(Resenha) Tudo e Todas As Coisas — Nicola Yoon

Em minha última leitura de 2019, Tudo e Todas As Coisas foi um livro surpreendentemente delicado. Apesar de não ter conseguido me apegar profundamente aos personagens do livro, também não posso negar que a história de Nicola Yoon aqueceu meu coração.

Título: Tudo e Todas As Coisas | Título Original: Everything, Everything | Autora: Nicola Yoon | Editora:  Novo Conceito | Ano: 2016 | Páginas: 304 | Avaliação: ⭐️ ⭐️ ⭐️  | Encontre: Skoob | Saraiva | Amazon 

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Sinopse: Primeiro lugar na lista de mais vendidos do The New York Times. “Uma história emocionante que sai da mesmice e explora as esperanças, os sonhos e os riscos inerentes ao amor em todas as suas formas.” – Kirkus Reviews Tudo envolve riscos. Não fazer nada também é arriscado. A decisão é sua. “A doença que eu tenho é rara e famosa. Basicamente, sou alérgica ao mundo. Não saio de casa. Não saí uma vez sequer em 17 anos. As únicas pessoas que eu vejo são minha mãe e minha enfermeira, Carla. Então, um dia, um caminhão de mudança para na frente ¬da ¬casa ao lado. Eu olho pela janela e o vejo. Ele é alto, magro e está todo de preto: blusa, calça jeans, tênis e um gorro que cobre o cabelo. Ele percebe que eu estou olhando e me encara. Seu nome é Olly. Talvez não seja possível prever tudo, mas algumas coisas, sim. Por exemplo, vou me apaixonar por Olly. Isso é certo. E é quase certo que isso vai provocar uma catástrofe.”

“Às vezes você faz as coisas pelos motivos certos e em outras pelos errados. Há ainda aquelas vezes em que é impossível saber a diferença.”

Tudo e Todas As Coisas é o tipo de livro que você lê em uma sentada. Literalmente, eu peguei o livro e o finalizei em algumas horas. A Nicola Yoon escreve com simplicidade sem fazer dramas além do necessário, muito embora o gênero e o enredo do livro denotasse que poderia haver isso. De certa forma, é como se a autora desejasse que a história de Ollie e Madeline fosse contada por si mesma. Apesar de que a história possui uma grande quantidade de clichês, existem certas surpresas pelo caminho que deixam a leitura de certo modo inesquecível.

Mas ao mesmo tempo que eu gostei da escrita de Yoon, não posso dizer o mesmo da narrativa. As duas coisas não são exatamente sinônimos. Enquanto a escrita envolve a maneira com o qual a autora coloca as palavras a narrativa envolve o enredo e os caminhos que o levam do início à conclusão. E nesse ponto, Yoon deveria ter descartado grande parte de sua simplicidade e fechado a obra com mais “paixão”, por assim dizer. Pois tudo aquilo que o livro trouxe permaneceu aberto dando a impressão que Yoon pensou no plot twist, mas foi incapaz de pensar nas consequências. De modo que o livro se tornou meio genérico, quase que uma cópia de tantos outros.

Entretanto, não posso dizer que a obra em si foi um desperdício do qual se salva apenas a escrita pois a protagonista da obra me fez sorrir de orelha a orelha quase em toda leitura. Madeline é encantadora e traz uma força não comum para as mocinhas de sua idade. Forte, mas nem por isso arrogante, ela tem potencial para conquistar o mundo aludindo ao título da obra.

Tudo e Todas As Coisas é uma obra interessante, com uma ótima premissa, mas um desenvolvimento ruim. Eu recomendo que vocês leiam com calma, sem muitas expectativas. O bom e velho removedor de ressaca literária.

 

29 Respostas para “(Resenha) Tudo e Todas As Coisas — Nicola Yoon

  1. Na época do filme eu fiquei super afim de ler e acabou passando sem que eu conseguisse
    Tinha meio que esquecido dele, mas sua resenha me deixou curiosa de novo, acho que darei uma chance ao livro, já sabendo dos detalhes de simplicidade como vc colocou, acho que vou gostar

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  2. Oi, Jess! Eu li O Sol também é uma estrela, da Nicola Yoon também. Ele também é cheio de clichês, mas levei em conta o fato de ser um Young Adult e deixar passar, e o resultado foi uma leitura bem gostosa, também para se ler de numa sentada só, se assim quiser.
    Eu imagino que, pelo que você disse, Tudo e Todas as Coisas sejam bem parecidos. Yoon está por enquanto, creio eu, mais preocupada em oferecer obras literárias que contemplem a realidade da família dela (ela negra, o marido asiático, e a filha deles fruto de duas culturas e etnias diferentes), que, por incrível que pareça, ainda é pouco retratada. Sendo assim, embora ela ainda possa desenvolver mais suas narrativas, é muito bom saber que estão surgindo mais livros que tratem do multiculturalismo. A hora que ela souber fazer isso com maestria, estaremos diante de obras incríveis, não é mesmo?

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  3. Oieee!
    Esse livro está na minha lista desde o lançamento do filme, mas não tive a oportunidade de conhecer nenhum dos dois (ainda), mas quero muito ler a história. Quando a história promete muito mas no final não alcança toda sua glória, é bem frustrante. Entendo o sentimento. Amei a resenha, direto ao ponto.

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