( TAG) Clichês

Olá Corujinhas.

Faz tempo que não respondo uma TAG aqui no blog de modo que resolvi ressuscitar um antiga que nunca respondi apesar de ter sido marcada várias vezes no Bookstagram. A Tag dos Clichês é uma criação original da Maria Angélica (Vamos Ler). Ela reúne todos os as artimanhas clássicas do romance em uma só. 

Vamos começar?

a viagem do tigre1. Quem eu escolho? (triângulo amoroso que você achou mais desnecessário)

Em suma maioria, não gosto de triângulos amorosos. Se você ama alguém, não acredito que pode fica divida entre outras pessoas. Mas o que mais me deu raiva foi o triângulo Kelsey x Ren x Kishan em A Saga do Tigre. Principalmente no terceiro livro onde os dois rapazes estão literalmente lutando pelo amor dela, senti ódio da indecisão de Kelsey e sua necessidade de atenção. Aliás, eu diria que qualquer pessoa que não gosta dessa trilogia acaba tendo como principal motivo o triângulo amoroso. Pois muito embora seja uma história excelente, acaba-se por ler na força do ódio mesmo. 

50 tons de cinza2. “Soltou o ar que não sabia que estava prendendo” (Última vez que leu a frase)

Apesar de ser uma das frases mais populares do bookword, não me lembro exatamente da última vez que a li. Na verdade, essa colocação é basicamente como um bom dia. Você tem uma resposta mental automática e mal percebe que ela está lá. Mas tenho uma tendencia a me lembrar dos últimos capítulos de livros e por isso recordo de Anna soltando essa frase quando Christian joga o filho deles para o ar. 

Fallen3. Oi, já te amo! (o instalove mais rápido)

Quem me acompanha sabe que eu odeio romances instantâneos. A verdade é quando procuro temas de romance, procuro a construção dos sentimentos pois não acredito nessa ideia de amor a primeira vista. Um livro que isto claramente não deu certo é Fallen, que muito embora tenha uma história por baixo de todo romance que admite o instalove, ainda sim tornou a leitura muito espreguiçada para mim. 

os segredos de colin bridgerton4. Complexo do melhor amigo (aquele que sempre se apaixona por ou é a paixão do personagem principal)

Um dos maiores clássicos do cinema e da literatura, as paixões por melhores amigos é um dos meus tipos de história favoritos. Na verdade, realmente gosto dos clichês assumidos que conseguem travar boas tramas apesar da obviedade do final. A maior prova disto é Os Segredos de Colin Bridgerton, que traz essa ideia de paixão do melhor amigo. E a construção do romance, quando Colin passa a deixar de ver Penélope apenas como uma boa amiga é o que torna essa obra a minha favorita de Julia Quinn. 

A Seleção5. Uma bigorna nos ombros (personagem que carrega a culpa do mundo)

Seria um eufemismo dizer que America Singer se sente responsável por tudo e por todos. Em toda a trilogia principal de A Seleção, é curioso como – mesmo de modo egoísta – America busca satisfazer as necessidades de outras pessoas ao invés dos dela. Embora muitas pessoas considerem suas atitudes altruístas, sinto que são mais fundadas por toda responsabilidade que America não deveria ter, mas que a mocinha toma para si. 

o cobicado6. Casal silêncio (falta de comunicação entre personagens)

Apesar de ser um dos meus queridinhos, uma das coisas mais irritantes do livro O Cobiçado de Mari Scotti foi o silêncio que se estabelecia entre Rohan e Aillen. Metade das brigas entre eles poderiam ter sido evitadas se decidissem conversar. Mas também acredito que este é um dos problemas do gênero; muitos new adults tem a característica de terem personagens solitários, que acreditam que a solidão é a única forma de enfrentar o mundo nunca confiando em ninguém, nem mesmo naqueles que dizem amar.

o teorema katherine7. O intelectual (personagem super inteligente que lhe fez sentir estúpido)

Antigamente, eu citaria Hermione Granger sem pensar mas hoje em dia sei quase tanto sobre o mundo da magia quanto ela. Entretanto, não importa quanto tempo eu passe no mundo dos trouxas, nunca conseguirei aprender matemática. Dessa forma, o Colin de O Teorema Katherine e todas as suas equações conseguem me fazer sentir em outro planeta.

A Rainha de Tearling8. O poderoso chefão (personagens jovens com cargos altos demais)

A Rainha de Tearling é uma das melhores trilogias que li no ano passado e sempre que tiver uma oportunidade irei indicar para vocês. Apesar de não ser romance, segue o clichê das fantasias ao apresentar uma mulher que precisa gerenciar um reino da qual conhece bem pouco. Toda construção da Erika Johansen em volta de Tearling e da própria protagonista, faz o livro ser sensacional. 

eclipse9. Personagem principal coadjuvante (quando o livro é todo sobre o interesse romântico)

Muitas pessoas me questionam o motivo pelo qual não gosto de Crepúsculo embora tenha lido a série quase completa. O fato é que todas as histórias da obra de Stephanie Meyer giram em torno do casal principal. Mesmo quando os coadjuvantes contam sobre vidas, muitas vezes é apenas uma espécie de muleta para ser usada por Bella no futuro: um bom exemplo disto é em Eclipse, pois quando é contada a história de como uma humana sacrificou sua vida para salvar um lobisomem de vampiros, a mesma tática é usada por Bella para salvar a vida de Edward. 

tudo e todas as coisas10. O engraçadinho chato (personagens escritos com a intenção de serem legais, mas só irritam)

O personagem masculino principal de Tudo e Todas As Coisas, eu não diria que Ollie tinha a intenção de ser engraçado, mas as tentativas de humor colocadas pela autora no decorrer do livro foram exaustivas. Uma questão levantada pela autora R. j. Palácio, é que se esforçar demais para ser legal acaba deixando uma pessoa insuportável. Verdade esta perfeitamente aplicável  ao personagem. 

11. Leitor do contra (clichê que você ama e não se cansa de ler)

Não tenho um clichê específico, mas eu diria que gosto muito dos temas casamento arranjado para livros de época. Quando um determinado autor tem o trabalho de realmente construir uma boa interação entre os personagens, esses tipos de clichês conseguem ser sensacionais. 


Espero que tenham gostado da tag amados.
Beijos.

22 comentários sobre “( TAG) Clichês

  1. Oie,
    Chega deu uma saudadezinha quando você citou O teorema Katherine, foi um livro tão amorzinho para mim. Não li o último de 50 tons.
    Eu gosto muito de romances que surgem de amizades, acho que os dois já se conhecem bem e tudo é mais natural. Não gosto muito de triângulos amorosos, ou eu fico tão em dúvida quanto a personagem ou eu odeio justo o que ela escolhe hahaha
    Também acho os que tentam ser engraçados e não são, bem chatos.
    Eu adoro crepúsculo!
    Beeijooo!!!!

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  2. Oi, Jess

    Eu ri com as categorias, mas faltou uma das mais clássicas “apertei as mãos até as juntas dos meus dedos ficarem brancas”. Podia ser pra indicar um personagem irritadinho. Hahahahhahah
    Eu fiquei muito feliz de ver que você também gostou da trilogia A Rainha de Tearling. Fico muito frustrada dela ser tão esquecida no churrasco… uma trilogia tão boa que não teve o reconhecimento que merecia.

    Beijos
    – Tami
    https://www.meuepilogo.com

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  3. Adorei a TAG. É sempre bom ouvir sobre livros que são diferentes dos meus hábitos de leitura.
    Quando ao clichê, acho que o meu preferido é o dos amigos que brigam o tempo todo porque estão apaixonados e não se deram conta. Por mais que eu saiba como vai acabar, sempre fico na torcida! aushauhsuas

    Um beijo,
    Fe

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  4. Olá, Jessica.
    Adorei essa tag e suas respostas. Eu já nem ligo mais para instalove porque todo livro tem. Agora se sei antes de ler que tem triangulo amoroso eu já deixo passar. A Rainha de Tearling é muito boa mesmo, mas não gostei do terceiro livro.

    Prefácio

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  5. “acaba-se por ler na força do ódio mesmo” – SIM! Eu tinha começado a ler essa trilogia animada. A composição dele era diferente do que eu estava acostumada a ler na época, então pensa na alegria. Mas na medida em que fui lendo e esse bendito triângulo amoroso… Fiquei chateada que no fim eu estava odiando Kelsey, pois além de não saber o que queria, ela ficava se fazendo de vítima das reações de ciúmes e etc. Terminei na força do ódio também hahaha

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  6. Olá,
    Alguns clichês até me divertem, como esse do casamento arranjado. Mas coisas como falta de comunicação, triângulo e instalove, tenho é ranço.
    Infelizmente não curti O Teorema Katherine. Foi o livro que me fez pegar implicância com o autor.

    até mais,
    Canto Cultzíneo

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