(Resenha) Duff – Kody Keplinge

Oi Corujinhas. Nesses últimos dias tenho lido livros que me indicaram a meses ou ano, mas que eu nunca realmente tinha parado para ler. Acredito que todo leitor tenha sua longa lista de procrastinação e comigo não é diferente. Mas acreditem quando digo que ler metas antigas pode ser gratificante de uma maneira diferente. De certa forma, é como nos reconectar com nossos “eus” do passado. E mesmo com suas falhas, foi exatamente isso que The Duff me proporcionou.

DUFF_1452889754547922SK1452889754BTítulo:  Duff | Titulo original: The Duff | Autor: Kody Keplinge| Editora:  Globo Alt| Ano: 2016 | Páginas: 328 | Avaliação: ⭐⭐⭐ | Encontre: Saraiva | Skoob | Amazon

Sinopse: Bianca Piper não é a garota mais bonita da escola, mas tem um grupo leal de amigas, é inteligente e não se importa com o que os outros pensam dela (ou ela acha). Ela também é muito esperta para cair na conversa mole de Wesley Rush – o cara bonito, rico e popular da escola – que a apelida de DUFF, sigla em inglês para Designated Ugly Fat Friend, a menos atraente do seu grupo de amigas. Porém a vida de Bianca fora da escola não vai bem e, desesperada por uma distração, ela acaba beijando Wesley. Pior de tudo: ela gosta. Como válvula de escape, Bianca se envolve em uma relação de inimizade colorida com ele. Enquanto o mundo ao seu redor começa a desmoronar, Bianca descobre, aterrorizada, que está se apaixonando pelo garoto que ela odiava mais do que tudo.

A narrativa de Keplinge foi um dos pontos que mais me chamaram atenção enquanto eu lia o Duff. Sem dar muitas abas aos melodramas, e ainda sim não esquecendo deles no contexto narrativo, a autora conseguiu dar o livro uma aparência única de sobriedade e paixão. Contudo, a essa sobriedade por vezes ficou em demasiada, já que Keplinge também não possui o espírito de alongar as coisas para além da história principal, deixando alguns pontos abertos até de mais que denotaram uma grande falha na narrativa.

Além disso, é certo afirmar que não shippei o casal principal como é típico de um romance adolescente. Pelo contrário, considero, o romance fraco e talvez um pouco apelativo no sentido sexual e sentimental da coisa. Contudo, os personagens separadamente são bastantes interessantes por si só. Principalmente Bianca. Wesley tem as características de um New Adult, de bad boy com vários problemas. Mas Bianca, traz para o livro Keplinge algo novo, que não se mantém no esteriótipo.

Ao entendermos que o foco principal de Keplinge não é apenas criar um romance e sim falar sobre adolescência e todos os medos esta pode nos trazer, Bianca ultrapassa as barreiras da ficção e se torna uma amiga, que nos confidencia seus segredos nos mostrando que o medo de não ser aceito pode passar por todos os tipos de adolescentes. A trajetória de Bianca é muito mais de autoconfiança do que de um romance, tornando o livro muito satisfatório.

Apesar das claras falhas, Duff apresenta motivos sólidos para não ser ignorado. Se todos nós algum dia nos sentimos melhores por conta das palavras de outrem, poderá na narrativa de Kody Keplinge que encontraremos os primeiros para aprender sobre auto-valorização.

28 comentários em “(Resenha) Duff – Kody Keplinge”

  1. Oi, Jessica!
    Esse livro está na minha estante há tanto tempo!
    Eu vi o filme e amei, aí descobri que era um livro e comprei. Mas como tinha coisas mais urgentes para ler, acabei deixando de lado.
    Agora você me relembrou dele e vou pegar para ler.
    Eu já amei a Bianca no filme e acho que vou amar mais ainda no livro.
    Adoro quando sinto que a personagem vira sua amiga.

    Beijooos

    http://www.casosacasoselivros.com

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  2. A jess sendo a jess, joga fora o romance e deixa o drama com superação rsrs
    Só deixa o romance se tiver um cara de asas ai hahahah
    Nunca li Jess, mas achei legal vc citar que se reconectou com seu eu passado, gosto desse tipo de leitura!

    osenhordoslivrosblog.wordpress.com

    Curtido por 1 pessoa

  3. Jess! Eu me sinto uma idiota por sempre parar tudo o que eu estou fazendo quando está passando The Duff na televisão haha E pior, me sinto mais idiota por não saber da existência do livro!
    Não sei qual é a similaridade do filme e do livro, mas acho o casal sem sal, de qualquer forma.
    Obrigada por me apresentar ao livro haha

    Beijos!

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  4. Li esse por indicação de uma leitora do blog. Tive de vestir minha “capinha” de jovem na casa dos 17 anos. Achei muito interessante a autora abordar a importância de enfrentarmos nossos problemas e não ficar procrastinando, empurrando com a barriga, pois ele vão acabar virando uma bola de neve e nos soterrando.

    Concordo que a narrativa tem alguns problemas, mas é uma narrativa que merece ser lida. BJS.

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