceramente não existe muita coisa melhor que isso. 

Título: A Noiva Devota
Série: Família Hallinsons
Livro: Dois – 02
Autora: Mari Scotti
Editora: Independente
Ano: 2016
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

Um Beijo Inesquecível – Julia Quinn – Os Bridgertons 07.

Toda a alta sociedade concorda que não existe ninguém parecido com Hyacinth Bridgerton. Cruelmente inteligente e inesperadamente franca, ela já está em sua quarta temporada na vida social da elite, mas não consegue se impressionar com nenhum pretendente. Num recital, Hyacinth conhece o belo e atraente Gareth St. Clair, neto de sua amiga Lady Danbury. Para sua surpresa, apesar da fama de libertino, ele é capaz de manter uma conversa adequada com ela e, às vezes, até deixá-la sem fala e com um frio na barriga. Porém Hyacinth resiste à sedução do famoso conquistador. Para ela, cada palavra pronunciada por Gareth é um desafio que deve ser respondido à altura. Por isso, quando ele aparece na casa de Lady Danbury com um misterioso diário da avó italiana, ela resolve traduzir o texto, que pode conter segredos decisivos para o futuro dele. Nessa tarefa, primeiro os dois se veem debatendo traduções, depois trocando confidências, até, por fim, quebrarem as regras sociais. E, ao passar o tempo juntos, eles vão descobrir que as respostas que buscam se encontram um no outro… e que não há nada de tão simples – e de tão complicado – quanto um beijo.

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Este livro foi completamente diferente dos outros que havia lido até então. Além do romance maravilhoso, ainda podemos aliar a leitura um misto de ironia e diversão que faz do livro único dentro da série. Mas não podia ser diferente, afinal Hyancinth Bridgerton é a dama mais espirituosa da sociedade Londrina. Não posso negar que acho Hyancinth uma personagem de um humor quase inesperado e que por ser a mais protegida de sua mãe – afinal ela nasceu um pouco depois que o pai morreu – sente liberdade para dizer o pensa sem se preocupar com o que a sociedade (machista e conservadora de sempre) tem a dizer a seu respeito.

Quando o livro começa, podemos sentir que não é que Hyancinth não queira segurar a língua mas sim que muitas das vezes ela não tem esse desejo. E mesmo sabendo que lá no fundo, bem no fundo, talvez nunca forme uma família por ser dessa forma ela prefere ser ela mesma a se casar com alguém que não admita que ela tenha pensamentos próprios. Isto me faz admirar muito a jovem. Pois não é todo mundo que tem a capacidade de se aceitar sem ter a mão da sociedade barrando seu caminho.

Gareth St. Clair tem uma história de vida triste e rancorosa por outro lado, já que Hyancinth nasceu em uma família grande com muito amor e prosperidade. Gareth tem uma forte desavença com seu pai por ele ser um bastardo de sua mãe com um homem desconhecido. E por isso Gareth acha que nunca vai ser realmente feliz pois quando todos descobrissem sua verdeira natureza (a de um bastardo qualquer) tudo que construiu na vida ou o que teria construído iria ruir. Por esse motivo, Gareth ao perceber que estaria se apaixonando por Hyacinth tenta se afastar. Ele não quer destruir a vida da moça muito fofo isso por sinal.

Eu amo a série Os Bridgertons e não tenho arrependimentos quanto a ler ela. São livros maravilhosos e que valem muito a pena. É horrível a sensação que falta mais um livro para o final da série dos irmãos. Quero mais.

Título: Um Beijo Inesquecível
Título Original: It’s In His Kiss
Serie: Os Bridgertons
Autora: Júlia Quinn
Editora: Arqueiro
Ano: 2016
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

O Conde Enfeitiçado – Júlia Quinn – Os Bridgertons 06

Toda vida tem um divisor de águas, um momento súbito, empolgante e extraordinário que muda a pessoa para sempre. Para Michael Stirling, esse instante ocorreu na primeira vez em que pôs os olhos em Francesca Bridgerton. Depois de anos colecionando conquistas amorosas sem nunca entregar seu coração, o libertino mais famoso de Londres enfim se apaixonou. Infelizmente, conheceu a mulher de seus sonhos no jantar de ensaio do casamento dela. Em 36 horas, Francesca se tornaria esposa do primo dele. Mas isso foi no passado. Quatro anos depois, Francesca está livre, embora só pense em Michael como amigo e confidente. E ele não ousa falar com ela sobre seus sentimentos – a culpa por amar a viúva de John, praticamente um irmão para ele, não permite. Em um encontro inesperado, porém, Francesca começa a ver Michael de outro modo. Quando ela cai nos braços dele, a paixão e o desejo provam ser mais fortes do que a culpa. Agora o ex-devasso precisa convencê-la de que nenhum homem além dele a fará mais feliz.

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Sexto livro dos Bridgertons e comecei a sentir aquele aperto de que a série esta para ter um fim. Falta apenas mais dois livros depois desse e admito que já estou sentindo falta dos meus personagens favoritos.

O Conde Enfeitiçado vai contar uma história de amor que tem tudo para não dar em nada pois embora a paixão que ambos os protagonistas do livro sintam um pelo outro, tem muitos obstáculos imposto pela sociedade e principalmente por eles para superar. A memória de John, o falecido esposo, entre os dois é o principal ponto que os separa.

Michael é o personagem mais sofrido que eu encontrei nestes livros. Embora muitos dos nossos Bridgertons tenham chorado por amor assim como seus pares, Michael tem um sofrimento ainda maior que chega a ser inigualável. Ele deseja a esposa de seu melhor amigo. Michael sabia que amava Francesca desde o momento que pusera os olhos nela, mas também sabia que esse amor estava fadado a morte. Não haveria como ele roubar a mulher do primo que para si era como um irmão. E após a morte de John, Michael se vê em ainda mais desespero pois tem certeza que nunca vai ter Francesca e que ainda por cima – um dia – terá que ver a dama se casando com outro homem.

Francesca é a mais diferente dos Bridgertons tanto na aparência como na maneira de se portar. É mais tímida e reservada a si mesmo exceto com duas pessoas. Seu marido John e o melhor amigo dele Michael, eram aqueles a quem mais tinha vontade de se sentir solta digamos assim. Ela nunca tinha pensado que uma tragedia tiraria os dois dela com a morte de John e o afastamento súbito e Michael, por isso algum tempo depois decide que precisa de alguém amar, um filho que será fruto de um casamento pode ser sem amor.

O que mais me impressionou durante a trajetória do livro, foi o jeito que Júlia Quinn conduziu um romance que podia muito bem ter ido por água. Pois os encontros e principalmente os desencontros não são forçados, daquele modo que uma situação é tão ardilosamente trabalhada pelo autor dando a sensação que se fosse de verdade não aconteceria. Mas pelo contrário, acontecem de maneiras tão casuais nos fazendo crer que o destino levou ambos os personagens para aquele local.

Júlia Quinn é uma das minhas autores de romances favoritas. Cada livro me trás uma sensação diferente. É incrível o que ela pode fazer a gente sentir.

Título: O Conde Enfeitiçado
Titulo Original: When He Was Wicked.
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟