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( Resenha ) O Jogador Nª 1 – Ernest Cline

Olá minhas geeks Corujinhas, abram suas asas que hoje vamos embarcar em uma jornada virtual que promete mudar nossas vidas para sempre e definir o futuro da nova era mundial.

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Título: O Jogador Nª 1
Título Original: Ready Player One
Autor: Ernest Cline
Editora: LeYa
Ano: 2012
Páginas: 464
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

Sinopse: Cinco estranhos e uma coisa em comum: a caça ao tesouro. Achar as pistas nesta guerra definirá o destino da humanidade. Em um futuro não muito distante, as pessoas abriram mão da vida real para viver em uma plataforma chamada Oasis. Neste mundo distópico, pistas são deixadas pelo criador do programa e quem achá-las herdará toda a sua fortuna. Como a maior parte da humanidade, o jovem Wade Watts escapa de sua miséria em Oasis. Mas ter achado a primeira pista para o tesouro deixou sua vida bastante complicada. De repente, parece que o mundo inteiro acompanha seus passos, e outros competidores se juntam à caçada. Só ele sabe onde encontrar as outras pistas: filmes, séries e músicas de uma época que o mundo era um bom lugar para viver. Para Wade, o que resta é vencer – pois esta é a única chance de sobrevivência.

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Quase uma fantasia pela realidade de seus cenários, O Jogador Nª 1 foi um livro despertador de emoções controversas. Raramente peguei um livro em que ao mesmo tempo que amei pelo punhado de coisas que traz, também “detestei” pela brevidade de pontos do enredo. Contudo, o mais curioso é: acredito piamente que vou gostar muito mais do filme que do livro muito embora minha avaliação deste não tenha sido negativa.

Ernest Cline conduz um livro que entra pelos viés de fantasia e sci-fi, neste último abrangendo o universo Geek e obviamente o caos comum as distopia. Por ter tantos moldes, a narrativa de Cline é mais densa e explicativa que uma ficção comum. Apesar de perceber o intuito de deixar claro as ações e vontades dos seus personagens, achei um tanto morna pois certas cenas foram exaustivamente longas com explicações para tudo e quando eu digo tudo quero dizer tudo mesmo. Gosto de livros com ótimas narrações, mas nesse senti um certo exagero que acabou tornando o livro enfadonho em algumas partes.

Contudo, apesar disso, gostei da narrativa de Cline (como disse, sentimentos contraditórios) pois ela trouxe elementos para dentro do livro que nunca tinha visto antes. O universo geek é imenso e foi explorado por diversas faces, mas raramente pelo seu início. A onda de tecnologia começou nos anos 80 em uma era que abrangia os fliperamas, os filmes de ficção cientificas e as músicas de discoteca. Tudo isto foi muito bem explorado pelo autor que recriou divinamente bem os costumes antigos. A pesquisa que embasou a vida de Halliday e o caminho para encontrar seu Easter Egg foi permeada por referências. Essas cenas fizeram o livro criar um calorzinho no meu peito pois apesar de não ter vivido nessa época, sou apaixonada pelas músicas e games (se você nunca jogou o PacMan, Boomberman ou Mário Bross precisa viu?) que marcam os anos dourados. Isso ajudou a construir o cenário, os desafios e a ideia central de viver ao lado da tecnologia.

Como toda distopia, O Jogador Nª 1 tem por base o mundo tomado pelo caos que é provocado pelo próprio homem. Mas esse livro toca em um ponto muito importante que faz parte de forma inexorável da vida humana. A tecnologia se faz cada dia mais presente e necessária de modo que pouco o interesse pelo mundo real começa a diminuir. Com tanta fome, miséria e destruição é muito mais fácil entrar de cabeça em um ambiente neutro que enfrentar a realidade. Mas a verdade que fugir nunca é opção e o mundo nunca vai melhorar se a gente não fizer isso por ele. Essa é a grande lição do livro.

Mas voltando as contradições, eu esperava mais do final da obra. Algo em mim gritou: Só isso? Mentira? Faltou mais explicação do que poderia ter acontecido depois. Que todo o trajeto não foi em vão. Fiquei frustada pela brevidade do final e até pesquisei sobre uma continuação para descobrir que é o mesmo universo mas não os mesmos personagens. Obrigado Ernest!

O Jogador Nª 1 foi um livro controverso com pouca explicação, mas muita história. Apesar dos defeitos é um bom livro que apenas não atingiu o máximo de seu potencial. Eu indico esse livro para uma leitura sem pretensões. Todo nerd vai amar e todos aqueles que querem entender mais do mundo Geek vai se sentir acolhido pela enormidade do mundo de Ernest Cline.

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( Resenha ) A Rosa e a Adaga · Renée Ahdieh · Livro 02.

Oii Corujinhas. Abram suas asas, montem em seus cavalos e apertem bem as shaminas contra seus corpos que nossa viagem será mágica e exuberante, através do deserto e de terras distantes para quebrar uma maldição assombrosa.

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Título: A rosa e a adaga
Título Original: The rose and the dagger
Autora: Renée Ahdieh
Editora: Globo Alt
Paginas:  366
Ano: 2017
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐⭐
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva.

 

Sinopse: Sherazade chegou a acreditar que seu marido, Khalid, o califa de Khorasan, fosse um monstro. Mas por trás de seus segredos, ela descobriu um homem amável, atormentado pela culpa e por uma terrível maldição, que agora pode mantê-los separados para sempre. Refugiada no deserto com sua família e seu antigo amor, Tariq, ela é quase uma prisioneira da lealdade que deve às pessoas que ama. Mas se recusa a ficar inerte e elabora um plano. Enquanto seu pai, Jahandar, continua a mexer com forças mágicas que ele ainda não entende, Sherazade tenta dominar a magia crescente dentro dela. Com a ajuda de um tapete velho e um jovem sábio e tempestuoso, ela concentrará todas as suas forças para quebrar a maldição e voltar a viver com seu verdadeiro amor.

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Apenas fugimos daquilo que realmente nos assusta!

Quem me acompanha aqui no blog sabe que minha relação com a história de Renée Adhied foi caótica para dizer o mínimo. Eu havia detestado a personagem principal e achado o enredo bastante comum em relação ao que poderia ser feito. Mas, começando antecipadamente meus planos de ler continuações para desafogar minha lista do eu preciso, comecei A Rosa e A Agada com poucas expectativas. Por isso, acredito, que minha leitura foi bastante gratificante e até mesmo maravilhosa, apesar de alguns detalhes.

Era porque ambos eram as duas metades de uma só coisa. Ele não pertencia a ela. E ela não pertencia a ele. Ninguém pertencia a ninguém. Ambos eram um só.

Com uma escrita fluída e um contexto bem formalizado, Ahdieh eleva sua releitura à um outro nível. Tudo começa a fazer mais sentido e funcionar melhor no conjunto. Se antes a autora focava em dar personalidades – irritantes diga-se de passagem -, agora ela se preocupa em realmente criar e evoluir a história de todo seu reino e os segredos que eles escondem. Um dos principais pontos para eu ter gostado desse segundo livro, foi justamente o cuidado maior que a autora teve em desfocar do romance e apresentar mais firmemente os outros personagens e o enredo principal. Tudo ganhou novas dimensões ao invés de se prender à um único viés.

Era porque ambos eram as duas metades de uma coisa. Ele não pertencia a ela. E ela não pertencia à ele. Ninguém pertencia à ninguém. Ambos eram um só.

Sobre os personagens, também consegui sentir bastante evolução nas suas trasjetórias. Sherazade por exemplo, cresceu como pessoa deixando de lado, não toda, mas parte de sua arrogância em prol do bem maior. Ainda não posso dizer que a moça é uma das minhas personagens favoritas da literatura, mas com certeza não a chamaria mais de detestável. Comecei a apoiar suas decisões e não apenas revirar os olhos a elas.

Porque é fácil ser bom e gentil em tempos de fartura. Os tempos difíceis eram os que definiam um homem. E o amor? O amor era algo que podia mudar muito uma pessoa. Trazia tanto alegria como sofrimento, e trazia no seu bojo os momentos que definiam o caráter. O amor dava vida aos que não viviam. Era o maior poder de todos. No entanto, como em todas as coisas, o amor também tinha o seu lado negro.

Mas, apesar de ter gostando tanto desta segunda obra, meu lado chatamente perfeccionista viu erros estrondosos por assim dizer. Achei que algumas coisas aconteceram muito rápido e sem tantas explicações. Relacionados Khalid e o que ele fez em seu passado  – mesmo que fizesse parte de uma maldição -, certos fatos foram tão mal explicados que sinceramente fiquei chocada. Pois se eu for sincera comigo mesma, sei que não o perdoaria tão facilmente.

O início e o fim de todas as coisas. A esperança que algo floresça, mesmo nas sombras.

A Rosa e A Adaga, apesar da imperfeição. é uma sequência e um final digno para uma duologia que não havia começado tão bem. Mais aventuras, mais emoções e mais crescimentos  enriquecem a leitura lhe dando um maior significado. Um livro que nos remete a pensar no que é realmente importante, e se as fúrias do passado são fortes o suficiente para destruírem nossas auroras.

| RESENHA | Como Se Casar Com Um Marquês — Júlia Quinn — Agentes da Coroa — Livro 02.

Oii amores, tudo bom com vocês? Mês retrasado (#atrasadissimanaresenha) eu tive o prazer de me deliciar com mais um romance da extraordinária Júlia Quinn. Como Se Casar Com Um Marquês ganhou meu coração por ser um livro simples, mas cheios de significados de amor, familia e amizade.

como se casar com um marques julia quinn

Título: Como Se Casar Com Um Marquês.
Título Original: How A Marry To Marquis.
Série: Agentes da Coroa — Livro 02.
Autora: Júlia Quinn.
Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Avaliação: 👑 👑 👑 👑 👑
Encontre: Skoob || Amazon || Saraiva || Submarino.

Sinopse:Elizabeth Hotchkiss precisa se casar com um homem rico e bem rápido. Com três irmãos mais novos para sustentar, ela sabe que não lhe resta outra alternativa. Então, quando encontra o livro Como Se Casar Com Um Marquês na biblioteca de lady Danbury, para quem trabalha como dama de companhia, ela não pensa duas vezes: coloca o exemplar na bolsa e leva para casa. Incentivada por uma das irmãs, Elizabeth decide encontrar um homem qualquer para praticar as técnicas ensinadas no pequeno manual. É quando surge James Siddons, marquês de Riverdale e sobrinho de lady Danbury, que o convocou para salvá-la de um chantagista. Para realizar a investigação, ele finge ser outra pessoa. E o primeiro nome na sua lista de suspeitos é justamente… Elizabeth Hotchkiss. Intrigado pela atraente jovem com o curioso livrinho de regras, James galantemente se oferece para ajudá-la a conseguir um marido, deixando-a praticar as técnicas com ele. Afinal, quanto mais tempo passar na companhia de Elizabeth, mais perto estará de descobrir se ela é culpada. Mas quando o treinamento se torna perfeito demais, James decide que só há uma regra que vale a pena seguir: que Elizabeth se case com seu marquês.

Julia Quinn é uma das minhas autoras favoritas da contemporaneidade. Desde que li a série Os Bridgertons venho cada vez mais lendo outras obras da autora e me encantando por suas histórias. Apesar de nenhuma me encantar como os primeiros livros, cada obra tem sido especial à sua forma. Como Se Casar Com Um Marquês foi uma leitura sensacional que — de certa forma — eu não esperava. Julia Quinn trouxe uma coisa nova para suas histórias: não se trata mais de apenas um casal, mas do caminho que duas pessoas percorrem para encontrar o amadurecimento e a felicidade em si mesmos.

Não tenho certeza se é minha mente, mas sempre que leio um novo livro tento perceber a evolução mental dos personagens pois esta quando acontece, me ajuda a ter a sensação de que toda obra valeu à pena. Com a escrita característica marcada por leveza e fluidez, Julia Quinn consegue evoluir bastante as certezas, os medos e as personalidades Elizabeth e James. Por isso, em variados momentos da trama me senti próxima de ambos vendo-os como pessoas reais. Mesmo nos momentos em que senti raiva de atitudes de Elizabeth e James, pela realidade que cada apresentou não pude deixar de entendê-los.

O romance fala por si só. Ao criar duas personagens tão reais, Quinn desenvolve uma paixão também real. Conflitos internos inserem sensatez à uma troca de desejo incendiário. Foi lindo ver como tudo ia além das barreiras do amor de casal porque os dois personagens principais tinham preocupações que chegavam as suas famílias. Dessa forma, o amor era também fraternal onde todas as decisões deveriam ser pensadas em coletivo. Sim, se torna um tanto exaustivo o nunca se deixa levar pelas emoções, mas também é maravilhoso perceber a profundidade de todas estas ações.

Mas tenho que admitir que de tudo que poderia ter feito eu amar a obra, com certeza minha amada Lady Dambury encontra-se no topo da lista. Apesar de ter amado vários aspectos da obra, rever minha personagem favorita dos romances de época foi mágico. Parece bobagem, mas foi como encontrar uma com uma amiga e papear sobre diversas coisas. Suas aparições foram esplêndidas carregadas com o humor que somente Lady D. (Humpf!) é capaz de fazer.

Como Se Casar Com Um Marquês foi um leitura excelente cheia de magia e com uma boa pitada de sedução. Mas, muito mais que isso, é uma história de compreensão familiar e sobre como somos capazes de encontrar a felicidade nos lugares mais improváveis rodeados pelo imprevisível.

| RESENHA | Entre E O Agora E O Nunca – J. A. Redmerski – Livro Um.

Olá tudo bom com você? Bom dia, boa tarde ou boa noite seja a hora que você esteja lendo este post. Mês passado fiz um post explicando um pouco sobre o Desafio Literário Cultura e como prometido vou começar a postar resenhas das minhas leituras este mês. Como não pretendo postar na ordem de leitura, então vou postar primeiro as leituras mais frescas em minha mente. Para começar será do livro Entre O Agora E O Nunca de J. A. Redmerski. Estou lendo esse livro para cumprir o ítem Um livro em que o protagonista foge.

 — Acho que o amor nunca acaba de verdade quando a gente ama alguém — digo, e vejo um pensamento passar por seus olhos. — Acho que quando você se apaixona, quando ama de verdade, é amor pra vida inteira. Todo o resto são só experiências e ilusões.
– Andrew.

 

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Título: Entre O Agora E O Nunca
Título Original:
Autora: J. A. Redmerski
Editora:
Ano:
Avaliação:
Encontre: Skoob || Amazon || Saraiva || Submarino.

 

SINOPSE; Camryn Bennett é uma jovem de 20 anos que desistiu do amor desde que Ian, seu namorado, morreu num acidente de carro há um ano. Sua melhor amiga, Natalie, é a única capaz de animá-la. Mas a relação entre as duas fica abalada quando o namorado de Nat revela à Camryn que está apaixonado por ela. Perdida, sem saber o que fazer, Camryn vai para rodoviária e pega o primeiro ônibus interestadual, sem se importar com o destino. Com uma carteira, um celular e uma pequena bolsa com alguns itens indispensáveis, Camryn embarca para Idaho. Mas o que ela não esperava era conhecer Andrew Parrish, um jovem sedutor e misterioso, a caminho para visitar o pai, que está morrendo de câncer. Andrew se aproxima da companheira de viagem, primeiro para protegê-la, mas logo uma conexão irresistível se forma entre os dois. Camryn tenta lutar contra o sentimento, já que jurou nunca mais se apaixonar desde a morte de Ian. Andrew também tenta resistir, motivado pelos próprios segredos. Narrado em capítulos que alternam as vozes de Andrew e Camryn, Entre O Agora e O Nunca é uma história de amor e sexo, na qual os personagens testam seus limites, exploram seus desejos e buscam o caminho que os levará à felicidade.

 Detesto te dizer isso, mas na vida as merdas acontecem mesmo. Você precisa superar. Derrotar isso fazendo coisas que te deixam feliz. – Camryn.

Uma coisa que todos sabemos quando lemos livros é que a bagagem que trazemos influenciam bastante no decorrer da história. De certa forma, podemos chamar isso de Maturidade Literária onde de certa forma, com cada leitura enriquecendo a nossa mente, acabamos por nos ater mais as novidades do que de histórias passadas. Histórias essas que no fundo da nossa mente sabemos que gostaríamos mais se tivéssemos lidos um pouco antes ou talvez um pouco. Talvez seja por esse motivo que a história de Entre O Agora E O Nunca não me cativou tanto deixando-me com uma sensação um tanto amarga que minha mente não consegue mais lidar com clichês adolescentes. A leitura, ao qual posso dizer que foi fácil mas não fluída, muitas vezes deixou a desejar. E mesmo não considerando a obra ruim, não conseguir deixar de me incomodar com vários pontos da leitura.

 Não sou maria vai com as outras. Nunca fui. Mas com certeza topo me tornar alguém que não sou por algumas horas se isso vai ajudar a me misturar, em vez de parecer a esquisita e chamar a atenção. – Camryn.

Começando pela narrativa, posso dizer que senti certa dualidade de emoções ao passo que ia passando pelas palavras de Redmeski. A princípio gostei do modo como a autora conduziu a história. Há profundidade em Camryn que a deixa com uma personalidade mais plausível, muito embora tal personalidade seja mais identificável em uma garota de 16 anos do que de 20, mas como nem todos são iguais e nem amadurecem ao mesmo tempo, a gente releva. Por tal motivo, devido a sua profundidade, Camryn foi de longe que eu mais gostei. De tão verossímil pude enxergar com mais clareza suas atitudes e seus pensamentos. Mas ao mesmo tempo que amei Camryn, eu fiquei apática em relação a Andrew porque ele é o típico mocinho sexy e rock and roll dos Young Adult. Perfeito e sem defeitos aparentes, Andrew me deixou com aquele pensamento para a autora que pode ser resumido em “na boa, você esta mesmo tentando me convencer que esse cara existe?”. E, acho que vocês ja me conhecem o suficiente para saber que o meu tipo favorito de personagem é o palpável. Ele precisa de defeitos, defeitos reais, que lhe deem essa aparência verossímil.

 Aprendi há muito tempo que o futuro e a vida são meus, e não posso me forçar a viver do jeito que outra pessoa quer que eu viva. – Andrew.

Em relação a narrativa devo dizer que fiquei em um certo hiato. Não foi a melhor das narrativas da minha vida, mas também não foi das piores – tanto que finalizei o livro ao invés de abandona-lo. Minha parte favorita, foi com certeza as reflexões que a autora fez sobre a vida, aos quais vocês podem ver minhas frases favoritas espalhadas por este post. Também gostei do modo com o qual a autora conduziu sua história. É um clichê respeitado que segue o caminho não tão óbvio para a conclusão, mas também não surpreendente e mesmo assim ainda foi o mais acertado. Porém, ao mesmo tempo que gostei dessa condução, também me senti incomodada pelo linguajar usado pela autora para descrever cenas de cunho sexual. Achei um tanto pesado mesmo para um livro que envolve sexo. Em opinião o romance deixou de daquela doçura que possuía ao abusar de uma linguagem com maior cara de pornográfica.

 Se você fica se prendendo no passado, não consegue seguir em frente. Se passa muito tempo planejando o futuro, você se empurra pra trás ou fica estagnada no mesmo lugar a vida toda. — Seus olhos encontram os meus. — Viva o momento — ele diz,  como se estivesse dizendo algo sério — aqui, onde tudo está certo, vá com calma e limite suas más lembranças e você chegará ao seu destino, seja qual for, muito mais rápido e com menos acidentes de percurso. – Andrew.

E para finalizar essa enxurrada de críticas sinceras, quero apenas ressaltar que essa opinião é minha e muito pessoal. Se você quer ler esse livro simplesmente vai fundo. Apesar de que eu senti falta de algumas coisas, talvez você leia e depois pense que eu sou apenas uma louca 😂. Mas como o meu juramento oficial de blogueira me diz que eu devo dizer a verdade nada além da verdade, ressalto que se ninguém vê igual nem todos leram igual. Por isso te desejo uma ótima leitura ou caso já tenha lido, ótimas lembranças.

Sinto que estou fazendo tudo certo; pela primeira vez em muito tempo, sinto que minha vida está voltando aos eixos, só que seguindo um rumo bem diferente, cujo destino eu desconheço. Não sei explicar… só que, bem, como eu disse: sinto que está certo. – Camryn

| RESENHA | Como Agarrar Uma Herdeira – Júlia Quinn

Oi meus amores. Bom dia, tarde ou noite seja a hora que estiverem lendo esse post espero que seja um dia fabuloso para você. Recentemente, a editora Arqueiro lançou mais um livro da Júlia Quinn aqui no Brasil. A autora é uma das minhas favoritas sendo a Diva Queen dos romances de épocas. Todos que já a leram sabem e todos que o irão fazer vão descobrir uma característica em Quinn que a faz diferente das demais: sua capacidade de criar diálogos divertidos e inteligentes que nos fazem acreditar na plenitude de sua história e na veracidade de seus acontecimentos. E por esse motivo, apesar de não considerar Como Agarrar Uma Herdeira um dos melhores livros da autora, o tenho como um livro gostoso que valeu a pena ser conferido.

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Título: Como Agarrar Uma Herdeira
Título Original: In To Catch a Heiress
Série: Agentes da Coroa – 01
Autora: Júlia Quinn
Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Avaliação: 👑 👑 👑 👑
Encontre: Skoob || Amazon || Saraiva

Sinopse: Quando Caroline Trent é sequestrada por engano por Blake Ravenscroft, não faz o menor esforço para se libertar das garras do agente perigosamente sedutor. Afinal, está mesmo querendo escapar do casamento forçado com um homem que só se interessa pela fortuna que ela herdou. Blake a confundiu com a famosa espiã espanhola Carlotta De Leon, e Caroline não vai se preocupar em esclarecer nada até completar 21 anos, dali a seis semanas, quando passará a controlar a própria herança milionária. Enquanto isso, é muito mais conveniente ficar escondida ao lado desse sequestrador misterioso. A missão de Blake era levar “Carlotta” à justiça, e não se apaixonar por ela. Depois de anos de intriga e espionagem a serviço da Coroa, o coração dele ficou frio e insensível, mas essa prisioneira se prova uma verdadeira tentação que o desarma completamente.

O livro possuí uma escrita leve e fluída daquele tipo maravilhoso que te faz mergulhar na obra e não sentir as horas passando. A autora cria uma trama simples, mas também um pouco clichê. Afinal de contas temos um herói que não quer se apaixonar e uma heroína que está disposta a dissolver seu coração. Um dos pontos fortes do livro é justamente esse. Não o fato de ser um clichê, mas sim o fato da autora assumir isso. Quer dizer, quantos livros você não encontra por aí que tem uma história raza mas o autor quer fazer dela muito mais e acaba enfiando os pés pelas mãos? Pois é, é um horror. Mas não se preocupe porque em Como Agarrar Uma Herdeira o clichê de Júlia é bem evoluído e bem acabado onde a autora todas as pontas soltas sem deixar os famosos WTFS pelo caminho.

Caroline Trent é uma heroína adorável. De todas as personagens da Júlia Quinn ela esta no top 5 das minhas favoritas. Ela é deliciosamente espirituosa e mordaz. Tendo resposta para praticamente tudo, Caroline esbanja inteligência e tenacidade que me fez tornar amiga dela imediatamente. Não pude evitar certa comparação com Daphne Brigderton (O Duque e Eu) que possuía um talento especial para mudar de assunto pois Caroline tem a mesma característica, onde esta, quase me fez crer que possuía TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperativadade) pelas várias vezes em que mudou drasticamente o rumo de seus pensamentos. Por outro lado, Blake Ravenscroft é sério e praticamente sem humor nenhum, muito embora Consideremos eu seu gênio difícil uma graça. E sendo o oposto de Caroline, juntos eles tem uma mistura de gato e rato com melhores amigos. Mesmo Blake querendo lhe matar de quase todas as maneiras possíveis, seu lado humano o faz com que se preocupe bastante com a moça. Assim, Blake e Caroline formam um par que conquista aos poucos, onde vamos nos apaixonando por eles a medida que os próprios fazem isso.

De certa forma, o que me fez não amar Como Agarrar Uma Herdeira, foi o fato de que já li obras anteriores da autora. Isto porque é de se esperar que sempre haja uma espécie de superação ou evolução à publicação dos livros seguintes. Tendo lido Os Bridgertons, Esplêndido e Simplesmente O Paraíso, uma parte de mim esperava algo extraordinário da autora que infelizmente não aconteceu. Eu diria que o primeiro livro da duologia Agente da Coroa só deixou a desejar porque não conseguiu superar ou ao menos se igualar aos seus antecessores, que de certa forma, são seus posteriores pois foi uma das primeiras séries publicadas pela autora.

Mas críticas à parte, Como Agarrar Uma Herdeira foi um livro fofo. É uma leitura que vale a pena não apenas como uma diversão de um dia, mas como também um aprendizado. Júlia Quinn nos ensina que o amor pode surgir dos mais diversos lugares, mesmo naqueles corações que não querem lhe dar uma chance. Um livro que todos devemos ler para tirar nossas próprias conclusões.

| RESENHA | A Fúria e a Aurora – Renée Ahdieh

No projeto leitura de Os Bridgertons da Camila do blog Leiturizar um grupo surgiu e lá ouvi falar de modo bem mais aprofundado do livro A Fúria e a Aurora de Renée Ahdieh. Já havia visto vários comentários no instagram sobre o livro mas nunca havia realmente me interessado. Mas à algumas semanas me dediquei a leitura e apesar de não ter superado minhas expectativas, o livro também não me decepcionou. Foi uma leitura gostosa que me fez conhecer de outro modo a história d’As Mil e E Uma Noites.

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Título: A Fúria e A Aurora.
Título Original: The Wrath and the Dawn
Autor: Renée Ahdieh
Editora: Globo – Alt
Ano: 2016
Avaliação: 🌟🌟🌟
Onde Comprar: Submarino || Saraiva || Amazon

Sinopse: Personagem central da história, a jovem Sherazade se candidata ao posto de noiva de Khalid Ibn Al-Rashid, o rei de Khorasan, de 18 anos de idade, considerado um monstro pelos moradores da cidade por ele governada. Casando-se todos os dias com uma mulher diferente, o califa degola as eleitas a cada amanhecer. Depois de uma fila de garotas assassinadas no castelo, e inúmeras famílias desoladas, Sherazade perde uma de suas melhores amigas, Shiva, uma das vítimas fatais de Khalid. Em nome da forte amizade entre ambas, Sherazade planeja uma vingança para colocar fim às atrocidades do atual reinado. Noite após noite, Sherazade seduz o rei, tecendo histórias que encantam e que garantem sua sobrevivência, embora saiba que cada aurora pode ser a sua última. De maneira inesperada, no entanto, passa a enxergar outras situações e realidades nas quais vive um rei com um coração atormentado. Apaixonada, a heroína da história entra em conflito ao encarar seu próprio arrebatamento como uma traição imperdoável à amiga. Apesar de não ter perdido a coragem de fazer justiça, de tirar a vida de Khalid em honra às mulheres mortas, Sherazade empreende a missão de desvendar os segredos escondidos nos imensos corredores do palácio de mármore e pedra e em
cenários mágicos em meio ao deserto.

Eu esperei muita coisa de A Fúria e A Aurora. Esse é o grande problema de ler livros aos quais a gente espera um bocado. Porque no fim das contas o livro acaba não sendo tão bom quanto a nossa imaginação. E apesar de ter gostado d’A Fúria e A Aurora, também não o vejo como aquele livro maravilhoso capaz de impactar minha vida de leitora. Para mim faltou alguma coisa e muitas das vezes achei que houve pouco aprofundamento da história. A autora não soube criar um livro ao qual o romance me fizesse suspirar pois inúmeras vezes achei raso e superficial.

A obra é uma releitura de As Mil E Uma Noites, do qual já havia ouvido falar mas como nunca havia lido, não fazia ideia do que poderia acontecer, que tipos de história a Sherazade poderia contar e muito menos se o plano dela daria certo no final. Deste modo foi muito interessante ver o desenrolar da coisa e fiquei admirada com alguns pontos no caminho. A autora tem uma escrita fluída que deixa o livro fácil de ser lido. Narrado em terceira pessoa, René sempre deixa uma brecha no fim de cada capítulo sempre me deixando ansiosa pelo próximo.

— Você é arrogante.

— Como você, senhora Sherazade. Mas não vejo isso como um defeito. Porque, sem um pouco de arrogância, como alguém pode tentar o impossível?

Os ponto que mais me incomodaram no livro foram os personagens e a revelação dos porquês da trama. No quesito personagem, eu acredito que tenha acontecido muito de uma coisa em um livro só. Esta coisa é a arrogância. Todos os personagens possuem essa característica, mas Sherazade veio vestida dos pés a cabeça com ela. Nariz em pé e dotada de prepotência, eu detestei a personagem. Achei-a muito narcista e isso me incomodou de mais. Gosto de personagens que tenham defeitos, mas o modo como a Sherazade age, como se fosse mais inteligente e melhor que todo mundo, não me agradou. Em contraposição eu amei o Khalid. Ele é maravilhoso. Desde o primeiro capítulo eu fiquei curiosa saber os motivos que o levevam a ser daquele jeito. Assim prestei atenção em cada ponto sobre ele e me apaixonei por suas palavras e seus atos.

Em relação aos porquês da história eu esperava mais. Não que a explicação não tenha sido boba, mas sinceramente foi tão normal que não me surpreendeu de modo positivo. O que eu imaginei foi melhor do que foi me dado, sendo que deveria ser ao contrário. O livro bem construído se tornou um livro absolutamente normal, sem aquele omg que esperava que acontecesse.

Uma mentira. O pior tipo de mentira… aquela cheia de boas intenções. Aquele tipo que os covardes usam para justificar suas fraquezas.

A Fúria e a Aurora foi uma obra que poderia ter me deixado arrebatada mas que infelizmente não aconteceu. Ela tem pontos positivos e negativos. E cada um deve ler e tirar suas próprias conclusões.

O Milagre de Clarinha – Joana Amorim

O Milagre de Clarinha é uma história , mas que acontece na vida real com as nossas crianças, por serem doces e inocentes são alvo de pessoas ruins e com intenções duvidosas. São exploradas, tiradas de seus lares, roubando-as de uma vida de amor e carinho para colocá-las em uma situação de humilhação e sofrimento. Clarinha nos mostra que a esperança e a fé fazem milagres e acreditar que as coisas podem mudar quando pedimos do fundo do nosso coração e nos dá esperança, e que em algum lugar quando mais precisamos, alguém nos ouve e nos resgata.

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Livro pequeno mas emocionante da autora Joana Amorim, O Milagre de Clarinha conta a história dessa doce e inocente menininha que aprende de maneira dura a não confiar nas pessoas. Apesar de não ter costume de ler o gênero infantil desde que passei pelos contos da Bruxa Onilda, este livro foi uma experiência que me lembrou como crianças podem ser inocentes e como nós precisamos ter sempre um extremo cuidado com elas para que não lhe aconteça nenhum mal.

O que eu mais gostei nesse livro, foi o fato de que a história é simples e a autora sabia que ela era simples. Pode ser estranho dizer isso, mas todo leitor sabe que sempre tem aquele autor que faz coisas mirabolantes em uma história que de todo modo se torna desnecessário. Porém aqui não houve isso. Não só por ser um livro pequeno, a leitura dele fluiu com facilidade pois ele tinha uma simplicidade tão profunda sabendo onde crescer e onde não se alargar.

Eu gostei muito deste livro. Estou profundamente satisfeita. Aos pais que querem dar aos seus filhos miúdos ou aos mais crescidinhos um livro para não só aprenderem a ler como também para terem uma lição de vida, esta aqui uma ótima opção que não vai causar arrependimento.

Título: O Milagre de Clarinha
Autora: Joana Amorim
Páginas: 42 (versão digital)
Editora: Autografia
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

O Príncipe dos Canalhas – Loretta Chase – Livro Um

Sebastian Ballister é o grande e perigoso marquês de Dain, conhecido como lorde Belzebu: um homem com quem nenhuma dama respeitável deseja qualquer tipo de compromisso. Rejeitado pelo pai e humilhado pelos colegas de escola, ele nunca fez sucesso com as mulheres. E, a bem da verdade, está determinado a continuar desfrutando de sua vida depravada e pecadora, livre dos olhares traiçoeiros da conservadora sociedade parisiense. Até que um dia ele conhece Jessica Trent… Acostumado à repulsa das pessoas, Dain fica confuso ao deparar com aquela mulher tão independente e segura de si. Recém-chegada a Paris, sua única intenção é resgatar o irmão Bertie da má influência do arrogante lorde Belzebu. Liberal para sua época, Jessica não se deixa abater por escândalos e pelos tabus impostos pela sociedade – muito menos pela ameaça do diabo em pessoa. O que nenhum dos dois poderia imaginar é que esse encontro seria capaz de despertar em Dain sentimentos há muito esquecidos. Tampouco que a inteligência e a virilidade dele pudessem desviar Jessica de seu caminho. Agora, com ambas as reputações na boca dos fofoqueiros e nas mãos dos apostadores, os dois começam um jogo de gato e rato recheado de intrigas, equívocos, armadilhas, paixões e desejos ardentes.

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Eu já tinha ouvido falar várias vezes do livro de Chase antes de ler. E posso dizer que ele foi bem diferente do que eu esperava para o gênero e que fiquei surpresa e satisfeita com o desenrolar das coisas no final das contas. O livro tem de tudo um pouco e é completamente imprevisivel tornando a leitura agradável e impossível de parar. Chase tem um jeito especial de escrever. Mesmo contando o livro em terceira pessoa (coisa muito comum em romances de época), é muito fácil sentir as necessidades, medos e desejos dos personagens. As palavras são bem colocadas a ponto de realmente me sentir na pele dos personagens principais.

Lorde Dain é um perfeito canalha. Inclinado a pensar que sabe tudo sobre sedução, Dain usa e abusa do dinheiro para conseguir as mulheres que deseja sem nunca se apegar totalmente a elas. O único problema de Dain é que ele é feio. Conhecido na região como Lorde Belbezu, Dain imagina que nenhuma mulher bonita – ou mesmo as feias – se interessariam por ele se não fosse sua condição financeira. Dain então possui um certo desprezo pela condição feminina chamando as mulheres de tolas e pragas que não serviriam para nada mais que satisfazer os desejos masculinos.

Da mesma forma, a criatura diante dele era uma dama e nenhuma placa avisava que se devia manter distância. “Damas”, no Dicionário de Dain, estavam listadas sob os verbetes “Praga”, “Peste” e “Fome”.
– Lorde Dain.

Mas isto muda quando Dain conhece a Srta Jessica Trent. Dona de uma beleza estonteante, Jessica é acima de tudo perspicaz, geniosa e bem a frente das mulheres de seu tempo, ela produz nele seus desejos carnais mais intensos e sentimentais que nunca imaginou. Isto porque Dain não consegue resistir aos impulsos que tem de provocar Jessica que para sua clara surpresa sempre se safa ou lida com eles da melhor maneira possível.

Foi então que, tarde demais, Dain percebeu a falha em seu raciocínio. E lembrou-se do comentário de Esmond sobre a lendária Genevieve. Todos ali acreditariam que a fedelha seguia os passos da avó – uma femme fatale – e os malditos parisienses achariam que ele havia sucumbido aos encantos dela.
– Lorde Dain.

Impressionantemente sagaz, O Príncipe dos Canalhas se tornou um dos meus livros favoritos por ser audacioso e divertido de modo que é incapaz de não se apaixonar pela história. Um livro que vale a pena de ser lido.

Titulo: O Príncipe dos Canalhas
Título Original: Lord Of Scoundrels
Autora: Loretta Chase
Ano original: 1995
Ano de publicação no Brasil: 2015
Editora: Arqueiro
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

Sobre a autora.

Loretta Chase formou-se relativamente tarde na Clark University e tem o título de bacharel em inglês. Nesse meio-tempo, trabalhou como balconista em uma joalheria, vendedora de roupas em uma butique e fiscal de estacionamento. Depois, trabalhou em sua alma mater. Enquanto virava as noites redigindo roteiros audiovisuais, ela conheceu seu atual marido, Walter, que após algum tempo a seduziu com a ideia de ser escritora. Vencedora de vários prêmios Romantic Times, ela também venceu o prêmio RITA da Associação Americana de Escritores de Romances com O Príncipe dos canalhas.

Como Eu Era Antes de Você. – JoJo Moyes

Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Trabalha como garçonete num café, um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas, e namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe. Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Tudo parece pequeno e sem graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse sentimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.

como eu era antes de voce

Título: Como Eu Era Antes De Você
Título Original: Me Before You
Autora: JoJo Moyes
Editora: Intrínseca
Ano: 2012
Páginas: 329 (recurso digital)
Tempo de leitura: 3 dias
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟

Tem cerca de dois meses que li o livro e ainda me pego pensando nele. Não foi um livro de altos e baixos, mas também não foi um livro de que passou batido.

O livro começa com um prólogo que narra o acidente de Will e nos dá uma pequena versão de como ele era no passado. O espirito aventureiro de um homem que gosta de viver.

Então os capítulos vem pela visão da Louisa. De inicio eu nao gostava muito dela, mas depois fui me afeiçoando ao jeito meigo da personagem. A história tem realmente o que promete: duas pessoas que mudam o rumo de vida uma da outta e seu modo de pensar e agir em determinadas situações. A leitura, quase sempre fluída, pelo menos para mim, nao me focou apenas no romance de Lou e Will, mas vida em si e o que podemos esperar e mudar nela. Tanto que para isso, JoJo nos da uma gama de personagens cheios de expectativas que muitas vezes são frustradas curvas inesperadas: Treen, irmã de Lou, tinha um futuro brilhante na carreira mas que no meio do caminho teve Thomas, um filho que interrompeu sua trajetória.

É por isso que gostei tanto do livro. Não pela “surpresa” que não tive. Mas pela promessa cumprida pela autora ao final de tudo.

 

Branca de Neve Tem Que Morrer – Nele Neuhaus

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Existe sempre aquele momento que você não consegue simplesmente falar coisa com coisa por causa de um determinado livro que retirou todo seu juízo. E aqui estou eu nesse esquema, sentindo como se minha capacidade de pensar logicamente tivesse sido alterada;

Sinopse: Numa noite chuvosa de novembro, Rita Cramer é empurrada de uma passarela e cai em cima de um carro em movimento. Pia e Bodenstein, da delegacia de homicídios, têm um suspeito: Manfred Wagner. Onze anos antes, a filha de Manfred desaparecera, sem deixar pistas, e um processo baseado em provas circunstanciais condenou Tobias, filho de Rita Cramer, a dez anos de prisão. Logo após cumprir a pena, Tobias retorna à sua cidade natal e repentinamente, outra garota desaparece. Os acontecimentos do passado parecem repetir-se de maneira funesta. Pia e Bodenstein se deparam com um muro de silêncio. As investigações transformam-se numa corrida contra o tempo, iniciando uma verdadeira caça às bruxas.

Quando eu vi o nome de Branca de Neve Tem Que Morrer e sua maravilhosa capa na livraria, fui fisgada. Muito embora eu tenha sentido essa atração pelo livro, demorei três meses pra ler ele. Agora só consigo me perguntar por que fiz isso.
Contado e muitas visões, o livro intenso de Nele me prendeu durante o dia inteiro. Convencida de que devia ler ele, comecei as nove da manhã a meia noite tinha acabado de ler e admito que até agora não consigo me conformar por ter sido tão enganada. E é exatamente por isso que fico tão feliz por tê-lo lido.
Uma coisa é certa; quando se trata de um suspense policial, a pessoa que menos parece ser a vilã que normalmente é. E foi exatamente esse preceito que me induziu ao erro.

Cada um dos personagens da trama foi inegavelmente bem escrito. Seus pensamentos e suas omissões sobre a identidade do assassino deixaram um vão pra inúmeras possibades. Mas de toda forma, Nele conseguiu fazer com que voce não so reflita sobre o que aconteceu onze anos antes, mas também sobre a maneira que as pessoas tentem a se acorvardar diante de situações complicadas.

Tobias é um personagem de sagacidade que parece conformado com sua prisao, mas que ao mesmo tempo não tem medo de dizer que não vai fugir da cidade, até que pelo menos ele descubra o que aconteceu a Laura e Stefanie tão intimamente ligadas a ele, mortas de maneira tão brutal.
Pia e Bondestein os detetives tem mentes claras. Ela principalmente que de cara percebe as falhas nas provas contra Tobias e não desiste até que toda a verdade seja esclarecida.

Os demais personagens de importancia, dos mais comportado ao mais levado, do mais distante ao mais presente, cada um parece ter motivos para odiar Tobias ou mostrar empatia por ele. Sentimentos tão diversos que muitas vezes confunde o leitor a ponto de que ele tenha certeza de uma coisa na pagina tal e já desistia dela na página seguinte.

E denominar Tobias sendo caçado como uma bruxa é quase um eufemismo. Em uma cidade pequena onde todos se conheciam e eram amigos, um crime como esse garantia a Tobias no minimo um ódio permanente de todos na cidade que no fim, prefiriam fechar os olhos para o que estava tão claro ao invés de tentar entender o lado Tobias da história.

O livro é maravilhoso. Fiquei muito encantada e feliz com ele e com certeza tenho muitas leituras da autora pela frente.