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| ANATOMIA LITERÁRIA | Capa e curiosidades sobre A Culpa É Das Estrelas.

Oii amores, bom dia, tarde ou noite, seja quaisquer hora que vocês estejam lendo este post. Espero que vocês estejam muito bem e que suas leituras venham sendo maravilhosas. No Anatomia Literária de hoje, falarei sobre A Culpa É Das Estrelas de John Green que muito embora não seja um dos meus livros preferido, a estética, referências e quotes dele me chamou tanto a atenção que acabei por gravar na mente algumas partes que hoje irei compartilhar com vocês, muito embora os quotes serão compartilhados no instagram. Além disso, estamos no Novembro Azul que é o mês de prevenção e combate ao câncer de próstata e estou fazendo diversos post, mas sobre a doença em geral. Mas aviso que caso você ainda não tenha lido essa obra esse post conterá spoilers.

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A Culpa É Das Estrelas conta a história de Hazel Grace, uma jovem que luta contra o câncer de pulmão. Para agradar os pais, Hazel começa a frequentar um grupo de apoio para crianças com câncer onde conhece o jovem Augustus Waters. Embora Hazel não queira se envolver amorosamente com alguém, para não causar danos quando finalmente o câncer a levar, ao lado de Gus cada vez mais ela descobre que o amor não tem medidas e não têm freio. Ele não é uma dádiva que só os saudáveis irão ter. Pois quando amamos e somos amados de volta, até mesmo o menor dos tempos pode se tornar o maior dos infinitos.

A capa do livro é uma das mais legais conceitualmente que já vi, além de ser uma gracinha. O azul do fundo vêm da cor que é a simbólica da esperança. De certa forma é como se a capa fosse um manifesto para que mesmo nos momentos mais difíceis lembremos de ter esperança. Por nós, por nossa família, por nossos amigos… Em relação ao centro da capa, não sei vocês, mas antes eu imaginava que as nuvens eram realmente nuvens do céu (talvez pela composição com o fundo), mas na verdade são nuvens de pensamentos muito utilizadas em quadrinhos ao qual entendo como uma forma de mostrar quantas reflexões o autor nos daria ao produzir o livro. Já o título A Culpa É Das Estrelas, muito embora exista algumas opiniões que é uma referência à um trecho do livro onde um garçom diz ao casal principal que beber uma champanhe é como beber as estrelas, em realidade essa referência é um trocadilho relacionado ao livro Júlio Cesar de William Shakespeare. No texto original, o nobre Cássio diz a Brutus: “A culpa, meu caro Bruto, não é de nossas estrelas; mas de nós mesmos, que consentimos em ser inferiores.” Nesse trecho o termo estrelas é o equivalente a destino. Ao fazer tal trocadilho, John Green discorda de Shakespeare afirmando que as estrelas – o destino – têm sim bastante culpa sobre os fatos da vida pois existem pessoas boas que sofrem desnecessariamente em um mundo injusto e sobre ser ou não possível viver uma vida plena e significativa mesmo que não se chegue a vivê-la num grande palco, como Cássio e Brutus.

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Curiosidades sobre A Culpa É Das Estrelas.
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** Hazel Grace foi inspirada em uma garota que exisitiu na vida real, chamada Esther Earl e morreu em agosto de 2010, aos 16 anos. Os pais dela criaram a fundação “This Star Won’t Go” (“Essa estrela não se apagará”) para ajudar famílias com crianças com câncer. John Green lançou um livro em homenagem a garota logo após A Culpa É Das Estrelas.

** John Green levou pouco mais de 10 anos para escrever o desfecho do livro.

** O livro Uma Aflição Imperial, bem como o autor Peter Van Houten são frutos da imaginação de John Green. Contudo, eles tem um belo significado além de funcionar como um gancho para continuidade da história. O autor estava tentando criar um reflexo de A culpa é das estrelas, sendo assim Hazel sentiria uma profunda conexão com a história. Seu fascínio com o que acontece com a mãe da personagem Anna é na verdade a vontade de saber o que vai acontecer com sua própria mãe quando ela morrer, e ela vê na ambiguidade do final a mesma ambiguidade de sua vida: Hazel nunca será capaz de ter certeza que sua mãe ficará bem.

** Hazel assiste America’s Next Top Model porque John Green queria mostrar que, apesar de tudo, ela era uma adolescente.

** A famosa frase “Eu me apaixonei da mesma maneira que a gente cai no sono: devagar, e então de uma vez só” foi inspirada em Hemingway.

** Os adolescentes que participam do “grupo de apoio” no filme são realmente jovens que lutam contra o câncer.

** O nome Hazel é uma cor de transição e a personagem está no meio de um monte de coisas: entre ser saudável e ser doente, entre a infância e a idade adulta, ao qual John Green demonstra o nome como uma maneira de comunicar a instabilidade e medo.

** Já o nome de Augustus é um nome de imperadores romanos associado a noções tradicionais de grandeza. Mas Gus, seu apelido, é o nome de uma criança. No livro, ele vai da força à fraqueza, que é o oposto da jornada do herói habitual. Ele começa sendo um garoto confiante e pretensioso. E então ele se torna vulnerável. Para Gus, esse é um processo brutal.

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Então amores, esse foi o Anatomia Literária de hoje, em favor do Novembro Azul. Mas à todos as pessoas, fica aqui meu apelo para que façam exames, se previnam e lutem contra essas doença. “A vida é boa” não a perca. Espero que tenham gostado. Beijos.

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| ANATOMIA LITERÁRIA | Capa e curiosidades sobre A Vila dos Pecados.

Oii gente. Tudo bom com vocês? Hoje é dia de mais um Anatomia Literária e se você quiser ver os posts anteriores basta clicar na aba de mesmo nome procurando aqui ao lado na categoria “Bloguices”. Como é mês de Halloween e estou nessas postagens mais trevosas, nada mais justo que fazer um post relacionado a autora brasileira, Soraya Abuchaim, mais conhecida como Dark Queen que têm ganhado leitores com suas histórias sombrias e de muito mistério. Como também sou apaixonada pelas capas de suas obras, o Anatomia Literária de hoje será sobre A Vila dos Pecados, lançamento 2017 da editora coerência.

Vamos começar??

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A CAPA
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A capa de A Vila dos Pecados é uma das mais bonitas que tenho na estante. Além de bela por ser bem feita e planejada, a capa possui elementos simbólicos que trazem a tona alguns artifícios do livro em um primeiro momento. Como não falei com o capista, não tenho certeza se entendi os elementos da forma que deveria, mas como uma boa leitora ao a namorar a capa fiquei imaginando respostas sobre tudo que estava ali presente.

O livro possuí uma cor esverdeada mais morta que traz uma sensação de mistério maior à quem à vê. Além disso, o verde escolhido foi uma cor fria e juntamente com as folhagens representam uma floresta que envolve a vila dando a perspectiva de isolamento tão característica de Ponta Poente. O caminho que leva a vila, por sua vez, não é definido por uma estrada remontando a sensação de que é proibido. O caminho esta manchado de sangue que cresce gradualmente a medida que vai se aproximando do leitor, dando a impressão de que cada vez que você se aproxima de Ponta Poente à descobre e seus pecados se tornam mais evidentes. E por fim, mas não menos importante, a vila no centro é pequena, mas de certa forma inexpugnável. Tanto pela aparência de uma cidade rústica de pedras (que eu diria também ser uma alusão ao século XX que se passa a história) como também a forma comm que as casas estão posicionadas bem coladas dando uma aparência de muralha e reforçando assim, a ideia dos segredos e das alianças contra o padre Alfonso (e ao leitor) que existem dentro da vila.

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CURIOSIDADES.
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🔸 A ideia inteira do livro surgiu porque Soraya Abuchaim queria escrever sobre uma vila, ambiente ao qual ela gosta bastante.

🔸 O processo de criação do livro começou com a ideia geral da obra e então partindo para uma esquematização dos capítulos. Mas a autora mudou no meio do caminho de ideia e brinca afirmando que ao finaliza-lo ele jánão tinha mais nada haver com a proposta original.

🔸 A autora colocou no livro alguns elementos relacionados ao clima pois acredita que ele compõe bem a história. Em A Vila dos Pecados sempre que o clima fica mais tenso, mais pesado o clima fica.

🔸 Os elementos importantes na trama são os segredos. Abuchaim disse que gosta de aprofundar sobre o que as pessoas escondem pois isso mexe com ela já que acredita que os seres humanos não são tudo que contam.

🔸 Nesse sentido, Soraya também acredita que o ponto central de seu livro não é o assassino mas sim os fatos que os levaram até ali e suas motivações.

🔸 Soraya Abuchaim disse em uma entrevista (a este blog hehe), que o pecado é relativo. O que pode ser pecado para um, não necessariamente será para outro. De certa forma, cada um sabe o que é ou não proibido.

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Bem gente, esse foi o Anatomia Literária de hoje e eu espero que tenham gostado. Em breve sairão novos posts especialmente para vocês. Beijos.

| ANATOMIA LITERÁRIA | Capas e curiosidades sobre a trilogia Jogos Vorazes.

Oii gente. Tudo bom com vocês? Hoje é dia de mais um anatomia literária e espero que vocês estejam gostando dessas novas abas do blog. Caso queiram dar uma sugestão sobre livros que poderiam falados, deixem nos comentários que os farei com todo carinho. No post de hoje, como na semana retrasada eu falei sobre livros esquecidos mas divinamente maravilhosos, fiquei inspirada e resolvi fazer o anatomia literária de hoje sobre a trilogia Jogos Vorazes que por algum motivo nunca falei aqui no blog. Mas essa trilogia tem um lugar muito especial no meu coração porquê além de ter sido um dos primeiros livros que li antes de ver os filmes, foi que me iniciou no universo das distopias ao quais eu devo ter lido umas sete ou outro trilogias do tipo.

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AS CAPAS
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As capas têm um significado bem claro para quem já fez leitura dos livros ou assistiu aos filmes que são muito fiéis. Mas antes de falar sobre as capas diretamente vamos falar um pouco sobre o tordo, porque ele é o elemento central de todas elas. Antes de existirem os Jogos Vorazes, houve uma guerra entre os distritos contra o poderio do Capitol. Estes criaram pássaros mutantes, bestantes chamados Jabberjays que poderiam gravar qualquer conversa e as reproduzi-las. Mas quando os Distritos descobriram pássaros, começaram a falar coisas sem sentido quando os pássaros estavam presentes. Quando o Capitol viu que os bestantes estavam ficando sem valor, os abandonou nas florestas, pensando que não conseguiriam sobreviver, mas os machos cruzaram com fêmeas da espécie Mockingbird, dando origem a uma nova raça que foi batizada como Mockingjays que apesar de não reproduzirem palavras, repetia-as em forma de melodia.

Dessa maneira, ao ver a representação Katniss como tordo nas capas de Jogos Vorazes, também podemos aludir que há aqui uma representação de coragem e esperança que permeia todos os livros e que vão sendo transformados a medida que a história evolui. Na primeira capa, o tordo é um broche como se fosse apenas uma ideia e não ago real. Suas asas estão pressas e ele parece aprisionado pelos círculos que representam a submissão dos distritos e o poder da Capitol sobre todos. Já na capa de Em Chamas, o tordo está se tornando real. O ouro que lhe cobria, deu lugar à um pássaro entalhado no bronze que faz força para se livrar da pressão e do domínio do Capitol. Nesse livro Katniss percebe que o Capitol não é tão poderoso assim se rebelando de vez contra suas regras. Por esse motivo, no terceiro livro além do azul da esperança, o pássaro já é verdadeiro despido de qualquer artificio. Suas asas estão completamente abertas e o poder que o Capitol tinha foi quebrado, onde os círculos aparecerem despedaçados.

As capas de Jogos Vorazes são umas das mais bem conceituadas que já vi. Todos os elementos condizem com os livros, não acabando apenas na visualização, mas também do sentimento empírico que elas trazem. Cada capa, mostra como Katniss evoluiu durante os livros deixando de lado suas inseguranças para se tornar o rosto se uma revolução, nos mostrando que a esperança é sim mais forte do que o medo.

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CURIOSIDADES.
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🔸 O pássaro Mockingbird que cruza com o Jabberjay é um pássaro de verdade que conhecemos pelo nome de rouxinol.

🔸  Quando Suzanne Collins era pequena, ela era fanática por mitologia grega e sua inspiração original para Jogos Vorazes foi o mito de Teseu e o Minotauro, que ela morria de medo quando era criança.

🔸 A flor da qual Katniss ganhou o seu nome também é conhecida como “ponta de flecha” e seu sobrenome, Everdeen, Everdene, do livro Longe Desse Insensato Mundo, de Thomas Hardy. Collins diz que “ambas as mulheres são muito diferentes, mas as duas lutam com o coração”.

🔸 Suzanne Collins não tinha a intenção de que Jogos Vorazes virasse uma trilogia. Mas quando ela chegou ao fim do primeiro livro, soube que tinha que haver uma sequência porque percebeu que Katniss seria punida por quase comer as amoras-cadeado.

🔸 Collins disse que as partes mais difíceis de escrever nos livros foram as mortes e a violência entre os personagens tão jovens.

🔸 A autora espera que as pessoas que leem os livros ou assistem aos filmes perguntem a si mesmas questões sobre elementos da história que podem ser relevantes para as suas próprias vidas, como dar valor a todas as suas refeições e ter consciência política.

🔸 Collins leu vários livros sobre sobrevivência e usou os conhecimentos do seu pai sobre caçada quando escreveu a trilogia. Seu pai cresceu durante a Grande Depressão e a sua família dependia principalmente de caça para sobreviver.

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Esse foi o Anatomia Literária. Espero que vocês tenham gostado. Em breve sairá um novo post dessa série. Beijos.

PS: Minha amiga, parceira e praticamente irmã Keth topou quando eu a convidei para fazer também suas anatomias. Vejam também a postagem dela clicando aqui.

| ANATOMIA LITERÁRIA | Capa e Curiosidades Sobre Perdida – Carina Rissi.

Ooi gente. Tudo bom com vocês? Para inicia a nova temporada de posts aqui no blog, eu e a Keth (Parabatai Books) vamos fazer novos modelos juntas. Isto porque queremos diversificar o conteúdo do blog para vocês. No Anotomia Literária (pausa para agradecer a minha amiga Vivi do Blog O Senhor Dos Livros que me deu a ideia genial para o nome), os posts serão sobre as capas que muitas vezes nos fazem suspirar. Além de uma breve explicação sobre o significado dos seus elementos, ainda teremos algumas curiosidades sobre os detalhes da fabricação no post. Espero que vocês gostem.

Para iniciar, escolhi falar um pouco sobre a capa de Perdida, que é a “cara” da história (literalmente) e que acho bastante fofa. O livro Perdida conta a história de Sofia, que vive em uma metrópole muito bem obrigado e que um dia descobre que seu novo celular é uma máquina do tempo ao ser transportada para o século XIX.

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A primeira vez que vi a capa de Perdida, antes de ler os livros achei-a bastante explicativa. Uma garota vestida de noiva com um alls star expõe bem a trajetória do livro, pois junta o passado e o presente em uma única foto. Afinal de contas, poucas coisas são mais antigas que um noivado e nem tão atuais como um tênis surrado que levamos para qualquer lugar. Além disso dá a impressão que Sofia vai sair correndo a qualquer segundo, como se tivesse medo das amarras que o próprio coração poderia fazer. E, de certa forma, é exatamente isso que Sofia faz durante o livro. Ela se apaixona por Ian, mas luta contra o sentimento que possui por ele.

Desta maneira, a capa de Perdida parece ter sido fotografada para a história de tão elemental que aparenta, então imaginem o choque que senti quando descobri que na verdade a imagem da capa saiu de uma revista de casamentos. Sim, sim! Quando Carina Rissi e suas editoras começaram a procurar imagens para a capa de Perdida, foram atrás em revista de casamentos, até que encontraram tanto a foto de Perdida, como do seu sucessor Encontrada que já estava em andamento. O nome da modelo da capa é Beth Wales e ela também é uma designer têxtil.

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A modelo é a cara da Sofia Coincidência? Eu acho que não! e ela é bastante reservada, possuindo conta no instagram mas com pouquíssimas fotos. Uma curiosidade sobre as capas (além do fato que o all star não é vermelho) é que a própria Carina Rissi não sabia quem era a modelo e só descobriu a pouco tempo o nome dela através dos incansáveis fãs. Detalhe eles próprios mandaram mensagens para mãe da moça que respondeu com alegria ser a Sofia da capa.

Algumas curiosidades sobre a obra.

• Carina Rissi deliberadamente retirou a escravidão dos seus livros. De acordo com a autora, esse pedaço da história deve ser esquecido de modo que ela não queria que ele fosse posto em suas obras. A autora também coloca que a intolerância seria retirada do livro se ele se passem nos tempos atuais.
• O livro Perdida foi lançado em Portugal e esta dando um aceno para a Ucrânia e Rússia onde ainda não se tem previsão de lançamento, mas pode acontecer em breve.
• Ao mesmo tempo em que escrevia Perdida, Carina Rissi também escrevia algumas passagens da Elisa pois ela gostaria de saber o que se passava na cabeça da irmã de Ian. Porém quando Carina lançou Prometida (o livro de Elisa) muitas das cenas dela foram cortadas ficando apenas as melhores.

O Anatomia Literária de hoje foi este gente, espero que tenham gostado, em breve voltamos com mais um post para vocês. Beijos.