(TAG) Direitos do Leitor

Uma das coisas que mais repito desde que comecei esse blog é que todo leitor tem que ler aquilo que gosta. Não importa se seja um livro estereotipado como Cinquenta Tons de Cinza ou Guerra e Paz, se você ama essa obra, conte ao mundo que você leu.

Pensando nisso – e no fato de haver um bom tempo que não respondo tags -, me lembrei de uma antiga que fez bastante sucesso no YouTube e no Bookstagram remetendo aos direitos essenciais de cada leitor. E como quero fazer deste blog uma campanha para que todos possam ler amar (e até mesmo detestar) os livros, vou responder essa tag. Ela foi criada pelo canal JotaPluftz.

Espero que gostem.

1. O direito de não ler:
Um livro q
ue você não quer ler nem que te pague.

Alguém como tuTodo leitor já teve aquela experiência literária que tornou-se ponto chave para definir uma porção de outras leituras. Isto, porque experiências ruins costumam gerar um banner negativo em cima de alguns autores. Eu gostaria de poder dizer que nunca aconteceu comigo, mas a verdade é que não lerei mais qualquer obra da Megan Maxwell. O negócio é que sempre gostei de romances eróticos. Muito mais do que apenas sexo, muitos romances apresentam questionamentos íntimos entre os personagens. Mas isso não aconteceu durante minha leitura de Peça-Me O Que Quiser o que me fez criar um sentimento tão negativo que nunca mais pretendo ler algo desta senhora.

2. O direito de pular páginas
Um livro que você leu… só o que interessava.

o que alice esqueceuAo contrário do que rege a teoria popular, gostar de um determinado autor não significa gostar de todos os livros dele. Sempre existe aquele livro que é a ovelha negra entre um punhado de experiências positivas. Liane Moriarty é uma das escritoras de drama que gosto. Entretanto, o sentimento de fadiga exaustiva se apoderou de mim enquanto lia As Lembranças de Alice. Apesar do meu interesse ter durado quase cem páginas, nas outras duzentas só queria saber como a vida de Alice tinha mudado, então simplesmente li os diálogos e ignorei todas as reflexões das personagens. E sinceramente, valeu super a pena. 

3. O direito de não terminar um livro:
Um livro que você começou algumas vezes antes de ler inteiro.

a maldiçao do vencedor

Existem vários livros nesta vida que abandonei. Eu cheguei a um ponto de que se não me interessa, não vale a pena continuar lendo. A vida é muito curta pra lermos livros ruins. Entretanto, várias vezes, não terminar de ler uma obra é derivada do momento que você está. Quando não leio uma obra em um dia, eu preciso de força de vontade e interesse para continuar lendo. O que explica porque existe tantos livros que acredito que poderiam ser bons, mas nunca retornei às suas páginas. A Maldição do Vencedor foi uma obra que seguiu essa linha. Eu comecei umas três vezes, até que na quarta finalmente senti vontade de seguir lendo ao qual não me arrependo. Foi uma das melhores leituras do ano passado. 

4. O direito de reler
Um livro que você salvaria no fim do mundo, para reler pela eternidade

Harry-potter-e-a-pedra-filosofal-livroHarry Potter hoje! Harry Potter Amanhã! Harry Potter para sempre!
Entre 2014 e 2017, em meados de Julho reli a saga ou meus livros favoritos dela. Acredito que não importa quantos anos tenha, sempre vou amar essa série por todos os sentimentos que ela me trouxe. Harry Potter não é só minha iniciativa, mas um mix de emoções. Por esse motivo, mesmo que existam 
outras obras que gosto da ideia de reler e várias que já reli, sem precisar pensar no assunto sempre responderei Harry Potter como os primeiros livros que tiraria de uma casa em chamas. São minhas principais aventuras e estarão comigo aonde for.

5. O direito de ler qualquer coisa
O livro mais improvável que você já leu e gostou, e que algumas pessoas talvez duvidem que você leu.

Em Casa Para o NatalUma das coisas que mais comento neste blog é o fato de não ser dada a romances. Quero dizer, eu leio romances de época mas raramente YA ou NA. Além disto, não faço a linha que curte obras temáticas de acordo com a época do ano. Dessa forma, acredito que tenha sido uma grande surpresa para quem me acompanha quando li Em Casa Para O Natal. É o livro mais improvável que tenho na estante e mesmo assim um dos que mais gosto. É divertido e tem lições simplificadas, mas mesmo assim acalenta o coração.

6. O direito ao bovarismo
Um livro que parecia ótimo! Mas o tempo passou…e você pensou a respeito.

StartersIsso me acontece com uma frequência assustadora para ambos os lados. Dependendo de como você enxerga uma obra em determinado momento, provavelmente sua perspectiva muda com o passar dos anos. Claro que as vezes podemos simplesmente esquecer o enredo de tal obra e pensar apenas na sensação. Mas com Starters não consigo me lembrar de porque eu realmente gostava duologia. Apesar de gostar do mundo criado por Lissa Price, hoje considero os personagens repetitivos para o gênero bem como uma narrativa infantilizada.

7. O direito de ler em qualquer lugar
O lugar mais estranho/improvável em que você já leu um livro

Hmmmm. Acho que nenhum. Na verdade, o fato é que só leio em casa em dois lugares. O primeiro é deitada na minha cama quando estou só, ou quando me tranco no banheiro (fingindo que vou fazer algo mas na verdade só irei me sentar no chão mesmo) quando minha família barulhento (amo, mas são barulhentos) está em casa e eu preciso me concentrar em algum ponto da trama. 

250x8. O direito de ler uma frase aqui e outra ali
Um livro que te alimenta com pequenas doses diárias

Comecei a ler Vozes de Chernobyl em maio. Ainda não li metade, porque estou tentando absorver o máximo da leitura possível indo de conto em conto.

9. O direito de ler em voz alta
Um livro que você precisou ler em voz alta

Também Vozes de Chernobyl, como uma tentativa exaustiva de protesto. É um livro que precisa ser sentido, falado e gritado. É doloroso, impactante e real. É a história verídica daqueles que viram e dos que não viram, mas de todos que convivem com a dor. 

10. O direito de calar
Um livro que te deixou sem palavras, porque era muito bom…ou muito ruim

a menina que roubava livrosUma das melhores sensação do leitor é quando ele se dá conta de estar lendo algo extraordinário. A Menina Que Roubava Livros me causou esta sensação e uma mudez quase inexplicável que não me permitia discorrer abertamente sobre o livro enquanto ainda estava lendo. A morte é agridoce, com palavras sábias e um coração genuíno. Mas o verdadeiro protagonista desse livro é a humanidade; e como a própria narradora nos diz, somos assombrosos. 


Espero que tenham gostado Corujinhas.
Beijos.

37 comentários sobre “(TAG) Direitos do Leitor

  1. Adorei a tag e suas respostas. A menina que roubava livros é uma daquelas leituras que é amor ou ódio, não tem meio termo, e pra mim é amor total. Um dos melhores livros que já li, com toda certeza.
    E salvar Harry Potter é ecencial. Harry é vida.

    Vidas em Preto e Branco

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  2. Oi.
    Eu amo essa TAG, me sinto no direito de não concluir “Os Sertões”, o trem chato.
    Harry ontem, Harry hoje, Harry forever 😍
    Um livro que li a prestação foi “As Boas Mulheres da China”, pensa num livro tenso.

    Curtido por 1 pessoa

  3. Oiee!!
    Apesar de ter feito sucesso, eu não conhecia essa tag e amei. Achei muito interessante e me fez pensar em minhas respostas enquanto lia.
    Antes era até doloroso para mim o sentimento de abandonar um livro, eu ficava com aquela obrigação na cabeça. Hoje estou bem mais tranquila quanto a isso, sem culpas.
    Vozes de Chernobyl é um livro que gostaria muito de ler, espero conseguir em breve.

    bjs

    Curtido por 1 pessoa

  4. Eu amo tags com praticamente todo o meu coração. É impressionante como sinto que posso conhecer mais de pertinho alguém vendo como as suas respostas mudam, mesmo que sejam as mesmas perguntas sempre.

    Da sua lista, li apenas Starters, Harry Potter (li todos esse ano, em cerca de 3 meses, e foi uma ótima experiência) e A Menina Que Roubava Livros. Este último tenho quase certeza que não terminei e não sei bem o porquê. Só sei que adoro o autor e os demais livros dele são incríveis, você já leu?

    Sabrina Santiago | http://www.mocadecasa.com

    Curtido por 1 pessoa

  5. Tive uma boa experiência com Liane Moriarty e o livro Pequenas Grandes Mentiras, mas houve momentos em que eu realmente achei que haviam reflexões demais, por isso, eu deveria ter feito como você, lido apenas os diálogos, hahaaha.
    Ah e concordo com vc, o momento da leitura pode influenciar o abandono de um livro ou não. Por isso eu sempre dou uma nova chance aos livros que abandono a leitura.
    Tag super bacana e realmente, todo leitor tem direito de ler o que lhe der na telha, sem medo de julgamentos.
    Beijo, Blog Apenas Leite e Pimenta ♥

    Curtido por 1 pessoa

  6. Oi, Jess!
    Nossa, eu amei essa tag. Acho que vou deixar ela anotada aqui para responder também haha Menina, você acredita que eu não li HP e os outros livros que tentei ler da JK não deram certo pra mim? Não sei o que acontece, mas a escrita dela não funciona comigo.
    Não conhecia Vozes de Chernobyl, mas fiquei bem interessada na leitura. Coloquei na lista de desejados.
    Beijinhos,

    Galáxia dos Desejos

    Curtido por 1 pessoa

  7. Olá, Jessica.
    Eu acho que já respondi esa tag mas lembro dela ter tantas questões assim hehe. Eu amei A Menina que roubava livros, foi um dos melhores livros que li na minha vida. A Maldição do vencedor eu li a trilogia esses tempos atrás e amei. Starters eu gostei na época porque histórias assim estavam em alta, mas hoje acho meio infantil também hehe.

    Prefácio

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  8. Eu amei essa tag e já salvei aqui para um dia fazer ela também. Também salvaria Harry Potter de tudo, junto é claro de O Pintassilgo. A menina que roubava livros foi um tesouro que apareceu na minha vida na época do ensino médio e tem um lugar imenso no meu coração. MNas fiquei interessada nesse Vozes de Chernobyl pelo que tu disse. To esperando a sua resenha. É muito bom ler um livro devagar absorvendo com calma o conteúdo.

    Abraço,
    Parágrafo Cult

    Curtido por 1 pessoa

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