(Anatomia Literária) Capa e Curiosidades Sobre a Trilogia Divergente de Verônica Roth

Que Divergente é uma das trilogias mais famosas do mundo todos nós sabemos. Lançada em 2014, onde o gênero estava em auge, Divergente foi uma série polêmica que arrecadou vários fãs ou causou o ódio em outros leitores. Além disso, também arrecadou grande bilheteria no cinema mundial, muito embora seus filmes tenham sido rejeitados pela maioria dos fãs. Hoje o Anatomia Literária irá desvendar os segredos por detrás das capas dessas obras.

Vamos começar?

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Capas
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A série Divergente se passa numa Chicago futurista, onde a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.

30176050O primeiro livro que dá nome a serie principal tem a capa mais simples de todas. O fogo e o circulo representam Beatrice, e suas escolhas. Apesar de ter escolhido a Audácia, não está totalmente presa a facção, tanto que suas labaredas não permanecem apenas próxima do círculo. Abaixo dos créditos, temos uma visão da cidade de Chicago, que aparenta estar dominada pela paz. Contudo, basta olhar para o céu e perceber é uma ilusão. A medida que se fica mais alto, nuvens grossas de chuva aparecem como se fossem um prenúncio do que está por vir.

transferir Já no segundo livro, aparenta-se estar tudo muito claro. O simbolo da Amizade está em maior destaque, deixando subtendido o quão essa facção e esse sentimento serão importantes para Tris. Além de ser seu abrigo fora da cidade, a protagonista precisa confiar mais nos que a rodeiam. Tanto que podemos perceber que se cria uma grande espessura nas folhas, denotando o quão forte vão ficando tais amizades. A cidade de Chicago já não está em paz, mas coberta de névoa que representa a incerteza, contudo, desta vez há um brilho de esperança no céu entre as nuvens.

transferirNo último livro da trilogia, Tris se mostra apta a ser uma união de todas as facções. O símbolo central, apesar de ser apenas fogo e água, demonstra que Tris está pronta para amalgamar as facções e trazer paz a Chicago que já não aparece mais na capa, mas sim um local desconhecido responsável pelo experimento realizado na cidade. Dessa vez não existe mas um céu cheio de esperança e sim um céu que denota seu povo pela libertação.

O título Divergente significa aquele que não faz parte de um paralelo. Insurgente é aquele que se revela contra algo. E Convergente é aquele que se dirige para um ponto comum a um outro.

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Curiosidades
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❉ Veronica Roth lançou o primeiro livro em 2011, quando tinha apenas 22 anos. DivergenteInsurgente Convergente são os únicos livros da autora. As três obras entraram para a lista dos livros mais vendidos do The New York Times.

❉ A autora disse que sempre sabia qual seria o final de Tris, mas ainda estava um pouco incerta de como ela chegaria lá.


Espero que tenham gostado Corujinhas. Beijos.

 

 

(Resenha) Amor Para Um Escocês – Sarah MacLean – Livro 02

Que eu sou apaixonada pelos livros da brilhante Sarah MacLean todo mundo sabe. Sempre que posso, comento como ela é minha autora favorita no gênero pela sua criatividade em fazer histórias sobre liberdade, amor e fuga dos padrões impostos pela sociedade londrina da era vitoriana. Se posso destacar um diferencial para MacLean, é o fato de suas obras serem recheadas com o imprevisível, mesmo quando podemos denotar uma falha.

Título: Amor Para Um Inglês | Título Original:  | Autora: Sarah MacLean | Editora: Guttemberg | Páginas: 330 | Ano: 2017 | Avaliação: ⭐ ⭐ ⭐ ⭐  | Encontre: Saraiva | Skoob | Amazon

5194t+cam4l (1)Sinopse: Lillian Hargrove viveu sozinha por anos, reclusa, ansiando por amor e companhia. Desiludida de que todos os seus sonhos pudessem um dia se tornar realidade, a mais bela jovem da Inglaterra se envolve com um artista libertino e mentiroso, que promete amá-la para sempre e implora para que ela pose como sua musa para um escandaloso retrato. Encantada pelo carinho e pela admiração que recebe dele, Lily aceita a proposta e se entrega de corpo e alma ao homem mais falso de Londres, mas fica exposta para toda a Sociedade, tornando-se motivo de piada e vergonha. A jovem, entretanto, não esperava que um bruto escocês, recentemente intitulado Duque de Warnick e nomeado seu guardião, atravessasse a fronteira da Inglaterra para impedir que a ruína a alcançasse.  Warnick chega em Londres com um único objetivo: casar sua protegida – que é bonita demais –, transferindo o problema para outra pessoa, e, em seguida, voltar à sua vida tranquila na Escócia, longe daquele lugar odioso que é Londres. O plano parece perfeito, até Lily declarar que só se casaria por amor, e o duque escocês perceber que, aparentemente, há algo naquele país que ele realmente gosta…

Sarah MacLean tem uma escrita deliciosa, para dizer o mínimo. Sempre que leio seus livros, opto por fazer isso nos fins de semana onde posso mergulhar em suas páginas sem preocupações. Dessa forma, para suas obras meu tempo de leitura não dura mais do que um dia. Basta começar para nunca querer largar pois a autora converge em simplicidade aliada a crítica social que torna suas obras únicas.

O grande diferencial dessa obra é a protagonista Lilly e o escândalo que está envolvida. Muito embora não seja a primeira vez que MacLean cria uma protagonista vista no centro das fofocas da sociedade londrina (devemos lembrar Georgiana, mãe solteira, em Nunca Julgue Uma Dama Pela Aparência), é perceptível a Lady não deixa de acreditar no amor. Ela ainda deseja se casar e ter uma família, apenas não dentro das condições do duque de Warnik. Falando nisso, o duque tem o tipo de personalidade que para muitos seria irritante. Em realidade, não tenho muita certeza que gostei dele, mas consegui sentir afeição pelo casal.

Contudo, o que me incomodou na narrativa foi o desfecho que acredito ter acontecido com muita rapidez, como se fosse uma epifania de momento e que acaba retirando um pouco da magia do livro.

Apesar disso, as críticas sociais sobre o papel da mulher e como sempre o sexo feminino é tratado como inferior, uma peça descartável, torna Amor Para Um Inglês, mais um livro inesquecível de Sarah MacLean. Eu recomendo muito tanto a obra quanto a autora. É impossível se arrepender.

(Fictisney) O que esperar do Disney+? 

Oi Corujinhas. O começo do ano sempre traz grandes novidades para todos nós. Uma delas, será o lançamento da plataforma de streaming da Disney que tem tudo para ser uma das melhores no meio. Claro que todos nós, DisneyLovers,estamos animados para essa novidade. Na verdade, acho que eu estava esperando esse lançamento, muito antes de saber que viria.

maxresdefault-vert.jpgDizer que a Disney é atualmente a maior produtora de Hollywood seria um eufemismo. Seja pelos muitos fatores de inovação, qualidade ou franquias a distribuidora se mantém em um status imperialista. Cada vez mais a Disney adquiri outras produtoras, de modo que não somente pela sua marca oficial (Walt Disney Pictures) apresente bons filmes, como também pelas associados que adquiriu pelo caminho. Associados estes que incluem películas da Marvel (que tem lançado as maiores bilheterias do cinema mundial) Pixar (e sua incansavél forma de surpreender em animações) e a Fox (responsável por muitas franquias de sucesso como X-Men).

Além de contar com a Lucas Filmes responsável pela produção de uma das maiores franquias de sucesso do cinema, Star Wars. Além disso, o Disney Channel elaborou grandes projetos ao longo dos anos, que marcaram a vida de muitos adolescentes: High School Musical, Hannah Montana, Sumny entre as estrelas e Os Feiticeiros de Waverly Place são nomes que nos fazem ter aquela pitadinha gostosa de nostalgia ao citar.

Dessa forma, o streaming da Disney deve se tornar um grande sucesso não somente pelas produções já conhecidas como também das que vão ser exclusivas. As apostas dizem que a plataforma deve competir direto com a Netflix (atualmente a maior na categoria) que têm lutado para manter séries e filmes em seu catálogo.

A plataforma deve ser lançada no segundo semestre de 2019 nos Estados Unidos, mas não duvida-se que ela deve chegar ao resto do mundo ainda neste ano. Estão sendo produzidas novidades que envolvem de tudo um pouco, inclusive a nostalgia tão associada a Disney ultimamente. As franquias adquiridas devem ser o carro-chefe da plataforma nos primeiros meses. Não obstante, já foi confirmada a primeira série live-action de Star Wars, chamada de The Mandalorian. Já através d’Os Vingadores podemos esperar uma série derivada dos deuses nórdicos, em que Loki (irmão do Thor e interpretado pelo Tom Hiddleston) será a peça central.

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Mas, sem deixar de lado os princípios de sua fundação, Monstro S. A. e High School Musical devem ganhar novos filmes e séries, musicais e animados, que fizeram do Disney Channel tão famoso. Além disso, live actions da Branca de Neve e Lilo & Stich forma confirmados como futuras produções]

Entretanto, nem tudo devem ser louros enquanto do Disney+ for lançado. Como ressaltado, a Netflix deve sofrer com a perda do conteúdo proposto pela concorrente e com isso estima-se também a desfiliação de parte dos usuários que não devem pagar por duas plataformas simultâneas. Além disso, o cinema pode perder seu brilho, pois enquanto na plataforma não há decréscimos dos lucos da produção, o cinema retém cerca de quarenta por cento do lucro das bilheterias tornando assim o lançamento de filmes direto no streaming mais viável que nas telonas.

Pensar no Disney+ causa incerteza sobre os caminhos do cinema mundial que são – sem sombras de dúvidas – parte fundamental no lazer de grande parte da população. Mas se retirarmos esse contra e analisarmos os prós, podemos esperar que as produções da Disney ganhem uma qualidade maior para se equiparar ao bom serviço oferecido pela concorrente vermelha. Só podemos esperar que seja uma competição saudável e que o espectador ganhe em qualidade na sua diversão.

(Resenha) Tudo e Todas As Coisas — Nicola Yoon

Em minha última leitura de 2019, Tudo e Todas As Coisas foi um livro surpreendentemente delicado. Apesar de não ter conseguido me apegar profundamente aos personagens do livro, também não posso negar que a história de Nicola Yoon aqueceu meu coração.

Título: Tudo e Todas As Coisas | Título Original: Everything, Everything | Autora: Nicola Yoon | Editora:  Novo Conceito | Ano: 2016 | Páginas: 304 | Avaliação: ⭐️ ⭐️ ⭐️  | Encontre: Skoob | Saraiva | Amazon 

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Sinopse: Primeiro lugar na lista de mais vendidos do The New York Times. “Uma história emocionante que sai da mesmice e explora as esperanças, os sonhos e os riscos inerentes ao amor em todas as suas formas.” – Kirkus Reviews Tudo envolve riscos. Não fazer nada também é arriscado. A decisão é sua. “A doença que eu tenho é rara e famosa. Basicamente, sou alérgica ao mundo. Não saio de casa. Não saí uma vez sequer em 17 anos. As únicas pessoas que eu vejo são minha mãe e minha enfermeira, Carla. Então, um dia, um caminhão de mudança para na frente ¬da ¬casa ao lado. Eu olho pela janela e o vejo. Ele é alto, magro e está todo de preto: blusa, calça jeans, tênis e um gorro que cobre o cabelo. Ele percebe que eu estou olhando e me encara. Seu nome é Olly. Talvez não seja possível prever tudo, mas algumas coisas, sim. Por exemplo, vou me apaixonar por Olly. Isso é certo. E é quase certo que isso vai provocar uma catástrofe.”

“Às vezes você faz as coisas pelos motivos certos e em outras pelos errados. Há ainda aquelas vezes em que é impossível saber a diferença.”

Tudo e Todas As Coisas é o tipo de livro que você lê em uma sentada. Literalmente, eu peguei o livro e o finalizei em algumas horas. A Nicola Yoon escreve com simplicidade sem fazer dramas além do necessário, muito embora o gênero e o enredo do livro denotasse que poderia haver isso. De certa forma, é como se a autora desejasse que a história de Ollie e Madeline fosse contada por si mesma. Apesar de que a história possui uma grande quantidade de clichês, existem certas surpresas pelo caminho que deixam a leitura de certo modo inesquecível.

Mas ao mesmo tempo que eu gostei da escrita de Yoon, não posso dizer o mesmo da narrativa. As duas coisas não são exatamente sinônimos. Enquanto a escrita envolve a maneira com o qual a autora coloca as palavras a narrativa envolve o enredo e os caminhos que o levam do início à conclusão. E nesse ponto, Yoon deveria ter descartado grande parte de sua simplicidade e fechado a obra com mais “paixão”, por assim dizer. Pois tudo aquilo que o livro trouxe permaneceu aberto dando a impressão que Yoon pensou no plot twist, mas foi incapaz de pensar nas consequências. De modo que o livro se tornou meio genérico, quase que uma cópia de tantos outros.

Entretanto, não posso dizer que a obra em si foi um desperdício do qual se salva apenas a escrita pois a protagonista da obra me fez sorrir de orelha a orelha quase em toda leitura. Madeline é encantadora e traz uma força não comum para as mocinhas de sua idade. Forte, mas nem por isso arrogante, ela tem potencial para conquistar o mundo aludindo ao título da obra.

Tudo e Todas As Coisas é uma obra interessante, com uma ótima premissa, mas um desenvolvimento ruim. Eu recomendo que vocês leiam com calma, sem muitas expectativas. O bom e velho removedor de ressaca literária.