(Tag) Primavera, Romance de Época

Olá Corujinhas. Passeando pelos blogs que mais gosto, encontrei essa tag no Balaio de Babados criada pelo instagram @euli_voutecontar. Como eu adoro romances de época e mesmo sendo época de Halloween não consegui deixar de responder. Espero que gostem.

entre a culpa e o desejoA flor da temporada → A melhor mocinha dos romances de época.

Phillippa Marlbury de Entre A Culpa e o Desejo ganhou meu coração e não é segredo para ninguém. Pippa é uma mulher que está fora dos padrões sociais mas que não se deixa abalar por isso. Ela tem plena consciência de quem é do que deseja, não se colocando para trás pelas dificuldades que as pessoas lhe impõem por ser mulher. Pippa é uma guerreira de todas as formas que consigo pensar, mesmo naquilo que parece mais improvavél

era uma vez no outonoAh! Os jardins… → Um livro com uma cena inesquecível de um casal nos jardins.

Marcus e Lillian em protagonizaram uma de minhas cenas favoritas no jardim das borboletas. O engraçado que não sou uma pessoa romantica, mas a cena me fez – literalmente – suspirar. Muito embora Marcus tenha acabado com o clima no final, as palavras ditas pelos dois nos jardins são lindas e de certa forma é o primeiro passo para que eles se entreguem a paixão. Se você não leu a série As Quatro Estações do Amor eu super recomendo. É sensacional.

simplesmente o paraisoBem me quer, mal me quer → Um livro onde o casal, ou um dos dois, fica indeciso sobre os sentimentos do outro.

Então… Todo casal (ou a maioria) dos romances de época passam por essa era de indecisão, e para mim, algumas vezes soa bastante irritante. Por isso minha escolha vai para Marcus e Honória de Simplesmente O Paraíso. Julia Quinn é uma das minhas autoras favoritas, mas essa indecisão do casal foi um ponto bem (mas bem!!!) negativa para a obra.

o principe dos canalhasO cravo e a rosa → Um livro com casal brigão.

A Jessica de O Príncipe dos Canalhas teve uma atitude bastante radical contra Lorde Dain. Até mesmo fico com certa pena do Dain (ou não). Além disso, elejo esses dois por toda trajetória que tiveram no livro bem cão e gato desde a hora que se conheceram até, praticamente as últimas páginas. Esse livro eu quase não menciono, mas indico muito a leitura.

a caminho do altarGirassol → Um mocinho que faça um lindo gesto de amor.

Gregory Bridgeton é com certeza um dos mocinhos mais apaixonados dos romances de época. Em A Caminho do Altar, Gregory faz um gesto de amor por Lucinda. Na verdade, o cara faz vários quando se dá conta dos seus sentimentos pela moça. E cada um é mais emocionante que o outro.

nove regras a ignorar antes de se apaixonarO perfume das flores → Melhor livro de romance de época da sua estante.

Sem duvidas, Nove Regras A Ignorar Antes de Se Apaixonar é meu livro favorito, não somente nos romances de época como também um dos melhores na vida. Sarah MacLean é minha escritora favorita e isso deve ao fato de seus livros serem dotados de feminilidade e força. Mas em Nove Regra, McLean consegue ir a além disso de maneira exponencial. Todos os personagens conseguem ir muito além do que aparentam. Sem contar que o romance entre Callie e Gabriel é um dos mais bem construídos.

47523ba95be7fe4f99a235f04324f53e.jpgSemeando flores → Indique uma autora de romance de época.

Indico a Julia Quinn por sua diversidade na escrita. Muito embora Sarah seja minha favorita, a Quinn consegue não se prender as densidades. Seus livros podem ir do mais dramático ao mais hilário sem perder o tino. E se serve de dica ainda maior, a série Os Bridgertons será adaptado para a Netflix.

uma noite para se entregarNem tudo são flores → Um romance de época que te decepcionou.

Tessa Dare em Uma Noite Para Se Entregar foi completamente enfadonha, para não dizer extremista. Muito embora eu goste de histórias a frente do tempo, algumas situações foram completamente fora da casinha que não condizem nem sequer com o nosso. Não sei se pretendo ler mais da autora futuramente, contudo, posso dizer que ela vai precisar se superar para conseguir meu voto.

Paisagismo → Uma capa linda, perfeita, impecável.

segredos de uma noite de verão

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Então é isso Corujinhas, espero que tenham gostado da tag de hoje.
Beijos.

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( Resenha ) O Rei Corvo – Maggie Stiefvater – Livro 04

Caras Corujinhas, Como vocês devem ter notado, eu dei uma sumida nos últimos dias. Isso se deve ao fato que a vida na faculdade está intensa. Mas não desistam de mim pois estou me preparando para dar conta de tudo e tenho que fé que vai dar certo. Então atrasadamente, preparem-se para se afundar em uma narrativa de tirar o folêgo que vai envolvê-los para proporcionar um final épico à uma saga maravilhosa.

Essa resenha não contem spoiler dos livro anterior. Pule a sinopse.
Título: 

O Rei Corvo

 | Título original:  

The Raven King

 | Autora: Maggie Stiefwater | Editora: Verus | Páginas: 

378

 | Ano

2018

|Avaliação: ⭐ ⭐ ⭐ ⭐ |Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

o rei corvo

SINOPSE: O aguardado volume final da Saga dos Corvos, uma conclusão espetacular à história mítica e sombria criada por Maggie Stiefvater. Nada que está vivo é seguro. Nada que está morto é confiável. Há anos Gansey iniciou uma jornada para encontrar um rei perdido. Um a um, ele atraiu seus amigos para essa missão: Ronan, que rouba coisas de sonhos; Adam, cuja vida já não é sua; Noah, cuja vida não é mais vida; e Blue, que ama Gansey… e tem certeza de que está destinada a matá-lo. O fim já começou. Sonhos e pesadelos estão convergindo. Amor e perda são coisas inseparáveis. E a busca pelo rei se recusa a ser fixada em um caminho. A busca pelo rei adormecido vai chegar ao fim em Henrietta — mas não sem perdas, desejos, revelações e uma verdade brutal. Com O rei Corvo, Stiefvater conclui uma verdadeira obra-prima.

Era mais fácil discernir o herói do vilão quando só a vida e a morte estavam jogo. Todo o resto entre as duas ficava mais difícil.

Maggie Stiefvater é uma das melhores autoras que eu tive o prazer de ler nos últimos anos. Muito embora não possa chamar seus livros de perfeitos, existe um tipo de mágica na escrita que somente Stiefvater tem. É uma autora de poesia narrada, onde os sentimentos ganham lugar de destaque e os personagens uma projeção que os faz saltar das páginas e se tornem palpáveis.

Em O Rei Corvo eu tive um paradoxo à leitura. Gostei bastante da finalização e como sempre adorei as escrita de Maggie. Contudo, ao mesmo tempo, houve uma construção exageradamente demorada para o alcance do clímax de leitura. A autora se preocupou em dar base à história, mas algumas cenas poderiam ter sido cortadas e deixado o livro mais objetivo. Como vocês sabem, tenho um certo problema com procrastinação e foi isso que senti nesse livro. Tanto que está não foi a primeira vez que tentei ler a obra. Na verdade, houve um período em que li mas abandonei faltando cem páginas para o final (não propositalmente, mas sabe quando você está lendo vai dormir e não vê motivos para continuar a leitura no dia seguinte?). E até minha vontade para ler a obra foi minguando. Exceto pela semana passada onde eu disse: não vou ler. E eu li, e fora isso gostei.

Ele era um rei. Havia chegado o ano em que ele morreria.

Dependendo de onde você comece a história ela diria a respeito…” Com essa frase, Maggie introduz cada pedaço fundamental para construção do livro e torna-se um tipo de história mesclada em que nenhuma é mais importante que a outra. Se existe algo que faz sentido em obras, é quando o autor dá voz aos personagens mesmos os mais “insignificantes”. E claro, Maggie faz isso com brilhantismo. Cada um dos personagens tem um papel no futuro dos Garotos Corvos e do Rei Corvo. Blue Sargent tem um futuro… Richard Gansey tem uma previsão de morte… Ronan Linch tem um segredo… Adam Parissh tem um destino. Mas não podemos sugerir apenas a importância dos personagens principais, porque Maura prevê o futuro deles, Artemus conhece o rei, Gwenllian tem muita loucura e o Homem Cinzento tem novos caminhos à traçar. Dessa forma, Maggie desconstrói um enredo que poderia ter sido traçado apenas por protagonista. A grandeza do livro se enquadra na permissão que a autora se dá de mostrar as peças de um quebra-cabeça dotado de intensidade.

Ao traçar as linhas dos personagens principais, Maggie consegue mais uma vez quebrar o que sabemos deles sem perder suas personalidades. Blue Sargent mostra sua insegurança, muito embora não seja uma garota insegura. Blue é fruto de uma casa cheia de mulheres fortes, e como tal possui a solidez mas que não significa falta de maleabilidade. Blue tem medos, segredos e anseios que precisam ser superado. Richard Gansey III é um dos personagens que mais gosto na narrativa. Ele é rico, tem uma mente sagaz e a impetuosidade da riqueza. Mas não possui revolta tão comum aos personagens com tais características, e sim uma família que lhe ama tanto de escolha quanto de sangue. Seu relacionamento com Blue é construído de forma tão clara que percebemos Gansey como um homem e não mais como um menino a medida que as páginas evoluem. 

Ronan Lynch e Adam Parissh são personagens opostos entre si e a Blue e Gansey. Enquanto Ronan é fogo incapaz de controlar seus sentimentos, Adam foi quebrado pelas escolhas do seu passado que o glorificaram para ser algo mais mas também o reduziram pela mediocridade do passado. Ronan segue um caminho de força e Adam de redenção, e juntos eles elevam o significado de amor e família.

A questão era que todos estavam próximos demais da situação. Eles haviam estado próximos demais da situação durante meses. Estavam tão próximos que era difícil dizer se eles eram ou não a situação em si.

Maggie Stiefvater não cria nada de comum para a finalização da Saga Os Garotos Corvos. São livros de promessas, de começos e de fins. Livros sobre amizade e sobre amor. Sobre antura e temperança. Mas principalmente, livros mais que indicados para quem deseja algo que nos desafia a pensar em algo mais.





(Conto) Pacto de Morte – Soraya Abuchaim

Olá Corujinhas. Continuando nosso especial de contos de terror para o Halloween, o eleito de hoje é para arrepiar até o último fio de cabelo. Em uma narrativa implacável, Soraya Abuchaim vai nos levar à questionar quem somos tanto em tempo presente como no passado.

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Lançado originalmente em 2017 na antologia irlandesa, Gruesome Grotesques Volume 2: Vampires, Werewolves and other Beautiful Monsters, o conto de Soraya Abuchaim nos apresenta a duas personagens marcantes. Deborah e Laila. Deborah acabou de se mudar para um casarão herdado do tio. Durante as noites, uma entidade toma seu corpo assumindo a forma de uma mulher sensual à fim de caçar homens e ter seus prazeres sanados. Deborah não faz ideia disto, pois não tem ideia nenhuma do que faz quando está possuída.

Abuchaim traz uma história traçada no comum, mas absorta de peculiaridades. Com elementos de possessão, assombração e entidades, a visão se torna única quando entendemos a entidade. O passado lhe deixou marcas profundas que não somente lhe acompanharam em outra vida, mas que desperta no leitor um tipo especial de empatia. Você consegue perceber o que está errado e ao mesmo tempo dá razão a entidade.

Deborah é uma personagem diferente do que podemos esperar. Pintora, não se trata de uma mulher solitária ou amarga. Mas uma pessoa comum capaz de sentir as necessidades da entidade, bem como as suas. Talvez o fato de ser uma artista lhe ajude nisso, pois se torna tão expressiva quanto os quadros que pinta.

Pacto de Morte é um conto horrorizador, que provoca o leitor a questionar os caminhos que a sociedade tomou e continua tomando. Vivemos em uma era onde nós mulheres somos rechaçadas pelas conquistas. Basta olhar em volta e perceber quem está no topo e os comentários relacionados à isso. Soraya Abuchaim ousou ao entregar a nós verdades que parecemos mutilados em tentar esconder.

 

(Anatomia Literária) Capa e curiosidades sobre a série Corte de Espinhos e Rosas de Sarah J. Maas.

Oi Corujinhas. Eu estava com uma grande saudade do Anatomia Literária e hoje vou realizar o pedido da Eloise (Crônicas de Eloise) que no post anterior atendeu minha solicitação de ideias para o anatomia. Nossa meta de hoje é desvendar os segredos das capas dos livros da série Corte de Espinhos e Rosas da Sarah j. Maas.

Esse post não conterá spoilers.

Vamos começar?

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As capas
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A série Corte de Espinhos e Rosas é composta por sete livros, sendo seis da série principal – com três lançamentos previstos para os próximos anos – e o último um spin-off. O post de hoje vai focar apenas na série principal já lançada no Brasil. Em breve podemos fazer um parte dois com os próximos quatro.

Contextualizando para quem ainda não leu os livros, a série Corte de Espinhos e Rosas se conta a história de uma humanidade que passou anos sendo escravizados pelo povo feérico até conseguirem se libertar e coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos após a guerra que definiu o futuro das espécies, Feyre, filha de um casal de mercadores, é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. Após matar uma fada zoomórfica transformada em lobo, uma criatura bestial surge exigindo uma reparação. Arrastada para uma terra mágica e traiçoeira — que ela só conhecia através de lendas —, a jovem descobre que seu captor não é um animal, mas Tamlin, senhor da Corte Feérica da Primavera. À medida que ela descobre mais sobre este mundo onde a magia impera, seus sentimentos por Tamlin passam da mais pura hostilidade até uma paixão avassaladora. Mas o que poderia ser uma história de amor fantástica, se torna um misto de ilusões ameaçada por segredos que Feyre não sabe se será capaz de conviver ou lutar contra eles.

corte de espinhos e rosasO primeiro livro tem tradução literal do título, bem como os que estão por vir. Em linhas gerais, o representa não somente a Corte Primaveril mas também tudo aquilo que está por vir em suas páginas. Um mundo de espinhos e rosas que pode ser tão perigoso quanto é belo. A capa, modulada em tons roxos, rosa e azuis são voltadas a sentimentos que vão desde o mais profundo amor ao mais pior dos medos. É interessante notar que a escolha das cores das rosas que emolduram o livro não entra em tons vermelhos, como seria o comum, mas sim pretas. Eu diria que é mais um ponto voltado aos segredos e perigos da cortem, pois os brushes possuem muito mais espinhos e vigas em evidência do que as rosas.

corte de nevoa e furiaO segundo livro livro da série já se apresenta de em cores e formas significativamente diferentes. Já no título, podemos ressaltar que a névoa não é nada mais que os segredos e e a fúria a de Feyre para ser libertada de seu demônios pessoais. Existem toques de dourado, rosa e roxo muito embora o primeiro modele-se com maior força que os últimos. Ao fundo podemos visualizar um casal próximo ao beijo. Em prol das cores, podemos desatar que os tons então brotando um do outro. Se na capa anterior tínhamos um conflito, agora temos uma construção que parte da desconfiança até chegar no amor. As rosas desaparecem assim como os espinhos, apenas as dualidades à serem desvendadas permanecem.

corte de asas e ruinaNa última capa, mais uma vez temos uma completa mudança em comparação com a anterior. Todas as cores foram perdidas, asas tomaram o lugar as vinhas e os tons de rosa e dourado desapareceram. Já pelo título, já sabemos que não se trata de um mundo coberto de segredos mas um novo horizonte à ser reconstruído: um horizonte para voar. As asas (muitas pessoas reclamaram desta) fazem referencias a personagens que aparecem apenas nestes livros. E Feyre aparece sozinha, finalmente grande o suficiente para saber em quem confiar e como se portar, mas principalmente para tomar as rédeas do seu próprio destino.

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Curiosidades
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❉ O primeiro livro foi livremente baseado em A Bela e Fera, sendo a relação de Tamlin e Feyre parecida com as dos protagonistas homônimos do conto citado.
O Segundo livro foi em mitologia grega. Hades rouba Perséfone para ser sua esposa e a relação de Feyre e Rhysand de barganha pode ser considerada como tal.
❉ O terceiro livro pode ter tido como base Branca de Neve. Pelos elementos misticos colocados no livro, como também pelo fato de Feyre se importar com exatamente sete pessoas que formam sua família.
❉ Os Spin-Offs de podem ser baseados em A Rainha da Neve (conto) e também em O Lago dos Cisnes, sendo este último confirmado pela autora.
❉ A autora começou a escrever Corte de Espinhos e Rosas na primavera de 2009 e terminou o manuscrito em apenas cinco semanas.
❉ A autora tem outra série de livros (Trono de Vidro) que tem como base o conto Cinderella.
❉ O termo feérico é um adjetivo que que revela um ser luxuoso, fastuoso, deslumbrante.

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Então é isto Corujinhas, espero que tenham gostado. Beijos.

(Resenha) Meu Romeu – Leisa Rayven – Livro 01

Nunca fui o tipo de pessoa que gosta de New Adult, mas Meu Romeu me chamou atenção desde o princípio e nada disso tem haver com a prerrogativa Shakespeariana que traz em seu título. Três anos depois do meu primeiro contato com a obra, posso dizer que a história foi sim excelente muito embora não tenha alcançado minhas expectativas.

Título: Meu Romeu | Título Original: Bad Romeu | Autor: Leisa Rayven| Editora: Globo Alt | Ano  2015| Páginas: | Avaliação: ⭐⭐⭐| Encontre: Skoob| Saraiva | Amazon

meu romeu

Sinopse: Cassie está prestes a realizar o grande sonho: estrelar um espetáculo na Broadway. O que ela não esperava era ter que enfrentar o reencontro com o ex-namorado, que será novamente protagonista ao seu lado, em uma peça cheia de romance e cenas quentes. Trabalhar com Ethan traz o passado à tona, e lembra a Cassie que o que existe entre eles vai muito além de simples química.

O amor não pode ser encontrado onde ele não existe, nem pode ser escondido onde ele realmente está.

Leisa Raven tem uma escrita boa, porém um livro mediano. Com poucas descrições físicas, muito sentimentalismo e grandes personagens, Leisa não consegue o principal que é a manutenção de um bom enredo. O maior ponto do livro e pior, paradoxalmente, é a escrita versus narrativa da autora. Muito embora Rayven consiga deixar o leitor atento as necessidades de suas personagens, na hora de criar o principal (o enredo) a autora se perde na superficialidade do erotismo.  Assim, apesar da escrita se excelente para nos fazer crer nos sentimentos dos personagens, o enredo torna-se fútil.

Querida Cassandra, às vezes, não é questão de consertar o que está quebrado. Às vezes, é questão de recomeçar e construir algo novo. Algo melhor

A história se desenrola em passado e presente para que entendamos como Cassie e Ethan foram modificados pelas suas trajetórias. Cassie foi minha personagem favorita por todas nuances que a personagem conseguiu trazer. Sem se perder no estereotropismo típico demais (personagens com sentimentos excessivos), Cassie tem a dose certa de timidez no passado e de amargura no presente. A garota foi construída para se tornar independente das amarras sociais, ao mesmo tempo que não consegue se desvencilhar dos medos de não ser aceita. Os motivos de Cassie são aprofundados e muito antes de uma personagem, enxergamos à nós ou as nossas amigas.

Infelizmente, o mesmo não pode ser dito de Ethan. Nunca gostei de personagens que fazem o esteriótipo bad-boy com bom coração e para Ethan isso não foi diferente. O engraçado é que se Rayven consegue revelar os segredos sentimentais de Cassie à luz do existencial, com Ethan a coisa não flui o personagem se torna só mais um exemplar masculino do gênero. Não consegui acreditar nas suas emoções e muito entender os motivos que pareceram infantis.

Uma opinião não precisa ser verdade para mais ninguém no mundo além de você. Para de tentar agradar a porra de todo mundo e diga o que você pensa.

Meu Romeu tem uma proposta interessante, mas um desenvolvimento que deixa a desejar. Muito embora não descarte a possibilidade de ler os próximos livros da trilogia, tenho que admitir que minhas intenções estão em baixa. Leisa Rayven tinha um mundo brilhante é uma pena que os seus reflexos não conseguiram chegar até os recantos mais profundos da obra.

 

(Conto) O Vizinho Suspeito – Soraya Abuchaim

Olá Corujinhas. Dando continuidade as nossas resenhas especiais de contos do terror, hoje vou sair da temática medo e entrar no fundo psicológico do suspense. Em O Vizinho do Suspense, Soraya Abuchaim apresenta a projeção no outro.

Título: O Vizinho Suspeito Autora: Soraya Abuchaim Páginas: 06 Ano: 2015 Avaliação: ⭐⭐⭐⭐⭐

81PDqGlwSAL._SL1500_.jpgRoger vive com sua amada esposa e na casa ao lado mora um beato. Todos os dias, Roger sai para trabalhar e observa as atitudes do beato em os olhares que parece lançar à sua mulher. Cansado disso, Roger sente que cada vez mais pode chegar à atos inimagináveis com o vizinho. Mas será mesmo que o beato é isso tudo?

Da primeira vez que vi conto de Soraya Abuchaim, eu criei para ele uma história que na verdade não existe. Então vocês devem imaginar minha surpresa a cada virada de suas poucas páginas. Soraya escreveu um conto sem por-menores realizado dentro da psicologia.

Para os psicólogos, o homem coloca em outros o que não gosta em si mesmo. Quando comecei o Vizinho Suspeito, não fazia ideia de como iria acabar, mas agora tenho certeza que não poderia ter sido mais promissor. Soraya carrega sua narrativa de pequenos significados perceptíveis a luz do emocional. Somos doentes por amor, lesionados por inveja e incapacitados de piedade. Assim, a autora descarrega um mar de emoções criado para nos fazer pensar.

O Vizinho Suspeito é uma leitura única. Dotado de reflexões, ainda nos traz um suspense de tirar o fôlego sobre perceber a si mesmo ou acreditar nas mentiras contadas à nós.

 

(Lista) 12 Livros Para Os 12 Signos

Oii queridos, tudo bom?? Hoje é dia de lista aqui no blog em parceria com a Keth (Parabatai Books). Neste mês resolvemos fazer uma lista que envolve duas coisas que as pessoas gostam muito de conhecer. Signos do zodíaco e livros. Apesar de não acreditar muito em signos, algumas características me parecem reais e hoje vou indicar livros perfeitos para cada um deles.

O presente artigo tem como fonte o site:
http://www.baudalola.com/perfis.htm

Espero que gostem. Vamos lá?

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1. ♈ Áries: Entre outras coisas, são conquistadores e tem o impulso de lutar. Possuem grande energia e vitalidade. São corajosos, combativos e reúnem as qualidades para realizar ações, comandá-las. São impacientes e costumam ter os sentimentos sempre em polvorosa, sendo bastantes intensos. O livro perfeito para os Arianos é Jogos Vorazes que é dominado por uma protagonista que não foge de suas  responsabilidades. Katniss além de ser intensa em seus sentimentos românticos, também se torna o rosto de uma revolução, pela audácia e pela coragem para lutar contra o poderio opressor do Capitol.

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2. ♉ Touro: São sensíveis, estáveis e tem grande profundidade em suas emoções. Amáveis,  os taurinos são amantes do belo e do prazer, o romantismo em especial. São muito esforçados e sua teimosia faz que sejam inconsequentes em seus empreendimentos. Têm grande paciência e determinação. São pacientes, leais e dignos de confiança. O livro perfeito para os Taurinos é Nove Regras A Ignorar Antes de Se Apaixonar que retrata de suas virtudes: A profundidade de suas emoções e a sua inconsequência quando desejam algo. Além disso, possui um lindo romance para agradá-los.

ninguém vira adulto de verdade3.  Gêmeos:  São dotados de inteligência, versatilidade, agilidade mental, sociabilidade, grande poder de persuasão. Desse modo, são naturalmente inquietos e curiosos, sempre muito comunicativos. Preocupam-se muito com atividades intelectuais, e procuram amigos igualmente inteligentes. Uma das principais características de Gêmeos é a jovialidade, o que faz com que raramente amadureçam, embora sejam capazes de compreender perfeitamente a complexidade das situações. O livro perfeito para os geminianos é Ninguém Vira Adulto de Verdade que vai mostrar todas essas características em deliciosas tirinhas.

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4. ♋️Câncer: Possui diversos padrões emocionais que torna o canceriano sensível e não consegue controlar, especialmente quando criança. Isso pode mostrar-se através de alterações de humor, egoísmo, manipulação e acessos de raiva. Câncer é rápido para ajudar os outros e evitar conflitos. Um dos seus pontos mais fortes é a sua persistente determinação. Câncer não tem grandes ambições, porque eles estão felizes e contentes de ter uma família amorosa e uma casa tranquila e harmoniosa. Eles costumam cuidar bem de seus colegas de trabalho e tratá-los como família. O livro perfeito para os cancerianos é Pequenas Grandes Mentiras pois cada uma de suas mulheres é voltada à família, sofrendo ou não com manipulação.

5. ♌️Leão: Ama a vida e espera ter diversão. É capaz de usar sua mente para resolver os problemas mais difíceis e geralmente toma a iniciativa para resolver várias situações complicadas. Leoninos facilmente vão atrás do que precisam, mas ignoram os problemas e necessidades dos outros, a fim de realizar seus próprios desejos. Muitas vezes é generoso e leal. Autoconfiante e atraente, capaz de unir diversos grupos de pessoas em várias oportunidades. Um livro perfeito para os Leoninos é Trono de Vidro pois Celaena é forte e está sempre em busca de seus desejos pessoais.

6.♍️Virgem: Prefere as coisas conservadoras e organizadas, e os que dependem deles; e mesmo que eles sejam bagunceiros, seus objetivos e sonhos estão localizados em pontos estritamente definidos em sua mente. Tem um sentido muito aguçado de fala e escrita, bem como todas as outras formas de comunicação. São como se experimentassem tudo pela primeira vez e sempre querem servir e agradar aos outros. Por outro lado, este signo às vezes é muito crítico e demasiadamente preocupado. Lido recentemente Meu Romeu  é um livro perfeito para os Virginianos. Tanto por essas características, quanto pela necessidade que a protagonista Cassie busca em se livrar de ser os que pessoas esperam para ela.

7. ♎ Libra: São românticos, e sempre dispostos ao amor. Gostam de participar da vida social. São amáveis e simpáticas, muito alegres, elegantes, compreensivas e generosas. Gostam de luxo e conforto, das coisas requintadas, arte, beleza e cultura. Apreciam todo trabalho que dependa da inteligência, habilidade e bom gosto. Gostam de seduzir. São inclinados ao casamento e à vida em família, mas também adoram divertimentos, bem como a companhia de amigos e pessoas cultas. Teria melhor livro para os librianos do que Sr. Daniels, afinal os dois protagonista adoram Shakespeare e o amor.

8. ♏ Escorpião: Possuem grande magnetismo e poder, determinação e criatividade. Inteligentes e arredios têm emoções e sentimentos fortes sendo muito persistentes, mas também podem ser rancorosos e obstinados. Desconfiados e ciumentos, resguardam a sua privacidade a todo custo, e preservam a vida familiar da maneira mais tradicional possível. O sangue frio é sua melhor arma. Despertam a curiosidade das pessoas, graças ao mistério que criam em torno de si. O livro perfeito para o sagitário é Millennium pois Lisbeth é a mais escorpiana das personagens.

9. ♐ Sagitário: Possuem grande generosidade, nobreza, sinceridade e dignidade, bem como uma natureza otimista e jovial, e um caráter justo. Os sagitarianos são inteligentes, de raciocínio brilhante, profundo e lógico. Ensinam e aprendem com igual facilidade. São sempre detalhistas, exigentes, impulsivos. Exuberantes e entusiasmados, podem tender ao exagero, às vezes. Interessam-se por turismo, viagens, aventuras, assuntos comunitários, política, religião, comércio, esportes, e adoram desafios. O livro perfeito para os sagitarianos é A Guerra dos Tronos que exala todas essas características.

10. ♑ Capricórnio: Conferidos de solidez, ambição e cautela. Os capricornianos fazem planos, e têm paciência de deixa-los amadurecer. São modestos, reservados, tranqüilos, práticos e econômicos. São persistentes, e não desistem enquanto não conquistam seus objetivos. Não são amantes de vida social intensa, nem muito comunicativos, entretanto possuem habilidade para comércio e finanças. Corajosos e objetivos, enfrentam situações difíceis com diplomacia. O livro perfeito para os capricorniano é Legend pois Day e June em conjunto possuem todas essas características. Conquistando seus objetivos.

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11. ♒ Aquário: É um signo fraterno, e os aquarianos costumam ser dotados de forte espírito humanitário. São progressistas e muito avançados em suas idéias, o que faz com que sejam considerados, quase sempre, muito adiantados para seu tempo. Para os aquarianos, a vida tem que ter colorido e circunstâncias inusitadas. Independentes, não gostam de estar presos a compromissos, ou sentirem-se amarrados. Um livro para os aquarianos é meu queridinho  O Sol É Para Todos onde Atticus mostra à seus filhos os poderes da justiça contra tudo o que sua sociedade prega.

12. ♓Peixes: Sonhadores, emotivos, muito receptivos, indecisos, sensuais, os piscianos podem ser considerados os mais maleáveis em todo o zodíaco, com todas as características, positivas ou negativas, que esta particularidade possa conferir. Possuem personalidade sensível e impressionável, podendo chegar à instabilidade emocional. São facilmente afetados por pessoas ou ambientes. Por esse motivo, têm facilidade para sentir o problema dos outros como se fosse seu e as vezes, tendem a anular-se ou submeter-se a uma vontade mais firme que a sua. O livro perfeito para os piscianos é  Até Eu Te Possuir para que aprendam as consequências de sua maleabilidade.

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Então é isso amores. Espero que tenham gostado da lista. Confiram a da Keth também. E me digam se concordam ou não com as minhas escolhas. Um beijo!!!!!!!!!!

( Resenha ) Identidade Roubada — Chevy Stevens

Livros de suspense estão entre meus favoritos. Na verdade, meu consumo literário (apesar da vivacidade do blog) normalmente é voltado para as questões mais sombrias localizadas entre o suspense e o terror. Por esse motivo, muitas vezes sou capaz de pegar livros de suspense sem nem mesmo ler a sinopse. Baseada na capa e no comentário que normalmente acompanham os livros, decido se a obra vale meu tempo. Foi exatamente isto que aconteceu quando decidi ler Identidade Roubada de Chevy Stevens. E apesar de não poder dizer que foi um dos meus favoritos, ainda sim foi uma leitura que valeu a pena pelas interrogativas colocadas pelo autor.

Titulo: Identidade Roubada Título Original: Still Missing Autor: Chevy Stevens Editora: Arqueiro Ano: Paginas: Avaliação: ⭐️ ⭐️ ⭐️ ⭐️ Encontre:| Amazon | Skoob

Identidade-Roubada-203x300Sinopse: Era para ser um dia como outro qualquer na vida de Annie O’Sullivan. A corretora de imóveis levanta da cama com três objetivos: vender uma casa, fazer as pazes com a mãe e não se atrasar para o jantar com o namorado. Naquele domingo, aparecem poucas pessoas interessadas em visitar o imóvel. Quando Annie está prestes a ir embora, uma van estaciona diante da casa e um homem sorridente vem em sua direção. A corretora tem certeza de que será seu dia de sorte. Mas o inferno está apenas começando. Sequestrada por um psicopata, Annie fica presa durante um ano inteiro em um chalé nas montanhas, onde vive um pesadelo que deixará marcas profundas.

Narrado em passado e presente por primeira pessoa nas duas situações, Identidade Roubada tem prerrogativas bem interessantes que precisam ser discutidas nos dias de hoje. Cada vez mais, somos surpreendidos por crimes violentos contra as mulheres. Contra homens também, mas a expressividade entre crimes de sequestro é expressiva enquanto tratada sob o hall do feminino. Muito embora o livro de Stevens não seja exatamente uma luta do feminismo, também não podemos desconsiderar essa possibilidade pela invocação do sentimento de revolta que nos rodeia quando entramos no seu universo.

Eu nunca havia lido nada da autora. Conheci sua obra através do canal da Pam Gonçalves em um vídeo de book-shell-of-tour. De primeira a capa e o título me chamaram bastante atenção, pois gosto bastante gênero e a criatividade do título despertaram em mim o sintoma de necessidade. Mas só realizei leitura muitos anos depois, quando, passeando entre os livros revi seu título e pensei: porque não? E posso dizer que apesar de não ter me surpreendido com a obra, a história que Chevy tem a oferecer é fantástica.

Narrado em primeira pessoa por Annie, a história se desenvolve bem pela escrita suave de Stevens. A autora não peca em dar mais detalhes do que o necessário, e sim construir ambientações e sentimentalismos que criam todo o aspecto inovador do livro. Afinal de contas, tal narração é feita através das cessões de Annie com um terapeuta. E muito embora isso deixe de lado uma parte do suspense da obra, ajuda a entender melhor como a personagem lidou com o sequestro-cativeiro e agora tenta retornar à sua vida normal.

Um dos pontos mais favoráveis ao livro, é com certeza Annie. A protagonista é carismática, um tanto cínica e incrivelmente humana. Poucas vezes me apeguei tanto a uma personagem na literatura. Isso se deve não somente ao grau de proximidade com a realidade trazida por Stevens. Exagerada e um pouco egocêntrica, Annie tem defeitos que muitas vezes julgamos, mas que fazem parte da vida de quem passou por abusos. É doloroso acompanhar cada um dos seus choros se tornando impossível não sentir empatia pela personagem.

O único defeito do livro foi o final. Mesmo que haja um bom plot-twist este não é bem desenvolvido dando a impressão que fora largado ao meio do caminho. As questões tão bem levantadas pela autora perdem espaço para uma válvula de escape simples e contraditória. Os motivos do livro deveriam ter sido melhor trabalhados para fechar tudo com chave de outro.

Identidade Roubada é uma leitura de altos e baixos que vale a pena pela realidade imposta pela autora. Um livro real sobre a hedionidade humana e suas implicações no contexto total da sociedade.

(Conto) Bibliopegia Antropodérmica – Soraya Abuchaim.

Olá Corujinhas. Preparadas para o terror? Na continuidade dos posts de terror com contos da autora Soraya Abuchaim, trago-lhes um exemplar do medo e do terror nas paredes escuras do centro psiquiátrico, onde um homem se aproveita da fragilidade e inocência para cometer o mais terrível ato.

Titulo: Bibliopegia Antropodérmica Autora: Soraya Abuchaim Paginas:  Ano: 2018 Avaliação: ⭐ ⭐ ⭐ ⭐ ⭐

ap1.jpgAntes de mais nada, minha primeira sugestão é que você não procure o significado do título pois tirará um pouco da grande surpresa que envolve esse enredo. Por também não me alongarei muito com a descrição do conto que é pequeno e merece ser lido com todas suas surpresas.

O conto é ambientado em uma cidade pequena afastada das metrópoles. Lá funciona um hospital psiquiátrico. Em um a atmosfera já eleita para causar pânico, o Dr. Lamarca – médico responsável pelo sanátorio – é o foco central da narrativa ao deixar ultrapassar algumas barreiras morais e as regras de poder que envolvem sua profissão.

Não acredito que era o motivo principal da autora levantar questionamentos que saíam completamente da medicina e entrasse na práxis coletiva. Mas, até mesmo pelo momento atual do Brasil, resinifiquei seus questionamentos a política e aos posicionamentos do brasileiro como sociedade. Pois mesmo que ambas as coisas pareçam distantes, estas envolvem as mesmas coisas. Veja bem, são situações de poder que dão margem ao cometimento de crimes hediondos. Com o discurso de ódio que temos hoje e o poder democrático sendo cada dia mais ameaçado, eu li esse conto com o coração cheio de pesares. O medo está se tornando mais forte, o coletivo se acabando e as escolhas perdidas. Exatamente como é abordado nessas páginas.

Eu indico a leitura de Bibliopegia Antropodérmica, presente na antologia Insanidade, não somente pelo terror que envolve o livro, mas também e principalmente pelas questões que ele traz. Cada um de nós enxerga o mundo a sua maneira, mas não devemos colocar nossos preceitos individuais acima do bem da sociedade. No caso do conto, nossas experiências acima da vida.

a434516b0e00d0b2156319c80d58d3efSobre a antologia Insanidade:

A antologia INSANIDADE organizada pela Dark Queen Soraya Abuchaim e com prefácio de Cesar Bravo reúne inumeros contos assombrosos cheios de medo e sangue. As portas estão abertas, tem coragem de entrar em Santa Dimpna? Década de 1950. Em uma cidade esquecida no interior do Acre, norte do Brasil, há um sanatório centenário que trata pacientes portadores das mais diversas doenças mentais. Em meio à construção de pedras cinzentas e geladas, sob o sol inclemente de um verão quente e eterno, escondem-se segredos capazes de assombrar as noites mais tranquilas. Quartos transformados em celas, salas escondidas, laboratórios secretos, experimentos em humanos. O que acontece atrás daquelas paredes? Quem são os “doentes”? Quais suas histórias? Médicos impiedosos, enfermeiras maléficas, gritos que cortam a noite escura. Bem vindo ao sanatório Santa Dimpna.

(Livrosofia) Terror

Oi Corujinhas. É claro que o Livrosofia desse mês tinha que ser trevoso. Apesar de não gostar muito de filmes, livros ou coisas relacionadas ao terror propriamente dito, sou apaixonada pelo Halloween que parece trazer consigo o lado tenebroso que habita cada um de nós. Por isso, o Livrosofia de hoje será voltado ao terror para que todos (inclusive eu) nos animemos mais e mais por esse gênero dar.

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Terror ou Horror é um a gênero literário, cinematográfico, musical e visual que esta ligado tanto a fantasia por trazer em suas páginas elementos fantásticos e quanto ao suspense por ter uma natureza especulativa. São obras criadas para aterrorizar. Dentro da literatura, é comum que existem diferenciação entre aquilo que chamamos de Terror e Horror, muito embora seja pequena o que causa confusão nos leitores. Isso também se deve ao fato que tanto nas livrarias e bibliotecas ficam na mesma seção. A verdade é que as duas possuem uma enorme diferença.

o desfiladeiro do medoO Terror é caracterizado por criar uma atmosfera de suspense que tem não ligação com o sobrenatural, ou seja, a propriedade dos fatos possui verossimilhança com a realidade e a natureza do medo será essencialmente psicológica. Um exemplo desta literatura é a obra O Desfiladeiro do Medo, Clive Barke, que coloca cenas sobre a podridão humana em sua forma mais doentia, alimentando o sobrenatural sem realmente aderir a fantasia. É bom deixar claro que a diferença entre Terror Psicológico e Suspense está na orientação da leitura, pois no última fica claro as intervenções humanas sobre os fatos, mas no Terror é algo à ser desvendado.

it a coisaQuando falamos em literatura de Horror, esta sim estará ligada intrinsecamente aos elementos sobrenaturais. Podem estar associadas tanto a fantasia (como o uso de monstros na composição do enredo), a ficção cientifica na qual um pesquisador usa da ciência para dar forma à algo, mas esta ganhas traços demoníacos. Em alguns casos, a literatura de Horror recorre ao folclore para reinventar fatos. Stephen King ao escrever It utiliza tanto da fantasia para fundamentar a misticidade que envolve Pennywhise, quanto do folclore pois seu monstro também toma a forma de elementos urbanos como lobisomens.

A diferença entre ambos os gêneros também pode ser associada ao sentimentos que provocam de aterrorização ou horrorizarão (repulsa). De modo totalitário, esse gênero em suas diversas manifestações, pode ser tanto sobrenatural, como não-sobrenatural.

franksteinEm uma perspectiva histórica, o gênero que será chamado de Terror Gótico é colocado em fases que se classificam a partir das obras mais populares de sua época. Sua fundação vem no século XVIII quando o romance moderno adquiri tons do sobrenatural ao invés de ser pautado sobre os elementos do realismo. Período marcado entre 1729 até o meados do século XIX, teve uma quantidade significantes de obras escritas por mulheres, com as engenhosas protagonistas femininas comumente sofrerem em soturnos castelos. Frankstein de Mary Shelley é um exemplo de romance gótico.

DraculaA tradição gótica, a partir de 1840, floresceu para se tornar o Terror Literário que trás em suas páginas, criaturas do folclore. A importância do Terror literário para a tradição do gênero no mundo vem das criaturas tão populares que se tornaram referências absolutas do sobrenatural. Drácula, escrito por Bram Stoker perpetuou o conde como rei dos vampiros e suas características principais são utilizadas como fundamentais a especie. É neste ponto que a o terror começa a ganhar mais popularidade pela diversificação de seus contextos.

eu sou a lendaNo século XX, o terror ganha ainda mais espaços com a chegada das revistas periódicas que traziam contos de forma acessível a massa populacional. A partir desse ponto, as histórias ganham o toque de maior realismo tratando de temas como loucura e crueldade. Os autores surgem diversificados podendo ser vistos tanto na literatura fantástica quanto no realismo. Além disso, com a publicação do livro Eu Sou A Lenda de  Richard Matheson, abre-se as portas para os zumbis que irão.

Na literatura de terror contemporânea, existe bem mais diversificação do gênero que ganha hibridizações pelas constantes mistura de outros gêneros a ele. Existe uma grande presença de cenários, personagens e outros constituintes que por vezes acabam se tornando comum. Um bom exemplo disto, são asilos com médicos cruéis ou casas amaldiçoadas.

A literatura de Horror ou Terror é diversificada capaz de alcançar todos os pormenores da sociedade, pois muitas vezes, suas criaturas são metáforas das crueldades humanas ou anseios populacionais. É literatura crítica, divertida e entusiasmante que concebe-se para elucidar a natureza do mundo sob as veias do sobrenatural.

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