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| LIVROSOFIA | Não Tenha Vergonha.

Oii amores, como vão? Espero que o mês de outubro tenha sido recheados de leituras e que esse mês de novembro seja melhor ainda. Hoje é dia de mais um Livrosofia e o post de hoje vai ser mais curto que os anteriores, contudo, vai ser também mais crítico. Como venho falando sobre gêneros, amadurecimento literário e afins, o assunto de hoje é relacionado aos leitores, mas principalmente uma crítica aos julgadores e aqueles que se sentem intimidados por elas.

Ler um livro é uma tarefa única. Somos convidado à mergulhar em um mar de ideias, novas ou não. Procuramos sempre livros que nos atraiam e nossa bagagem nos faz gostar de um determinado livro ou não. Isso tudo, faz que toda leitura seja uma tarefa pessoal. Somos nós em toda nossa plenitudade que realizamos a leitura com colocando nosso tempo, nossas mentes e nossas experiências à favor de determinado livro. E mesmo assim ainda existe aquele leitor chato que tenta nos fazer sentir vergonha de termos lido certos livros. E de certa forma, talvez pareça estranho separar um dia no blog para tocar nesse assunto, mas realmente acredito que vergonha literária seja um assunto que deve ser tocado.

Quando vivemos em sociedade devemos estar preparados para sermos julgados. O humano é um ser crítico, mas sempre tem pessoas que estão dispostas à serem mais que isso, muitas vezes maldosas e arrogantes. Dentro do mundo dos leitores, era de se esperar que pessoas tão bem formadas ou nesse curso de formação fossem superiores à tais perspectivas, mas pelo contrário, é assombroso o quanto existem pessoas (inclusive leitores) por aí que se sentem no direito de julgar as outras pelo que elas andam lendo. E pior, o quão os próprios leitores às vezes sentem coagidos à ficarem envorganhados com suas leituras.

Para quem, como eu, costuma ler dos mais variados gêneros sem se preocupar com estilos e classificações de todo tipo, costuma receber aqueles olhares clássicos de não acredito que você gosta desse tipo de livros de pessoas que estão ali apenas para lhe colocar. Um exemplo clássico é o do livro erótico, mas acreditem quando digo que não é somente ele. Se você gosta de histórias mais infantis, por exemplo, costuma ser taxado de infantil; se gosta de ler clássicos, então é um careta metido; se gosta de ler romances então é uma garota boba. Todos esses esteriótipos ditos com aquela malicia velada características dos comentários maldosos.

Há também aquele tipo de situação que mesmo sem perceber os leitores hajem como se tivesem vergonha de certas leituras que tenham feito. Não necessariamente você, mas basta olhar ao redor para ver alguém encolhendo os ombros e dizendo não acredito que li isso e gostei! descartando uma leitura que fez parte de sua vida. Talvez por querer se sentirem mais maduros à si ou aos olhos de outra pessoa.

O grande erro nestes dois tipos de vergonha literária é justamente a nescessidade que o próprio leitor parece ter em relação à sua estada com outras pessoas se esquecendo do quão pessoal é o ato de ler. Nossas leituras são importantes para nossa vidas independente de termos gostado ou não – de ainda gostarmos ou não, pois elas são o reflexo de tudo que fomos e do caminho que percorremos para nos tornar leitores. Sentir ou deixar que alguem nos faça sentir vergonha tambem é manchar esse caminho.

Então, finalizando essse texto com uma frase de Ray Carson; Não importa é 50 Tons de Cinza, Crepúsculo ou Guerra e Paz. NUNCA deixe ninguém fazer você sentir vergonha de algo que você ama ler.

Até a próxima corujinhas.

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| LIVROSOFIA | Componentes Literários.

Oii amores, tudo bom com vocês? Hoje é dia de mais um livrosofia. Espero que vocês estejam gostando dos temas das postagens. Hoje, vou livrosofar sobre os componentes da narrativa tão importantes na construção do universo dos livros. Esse post será de longe o mais pessoal da categoria porque tenho certeza que esses integrantes se comportam de maneiras diferentes para os leitores.

Quando comecei a ler, eu tinha quatro anos (viva minha mãe!), mas só me tornei uma uma leitora voraz muito depois quando ganhei meu primeiro smartphone aos dezesseis. Foi quando descobri os livros online e posteriormente os digitais. Naquela época, os livros me ganhavam com facilidade pois eram mundos extremamente novos. Mas a medida que os anos foram passando, eu lia cada vez mais de modo que fui mudando meus conceitos e adquiria maior criticidade com o que estava lendo. Não era mais toda obra que me chamava atenção nem toda que me surpreendia. Resgatando o que falei no mês passado, cresci literariamente e os componentes foram ganhando outra proporção ao passo que criei novos parâmetros sobre o que considerava importante em um livro. Meus componentes literários amadureceram junto comigo.

O primeiro ponto que me faz gostar ou não de um livro é a sua narrativa de um modo geral. Esta tem que conquistar provocando minha vontade de continuar lendo. Hoje em dia não tenho mais problemas em abandonar obras pois como sabem a vida é muito curta para ler livros ruins. Já abandonei um par de livros que pareciam ter uma boa história, mas não fluentes por terem uma narrativa fraca ou repetitiva. Não que eu espere que toda leitura seja fácil, mas se não existe ali um real sentimento de ler não o farei. Sempre procuro ir até o fim de leitoras que me estimulem, afinal de contas se eu não amar o que estiver lendo, não faz o menor sentido continuar. Dentro da narrativa, a maneira com o qual o autor irá conduzir a história em termos de escrita também me influência à continuar lendo o livro. Em uma questão de detalhismo, sou do tipo de leitora que gosta de uma execução mais minimalista ou no quesito ambiente, ou no quesito emoção: quando encontro livros que trazem um trabalho maior detalhes é como se eu fizesse parte da história já que consigo me ver dentro dela.

Se o primeiro ponto é a narrativa, o segundo será com certeza a construção dos personagens. Existem variados tipos de pessoas no mundo, mas a perfeita não é uma delas. Se tem uma coisa que me deixa bastante irritada com um livro é a construção de personagens perfeitos. Em uma consideração de obras que li e percebi essa perfeição, posso dizer que em suma maioria acabei não gostando dos livros. A perfeição tira o credível de qualquer obra, o que — mesmo em ficções — é um ponto chave para uma boa leitura. Se não mergulhamos e não acreditamos no que estamos lendo, não faz muito sentido continuar lendo. Por esse motivo, para personagens, algo que ajuda em sua construção é a pré-história que eles carregam. Se todo leitor tem bagagem, obviamente todo personagem também deve ter a sua que é nada mais nada menos que toda sua trajetória de vida até ali. Não importa se um determinado personagem começa a contar sua história aos cinquenta anos, ele precisa ter nascido e crescido em dados momento para ganhar personalidade, afinal de contas ninguém nasce, cresce e morre com as mesmas ideias. Quanto mais um personagem tem sua história de vida trabalhada mais profundo e plausível ele ficará.

Seguramente, a narrativa volta à ser o foco principal dessa discussão quando penso nos motivos do autor. Se todo livro tem uma coisa em comum é que todos têm um motivo para serem escritos. Não estou falando aqui da moral da história ou o ensinamento que o autor quer passar ao fim de tudo — já que considero estas apenas consequências de uma boa narrativa do que algo feito de caso pensado; bons livros falam por si só —, mas sim daquele enorme xis da questão. (Dando um exemplo de um clássico: Qual motivo de Peter Pan? Um(a) autor(a) criou um mundo para falar sobre o medo de se perder a inocência com a chegada da maturidade). Dessa forma, se eu disser que o motivo da história é importante seria um eufemismo. O xis da questão é normalmente uma base que vai guiar todo o caminho traçado pelo autor. É o ponto inicial que vai definir os caminhos com os quais a história poderá ser desenvolvida.

Partindo disso, chegamos então ao ponto crucial de toda obra. Aquele momento que simplesmente vai definir se eu realmente gostei da obra ou não. Afinal, se toda obra tem os motivos que irão definir o caminho traçado, então todo livro deverá ter um bom porquê para lhe dar fundamento à sua argumentação. O caminho traçado pelo autor ao fim de tudo terá que fazer sentido quando ele enfim juntar todas perguntas que nos fazemos ao ler uma obra (Porquê o casal resolveu ficar junto ou não; porquê aquele personagem decidiu cometer um crime). O porquê de um livro é o ponto onde vamos decidir se aquela obra valeu a pena. Se todo caminho percorrido do começo ao fim fez sentido.

Os componentes literários não são moldes que se adequam a todos os livros. Não posso dizer que a falta de uma ou outra coisa influenciem completamente em minhas leituras. Mas estes são pontos de partida para eu analisar o impacto que aquela obra teve sobre mim em seus mais variados aspectos. Dessa maneira, gosto de pensar que livros são como roupas. Um autor irá desenha-la, planeja-la, corta-la e custurar ela da maneira com o qual achar melhor. Mas ao fim de tudo, será o leitor que escolherá se a aquela obra serviu-lhe ou não.

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Bem amores, esse foi o Livrosofia de hoje. Espero tenham gostado. Mês que vem vou trazer um pouco de História para vocês sobre os gêneros e sua classificação. Lembrando que vocês podem ver os outros posts da categoria através da aba aqui do lado. Mas enquanto isso, deixem comentários sobre os seus componentes literários. Eu ia amar saber o que conquista vocês livros.

Mil beijos. Até o próximo.

| LIVROSOFIA | Amadurecimento literário.

Oii gente, tudo bom com vocês?! Hoje é dia de mais um livrosofia, segundo post dessa série e admito que tenho me segurado para não ir postando tudo de uma vez. Já tive maravilhosas ideias minhas e de amigos para construção de postagens e por isso sei que esta série vai ter uma longa vida. Além disso, de vez em quando vou postar alguns trabalhos das minhas aulas de literatura aplicada da faculdade, pois já que somos leitores e nossa good vibes é literatura, nada mais justo que compartilhar com vocês algumas coisinhas sobre gêneros e quem sabe discussões sobre os papéis dos personagens e da própria literatura em contextos humanos. Então, como recadinho se vocês tiverem alguma ideia de discussões para essa aba, fiquem a vontade para comentar ou mandar um email. Eu adoraria saber mais um pouco sobre o que vocês gostariam de ver aqui no blog.

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Na semana passada falei um pouco sobre indicações literárias e como cada leitura é diferente para cada pessoa. Por isso, o livrsofia de hoje será sobre a bagagem que o leitor carrega e que vai aumentando com as situações ao longo do tempo. Mais especificamente será sobre o amadurecimento literário que todos nós temos a medida que vamos mergulhando cada vez mais no mundo dos livros.

Em todas as fazes de nossa vida, a medida que passamos por diversas situações, vamos aprendendo e evoluindo com elas. No mundo literário as coisas funcionam da mesma maneira, onde, através de cada obra, nossas formas de ver os livros vão mudando e se reinventando. Os leitores, principalmente os de longa data, podem perceber que certos tipos de obras não são mais tão prazerosas ou significativas como poderiam ter sido se houvesse sido lidas em uma época passada ou mesmo em uma futura. Os livros que lemos por obrigação nos tempos de escola não nos dizem muita coisa talvez pelo simples fatos de não estarmos preparados para eles. E os livros menos trabalhados, que não chegam a trazer uma história realmente bem construída as vezes parecem deixar uma sensação de nostalgia onde sentimos saudades de uma época onde sabemos que esta história funcionaria melhor. Não que isto se aplique a todas as obras, mas em parte delas, naquelas em que não conseguimos sentir seu impacto porque não estamos mais ou não chegamos ao momento de entender elas em sua plenitude.

O amadurecimento literário ocorre gradualmente sem ao menos nós percebemos. A medida que os componentes literários das obras vão se tornando mais importantes passamos a ter uma maior criticidade com o que estamos lendo. Assim, vamos ganhando personalidade crescendo em nossas leituras reconhecendo o novo do que já havia sido dito. Dessa forma, ao pensar que existe variados tipos de livros pois existem variados tipos de pessoas, inserimos aqui que existem variados tipos de leitores porque quando eles amadureceram literariamente o fizeram de modo diferente um dos outros.
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Essa evolução gradual ocorre porquê o leitor começa a sentir necessidade de uma maior construção na história tanto a favor de seu enredo como também de seus personagens. Não que busquemos isso arduamente, mas sim sendo algo que simplesmente acontece com todos porque nossa mente se torna mais complexa e para nos manter interessados também precisamos de livros mais complexos.

Amadurecer é tornar-se mais desenvolvido e complexo. É criar uma identidade, ser mais crítico e ponderado. No mundo literário, crescer é muito mais que começar a ler obras “intelectuais” ou mundialmente conhecidas. É principalmente discernir o que nos fazia feliz na literatura do início do que nos faz feliz hoje. É se tornar crítico não para os padrões da sociedade, mas aos nossos próprios criando assim autenticidade e reconhecimento sobre nossas leituras.

| LIVROSOFIA | Porque é difícil indicar um livro?

Oii gente, como vão? Hoje é dia de post novo no blog que vem recheado de novidades para os próximos meses. No “Livrosofia”, como o próprio nome sugere, vou filosofar um pouco sobre os livros, leituras e leitores todo esse universo mágico que amamos! Serão posts que vão falar de tudo um pouquinho: desde a história de como foi surgindo os livros e o poder que eles tem, até as curiosidades mais loucas passando também pelas dificuldades, desafios e manias dos leitores. Espero que todos vocês gostem desses posts novos e se divirtam conosco.

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Para iniciar, vou começar com um tópico que a primeira vista parece bem estranho: dificuldades em indicar livros. Apesar quando sempre somos perguntados a famosa frase me indica um bom livro? temos uma obra na ponta da língua, é difícil saber ao certo se a pessoa se interessou ou não, ou se ela gostou ou não gostou mesmo modo que a gente. A não ser que você conheça bem os gostos de alguém, indicar é sempre um desafio, pois ficamos sempre pensando em que tipo de obra agrada aquela pessoa. Afinal de contas, todo mundo pensa diferente e gosta de coisas variadas (essa é a graça da vida, certo?).

Existem livros diferentes porque existem diferentes tipos de pessoa. A não ser que alguém seja um mundo de ecleticidade, ela não vai gostar de tudo que põe as mãos e os olhos. Os pontos que compõe o livro têm uma função diferente para cada leitor. Seja gênero, desenvolvimento, personagens e moral da história, cada um desses ítens irá ter um papel fundamental para a concepção do que é um livro bom ou não. A exemplo disto, pode-se afirmar que nem todos os leitores que gostam do gênero suspense suspense vão gostar de todas as obras que lêem. Pois, um leitor que gosta de um suspense que tenha bastantes ações a nível de periculosidade, dificilmente irá gostar de um suspense mais dramático onde a narração além de mais pesada é concentrada nos personagens e em seus sentimentos. Além disto, quem nunca encontrou aquele leitor que diz não gostar de uma obra famosíssima e ficou chocado por isso? Como alguém pode não gostar daquela obra que amamos com todo o coração?

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Cada um pensa de uma maneira diferente e ninguém é obrigado a seguir a regra da maioria e gostar de algo que esta fazendo sucesso. Nós somos formadores de nossa própria opinião pois é nosso cérebro e coração que estão trabalhando arduamente para entender os rumos de uma história. Mesmo que alguém nos indique uma obra fantástica, não significa dizer que precisamos gostar dela. Significa apenas que temos personalidade para ir contra a opinião. E a pessoa que indica o livro precisa saber que o receptor da indicação tem suas próprias nuances aceitando sua concepção final.

Dessa maneira, indicar um livro é uma tarefa ao mesmo tempo simples e complicada. Dizer o nome de uma obra boa é fácil, mas fazer com que ela surta o efeito esperado é difícil. Não digo que devemos deixar de indicar livros ou parar de pedir indicação, afinal de contas é isso que eu mesma faço neste blog para todos meus amigos. Mas informo que cabe aos que desejam uma indicação filtrar as palavras dos indicadores, para que encontre seu livro perfeito e não sofra decepções.

Bem gente. O post de hoje foi este, espro que tenham gostado, mês que vem tem mais um Livrosofia e em breve vou deixar a categoria clicável para vocês. Beijos!