Arquivo da categoria: Personalidades Exemplares

Autores e personagens marcantes.

( Personalidades Exemplares) Arthur Conan Doyle.

O gênero suspense sempre foi um dos meus grandes favoritos. Segredos, tramas intricadas e personagens sagazes são o que fazem de seus livros tão únicos dentro da literatura. O grande nome de todos os tempos da literatura mundial com certeza é o genial Sir Arthur Conan Doyle que contribuiu para o crescimento e formação dessa categoria tão queridinha entre leitores. Arthur_Conany_Doyle_by_Walter_Benington,_1914

Nascido de um pai inglês e mãe irlandesa na Escócia em 22 de maio de 1859, Arthur Ignatius Conan Doyle estudou em um colégio jesuíta sendo que mais tarde rejeitou o cristianismo tornando-se agnóstico (). Em 1876 à 1881, estudou medicina na Universidade de Emburgo. Enquanto estudava, começou a escrever contos aos quais sua primeira obra foi publicada antes de completar os 20 anos, aparecendo no Chambers’s Edinburgh Journal.

Em 1882, Conan Doyle não obtia grande sucesso com o trabalho e enquanto aguardava a chegada de pacientes voltou a escrever suas obras. Mas foi apenas em 1887 que teve seu primeiro livro com desempenho notável quando Um Estudo Em Vermelho foi publicado no Beeton’s Christmas Annual. Foi a primeira vez que seu mais icônico personagem apareceu. downloadSherlock Holmes era parcialmente baseado em seu professor da época de universidade, Joseph Bell, que possuía um talento incrível para desvendar doenças e seus causodores à partir de pequenos detalhes. Conan Doyle utilizou de seu senso de dedução, interferência e observação para construir a personalidade do detetive. Alguns autores também sugerem  como influência para Holmes um personagem de Edgar Allan Poe , C. Auguste Dupin.

Com o bom inicio da carreira como escritor, as futuras histórias de Sherlock Holmes foram publicadas na inglesa Strand Magazine. Apesar de cada vez mais o detetive ganhar o gosto do público, Conan Doyle o considerava menos importante que seus livros históricos. Para ele trabalhar em Sherlock o privava de se concentrar outras coisas o que acabou por leva-lo à matar o detive em 1893 em uma luta com o rival James Moriarty à beira das Cataratas de Reichenbach. Contudo as manifestações de desagrado do público fez com que o escritor trouxesse o personagem de volta na história A Casa Vazia, com a explicação de 6699667que apenas Moriarty havia caído, mas como Holmes tinha outros inimigos por isso fingiu estar “temporariamente” morto. Com isso, Holmes apareceu em um total de 56 pequenas histórias e quatro livros, escritos por Conan Doyle (ele apareceu em vários livros e histórias por outros autores).

Mais tarde depois de perder parte da família após a Primeira Guerra Mundial, o já Sir Arthur encontrou consolação apoiando-se no Espiritualismo. Esse envolvimento levou-o a escrever sobre o assunto, tornando-se um de seus maiores divulgadores e defensores. No auge da fama, em 1918, enfrentou todos os céticos e publicou A Nova Revelação, em que manifesta a sua convicção na explicação espírita para as manifestações paranormais estudadas durante o século XIX, e inicia uma série de outras, em meio a palestras sobre o tema. Os seus trabalhos sobre o tema foi um dos motivos pelos quais As Aventuras de Sherlock Holmes foi proibida na União Soviética em 1929 por suposto ocultismo. A proibição foi retirada mais tarde. O ator russo Vasily Livanov receberia uma Ordem do Império Britânico por sua interpretação de Sherlock Holmes.

No dia 7 de julho de 1930  Conan Doyle foi encontrado apertando seu peito nos corredores da Windlesham, a sua casa em Crowborough, East Sussex. Morreu de ataque cardíaco aos 71 anos. Sua casa agora se encontra vazia com os fãs lutando para mantê-la bem conservada e em Crowborough Cross, Crowborough há uma estátua em honra a Conan Doyle em  onde ele viveu por 23 anos. Também há uma estátua de Sherlock Holmes em Picardy Place, Edimburgo, Escócia, próximo à casa onde Conan Doyle nasceu.

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Ilustração de Sherlock Holmes, Watson, inspetor Lestrade e uma moça a quem tentavam ajudar.

Através da trajetória de altos e baixos que marcou o caminho de Cona Doyle pela vida e escrita podemos definir que ele foi o propulsor do suspense policial com conhecemos hoje. As aventuras de Sherlock Holmes ganharam notoriedade pela forma única que foram escritas reformando o gênero. É possível perceber a grande quantidade de histórias que ainda usam os mesmos elementos de Conan Doyle: Dois detetives que também são amigos inseparáveis, os detalhes que fazem a maior diferença, a incerteza dos vilões. Arthur Conan Doyle marcou o mundo com suas idéias e estando para sempre no hall dos autores inesquecíveis.

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| Personalidades Exemplares | Tyrion Lannister – Um anão que nasceu para ser um gigante.

Se você ainda não leu não acompanha a série Game Of Thrones, este post conterá spoilers.

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“Nunca se esqueça de quem é, porque é certo que o mundo não se esquecerá. Faça disso sua força. Assim, não poderá ser nunca a sua fraqueza. Arme-se com essa lembrança, e ela nunca poderá ser usada para magoá-lo.”

Olá pessoas que estão lendo este post. Espero que esteja tudo divino com vocês e que suas leituras estejam indo de vento em polpa. Estou com dificuldades quanto a isso em relação a faculdade, mas como o blog não pode parar estou me organizando melhor para sempre ter posts saídos do forno para vocês. E para dar continuidade a serie de posts sobre os personagens que mudaram minha vida ou que me impactaram de alguma maneira, hoje quero falar sobre um homem inesquecível e que não havia como eu fazer posts sobre personas sem falar sobre ele. Pois Tyrion Lannister é uhm daqueles personagens que nos mostram que a inteligência supera a força e a beleza.

Um rei que mata aqueles que lhe são devotos não é um rei que inspire devoção.
– Tyrion (Serie).

Terceiro filho de Twyn e Joanna Lannister, Tyrion tinha tudo para ser um homem admirado por todos. Herdou os cabelos loiros dos Lannister, tem a inteligência do maior dos sábios e é herdeiro por direito de Rochedo Casterly, a capital da cidade mais rica dos Sete Reinos. Mas o destino lhe pregou duas peças enquanto ainda era um bebê. Sua mãe morreu no parto e o jovem nasceu com nanismo. Por este motivo tanto seu pai como sua irmã Cersei o odiaram e o menosprezaram durante a sua infância, com o rapaz só possuindo afeto apenas de seu irmão Jaime (gêmeo de Cersei). Assim, em meio aos apelidos dados por todos da corte enquanto crescia, Tyrion aprendeu que não precisava ser alto e forte para ser um grande homem mas precisava apenas de livros e uma mente afiada.

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Durante todos os livros e também na série, o personagem conhecido como meio-homem vê sua vida ser
quebrada ao meio. Tyrion sabe o que é mas principalmente o que não é. Ele fez muito por toda a Westeros. Praticamente evitou conflitos desnecessários e ganhou batalhas importantíssimas para o rei Joffrey, que convenhamos não merecia em nada a ajuda do sábio. Tudo para que? Para ser escarnecido pela população e condenado por um crime que não cometeu. E é nesse ponto que ele dá a grande virada do personagem. Ao se ver jogado na lama por sua família mais uma vez Tyrion se liberta. Eu diria que ele se liberta do amor-consanguíneo que o liga aquelas pessoas deixando de lutar por eles e passando a lutar por si próprio.

Dessa forma Tyrion tem uma característica que muito me agrada: ele é um sobrevivente não por circunstância, mas porque ele decidiu que existem outras coisas ao quais pode se importar para continuar vivendo. A chance de fazer do mundo um lugar melhor ao lado de alguém que tenha a capacidade sentimental e racional para querer fazer um mundo melhor. Assim, mesmo que não tenha uma característica emocional intensa, Tyrion se mostra como um personagem que vale a pena ser dissecado de várias formas pois por variados pontos de vista é possível enxergar as suas motivações e entendendê-las das mais variadas formas.

A Morte é terrivelmente final, ao passo que a vida está cheia de possibilidades.

Por este motivo, Tyrion figura como um dos meus personagens favoritos. Pois sua história é de superação. Sua vida estava fadada ao fracasso e mesmo assim ele consegue dar a volta por cima, de modo que não só se torna um grande homem, mas um gigante.

Pela minha experiência os eloquentes têm razão em tudo, com a mesma frequência que os imbecis.

Beijos. Até a próxima.

| Personalidades Exemplares | J. K. Rowling.

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Não tinha como eu começar a falar tão abertamente sobre meus autores favoritos sem que J. K. Rowling figurasse como a primeira. Sem dúvida alguma da autora da Série Harry Potter com certeza é a minha favorita. Foi ela que me iniciou no mundo da leitura voraz. Foi ela que abriu meus horizontes para ler livros que fazem toda a diferença na minha vida. Além disso, Rowling é um exemplo de superação. Ela nos mostra que se você quer alguma coisa, não deve ligar para os nãos, mas para o sim, pois é ele vai vir algum dia.

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Johanne Rowling nasceu em 31 de Julho de 1965 na cidade de Yates no Reino Unido. Sempre rodeada por histórias e escrituras, Rowling cresceu e se casou com Jorge Arantes com quem teve uma filha chamada Jessica. Em um curto período porém, Jo viu sua mãe morrer e depois passou pelo divórcio. Além disto, Johanne passou por uma crise financeira que quase a levou a falência. Empobrecida e com uma filha para criar, Rowling teve a ideia para escrever sua mais célebre história a caminho de casa dentro de um trem enquanto estava em uma viagem de Manchester para Londres, imaginando um jovem garoto estudando em uma escola de magia. Mas foi somente em 1995 que Johanne finalizou seu primeiro romance Harry Potter e a Pedra Filosofal. Analizado por especialistas em escritos, o livro passou por 12 editora que recusaram o manuscrito. Até que um ano depois, quando a filha de oito anos do editor da Bloomsbury exigiu ao seu pai que lhe entregasse o próximo capítulo, que o editor viu que o livro teria boas chances no mercado decidindo publicar o livro. Mas havia uma condição: Rowling deveria usar apenas as inciais de seu nome porque os garotos não se interessariam pela história de uma mulher. Ela aceitou e adicinou o nome de sua vó Kathleen ao seu, assumindo assim o pseudônimo J. K. Rowling que a tornaria a primeira escritora a se tornar bilionária com seus livros.

De todas as maneiras em que eu posso começar a falar sobre J. K. Rowling vou começar pela mais fácil: seus livros. Durante todos os livros escritos pela autora nos deparamos com situações que nos remetem amor, ódio, felicidade e tristeza. Rowling reflete os sentimentos da vida real em seus personagens. Nos vemos nerds em Hermione, engraçado em Rony, sobrevivente como Harry e pensativos como Dumbledore. Tentamos nos redimir como Snape, mas as vezes podemos ser tão arrogantes como Voldemort e tão enxeridos como Skeeter. Somos anormais como Luna, desajeitados como Neville, protetores como Lílian e cuidadoras como Molly. Poderia falar o dia inteiro sobre cada qualidade que J. K. colocou em seus personagens e em como elas podem ser enxegardas no mundo real. Isso torna sua obra prima porque nos dá um ar de realidade onde mesmo não estando presente fisicamente em Hogwarts o sentimos ao nosso redor. Então como não ver Rowling com a brilhanteza que ela apresenta? Como não sentir o amor presente em cada palavra mesmo que não seja dito de modo explícito? Porque ela não precisava. Johanne conseguiu transmitir à cada ponto do livro os sentimentos que transbordavam. Isso faz dela sensacional.

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Mas digamos que você nunca tenha lido Harry Potter, Morte Súbita e seu outros livros da autora assinados como Robert Galbraith. Ou digamos que você tenha lido (ou assistido né) e tenha odiado a história o(a) diferentão(ona). Convenha comigo que ainda sim J. K. Rowling é uma sensacional. Não porque ela escreveu a serie mais vendida da história, mas simplesmente porque ela não desistiu depois de tantas negativas. Ela correu atrás mesmo quando as coisas pareciam ser o fundo do poço. Rowling conseguiu vencer até quando tudo estava contra ela.

E ainda, depois de toda a fama e dinheiro, Rowling não deixa nenhum leitor na mão. Na medida do possível, ela responde seus fãs no twitter e nas redes sociais. Porque enquanto houver um fã batendo seu coração por suas obras, elas nunca morreram. Elas serão eternas. Always.

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| Personalidades Exemplares | Severo Snape – Um homem que fez de tudo por amor.

Caso ainda não tenha lido ou assistido a saga Harry Potter, este post conterá spoiler.

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Existem variados tipos de personagens. Os heróis, os vilões e os coadjuvantes. Existem personagens que você sente ódio revoltoso ou que você ama piegasmente. Severo Snape é um personagem capaz de fazer você sentir tudo isso e mais um pouco. Afinal de contas ele foi o herói ao fim da saga. Mas antes era um vilão do sexto livro e praticamente coadjuvante nas outras obras. Snape causou um ódio que aumentava gradualmente culminando assim que assassinou um dos personagens mais queridos pelos leitores. Para no fim entendermos que não foi bem assim existindo muito mais caroço naquele angu que podíamos ver.

Snape não parecia ter mais de nove ou dez anos, malicento, pequeno, rijo. Havia uma inegável cobiça em seu rosto magro ao espiar a mais jovem das meninas que se balançava mais alto do que a irmã.
– As Relíquias da Morte.

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Filho mestiço de Eileen Prince e Tobias Snape, Severo Snape era um garoto pobre que sempre via a mãe bruxa ser espacanda pelo pai trouxa. Aos dez anos de idade conheceu aquela que seria para sempre o amor da sua vida, Lílian Evans. Por um ano lhe explicou o que era ser bruxa e como funcionava o mundo da magia, e, aos onze anos foram chamados para estudar na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Severo foi selecionado para a casa Sonserina e Lílian para a Grifinória. Na escola, mesmo apaixonado por Lílian sem que esta tivesse conhecimento do seu amor, pelos caminhos escolhidos por ambos, se afastaram.

– Não… escute… eu não quis…
– Me chamar de sangue ruim? Mas você chama de sangue ruim todos que nasceram como eu, Severo. Por que eu seria diferente?
Ele se debateu, prestes a responder, mas com um olhar de desprezo, Lílian lhe deus as costas e atravessou o buraco do retrato…
– As Relíquias Da Morte.

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Snape se tornou um Comensal da Morte. Lílian casou-se com Tiago Potter e juntos tiveram um filho a quem nomearam de Harry. Uma noite, um ano após o nascimento do pequeno Potter, Severo ouviu parte de uma profecia que dizia que mencionava um menino nascido no fim de julho. Após contar ao Lorde das Trevas, que acreditava que a profecia se referia ao filho de Lílian, e implorar que Voldemort salvasse pelo menos a mãe, Severo entrou em desepero pelo Lorde não ter aceitado. Correu para a sua única esperança, Alvo Dumbledore, a quem prometeu qualquer coisa se ele ajudasse a escondê-los. Dumbledore aceitou, mas o plano não deu certo. Por culpa de Rabicho, fiel do segredo imposto pelo feitiço Fidelius, Voldemort alcançou os Potter e matou-os. A excessão de Harry que conseguiu escapar quase ileso. Deste modo, uma nova promessa foi feita. Snape ajudaria Dumbledore a proteger o pequeno Potter.

– Você sabe como e porque ela morreu. Empenhe-se para que não tenha sido em vão. Ajude-me a proteger o filho de Lílian.
– Ele não precisa de proteção. O Lorde das Trevas se foi…
– … O Lorde das Trevas retornará, e Harry correra um risco terrível quando isto ocorrer.
Fez-se uma longa pausa e lentamente Snape recuperou o controle, normalizou sua respiração. Por fim, disse:
– Muito bem. Muito bem. Mas jamais, jamais revele isso, Dumbledore! Isto deve ficar entre nós! Jure! Não posso suportar… particularmente com o filho de Potter… Quero sua palavra!
– Dou minha palavra, Severo, de que jamais revelarei o que você tem de melhor.
– As Relíquias da Morte.

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A seguir daí, dez anos mais tarde, Snape, ocultamente ajudou como pôde Harry Potter. Ao mesmo tempo, destilava palavras de ódio contra o garoto, pois sua aparência e jeito o lembravam constantemente de suas duas perdas: Lílian ter se casado com outro homem e sua morte pelo filho. Seu único consolo era saber que estaria sempre protegendo o filho de sua amada que carregava consigo os olhos dela.

– Tem os olhos dela, exatamente os mesmos. Você certamente se lembra da forma e da cor dos olhos de Lílian Evans, não?
– As Relíquias da Morte (Alvo Dumbledore)

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Deste modo, constantemente protegendo e menosprezando, Severo atingiu o ápice do ódio direcionado à si pelos leitores anos mais tarde. Assassinou Alvo Dumbledore e se tornou o senhor da Varinhas das Varinhas, ganhando de vez a confiança de Lorde Voldemort. Foi assassinado no ano seguinte pelo bruxo que queria se tornar o senhor da relíquia, onde, em seu leito de morte, entregou ao filho de Lílian todas as suas memórias sobre o passado com sua mãe e a última revelação de Alvo Dumbledore. Nos pensamentos, Snape mostrou a Harry como sempre o protegeu. Que havia matado Alvo, em virtude de sua promessa ao bruxo em lhe dar qualque coisa que este quisesse.

– Olhe… para… mim… – sussurrou o bruxo.
Os olhos verdes encontraram os negros, mas em um segundo, alguma coisa no fundo dos olhos de Snape pareceu sumir, deixando-os fixos, inexpressiveis e vazios. A mão que segurava Harry bateu no chão e Snape não se mexeu mais.
– As Relíquias da Morte.

Muitas pessoas se perguntam porque vários potterheads amam tanto Snape, sendo que a revelação de seu ato amor por Lilían Potter apareceu apenas no último livro e durante os seis primeiros Snape figurou como um dos personagens mais odiados da série. Mas entender o que faz de Snape tão especial é entender sua história. Não é justificável o que Severo fez ao se tornar como comensal da morte. Seus atos, muito pouco revelados, foram bastante desprezíveis. Palavras de preconceito, revelações ao Lorde das Trevas e o pedido de salvar apenas Lílian demonstram a figura mesquinha que ele era. Porém, devemos perceber que este homem alcançou a redenção. De certa forma, apesar de que em uma pequena parcela, Snape abriu mão de seu ressentimento pelo rumo que as coisas tomaram deixando que o amor que sempre sentiu por Lílian abraçasse seu filho, como uma forma de dar sentido ao que ela se sacrificou.

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Por esse motivo, Severo Snape sempre estará figurando entre os personagens que mais me marcaram como leitora. Ele me mostrou que existe sim a possibilidade de se tornar melhor por conta do amor. Que ninguém, por mais que tente demonstrar, é uma ilha. Snape provou que o amor não tem limites e consegue transformar até as almas que parecem perdidas.

– A ele? – gritou Snape. – Expecto Patronum!
Da ponta de sua varinha irrompeu a corça prateada; ela pousou, correu pelo soalho do gabinete e saiu voando pela janela. Dumbledore observou-a se afastando pelos ares e, quando seu brilho prateado se dissipou, ele se dirigiu a Snape e seus olhos estavam cheios de lágrimas.
– Depois de todo esse tempo?
– Sempre. – respondeu Snape.
– As Relíquias da Morte.

Espero que tenham gostado deste post. O próximo de personagens, se tudo der certo, sai mês que vem. Beijos.

| Personalidades Exemplares | Jorgh Ancrath – O Príncipe Insano Da Trilogia Dos Espinhos

Oii gente. Estive pensando em uma série de coisas que mudam a vida dos leitores. Vários livros nos tocam de muitas maneiras pois cada um deles tem algo que nos faz sentir como especial. Uma dessas coisas são os personagens que fazem da nossa leitura especial pois nos fazem pensar no que viemos fazendo. E por esse motivo resolvi fazer uma série de post na categoria “Personagens Sensacionais”, para falar sobre essas magníficas personas criadas nos livros. Para inaugurar, escolhi um personagem afrontoso, cruel mas também lutador e sofrigo da Trilogia dos Espinhos. Jorg Honório Ancrath que nos mostra o que é crescer buscando vingança.

Quinze anos! Se estivesse com quinze anos não estaria devastando vilarejos!
Quando chegasse aos quinze anos já seria rei.
– Prince Of Thornes.

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Para começar, se você acredita que todos os melhores personagens são bons e não tem distúrbios de personalidade para à quase psicopatia eu lhe afirmo que está redondamente enganado. Os melhores personagens são aqueles que nos fazem crer que são reais através defeitos e erros, mesmo, que às vezes pareçam tão hediondos que seu primeiro contato seja o de virar a cara. Pois esses, em grande maioria, pois possuem uma história maior que nos irá contar o os levou a serem assim.

Honório Jorg Ancrath é um desses personagens.

Em sua décima primavera, Jorg viu sua mãe e seu irmão serem brutalmente assassinados sem poder fazer absolutamente nada quanto a isso. Jogado aos arbustos de uma roseira-brava aos espinhos que lhe rasgavam a pele e inseriam o veneno, ouviu enquanto sua mãe era estuprada e seu irmão era em suas palavras “quebrado como um boneco”. Depois de uma dura recuperação, Jorg fugiu e anos mais tarde já estava liderando assassinos com um único objetivo de conseguir o que era seu por direito: o trono do império.

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Sem um pingo de moralidade e piedade, Jorg faz aquilo que acha ser necessário e o que gosta para ter o respeito dos seus companheiros e conseguir os seus meios. Percebemos o quão claramente que Jorg não tem afeição à ninguém e que ele vê as pessoas a sua volta como um meio para chegar ao fim. Isto torna Jorg um inesperado personagem que afirma que categoricamente que não está procurando ser um herói. Ele fará de tudo pra conseguir o que quer.

Deixe um homem jogar xadrez e diga a ele que todos os peões são seus amigos. Diga que ambos os bispos são santos. Faça-o lembrar de dias felizes à sombra das torres. Deixe-o amar sua família e veja-o perder tudo.
– Prince Of Thornes.

O que mais me deixa impressionada com o Príncipe dos Espinhos é como ele realmente É tudo aquilo que diz ser depois que a vida e as roseiras bravas que lhe ensinou a trilhar esse caminho. Seus passos são guiados pelas sombras do passado e seu desejo de vingança é a maior causa de toda a escuridão que lhe torna tão insano. Jorg desitiu de acreditar em algo maior, para ele, sua família morreu e isso basta para saber que não existe nada maior que a justiça e lei dos homens.

Há algo frágil dentro de mim que se romperia antes de se curvar. Algo pontudo que perfura todas as palavras suaves que um dia eu possuí. Não creio que o Conde Renar tenha colocado uma arma dentro de mim no dia que mataram minha mãe – ele tão somente desambainhou a lâmina. Parte de mim ansiava por uma rendição, desejava aceitar o presente que Lundist me oferecia.
Eu decepei esse pedaço de minha alma que, por bem ou por mal, morreu naquele dia.
– Prince Of Thornes.

Mas apesar de toda a imperfeição que Jorg emana, existe um pingo, aquele 1% de humanidade no seu coração, que sera percebido com uma clareza maior em King Of Thornes. Na segunda obra da trilogia, Jorg está mais velho e consequentemente mais sábio. Ele se sente culpado, não pelas mortes que cometeu – a nescessidade e o prazer que retira delas é forte de mais para isso -, mas sim pelas pessoas que ao longo do caminho não conseguiu proteger como também pelas ações relacionadas ao império que teve que tomar.

Cada passo que Jorg da na jornada pela busca a se tornar imperador, é um passo a mais para a compreensão dos porquês do personagem. Jorg não tem medo, não tem dívidas ou dúvidas. Seu amadurecimento é a sua força e seu desejo de tornar supremo é sua espada. Jorg é um dos meus personagens favoritos, pois ele me mostra cada pedaço da humanidade, cada ferida, cada sentimento que nos torna quem somos e define quem queremos ser.

Eu não sou ele porque nós morremos um pouco todos os dias e gradualmente nascemos outra vez, homens diferentes, homens mais velhos com as mesmas roupas, com as mesmas cicatrizes.
– King Of Thornes.

Espero que tenham gostado.
Beijos
Jess.