(Especiais) Os Melhores do Ano – 2018

Oi, oi, oi Corujinhas. Animadas com o fim do ano? Eu estou, porque tenho algumas metas para o ano que vem, que dessa vez pretendo cumprir. Uma delas é a leitura de mais clássicos. Eu estudo literatura, nada mais justo que ler literatura. Além disso, em fevereiro vem novas categorias aqui no blog porque estou inspirada a produzir mais. 2019 deve ser meu ano! (Amém!)

Para a finalização  do ano, eu e algumas amigas resolvemos adaptar a Tag 50% (originalmente criada pela Chami do canal It That Chami) e fazer um grande resumão do ano. Vou deixar os links blogs participantes aqui embaixo, para vocês acompanharem e quem sabe adicionar novos livros às suas coletâneas.

1. Quantos livros você leu esse ano?

Foram 60 leituras ao todo. Engraçado que só em Janeiro e Fevereiro eu li um terço desses livros e nos outros meses dei uma leve procrastinada.

2. A melhor continuação que você leu em 2018.

Difícil, mas eu diria que foi os dois livros finais de A Maldição do Vencedor, principalmente pelo segundo livro (O Crime do Vencedor) que foi sensacional. A história abriu novas possibilidades, eu finalmente me apeguei a protagonista e comecei a shippar o casal. Isso é claro, se a gente não contar todos os jogos políticos que começaram a envolver o enredo e transformaram uma história simples em algo muito bem trabalhado.

a mensageira da sorte3. Algum lançamento do ano que você ainda não leu, mas quer muito.

Sinopse: Sam passa a ser uma mensageira temporária no Departamento de Correção de Sorte, uma organização extranatural secreta incumbida de nivelar o azar na vida das pessoas. Para manter esse equilíbrio, os mensageiros devem distribuir presságios de sorte para alguns escolhidos. E o primeiro “cliente” de Sam é justamente o seu novo vizinho e colega de classe, Leandro. O que Sam não sabe é que Leandro também é engajado nos protestos contra a corrupção da AlCorp, sem se preocupar com os riscos que possa correr ou com as chances que tem dado ao azar, e a garota se vê obrigada a usar a sorte do Destino para protegê-lo. Em meio a uma rede de intriga, corrupção e poder, a mensageira da sorte precisará fazer as pazes com o passado e lutar até o fim para que a balança do Destino se equilibre outra vez.

4. O livro que mais te decepcionou.

Corte de Gelo e Estrelas da Sarah J. Maas. Engraçado colocar a autora nessa lista quando no ano passado ela entrou nos melhores do ano passado. Mas podemos dizer simplesmente que o capitalismo falou mais alto e Maas entregou uma obra sem um pingo de história que, além de tudo, me fez perder o respeito e todas as formas de amor que tinha por Feysand. Nunca digo isso, mas sério gente, não leiam esse livro. Não destruam o que vocês amaram na série, por mais 200 páginas.

5. O livro que mais te surpreendeu.

A Cidade Murada do Ryan Graudin do qual eu realmente não dava nada. Mas vamos combinar que essa capa é horrível e a premissa da história não é das melhores. Contudo, em menos de um dia as quatrocentas páginas me consumiram e percebi toda a massa que envolve a obra. Foi um dos melhores livros de 2018. Sem tirar nem pôr.

6. A continuação mais esperada para o ano que vem.

Não será exatamente um lançamento do ano que vem apenas uma continuação que desejo ler, que é O Filho Dourado do qual a Danii (O Clube do Farol) me deixou ansiosa para a continuacao de A Fúria Vermelha. Espero gostar, ou vocês irão encontrar o corpo dessa blogueira flutuando em algum rio desconhecido por aí.

7. Novo autor favorito (que lançou seu primeiro livro nesse semestre, ou que você conheceu recentemente).

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Marissa Meyer. Li As Crônicas Lunares esse ano e amei com todo meu coração (Thorne meu coração é seu!). Com certeza vou ler tudo que puder da autora. Uma escrita sensacional dessa, claro que não posso deixar passar.

8. O livro mais bonito que você comprou ou ganhou esse ano.

A Keth (Parabatai Books) me presenteou com o livro O Cavaleiro dos Sete Reinos que tem uma linda capa, além de ser dura e ter uma edição bem fofa. Além disso, sou apaixonada por As Crônicas de Gelo e Fogo e foi bem especial ganhar essa obra dela.

9. A sua quedinha por personagem fictício mais recente.

Thorne de Cress. Claro que teve outras leituras, mas ninguém fez meu coração bater tão forte quanto o capitão de Marissa Meyer. Ah gente, o que mais eu posso dizer? Só leiam esse livro por favor.

 

10. Seu personagem favorito mais recente.

Apesar de não ter gostado muito do livro em si, a Madeline de Tudo e Todas As Coisas foi bem simpática. Apesar de ser rodeada por uma especie de clichê, a coragem de Madeline assim como seu humor são emocionantes. Eu achei genial ver a construção da sua personalidade.

11. Um livro que te fez chorar nesse ano.

Como sempre estrelando na lista de lágrimas, A Força Que Nos Atrai da Brittainy C. Cherry foi uma história tocante sobre amor, perdão e sobretudo sobre se dar uma nova chance. Não é atoa que figura como o mais amado da série elementos. Brittainy nos mostra que amar é tudo que precisamos para conseguirmos encontrar a felicidade.

12. Um livro que te deixou feliz nesse ano.

Livros que me deixam feliz são aqueles que sempre me trazem coisas novas, idependente do seu peso ou leveza. Em Algum Lugar Nas Estrelas da Clare Vanderpool, foi um desses livros. A história é realmente linda, assim como as ideologias proposta pela autora. É um livro infantil, mas que demonstra esse tipo de literatura está aí para nos mostrar lindos horizontes.

 

13. Melhor adaptação cinematográfica de um livro que você assistiu em 2018.

Para Todos Os Garotos Que Já Amei. O que dizer da Lara Jean e de Peter Kavinsky em carne osso? A Condor é uma fofa e não havia atriz melhor para interpretar nossa coreana favorita e o Noah já pode ganhar o prêmio de crush do ano. Ansiosa para a continuação ano que vem.

 

14. Sua resenha favorita desse primeiro semestre (escrita ou em vídeo).

Não chega ser uma resenha, mas o vídeo da Pam Gonçalves sobre o mercado editorial foi um dos mais impactantes do ano. Mostra como nossa cultura está em risco.

15. Alguma adaptação muito esperada para o ano que vem?

Alem de P. S. Ainda Amo Você não. Não sou de esperar adaptações, gosto muito mais de animações kk.

16. Quais livros você precisa ou quer muito ler no ano que vem?

Eu preciso ler os clássicos. Esse ano flopei minha meta de ler as séries pelo caminho, mas ano que vem quero ler pelo menos três clássicos. Os Miseráveis, Anna Karienina e O Tempo e o Vento. Se tudo der certo, O Conde de Monte Cristo entra na meta.

Insira uma legenda

17. O melhor livro que você leu esse ano.

Em 2018, O Conto da Aia foi uma leitura única. Margareth Atwood trouxe uma história encorpada dentro de um livro simples, que lembram a todas mulheres o quão importante é a luta pelos seus direitos fundamentais. No Brasil perigoso que vivemos hoje onde a intolerância unge nossa vida, lembrem-se de Offred e de sua coragem.

 

 

 

Então é isso Corujinhas. Espero que tenham gostado dos meus melhores do ano. E me contem: qual o de vocês?

Beijos.

( Resenha ) Angústia Na Cidade do Caos: Crônicas de uma era indecente — Lennon Lima.

Oi Corujinhas. Há um mês recebi um pequeno presente adiantado de natal, por assim dizer. Fui convidada pelo autor Lennon Lima à ler seu livro, e muito embora não estivesse esperando nada para a obra, o livro foi surpreendente de maneira que jamais poderia esperar.

E também, assim que possível, avaliar o livro no Skoob e GoodRead, caso tenha perfil:

Título: Angústia Na Cidade do Caos: Crônicas de Uma Era Indecente | Autor: Lennon Lima | Editora: Multifoco | Ano: 2018 | Páginas: 348 | Avaliação: ⭐️ ⭐️ ⭐️ ⭐️ ⭐️❤️  | Encontre: Goodreads | Skoob |Multifoco

Sinopse: “Jamais esqueceria o riacho de sangue que se formava.” E a Angústia veio a cair na Cidade do Caos. Revestida de carne humana e trajes civis. A carne, caucasiana. Os trajes, masculinos. O semblante? Banal. Estirada no capinal costeiro a um cemitério clandestino, é descoberta pelo coveiro de uma comunidade miserável assolada pelo poder paralelo. Ferida, mas não ensanguentada. Confusa, mas sã. Preocupada, mas determinada. Sem recursos, sem identidade, sem passado. Acolhida na casa do jardim de cadáveres, inicia busca para desvendar os mistérios que envolvem o seu passado e a causa de se encontrar em ambiente tão árido – e perverso. Conforme testemunha fenômenos perturbadores ao interagir com os habitantes da favela, descobre-se em uma jornada que excede os limites do consenso de realidade, que desafiará a sua aptidão de permanecer imune aos silvos ardilosos da loucura.

Existem certos livros que você não começa com muitas expectativas de ser surpreendido ou mesmo arrebatado. Ironicamente, esses livros por quem você não nutria esperanças são justamente os que se transformam nas suas melhores leituras. Isto porque somos abraçados por um ar de mistério em que a cada página só nos deixa sedento por mais. Angústia Na Cidade Do Caos é um desses livros. 

A escrita de Lennon Lima é um tipo de droga viciante. Muito embora eu tenha demorado para finalizar essa obra, isso se deve bem mais à minha vida universitária do que a qualquer lentidão promovida pelo autor. Na verdade, por ser um escritor recente, admito que não esperava encontrar uma escrita repleta de maturidade. Em meio à tantos conflitos (é bem acertado o título do livro), o Lima promove reflexões acerca de si mesmo não apenas de seu protagonista como também ao leitor. Será que nós também não ignoramos nossa própria existência ao mesmo tempo que fingimos não nos importar com o futuro? Eis a questão.

Dessa maneira, a história corre em uma velocidade de compassada que denota um certo dinamismo atípico. O protagonista é a peça central da metade de um enredo, onde este vai muito além de uma pessoa, sendo construído sobre passagens que poderiam ser muito bem reais, criados para causar frisson no leitor. E muito embora o autor deixe claro que se trata de uma obra de ficção, não pude deixar de pensar em como a realidade caótica do nosso mundo é exposta nessas páginas. Os personagens são movidos por desejos pessoais, principalmente ambição e egocentrismo. Como não enxegar neles o mal que tanto aflinge nossa humanidade? São questões muito bem trabalhadas por Lennon, que parece não tentar expô-las num ato de brilhantismo; mas que surgem naturalmente à medida que seu protagonista e seus diversos personagens se emaranham à trama.

A chave de ouro, contudo, está no brasileirismo do livro. Toda vez que leio uma obra de um autor brasileiro, costumo reclamar de certas apropriações culturais de outros países. Dessa forma, imaginem a minha alegria o pegar um livro brasileiro que tem um cenário bem nosso e uma linguagem ainda mais nossa? Foi incrível me deparar com tanta cultura, tanta vida tão próxima de mim nessas páginas.

Eu gostaria de falar mais sobre os personagens, mas acredito que isso deva ficar para o livro dois (é uma trilogia “VIVAS”). Afinal não quero estragar para vocês o que considero ser um dos pontos mais importantes: a diversificação dos personagens e suas múltiplas facetas em si mesmos. 

Angústia Na Cidade Do Caos: Crônicas de Uma Era Indecente é uma obra surpreendente que vai te deixar no limite das suas próprias resoluções. Não poderia ter finalizado as resenhas de 2018 de uma maneira melhor. Uma obra sensacional que nos mostra como somos efêmeros às nossas próprias convicções.

(Algo à Ver) Os principais lançamentos de filmes para 2019.

Oi Corujinhas. Hoje no Algo À Ver, vou mostrar a a lista dos filmes mais esperados de 2019 e alguns fatos do que podemos esperar dos maiores lançamentos do ano. Vai ser uma lista meio longa, mas a ideia é que já preparemos um orçamento para curtir os filmes no cinema ou apenas não perder nenhuma novidade que vai ser lançada nas plataformas digitais.

Vamos começar?

01. Janeiro

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Logo em Janeiro, no dia 3 estreia Wifi Ralph que de longe é um dos filmes mais esperados da Disney Pixar (aliás, um filme que contém todas as princesas juntas com certeza deve ser sensacional). Além disso, pela Sony no dia 10 de estréia Homem-Aranha no Aranhaverso que vai nos o herói em animação. E por fim, no dia 31 de janeiro estreia Como Treinar O Seu Dragão 3 que, contrariando a perspectiva geral, é o que eu mais espero esse ano. Eu sempre amei a história do Soluço e Banguela, por isso, tenho certeza absoluta que vou chorar bastante com a sua finalização.

02. Fevereiro


No dia 05 de fevereiro teremos Uma Aventura No Lego 2, seguido de perto no dia 14 por Alita Um Anjo de Combate. O mês se fecha com os lançamentos de The Turning e Depois A Louca Sou Eu nos dias 22 e 28, respectivamente.

03. Março

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De longe o mês com mais lançamentos, março já chega bombando no dia 01 com a estreia de O Menino Que Queria Ser Rei, que promete ser maravilhoso. No dia 02, estreia As Novas Aventuras de Peter Pan; e então, no glorioso dia 02 vem um dos principais lançamentos para 2019 da maior indústria atual, Capitã Marvel. Para completar nossa emoção nostalgia, Matilda estreia no dia 14 e no dia 28 o Live Action de Dumbo, aos quais tenho certo medo de estragarem.

04. Abril

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Com poucos lançamentos, abril é o mês mais esculachado para filmes de 2018. O único lançamento de certas proporções, é Shazam no dia 05. Mas para quem gosta do monstro vermelho de bom coração (kkkk), Hellboy pode ser uma boa pedida (eu, não vejo necessidade, mas né? quem sou eu na fila do pão).

05. Maio

Para maioria das pessoas, maio será um mês escândalo. Guardem suas moedas, porque Vingadores 4 estréia dia 02 e todos precisamos saber o que vai acontecer com os protagonistas do universo Marvel. No dia 09  temos Pokémon: Detetive Pikachu (nostalgia, parte 02) e a live-action do Alladin (onde nenhum de nós entendemos porque ele está de camisa no trailer). E por fim, estreia no dia 31  Godzilla: O Rei Monstros.

06. Junho

Para o fechamento do livro da série do primeiro bimestre, em grande estilo diga-se de passagem, nós temos no dia 06 As Panteras Reboot X-Men – Gambit (precisava Marvel???). No dia 07 temos o lançamento de Pets – A Vida Secreta dos Bichos 2 e mais um da Marvel, X-Men: A Fênix Negra ao eu admito que não sei o que esperar afinal tenho um certo problema com a série, pois em minha opinião só tem enchido linguiça. No dia 14 de junho estreia Liga da Justiça 2 pelo qual o meu sentimento é “só vamos”. E depois desses tiros, vem um dos maiores lançamentos de 2019 e nada mais importa a não ser a minha opinião: Toy Story 4 será lançado dia e eu sei que estarei seríssima no cinema com um balde de pipoca e um monte de lencinhos para as lágrimas que eu sei que irei chorar como uma condenada.

07. Julho

Para estrear o mês mandando ver, no dia 04 de julho estreia Homem Aranha: De Volta Ao Lar 2, no dia 12 Top Gun 2 e no dia 19 (preparem os corações) o live action de O Rei Leão, que apenas a música que me deixou emocionada. Não vou ter o mínimo de maturidade para esse filme. E por fim, no dia 27 estreia Turma da Mônica — Laços, que apesar de não ser esperado por mim, tenho certeza que nossos eus da infância vão gostar..

08. Agosto

Logo no dia 1 estreia X-Men: Novos Mutantes, que parece que vai ser um universo diferente da franquia original. E no dia 9 teremos o lançamento de Artemis Fowl, uma animação baseada nos livros hormônios de Eoin Cowfer e que, pelo que ouço dizer, é muito bom..

10. Outubro

Em outubro teremos estreia de Coringa, logo no dia 3 e no dia seguinte, 4, Gemini Man o qual eu não conheço mas também parece que vai ser excelente..

11. Novembro

Para vocês perceberem como alguns meses são esnobados, outro vem com intuito claro de nos deixar falidos. Em novembro, no dia 1 teremos Mulher Maravilha 2 e no dia 15, para os fissurados em games, Sonic: The Hedgehog. No dia 22 de novembro estreia Exterminador do Futuro 6, que sinceramente, já poderia dizer chega e no dia 27, um dos mais esperados desde que foi anunciado, Frozen 2. O que será que podemos esperar para esse filme??.

12. Dezembro

Mês temático, no dia 5 de dezembro teremos lançamento do filme Tudo de Bem No Natal Que Vem e no dia 20 a conclusão de mais uma trilogia espacial, Star Wars IX. E no dia 26 o cinema nacional nos presenteia com o filme Minha Mãe É Uma Peça 3...

Além desses, teremos filmes que ainda não tem data certa (isso se contarmos o fato que alguns da lista podem ser adiados ou adiantados) que são Esquadrão Suicída 2 — que todos esperamos ser bem melhor que o primeiro —, Guerra Mundial Z 2 que não sei o que esperar exatamente e Shrek 5, do qual eu havia gostado da finalização em “Para Sempre” e tenho certo receio do que esperar do filme.

E vocês queridos? Qual filme vocês mais esperam para o ano que vem?.

Beijos..

(Tag) Meu Natal Literário

Oi Corujinhas, como vão?? Feliz Natal,  e nessa véspera eu não resistir e resolvi responder uma tag temática para vocês. Muito embora natal não seja minha época preferida do ano (a não ser pelo Roberto Carlos ❤), o clima natalino traz boas sensações de união e amor, e nada mais justo que trazer essa sensação para vocês. A original foi criada pela Nuccia do blog As 1001 Nuccias.

Espero que gostem.

1 – Você pode escolher apenas UM livro para ler neste Natal. Qual e por quê?

os 27 crushes de mollyDentre as minhas leituras do ano, uma das mais significativas para mim foi Os 27 Crushes de Molly por ser ao mesmo tempo um livro emocionante e caloroso. Muito embora não tenha o tema do natal, a obra de Becky tem a característica mais marcante da época: o manifesto por amor e igualdade de aceitação de si mesmo e daqueles que nos rodeiam. Com personagens inesquecíveis e uma narrativa simples mas espetacular, é uma obra feita para dar conforto a todos nós. Eu simplesmente amei o livro e super recomendo para vocês.

2 – Tem alguma canção natalina preferida ou que o simboliza para você?

Sim, mas eu não diria que ela é exatamente natalina. Happy Day da Aretha Franklin e Mavis Staples é uma das minhas canções favoritas no mundo. É uma letra simples que fala sobre felicidade quando Jesus conversa com uma pessoa, ou seja, com aqueles que estiverem ouvindo. Não importa quantas vezes eu a ouça, sempre acharei emocionante.

3 – Um livro que combine com o Natal, mesmo que sua história não tenha este tema, qual você indica? (conte um pouco sobre ele).

o sol é para todosNo natal eu sempre leio livros que me despertem alguma coisa, e não necessariamente os sentimentos de amor, amizade ou algo assim. O natal para mim é ser feliz com as pessoas e nesse caso com os livros. Então, indico para vocês meu livro favorito no mundo: O Sol É Para Todos da Harper Lee que traz conforto aos corações, um pouco de medo talvez e muitas aventuras que eu amo. O livro conta a história de três crianças que vivem o apartheid no estado da Carolina do Sul, um dos mais segregacionistas dos Estados Unidos. Durante um período de três anos, as crianças vão ver diversas situações de preconceito e aprender que todos somo iguais, independente da cor ou daquilo que aparentamos.

4 – Qual a comida de Natal que não pode faltar em sua casa?

Panetone. Ahh, eu amoooooo panetone e sim, o de frutas. E acho que é uma das comidas mais incompreendidas do mundo.

5 – Um livro de TERROR/HORROR que tenha enredo natalino:

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Não conheço. Gente, eu quase nunca leio terror. Não me julguem. Mas quem conhecer algum me indique, quem sabe eu leio.

 

6 – Cite um programa de TV ou filme que você sempre assisti nessa época.

tenor.gif“São tantas já vividas, são momentos que eu não me esqueci”. Gente, eu amo com todas as minhas forças o especial do Roberto Carlos. Todo ano, eu assisto com minha mãe e sempre aumento minha play list depois. O Roberto Carlos é meu compositor favorito, e mesmo que muita gente torça o nariz para ele, tenho certeza que tem pelo menos uma música do cara essa gente deve gostar. 

7 – Um livro que você recebeu de presente de Natal: amou ou detestou? E por quê?

516k5nPlBlLA Keth e eu (principalmente a Keth) sempre trocamos livros no natal. Ela sempre me manda mais de um exemplar, e um certo ano, a lindíssima me mandou um livro de colecionador da série Game Of Thrones que até então era minha favorita. De modo que eu realmente gritei quando recebi: então esse foi meu favorito ganhado no natal.

8 – Como você costuma comemorar o Natal? Família, amigos, viajando…?

Com minha família, de preferência a mais próxima – eu, mamãe, papai, meu irmão e minha recem adquirida cunhada -, em uma ceia simples mas com muito carinho. Nós normalmente conversamos, vemos tevê e brincamos uns com os outros.

9 – Para cada palavra e explicação, cite um personagem (e sua obra de origem) que combine com ela:

Papai-noel Jesus (personagem de grande coração): Atticus, O Sol É Para Todos.
Duende (personagem trabalhador):
Duncan West, o magnata da imprensaNunca Julgue Uma Dama Pela Aparência
Bengala (personagem secundário que se apoia no principal): MelanieA Hospedeira
Árvore Enfeitada (personagem chamativo): Magnus BaneO mundo de Caçadores das Sombras de Cassandra Clare
Grinch (personagem vilão preferido): Darkiling, Sombra e Ossos.

10 – Escolha 3 livros aleatórios e substitua uma palavra do título de cada um por “NATAL”:

Ahh adoro essas coisas:
1. Natal Exemplar (Garota Exemplar)
2. A Maldição do Natal (A Maldição do Vencedor)
3. Como Eu Era Antes do Natal (Como Eu Era Antes de Você)

 

Então é isso amores, espero que tenham gostado. Beijos.

(Algo À Ver) Caixa de Pássaros – Susanne Bier

Quando foi anunciado que uma das minhas atrizes favoritas interpretaria o papel de protagonista em um dos meus livros favoritos, fiquei ansiosa para assistir a produção. Caixa de Pássaros, porém não se mostrou a altura do que esperava e muito embora seja uma boa diversão, não passa mais do que isso.

Título: Caixa de Pássaros | Título original: Bird Box|Diretor: Susanne Bier | Elenco:  Sandra Bullock, Sarah Paulson e John Malkovich| Distribuição: Netflix | Duração: 117m| Ano: 2018 | Avaliação: 🎬 🎬 🎬

0841660.jpg-c_215_290_x-f_jpg-q_x-xxyxxSINOPSE: Caixa de pássaros é um thriller psicológico tenso e aterrorizante, que explora a essência do medo. Em um mundo pós-apocalíptico, Malorie e seus filhos precisam chegar em um refúgio para escapar de uma criatura aterrorizante. Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. De olhos vendados para não serem afetados, a família segue o curso de um rio para chegar à segurança, mas a jornada se mostra ainda mais perigosa quando Malorie se defrontar com seus sentimentos mais obscuros.

Desde que foi lançado em 2017, é certo dizer que o livro Caixa de Pássaros se tornou um fenômeno mundial. Assim sendo, se tomarmos como o fato que o cinema atual é movimentado principalmente por adaptações seja de livros ou de quadrinhos, não é surpresa que a obra de Josh Malerman tenha chegado as telonas, ou nesse caso, as plataformas digitais pela Netflix. O lançamento original da produtora sob a direção de Susanne Bier, tem grandes proporções o que se espera de uma obra ambiciosa, mas de pouca ousadia.

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Caixa de Pássaros tem uma proposta única, pouco vista no meio visual. A ideia do filme é causar uma sensação claustrofóbica no espectador, que deveria ficar amedrontado pelas criaturas que não pode ver. Dessa maneira, o grande erro de Bier na construção da película foi a simplicidade quase extremista usada na fotografia. E, eu diria, muito disso se deve a necessidade que a diretora parece ter em ser fiel ao livro, talvez por medo das críticas dos fãs da obra original.

A maior reclamação por leitor de adaptações realizadas frequentemente vêm ao se depararem com diferenças significantes entre filme e livro. Contudo, será mesmo que as duas coisas precisam ser idênticas? Caixa de Pássaros é a prova do mito que envolve essa afirmação.

Deve-se sempre lembrar que as duas plataformas são diferentes; enquanto o livro trabalha com diversas modularidades da mente, em que o leitor usa principalmente da imaginação para complementar as peças, o filme é visual deixando de lado essa característica em que o cérebro parece procurar uma resposta mais imediata. De modo que se Malerman tem “às cegas” como fonte principal em incitar o leitor, Bier não consegue o mesmo efeito com a película pela simplicidade excessiva que utiliza tanto na fotografia como na sonoplastia, não conseguindo passar as informações certas para o espectador.

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Mas não podemos dizer que o filme em si é de todo ruim, ou que não tenha seus méritos. Se olharmos para o roteiro, a essência do medo está presente. Não somente pelas criaturas, mas de Malorie (Sandra Bullock) e sua incapacidade de se aproximar das pessoas. Falando em Bullock, a atriz experiente é a grande cartada da película. Conhecida principalmente pelos seus papeis na comédia, Bullock mostra porque é considerada uma das atrizes mais versáteis de sua geração. Dotada de uma expressão endurecida, até mesmo cética, Bullock demonstra com facilidade todos os momentos de Malorie, mesmo que está seja um grande clichê. Uma mulher que – com o extremo da situação – aprende a interagir e amar outra pessoa.

Caixa de Passáros é um filme despretensioso que agradará o público, mas que será esquecido com a mesma facilidade em que alcançar seu ápice. Um bom entretenimento e nada mais.

(Especial) Planner

Oi Corujinhas.

Uma das coisas que cada vez mais vejo as pessoas procurando hoje em dia, são formas de se organizarem principalmente para quem tem blogs e etc. No especial de dezembro, aproveitando que o ano está bem aí, vou apresentar para vocês um planner que desenvolvi para blogueiros e afins. Meu pensamento com ele, é fazer algo simples que seja fácil de usar e que não saia muito caro para quem não tem impressora em casa.

Basicamente, esse post vai ser bem simples. Vou deixar o arquivo par download e vocês poderão olhar uma maneira de encapar no post sobre planner do ano passado. Além disso, vou deixar alguns links do youtube com dicas de encapamento para vocês também. Espero que gostemm!!

O Planner

Planner – 2018

O planner é feito para ser impresso em folha comum A4, mas eu sugiro que vocês procurem imprimir em uma folha com uma gramatura mais grossa, acima de 300g por folha para evitar vazamentos de caneta ou coisas do tipo. Se você for imprimir em casa ou em outro lugar, lembre-se que a folha tem que estar na forma horizontal. Além disso, você deve imprimir frente e costa, lembrando que a folha principal foi feita para ser dobrada.

Video-aulas de encadernamentos artesanais:

 

Espero que tenham gostado do Planner. E que te ajude muito caso você decida usar.

Beijos.

(Lista) Cinco livros para ler no inverno

Oi Corujinhas. Finalmente chegou o tempo de chuva que sinceramente é meu favorito. Dias mais frios, noites mais longas e nenhum pingo de suor se espalhando pelo meu rosto (se você é do nordeste, como eu, vai saber o que estou dizendo principalmente). Dessa forma, na lista de hoje, inspirada na minha temporada favorita, vou apresentar cinco livros para vocês lerem nesse inverno.

Vamos começar?


redescrobrindo amélia1. Reconstruindo Amélia – Kimberley McGreith

O suspense é um dos meus gêneros favoritos para ler no inverno. Talvez pelo clima inóspito, mas a verdade é que o suspense parece combinar perfeitamente com a estação. Por isso, Reconstruindo Amélia é minha primeira indicação. Um livro que tem um pouco de drama, grandes personagens e muito mistério envolvendo a morte da personagem título, além de trazer questionamentos interessantes sobre as relações familiares.

para todos os garotos que ja amei2. Para todos os garotos que já amei — Jenny Han

Um dos livros mais amorzinhos de todos os tempos, Para Todos Os Garotos Que Já Amei é aquele tipo de livro que você pega uma xícara de chocolate-quente (ou café 😋), se enrola em uma porção de cobertores e faz leitura em um dia. Lara Jean é um livro aconchegante, além de ter uma história muito bonita sobre aprender a ser autossuficiente e não ter medo do amor. Sei que muitos de vocês já devem ter lido ou visto o filme da Netflix, mas para aqueles que não o fizeram, fica aqui meu apelo: VEJAM E LEIAM!!

a maldiçao do vencedor3. A Maldição do Vencedor – Marie Ruti

Eu não seria eu, se não indicasse para vocês livros de fantasia. Conheço muitas pessoas que não curtem o gênero, mas aqui está uma mistura de tudo, pessoas. Em A Maldição do Vencedor, vamos encontrar uma história de suspense, intrigas, amor e muitas mentiras. Muito embora Kestrel e Arin despertem sentimentos opostos nos leitores, não podemos negar a perfeição que envolve a história de Rutkoski, perfeita para ler em dias chuvosos pelo misticismo que envolve suas páginas.

objetos cortantes4. Objetos Cortantes – Gillian Flynn

Drama, também é um gênero perfeito para ler em tempos de chuva. E muito embora o skoob mantenha a Flynn na aba de suspense, eu acredito que suas obras pertençam muito mais ao drama por trazerem aos leitores situações de vida ao invés de crimes como foco principal. Objetos Cortantes traz a história de Camille e sua busca para se livrar dos fantasmas do passado. Aliada a uma escrita poderosa e personagens singulares, Objetos Cortantes é uma leitura forte sobre temas poucos explorados no meio literário.

5. A Cabana – William P. Young.

Quando tinha uns quatorze anos li A Cabana, por intermédio de um primo. Acreditem em mim quando digo que pensava que o livro era uma espécie de autoajuda mascarado de drama. Mas o que descobri foi uma leitora acolhedora e emocionante, que tem como principal motivação, quebrar com os preconceitos instalados na mente dos homens sobre Nosso Senhor. Mesmo que vocês não sejam religiosos ou cristãos, a mensagem de A Cabana sobre perdão, amor e fé não será perdida. Para deixar ainda mais um gostinho de quero mais, leiam a resenha da Vivi (aqui) que será impossível você não se interessar pelo enredo.


Espero que tenham gostado a lista desse mês, Corujinhas.
Caso desejem uma lista específica, sintam-se a vontade para sugerir nos comentários.
Beijos.

(Resenha) Jornada Para Além das Fronteiras – Raphael Freaman – Livro 01

Oi Corujinhas. Finalmente este ser humano que vos fala finalizou o primeiro livro da série Krystallo, apesar de todos os empecilhos da minha vida pessoal, mas como nada de ruim dura para sempre, a Jornada Para Além das Fronteiras trouxe um momento de felicidade com sua leitura arrebatadora.

Título: Krystallo: Jornada Para Além das Fronteiras | Série: Krystallo #01 | Autor: Raphael Freaman | Ano: 2018 | Páginas: 390 | Encontre: Skoob | Amazon

43586992_172661046988384_7358997647866200064_nSinopse: As duas maiores potências de Emperon travam uma guerra secular para garantir o controle dos cristais de energia. Foi por causa de um atentado em Econ que Tomé Stalmer começou a suspeitar da verdade que o governo apregoava. E é no dia de seu aniversário que Gray Frost é forçada a deixar Opus, o seu lar. As jornadas para além das fronteiras narram uma história de piratas e soldados de elite, inteligência e mistério, confiança e tragédia. Cada um luta para sobreviver ao mesmo tempo em que busca compreender os segredos por trás dos acontecimentos que mudaram o curso da História.

Conheci a saga Krystallo através de um convite do autor para a leitura do livro em uma apresentação bem diferente do que estou acostumada, que me deixou fascinada pela leitura muito antes de me entregar a ela. As semanas se passaram e a medida que ia lendo, percebi a grande história que se emaranhava dentre as palavras do autor. Então quarta-feira passada decidi recomeçar a leitura para não perder nenhum detalhe, e imaginem minha surpresa quando terminei o livro em menos de vinte-quatro horas sem ao menos notar.

A narrativa de Raphael é gradativa e bem elaborada. É muito difícil encontrar autores que conseguem resgatar detalhes minúsculos do início da narrativa e fazer com que eles cresçam. Fraeman consegue esse feito, criando uma fantasia com ares de distopia. Dessa forma, além dos elementos fantásticos e a guerra iminente, na leitura também existem jogos políticos que fazem meu coração bater mais forte. E tudo isso crescendo para se tornar uma coisa maior e não somente um punhado de palavras.

Mas, é certo afirmas que personagens são o que carregam as narrativas e que costuma fazer tudo valer a pena. Eu digo isso, porque muito antes de um bom enredo, eu prezo mais personagens bem construídos. Fraeman parece então ter escrito esse livro para mim, pois o personagens apresentam uma construção excelente não se pretendendo aos esteriótipos dos heróis que tanto me irritam. Divido em dois pontos de vista, o de Tomé e o de Gray, podemos observar que cada um tem seu diferentes desafios. Eu não irei muito sobre os personagens, porque como eu disse o livro tem muita construção e tenho a impressão que falar abertamente de cada um deles seria uma especie de spoiler.

Contudo, duas coisas me causaram certo incômodo durante a leitura, mas que não foram cruciais ao enredo. A primeira foram os estrangeirismos (como mencionei no post de primeiras impressões) que me causam um certo “asco” porque as vejo como desvalorização da literatura nacional. Não nacionalista, mas nacional em que as nossas riquezas (no sentido de palavra) são explorados. E a segunda, as constantes quebras no pensamento do autor. Eu gosto de livros que são abordados em diferentes pontos de vistas, mas quando existe linearidade e parte dela parece ter sido perdida em Krystallo, e muito disso se deve a uma repetição dos fatos pelos dois personagens em alguns pontos.

Apesar da minha ressalva, indico sim a obra de Raphael Fraeman a todos, principalmente as pessoas que gostam uma fantasia que aborda também as situações políticas. É uma obra que supera as expectativas e que deixa um gosto de quero mais para os próximos livros. As consequências, as aventuras e o singelo romance, devem ainda melhor trabalhados na continuação da obra.                      .

(Ficstney) A história de um grande criador

 

Oi Corujinhas. Dando continuidade à nossa série de posts sobre a Disney, hoje vamos falar um pouco da história inspiradora do criador desse mundo maravilhoso que tanto amamos.

Walt_Disney_2Em 5 de dezembro de 1901, nascia Walt Disney em Chicago. Nos primeiros momentos da infância, Walt passava a maior parte do tempo na fazenda de seus pais em Marceline no Missouri. Por ser filho de um homem muito severo e depois de descobrir que não possuía certidão de nascimento, cresceu acreditando que era filho adotivo o que influenciou suas escolhas e suas produções no futuro. Aos 16 anos, Walt começou a estudar arte 1917 e participou da Ordem Demolay (uma sociedade discreta criada por Frank Sherman Land a partir princípios filosóficos, fraternais, iniciáticos e filantrópicos, para jovens do sexo masculino com idade compreendida entre os 12 e os 21 anos incompletos). Tentou alistar-se no exército, mas foi recusado por não ter idade suficiente e acabou alistando-se na Cruz Vermelha, aonde trabalhou como motorista de ambulância durante a Primeira Guerra Mundial na França. Ao retornar aos Estados Unidos, matriculou-se na Kansas City Arts School e em seguida trabalhou em agências publicitárias. Seu primeiro passo na carreira cinematográfica, foi entrar para uma companhia do qual ajudava a criar as propagandas de divulgação.

1180w-600h_walt-first-fairy-tales-780x440Em 1921, com o irmão Roy e um amigo criou uma pequena produtora chamada Laugh-O-Gram que animava contos de fadas, exibidos em cinemas locais antes dos filmes. Exatamente como na atualidade em que os curtas produzidos pela Disney, aparecem antes do filme principal. Em 1923, a companhia mudou-se para Hollywood e foi rebatizada se tornando a Disney Brothers Cartoon. Walt Disney contatou a distribuidora de filmes M. J. Wrinkler, que não somente aceitou a oferta de compra de suas animações, como também pagou mil e quinhentos dólares por cada filme.

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Oswald, O Coelho Sortudo

A partir desse fundo, Walt Disney começou a fazer desenhos em série como Alice e Oswald, O Coelho Sortudo que posteriormente se transformaria no personagem Mickey. Acontece que o patrão de Walt percebeu o sucesso dos desenhos então se apropriou das duas ideias de séries de Disney, que, a partir dos esboços de Oswald criou o personagem que mudaria a história dos estúdios para sempre.

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Mickey Mouse, originalmente

Como forma de superar a fase difícil, Walt em 1928 criou Mickey Mouse, como forma também de competir com outro desenho da época: Gato Félix. Mickey criado a partir de três circulos logo ganhou espaço e se tornou carro-chefe da indústria. A produtora passou a ser mais bem organizada e em 1927 alavancaram-se. Ja se havia inventado o filme sonoro. Poucos anos depois, inventou-se o filme colorido. Disney e seus assistentes utilizaram as novas técnicas com muita imaginação.

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Flores e Árvores

Entre os anos de 1929 à 1939, Disney produziu uma série de desenhos chamada Silly Symphonies (Sinfonias Tolas), a primeira colorida ao qual Mickey estrelava. O desenho Flores e Árvores, dessa série, recebeu o Oscar de melhor curta-metragem de animação no ano de 1932.

entertainment-2016-03-snow-white-disney-main.jpgMas foi em 1936 que tudo mudou pela primeira vez. Walt Disney que pretendia fazer um longa metragem de animação, lançou Branca de Neve e Os Sete Anões, que demorou três anos para ser concluído. O sucesso do desenho foi extraordinário e com os fundos, um novo estúdio foi comprado e novas longas foram criados. Mas o sucesso foi interrompido pela Segunda Guerra Mundial que causou a falência da empresa. Com a entrada dos Estados Unidos na guerra, Disney — convidado pelas Forças Armadas —, fazia filmes quais utilizava seus personagens mais conhecidos. Devido às suas atividades contra o comunismo, em 1949 o governo soviético proibiu a exibição de filmes dos Estúdios Disney no país, causando uma derrocada na entrada do capital financeiro. As animações eram mais caras do que se podiam pagar.

tumblr_ms7i8bhbxt1rpcpwho1_500.gifEm 1945, depois da guerra, Walt Disney estava com sua empresa arruinada. Era hora de tomar uma difícil decisão. Poderia vender as ações de sua empresa e sair dela com alguma renda, ou arriscar tudo e produzir mais um filme na esperança de gerar um sucesso. Claro que Walt escolheu a segunda opção e em 1947 lançou Cinderella que fez um sucesso tão grande, que possibilitou a compra de um novo estúdio. Essa é chamada de Segunda Era da Renascença Disney.

mary-poppins-julie-andrewsWalt Disney a partir daqui não ficou mais apenas com desenhos animados, produzindo longa metragens com atores. O primeiro foi A Ilha do Tesouro em 1951. Treze anos mais tarde produziu a Mary Poppins que levou cinco óscares, incluindo o de melhor atriz.

Em 1955 obteve um grande êxito em ao inaugurar um sonho em forma de parque. A Disneylândia na Califórnia. Em 1971 foi inaugurado um parque semelhante em Orlando, que se tornou o mais famoso: o Walt Disney World. Quase todos os brinquedos, desfiles e espetáculos desses dois parques baseiam-se nos personagens dos filmes de Disney.

Parque

Disney morreu em 15 de dezembro de 1966 em decorrência de um avançado câncer de pulmão. Seu corpo foi cremado dois dias depois, e suas cinzas foram enterradas Forest Lawn Memorial Park, em Glendale, Califórnia. Walt Disney transformou-se numa lenda, tendo criado, com a ajuda da sua equipe, todo um universo de referências no imaginário infantil e sucessivas gerações. Além disso, Walt Disney é a pessoa que mais ganhou prêmios Oscar em todos os tempos.

Em sua homenagem, em todos os desenhos de animações produzidos pela Walt Disney Cartoons, a cena de Mickey Mouse assobiando em Plane Crazy aparece.