( TAG ) Little Mix Booktag

Oii Corujinhas. Hoje é dia de tag aqui no blog e esta eu vi no blog Leitura Por Excelência. Para quem não sabe, Little Mix é uma banda de quatro meninas e essa tag reuniu suas musicas para fazer desafios para o leitores. Como eu conheci a banda por agora (~le atrasada como sempre), achei bem legal responder a tag para vocês. Espero que gostem.

❦────── ❖ ── ✦ ── ❖ ────── ❦

O Rei Demonio01. Black Magic: Cite um livro que envolva magia, criaturas ou demais elementos sobrenaturais.

Minha leitura atual, O Rei Demônio de Cinda Williams Chima envolve bastante elementos sobrenaturais. O livro gira em torno de dois jovens, a Princesa Raisa e o ladrão Han. Em um mundo de clãs, reinos e seres misticos tudo sofre uma colisão quando o mundo desses dois se encontram. Enquanto Han vai descobrir os segredos ocultos de seu passado, Raisa vai tentar provar que é muito mais que um objeto em um jogo de astúcia e poder. Até o momento tenho gostado bastante da leitura desse livro que é o primeiro de uma série composta por 04 obras.

a hospedeira02. Shout Out to My Ex: Cite um livro que constrói perfeitamente a evolução de um personagem.

Em A Hospedeira, Stephenie Meyer constrói uma personagem fabulosa a sua própria maneira. Porquê apesar de Peregrina ter uma personalidade forte, o ponto de partida para esta é o fato de Peg não ser desse planeta. Desse modo, a autora constrói um livro que auxilia Peg a entender-se como parte de uma comunidade humana e perceber os diferentes sentimentos que a rodeiam. Esse é sem dúvida meu livro favorito de Meyer, apesar de não gostar tanto da maior parte dos personagens. Mas é uma leitura que vale super à pena.

Os homens que não amavam as mulheres03. Salute: Cite um livro em que a protagonista seja empoderada.

Em meio a tantas obras que vivo mencionando nesse blog, existem aquelas que por algum motivo eu amo mas quase não falo. A trilogia Millennium é uma destas obras que eu amo com todo meu coração, mas raramente falo. Com o próposito de relatar as injustiças que ocorrem com as mulheres suecas (e de todo mundo por escala), Stieg Larsson conduz uma personagem que tem todos os artificios do empoderamento desde seu corpo até mesmo sua mente. Lisbeth Salander é uma de minhas personagens favoritas e se você não conhece essa obra, sugiro que a leia, pois são livros de tirar o folêgo.

entre a culpa e o desejo04. Nobody Like You: Cite um personagem que você simplesmente não supera.

Ah eu com certeza ainda não superei minha Pippa Marlbury. Se você não a conhece, não sabe a moça incônica que esta perdendo. Pippa é bonita do seu jeito, inteligente e muito a frente do seu tempo. Seu romance  é um charme a parte que nos faz realmente crer no poder do amor e na força feminina. Eu poderia dizer que não supero a maioria das personagens de MacLean porque todas são a exaltação das mulheres do mundo. Leiam Sarah MacLean pessoas, só leiam!

a maldição do tigre05. The End: Cite um livro que você amava antigamente e hoje não entende o porquê.

Vou mudar um pouco o teor dessa pergunta, porque não existe um livro que eu me arrependa de ter lido ou tenha vergonha dele, pois cada leitura me ajudou a crescer mentalmente. Mas existem aqueles livros que você para e pensa: Se eu lesse hoje, talvez não gostasse tanto. A Maldição do Tigre, a saga em realidade foi uma das primeiras que li na vida. Me lembro com bastante carinho dos dias que passei lendo, mas sei que não gostaria tanto se fosse por agora. Eu ando bem chata com obras em geral e o triângulo amoroso de Kelsey, Ren e Kishan me irritaria profundamente além da obviedade de toda a história em si.

peça-me06. F.U.: Cite um livro que não atendeu às suas expectativas.

Existem vários livros que não atenderam minhas expectativas, mas se vocês querem saber aquele que quando penso fico revoltada por ter perdido meu tempo lendo aquela bagaça é com toda certeza do mundo foi Peça-me O Que Quizer da Megan Maxwell. Sabe, eu não tenho nada contra livros com teor erótico, na verdade gosto bastante deles, mas esse livro em questão foi tão pornográfico que me deu certa repulsa. Na época que li, tinha tanta gente falando bem que corri para obra e sinceramente foi uma decepção pelo fato da personagem principal não ter nem o mínimo do chamado amor próprio.

o ladrao de raios07. Hair: Cite um livro que tenha um grupo de amigos(as) que você ama.

Pra provar que existe como não citar Harry Potter (apenas um comentário tá?) meu brotop do coração vem de uma saga maravilhosa que se você se acha fã por assistido o filme sugiro que se retire. Percy Jackson. Annabeth Chase e Grover Underwood são os melhores amigos mais engraçados e fofos do mundo. Em todo o caminho percorrido nessa saga, os três provaram ser amigos mesmo quando tudo estava contra eles. E quando digo tudo, quero dizer tudo mesmo. Até os Deuses do Olimpo.

Estrelas Além do Tempo08. Power: Cite um livro cuja história seja inspiradora.

Com um filme homonimo lançado em 2017, Estrelas Além do Tempo é um livro inspirador sobre a luta feminina por igualdade em um mundo dominado por homens. Foi uma das primeiras biografias que me dediquei, pois o livro é baseado em fatos reais e conta como era vida das mulheres que trabalharam na NASA durante o período da Guerra Fria. Chega a ser revoltante ver como as pessoas as tratavam, com aquele desgosto evidente em seus rostos mesmo elas sendo a uma das principais responsáveis do homem ter chegado à lua.

Jogos vorazes09. Secret Love Song: Cite um personagem que você admira em segredo porque ninguém gosta dele.

Admiro em segredo o Presidente Snow de Jogos Vorazes. Ninguém gosta deste homem no sentido de admirar o que ele fez e como ele chegou ao poder. Mas superando as maldades, consigo ver muita lógica em suas atitudes e suas palavras. Os seres humanos sempre acabam por achar um jeito de acabar com a paz trazendo guerra à todos nós por conta de suas memórias fracas. Por isso, apesar do horror que foram os Jogos Vorazes, o motivo foi bastante convincente: manter todos com medo do que se passou e do que poderia vir.

as vantagens de ser invisivel 10. Love Me or Leave Me: Cite um livro que você demorou para terminar de ler.

Demorei quase duas semanas para terminar de ler As Vantagens de Ser Invisivel muito embora o livro não possua mais que 200 páginas. A verdade, é que na época que eu li estava numa fase de ressaca literária e acabei empurrando com a barriga. Mas o engraçado é que eu acabei amando o livro pela pureza de uma história sobre adolecência e auto conhecimento. Acredito que me indentifiquei bastante com Charle, com sua timidez, com sua facilidade em enxergar a vida e com todos os ensinamentos sobre ser feliz que conseguiu passar.

❦────── ❖ ── ✦ ── ❖ ────── ❦

Então amores, essa foi a tag de hoje, espero que vocês tenham gostado. Beijoss.

Anúncios

(Resenha) Desaparecido Para Sempre – Harlan Coben

Minhas queridas Corujinhas, em uma tempestade de emoções imersas à um suspense de tirar o folêgo, Harlan Coben mostra porque é um dos autores mais aclamados da atualidade em um livro que te surpreende até as últimas palavras.

Desaparecido para sempre

 

Titulo: Desaparecido Para Sempre
Titulo Original: Gone for Good
Autora: Harlan Coben
Editora: Arqueiro
Páginas: 320
Ano: 2010
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐⭐ ❤
Encontre: Skoob |  Saraiva  |  Amazon

Sinopse: No leito de morte, a mãe de Will Klein lhe faz uma revelação: seu irmão mais velho, Ken, desaparecido há 11 anos e acusado do assassinato de sua vizinha Julie Miller, estaria vivo. Embora a polícia o considere um fugitivo, a família sempre acreditou em sua inocência. Ainda aturdido por essa descoberta e tentando entender o que realmente aconteceu com seu irmão, Will se depara com outro mistério: Sheila, seu grande amor, some de repente, e o FBI suspeita do envolvimento dela no assassinato de dois homens. Apesar de estarem juntos há quase um ano, Sheila nunca revelou muito sobre o seu passado.Enquanto isso, Philip McGuane e John Asselta, dois criminosos que foram amigos de infância de Ken, passam inexplicavelmente a rondar a vida de Will. Para descobrir a verdade por trás desses acontecimentos, ele conta apenas com a ajuda de Squares – seu colega de trabalho em uma fundação de assistência a jovens carentes e proprietário de uma escola de ioga famosa entre as celebridades, o que lhe garante acesso a topo tipo de pessoas e de informações.

Ela me olhou, e eu pensei que aquele talvez fosse o jeito como eu costumava olhar para Ken, com uma mistura de esperança, adoração e confiança. Tentei parecer corajoso, mas nunca fui do tipo heroico.

Uma das coisas que mais me orgulho e também mais sinto raiva na minha vida de leitora, é minha capacidade de desvendar mistérios dos livros de suspense. Não sendo modesta, muitas vezes me sinto Sherlock Holmes já que sinto pouca dificuldade para desvendar o vilão. Por esse motivo com o passar do tempo passei a não me importar mais tanto com quem eram os vilões e sim com suas motivações. Mas, sendo sincera, eu gosto de ser enganada pois me traz uma sensação mais satisfatória quando o autor encaixas as peças, não eu. Baseado nisto, posso dizer com todas as letras que Desaparecido Para Sempre é meu livro favorito de Harlan Coben. Por que se eu gosto de não saber quem é o vilão, imagine só ser “otariana” também nas motivações. Pois, meu caro leitor de asas, se está pensando que é fácil descobrir ambas as coisas neste livro, está redondamente enganado e pode ter certeza que Coben está em algum lugar rindo maleficamente de você.

A narrativa de Coben normalmente é baseada na ação com uma pitada satisfatória de drama. Nesta obra, porém, pelo contexto que o autor cria em sua obra podemos perceber que o autor tem mais enfoque no drama que na comédia. Isso ajudo a construir um aspecto bem mais perigoso para a trama, que com as inúmeras reviravoltas, transforma-se em algo ao mesmo tempo pesado e fluído. Você parece que leu mais de mil páginas, mas mesmo assim não consegue parar de ler o livro.

Para tornar ainda mais inesquecível o livro, Coben cria personagens que possuem conflitos e pensamentos reais que se adequam à eles por mais estranhos que possam parecer. Um irmão lutando pela inocência do outro é tão forte que mesmo que quando nós leitores duvidamos da verdade sobre Ken, também não podemos de ressaltar a razão que acompanha Will em sua luta.  Da mesma maneira que isso torna o livro mais verrossímel, também funciona para aproximar o leitor da obra ao criar uma motivação mais realística para os personagens.

Um dos pontos mais fortes deste livro, são os plot’s que o autor vai fazendo ao longo da narrativa. Dizer que temos uma para cada capítulo esta longe de ser um exagero pois é exatamente isto. A cada novo capítulo em que uma pequena peça se encaixa, outras são jogadas de lado. Não posso contar quantas vezes reformulei minha teoria que nunca conseguiu chegar próxima ao plot twist final. Foi arrebatador como Harlan jogou na minha cara (me estapeou) as inúmeras vezes que ele me mostrou o que tinha realmente acontecido e como ele agiu como um mágico verdadeiro: o segredo é sempre olhar para onde não está acontecendo o espetáculo principal.

Muitos leitores afirmaram que as reviravoltas são forçadas, mas devo dizer que em meu ponto de vista Harlan simplesmente brincou com a verdade que enxergamos. Imagine que somos uma sociedade que julga tanto por aparências como por boatos (veja o exemplo dos jornais sensacionalistas que fazem sucesso à custa de fofocas alheias), por isso que, de certa forma, esta obra também foi uma crítica ao senso de superioridade da sociedade que é formado a partir de concepções pré-estipuladas. Harlan te apresenta pontos de vistas sobre determinados personagens, para somente depois mostrar quem eles são de verdade.

Por inúmeros motivos, Desaparecido Para Sempre é uma leitura que vale super à pena. Para aqueles que não gostam de suspense: tem doses de romance. Para aqueles que nunca leram o gênero: é surpreendente. E para quem já é fã, é uma oportunidade única de saborear uma obra prima da literatura.

 

 

( Resenha ) Nunca Julgue Uma Dama Pela Aparência – Sarah MacLean – O Clube dos Canalhas – Livro 04

Minhas caras Corujinhas preparem-se para um livro de amores sensuais, mentiras perfeitas e amor à toda prova, pois se existe três coisas que unem os protagonistas deste livro são estas aliadas ao escândalo e a rendenção de dois corações.

Nunca julgue uma dama pela aparenciaTitulo: Nunca Julgue Uma Dama Pela Aparência
Titulo Original: Never Judge A Lady By Her Cover
Autora: Sarah MacLean
Editora: Gutemberg
Páginas: 320
Ano: 2016
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐⭐ ❤
Encontre: SkoobSaraiva  | Amazon

Sinopse: Duncan West, assim como todos os homens, enxerga apenas o que quer… Mas ele estava prestes a ver o que não queria. Para a aristocracia, Lady Georgiana é a pobre irmã de um duque, rejeitada pela família após ter sido arruinada no pior tipo de escândalo possível: uma mulher que fez escolhas infelizes ao entregar-se de corpo e alma para um rapaz que todos desconhecem. Mas a verdade é sempre muito mais chocante! Nos recônditos mais obscuros de Londres, Lady Georgiana é uma das mulheres mais poderosas da cidade fazendo parte da elite do Anjo Caído, o clube mais exclusivo de todo o reino. Circulando disfarçada pelos corredores como a prostituta Anna, ela sabe dos piores segredos dos figurões da sociedade e tem todos os poderosos na palma de sua mão, mas durante anos os seus próprios mistérios nunca foram descobertos… Até agora! Brilhante, inteligente e bonito como o pecado, o jornalista Duncan West está intrigado com a linda mulher – que de alguma forma está ligada a um mundo de trevas e perdição. Ele sabe que Georgiana é muito mais do que parece e promete desvendar todos os seus segredos, expondo seu passado, ameaçando seu presente e arriscando tudo o que ela tem de mais precioso. Inclusive seu coração.

– Eu caso, eu escolho você.
– Quando?
– Agora. Amanhã. Semana que vem. Para sempre.
– Para sempre, eu escolho para sempre.

Antes de começar Nunca Julgue Uma Dama Pela Aparência, um livro que eu já queria ler muito antes dos três anteriores, deixei a série de lado para perder toda a euforia em relação à obra. Esperar de mais sempre é um problema pelo amargo sabor da decepção que vêm quando algo não atende as expectativas. Aliado a isso, no skoob vi várias resenhas negativas em que Sarah MacLean havia criado um livro bem fora da casinha com atitudes discrepantes de seus personagens. De modo que ao ler a obra fiquei não somente surpresa pelo desenrolar da trama, como acho que por estar preparada à tudo fui além das páginas e entendi ainda mais sobre o mundo e a vida de mulheres que viveram naquela época. Ao contrário da decepção que eu esperava, Sarah MacLean me deu um livro maravilhosamente bem escrito que apesar de não ter sido meu favorito da autora, está sim entre os três livros que mais gostei dela.

É inegável dizer que MacLean tem um formato único para modelar suas histórias. Desde os segredos que a envolvem até as criticas que ela faz nunca estamos falando de apenas um romance, mas sim de personalidade, sobre querer ser mais do que a sociedade nos impõe. Desde a época em que a trilogia Os Números do Amor, percebi que Sarah tem um quê de diferente ao trazer seus romances ao mundo. Isto se deve ao fato de suas mocinhas nunca serem dependentes de ninguém, e mesmo quando são sua trajetória é travada para que elas se tornem maiores e mais fortes. Apesar disto, não posso classificar suas personagens como feitas para serem mulheres empoderadas, porque na verdade, elas são feitas para mostrarem os dois lados do ser feminino: a força que toda mulher tem e a vontade de amar e ser amada. Parecem dois sentimentos contraditórios, mas Sarah te mostra que na verdade eles se completam, pois ao oposto do que muitos pensam um não exclui o outro.

 A Sociedade odiava as mais lindas quase tanto quanto odiava as feias. Era a beleza que tornava o escândalo tão envolvente – afinal, se Eva não fosse tão linda, quem sabe a serpente a teria deixado em paz. Mas foi Eva quem se tornou a vilã da história, não a serpente. Assim como era a mulher quem perdia a honra, nunca o homem.

Em livros de época, normalmente não se tem personagens desonradas de acordo com as regras morais da sociedade. Normalmente são mulheres que nunca viveram uma aventura ou querem fazer isso, mas nunca aquelas que já viveram alguma coisa. Um dos grandes diferenciais dessa obra é justamente o fato de Georgiana já ser uma mulher vivida e, como consequência dessa vivência, ter sido duramente rechaçada pela sociedade. Seu propósito então não é viver o amor ou uma aventura, mas se casar para fazer com que a sociedade esqueça o seu amor e sua aventura do passado para que sua filha tenha a oportunidade de se tornar uma bela aristocrata. Pode parecer estranho que Georgiana queira essas coisas, mas partindo do principio que ela vive em um mundo onde o que importa sobre mulheres é quão integra sua virgindade se encontra, não parece existir alternativa razoável para que ela dê à sua filha a vida que esta merece. Chega ser bastante revoltante tal situação, pois, assim como Georgiana esta carregada dos pesos da sociedade, nós mulheres hoje em dia estamos também sujeitas aos olhos do povo. A única diferença é que temos mais liberdade (muito embora esta pareça pouca) para escolhermos a vida que queremos.


Baseando-se nesse contexto que MacLean constrói três pilares para o livro. Em primeiro plano, Georgiana quer ser mais forte e mais poderosa que todos aqueles que um dia ousam lhe julgar. É bastante presunçoso de sua parte, obviamente, mas também é o que todas as mulheres desejariam. Mostrar que não são os erros que te definem, mas sim o modo como você dá a volta por cima. O segundo é a incapacidade dela de conseguir a totalidade o primeiro; ora, se uma mulher não pode ter uma filha do casamento, imagine participar de um cassino? Soa irônico perceber que por mais que Georgiana tenha poder ela parece nunca conseguir exercê-lo com sua verdadeira personalidade, pois caso o fizesse sua ruína e consequentemente a de sua filha estariam perdidas para sempre. E por último, o amor que é tão próximo de Georgiana mas que jamais ela poderia acreditar que um dia irá ter. Em sua perspectiva, o amor destrói como fez com ela a tantos anos antes.

Aprendi, por experiência, que existem poucas coisas que valem ser salvas. Quando um homem encontra uma, ele deve fazer seu melhor para mantê-la em segurança.

Em qualquer outra obra, uma mocinha que nega a verdade do amor normalmente me irrita ainda mais quando ela foge dele. Contudo, o fato de Georgiana ter amado e ter se ferrado por conta disto (de todos os modos possíveis) torna o livro bastante plausível. O romance que ela tem com West fica mais interessante, pois mesmo sabendo do seu desejo de não se apaixonar também é possível enxergar o caminho que ela trilha para chegar a isso. Contudo aqui também não se trata de amor, desejo ou ódio a primeira vista porque os dois já se conheciam e Georgiana já desejava estar com Duncan (de um lado puramente sexual, acredite), mas ele jamais a tinha enxergado antes de perceber quem ela era realmente. Fiquei bastante encantada por esse lado da história, pois Georgiana tem dois pontos que a transformam na heroína de época mais inusitada de todos os tempos. O primeiro é que o amor não faz parte de seus planos e o segundo que apesar disso abrir mão dos suas fantasias não esta na linha de descarte, mesmo que ela deseje estar apenas com este determinado jornalista.

Duncan também tem seu brilho próprio, contudo acho mais interessante que você leitor (a) descubra os segredos e a personalidade dele por si mesmo, posso apenas adiantar que ele é tão inteligente quanto bonito e que existe bem sobre sua casca de canalha do que podemos imaginar. Por isso, para finalizar esta resenha só lhe digo uma coisa: não tenha medo de ler Sarah MacLean e se decepcionar, porque mesmo que este não sejam os melhores livros da sua vida, eles vão com toda certeza mudar seu ponto de vista sobre inúmeras coisas, mas principalmente sobre o que é ser uma mulher forte, determinada e ainda sim permanecer feminina.

Amor. A matéria prima dos sonetos e galanteios e contos de fadas e romances. Amor. A emoção ardilosa que faz homens chorarem e cantarem e arderem com desejo e paixão.

( Resenha ) Garota Exemplar – Gyllian Flynn

Minhas caras Corujinhas. Vou apresentar à vocês duas escolhas: vocês podem odiar esse livro ou amar cada uma de suas páginas. Mas o segredo de tudo é entender que nem tudo  (e todos) é perfeito como todos gostaríamos de ver (ou ser).

Garota ExemplarTitulo: Garota Exemplar
Titulo Original:Gone Girl
Autora: Gyllian Flynn
Editora: Intrinseca
Páginas: 446
Ano: 2013
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐⭐ ❤
Encontre: SkoobSaraiva  | Amazon

SinopseUma das mais aclamadas escritoras de suspense da atualidade, Gillian Flynn apresenta um relato perturbador sobre um casamento em crise. Com 4 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo – o maior sucesso editorial do ano, atrás apenas da Trilogia Cinquenta tons de cinza –, “Garota Exemplar” alia humor perspicaz a uma narrativa eletrizante. O resultado é uma atmosfera de dúvidas que faz o leitor mudar de opinião a cada capítulo. Na manhã de seu quinto aniversário de casamento, Amy, a linda e inteligente esposa de Nick Dunne, desaparece de sua casa às margens do Rio Mississippi. Aparentemente trata-se de um crime violento, e passagens do diário de Amy revelam uma garota perfeccionista que seria capaz de levar qualquer um ao limite. Pressionado pela polícia e pela opinião pública – e também pelos ferozmente amorosos pais de Amy –, Nick desfia uma série interminável de mentiras, meias verdades e comportamentos inapropriados. Sim, ele parece estranhamente evasivo, e sem dúvida amargo, mas seria um assassino? Com sua irmã gêmea Margo a seu lado, Nick afirma inocência. O problema é: se não foi Nick, onde está Amy? E por que todas as pistas apontam para ele?

O amor faz você querer ser um homem melhor, mas talvez o amor, o verdadeiro amor, também te dá a permissão para ser simplesmente o homem que você é.

Existem livros, que não importa quanto tempo passe que você sempre vai amar porque ele foi um divisor de aguas na sua vida. Há quase quatro anos, em uma época onde eu estava triste com as pessoas que me rodeavam conheci Garota Exemplar através do filme homônimo lançado no mesmo ano. Quem se lembra daquela época, sabe o bum que o filme fez quando foi lançado e como as pessoas tinham tido reações controversas à história. Teve quem amou, teve quem detestou. E eu como a boa leitora que sou fiquei confusa: os motivos dos personagens do filme pareceram mal explicados de modo que precisei ler o livro e entender as verdades de Garota Exemplar. Faz anos que realizei essa leitura, e como nunca fiz resenha aqui no blog (dá pra acreditar?), mas mesmo assim o livro não sai dos meus pensamentos, hoje vai ser o dia do post quilométrico onde eu vou apresentar a vocês todos os meus motivos para ser apaixonada por essa história.

Um erro comum de quem conhece Garota Exemplar é imaginar o livro como um baita suspense. Com todo respeito, se você pensa isto desta obra está redondamente enganado. Este livro tem uma pegada mais pesada que emerge desde o drama do comum à reflexão do existencialismo que todos devemos ter. O suspense se encaixa na obra apenas como o ponto de partida e ligação entre os acontecimentos, quando na verdade a autora está te contando a história de um casal e o que levou-os aquele ponto.

Como passar por uma porta. Nosso relacionamento imediatamente se transformou em tom sépia: o passado.

Gyllian Flynn não tem uma narrativa fluída que você lê por horas sem perceber. Na verdade a autora utiliza de uma trama intensa e um tanto confusa para te apresentar personagens que definitivamente são reais e profundamente mentirosos. Não esteja preparado para reduções de ser uma obra de ficção ou uma obra que está ali para te demonstrar um puro reflexo de uma sociedade, mas perceba que ali existe um texto que está entre os dois para te mostrar o que nos faz cruelmente e dolorosamente humanos dando forma as reflexões sobre amar verdadeiramente alguém.

O livro todo é narrado em duas pessoas. Nick conta a história ao mesmo tempo em que Amy. Mas, mais uma vez, não se deixe levar por uma redução óbvia que a autora só estava pensando em passar um prospecto interino da obra. O objetivo real é te dar duas versões de um mesmo mundo montado em um começo antagônico: Se por um lado Nick descreve Amy como distante e ele como deixado de lado, Amy faz o caminho inverso destacando Nick como alheio as suas tentativas de restaurar um casamento quebrado. Desta maneira o papel do leitor é determinar quem está mentindo e por fim determinar quem poderia ter dado um sumiço a Amy.

Minha mãe sempre disse a seus filhos: Se você está prestes a fazer algo e quer saber se é uma má ideia, imagine ela impressa para o mundo todo ver.

Eu não vou me ater aos personagens nesta parte inicial do post porque se dissesse o que acho de Nick e Amy de  seria um tremento spoiler. E já que não posso falar sobre eles, quero ressaltar uma crítica social (uma das, no caso) que a autora faz na obra. Sensacionalismo jornalístico é um mal que vêm corroendo a sociedade ao longo da última década pelo motivo claro de que todos que seguem essa linha querem simplesmente ganhar dinheiro sem se preocupar com a veracidade das suas informações. Enquanto uns são transformados em santos outros são transformados em demônios. Por esse motivo, assim como Flynn eu levanto uma bandeira: cuidado com o que você ouve e nunca tente ser nem o juiz nem o carrasco de nenhuma situação. Existem mais faces de uma história que o jornalismo sensacionalista se sente no dever de mostrar.

Garota Exemplar é um livro para ser lido. Odiando ou não, é impossível sair desta obra sem ter alguma reflexão de mundo seja de um aspecto social, seja de um aspecto individual. É um livro que fortalece nossas bases por se fixar em demonstrar que não somos todos idênticos aos outros e não podemos julgar ninguém sem conhecer verdadeiramente uma pessoa. Somos feitos de carne, ossos, segredos e personalidades distintas. Somos feitos para ser livres e amar aqueles que estão dispostos à entender cada um de nossos defeitos.

A partir deste ponto, esta resenha terá spoilers.

amyVocês que já leram este livro ou viram o filme podem dizer que sou absolutamente doida, mas a verdade é que Amy Elliot Dunne é minha personagem favorita da literatura. Entre todas as mulheres literárias que já tive contato, Amy é a mais psicótica sim, mas isso não significa que ela não tenha razão sobre o questionamento para além de relacionamentos que faz neste livro. Ser mulher na nossa sociedade é uma tarefa difícil convenhamos, mas ser mulher em um relacionamento na nossa sociedade é quase brutal. Somos levadas a perder nossa personalidade e nos tornar outras meninas. Somos obrigadas a mudar nosso ser para nos tornarmos aquilo Amy classifica brilhantemente de Garota Legal programadas para ter os defeitos, as qualidades e o corpo certo e claro: nunca reclamar das besteiras que nossos homens fazem.

E se você não é aquela garota, não existe nada de errado com o cara, existe algo de errado com você. 

Na época que li esse livro, nesse ponto, na virada da primeira parte à segunda foi quando eu pensei: Caramba, estou lendo um livro da p****. O texto em que Amy explica suas motivações para estar fingindo seu assassinato e jogando a culpa em seu marido, apesar de ser radical não é inverdade. E posso confirmar isso a vocês das inúmeras vezes em que vi mulheres, amigas minhas, mudarem quem elas são para ficarem com homens que não estavam realmente interessados nelas e sim numa garota inventada e perfeita, que de todas as maneiras que você pode pensar não existe. Mas o cruel não é pensar que o homem quer uma Garota Legal e sim como nós, mulheres, nos damos o luxo de representa-la para entrar em relacionamento que por ser baseado em uma mentira está fadado ao fracasso.

Esperei pacientemente — anos — para que o pêndulo oscilasse para o outro lado, para que os homens começassem a ler Jane Austen, aprendessem a tricotar, fingissem amar a revista Cosmopolitan, organizassem festas de scrapbooks e dessem uns amassos entre si enquanto nós assistíamos, babando. E então diríamos: É, ele é um Cara Legal. Mas isso nunca aconteceu. Em vez disso, mulheres de todos os Estados Unidos conspiraram para nossa degradação! Em pouco tempo a Garota Legal se tornou a garota-padrão. Os homens acreditaram que ela existia — não era apenas uma garota dos sonhos em um milhão.

E obviamente, depois de tudo, comecei a pensar no que faz uma mulher querer ser a Garota Legal de alguém. Não acredito que seja inteiramente culpa da sociedade, mas sim da necessidade que o ser humano tem de estar no contato com outras pessoas. No começo desse post eu tinha dito que esse livro me mudou e foi justamente aqui que eu percebi o que foi feito de mim, como Flynn me bateu e em seguida me mostrou o caminho para enfermaria: Eu era dependente das pessoas; queria ter contato com elas para ser feliz de modo que sempre me decepcionava. A dependência destrói o ser humano porque te motiva a tentar ser perfeito para alguém; mas a perfeição, bem como todas as palavras que demonstram o significado de ser sempre o melhor, não existe e nunca vai existir.

Movendo-se no mesmo ritmo que o rio, uma comprida fila indiana de homens, os olhos voltados para os pés, ombros tensos, caminhava resolutamente para lugar nenhum.

A grande lição de Garota Exemplar é nunca mudar por alguém, mas principalmente ser independente de todas as pessoas. Não estou incitando ninguém deixar todos para trás, apenas modificando uma frase muito famosa, mas que têm um sentido digamos incompleto: Todo homem é uma ilha, mas você precisa trabalhar para manter-se sobre a água contra toda a maré e decidir quem merece construir uma ponte para te conhecer profunda e verdadeiramente.

É uma era muito difícil em que ser uma pessoa, só uma pessoa real, atual, em vez de ser uma coleção de traços de personalidade, de personagens automáticos.

( Livrosofia ) Contruções de subgêneros.

Oii amores. Bem vindos à mais um Livrosofia e hoje vou dar continuidade ao post anterior sobre gêneros literários. Antes de mais nada, gostaria eu de colocar para vocês que esses posts não possuem caráter informativo, mas sim artigos de opinião já que não tenho (mesmo que ainda) a formação e o estudo necessário sobre os gêneros literários para afirmar qualquer coisa. Essa nota de esclarecimento é por causa dos títulos que tenho usado que estão inseridos na aréa da literatura, mas essa é a única parte totalmente cientifica deste artigo. Obrigado.

Palavra puxa palavra, uma ideia traz a outra, e assim se faz um livro, ou uma revolução.
– Machado de Assis.

No post anterior, eu tinha mencionado sobre os gêneros de forma bastante superficial, denotando que são gêneros e o que podemos esperar deles em suas entrelinhas. Eu segui apenas as linhas gerais do Romance – a mesma que trabalharei aqui – já que os livros que nós lemos hoje em dia são fundamentados nessa base. Para dar continuidade à isto, hoje vou falar um pouco sobre os subgêneros que ajudam a compor os livros já que estes são fundamentais para o contexto geral de uma história.

Numa perspectiva histórica, Aristóteles fundamenta na Poética que os gêneros são apenas caminhos que tomamos para classificar os livros sem que devamos obter a preocupação de tomá-los ao pé da letra. Dessa forma, ao traçar o parâmetro dos gêneros, deve-se ter em mente que esta é apenas uma  maneira de gerir este conhecimento e criar categorias para coloca-los em um determinado contexto. Trazendo para a atualidade, pode-se dizer que os subgêneros do romance se incluem nesta categoria. Pois apesar de terem suas premissas parecidas, a construção total do texto se dá pela maneira com o qual um autor resolve abordar determinada questão. E muito disso se deve ao gênero subsequente que determina o tipo de narrativa que o livro toma.

Tomando como base autores de suspense, quem conhece Gyllian Flynn (Objetos Cortantes) e Harlan Coben (Sem Deixar Rastros) sabe o quão diferente estes autores trabalham suas histórias. Enquanto Coben se firma mais pela ação, Flynn opta pelo caminho do drama. Isto porque apesar dos dois usarem do mesmo gênero como princípio da obra terminam por modificar sua estrutura narrativa em favor do subgênero.

Esse tipo de construção pode ser observado nos diferentes gêneros que são predominantes nas estruturas narrativas aos quais estamos acostumados. É interessante perceber que apesar da pouca quantidade de gêneros básicos mais recorrentes, o modo com o qual estes são combinados com os subsequentes auxiliam a criar o mundo diversificado de leituras que conhecemos. É como se fossem os alimentos que combinados geram uma explosão de múltiplos sabores.

Na literatura, os subgnêros são considerados de baixa importância pois eles não são considerados importantes para o fazer de uma narrativa que se modifica não por eles e sim pela maneira diferente com o qual cada autor tem de enxergar o mundo. Não nego que isto tenha sua verdade: afinal de contas, cada autor tem sua maneira única de enxergar sua literatura e fazê-la funcionar. Porém, não acredito que se exclua totalmente o viés do subgênero, pois – querendo ou não –, todo autor busca nestes certa base para criar seus mundos.

Para finalizar, devo ressaltar que a leitura é um ato individual (como falei tantas outras vezes em outros textos) de modo que a literatura, mesmo com seus fundamentos em seios comuns, acaba por ter formas e virtudes diferentes para cada leitor. Dessa forma, meu entendimento particular de subgêneros vem das inúmeras leituras que realizei durante os anos e das percepções que absorvi em todo este tempo. Por isso, tenho uma pergunta a te fazer: Como você enxerga o subgênero narrativo???

Espero que tenham gostado. Em breve vou trazer uma literatura mais completa dos gêneros e seu estudo através da história. Beijos.

( Resenha ) Em Casa Para O Natal – Cally Taylor

Minhas caras Corujinhas. Na vida as coisas podem acontecer como um turbilhão mesmo quando tudo parece estar acontecendo as mil maravilhas. Nossa história de hoje será sobre uma mulher que precisa aprender à se amar e encontrar seu destino através de suas próprias pernas.

Em Casa Para o Natal

Titulo: Em Casa Para O Natal
Titulo Original: Home for Christmas
Autora: Cally Taylor
Editora: Bertrand
Páginas: 350
Encontre: Skoob| Amazon| Saraiva
Avaliação:⭐ ⭐ ⭐ ⭐

Sinopse: Ela tem a vida quase perfeita. Seu único desgosto é nunca ter ouvido as três palavras mágicas: eu amo você. Beth Prince sempre adorou contos de fadas e acredita que está prestes a viver um final feliz: tem o emprego dos sonhos em um charmoso cinema independente e um namorado maravilhoso chamado Aiden. Ela faz parte de um grupo privilegiado de pessoas que trabalha com o que ama, e o entusiasmo pelos filmes intensifica a busca por seu próprio “felizes para sempre”. Só há um problema: nenhum homem jamais declarou seu amor por ela. E, apesar de acreditar que Aiden é o príncipe encantado, a protagonista desconfia de que ele tem medo de dizer “eu amo você”. Desesperada para escutar essas palavras mágicas pela primeira vez, ela resolve assumir as rédeas do destino — e acaba se arrependendo. Com Em casa para o Natal, Cally Taylor brinda o leitor com uma deliciosa comédia romântica que tem como pano de fundo o espetacular universo do cinema e os tempos festivos do Natal. 

Às vezes sinto como se houvesse algo errado comigo. Se não, por que os homens tomam tudo o que ofereço e depois me dão um pé na bunda? É como se eu não fosse boa o suficiente ou algo do gênero. Às vezes tenho a sensação de que quanto mais eu corro atrás do amor, mais rápido ele foge de mim.

Ler livros de comédia romântica é um desafio para mim. Isto, porque eu nunca consigo rir onde deveria acabando por terminar o livro com aquela sensação li errado, vou ter que ler de novo. Por isso sempre evitei novos autores para livros deste tipo fixando apenas naqueles que já estava acostumada. Até que em dezembro, numa linda promoção das lojas americanas, adquiri um exemplar de Em Casa Para O Natal de Cally TaylorUm dos meus projetos era até resenhá-lo para o natal, mas sabe como é a preguiça foi mais forte (kkk). De modo que acabei lendo ele somente em Fevereiro. E, para minha surpresa, foi uma leitura super gratificante que me deixou bastante satisfeita no final.

Como o bom chik-lit que é, Em Casa Para O Natal tem uma leitura que é pautada pela simplicidade de uma moça atrapalhada. Apesar do clichê clássico do gênero, nossa heroína acaba por ter uma personalidade bem complexa que vai além do esperado. Diferente da maioria, Beth não chega a ser uma mulher dotada de força e independência mas sim o oposto: ela precisa da aprovação de outras pessoas para se sentir mais plena. Chega à ser assustadora essa necessidade da personagem pois demonstra como o ser humano consegue ser frágil e insatisfeito consigo mesmo. Por isso, a partir disto, a autora toma para si a necessidade de mostrar a evolução da personagem. De frágil e desamparada, Beth transforma-se numa mulher independente para lutar por aquilo que deseja.

Um dos meus pontos favoritos da história foram os personagens secundários que carregaram a leveza na obra e os ensinamentos à serem passados para Beth. Tanto seu par romântico, como sua melhor amiga e também sua mãe trazem algo de novo a protagonista. O amor não deve ser fantasioso, a amizade não deve ter mentiras e a força de uma mulher está naquilo que ela – por si própria – é capaz de conquistar.

Em Casa Para O Natal deve ser um livro tomado sem nenhuma expectativa. Não é um livro de romance apesar de ele existir dentro da obra. É um livro sobre amadurecimento, sobre se encontrar. Um livro que realmente pode ser lido em todas as épocas do ano.

( Resenha ) O Conto da Aia – Margareth Atwood

Minhas caras Corujinhas. Para algumas pessoas, o mundo é preto e branco forjado naquilo que elas alimentam como verdade absoluta. Digo isso para que vocês possam se preparar para entrarem em uma sociedade onde a verdade que tentaram esconder de nós esta em pleno movimento.

o conto da aiaTítulo: O Conto da Aia
Título original:
 The Handmaid’s Tale
Autora: Margareth
Editora: Rocco
Páginas: 368
Ano: 2017
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐⭐❤
Encontre: Skoob | Saraiva | Amazon

Sinopse: Escrito em 1985, o romance distópico O conto da aia, da canadense Margaret Atwood, tornou-se um dos livros mais comentados em todo o mundo nos últimos meses, voltando a ocupar posição de destaque nas listas do mais vendidos em diversos países. Além de ter inspirado a série homônima (The Handmaid’s Tale, no original) produzida pelo canal de streaming Hulu, o a ficção futurista de Atwood, ambientada num Estado teocrático e totalitário em que as mulheres são vítimas preferenciais de opressão, tornando-se propriedade do governo, e o fundamentalismo se fortalece como força política, ganhou status de oráculo dos EUA da era Trump. Em meio a todo este burburinho, O conto da aia volta às prateleiras com nova capa, assinada pelo artista Laurindo Feliciano

Observações: Este post vai ser metade resenha e metade spoiler. Haverá sinalização de onde a segunda começa. 

Antes de mais nada, quero de cara pedir desculpas. Esse vai ser, com toda certeza, um dos mais longos posts do blog. Eu não costumo fazer isso, mas pelo conteúdo de O Conto da Aia e pelas minhas considerações durante a leitura e pós, me sinto a vontade para falar de modo mais aberto possível o que vai resultar em uma longa discussão.

Conheci O Conto da Aia pelo blog da Vivi (O Senhor dos Livros) através uma resenha fabulosa dela, que me deixou bastante interessada em ler esta obra. Dessa forma, quando tive a oportunidade de ler livro por intermédio da minha amiga Cris, não perdi a oportunidade e corri pra obra. E ao finalizar a leitura, ganhei a certeza de ter sido um dos melhores livros de minha vida. É uma ficção com cara de real que me fez pensar muito além daquilo que estou acostumada.

Quando pensamos no passado são as coisas bonitas que escolhemos sempre. Queremos acreditar que tudo era assim.

O Conto da Aia é, antes de tudo, um livro sobre a humanidade. De certo modo, representa com clareza os seres primitivos que somos. Acima de tudo nosso egoísmo, nossa dependencia e nossa vontade de fazer nossas verdades mais fortes que as de outrem. Com uma narrativa lenta, mas profunda, Margareth Atwood demonstra como a República de Gilead está terrivelmente próxima à nossa. Não somente pelo tempo, mas pela maneira com que os cidadãos pensam sobre papéis de uma pessoa em sociedade.

O livro é pautado através dos preceitos biblicos interpretados ao pé da letra. É estranho ver como a autora se apropria de pedaços da Biblia para embasar a teoria que rege sua república. Pois do mesmo modo que podemos perceber a verdade de suas palavras, também é possível o tendecionalismo que a envolve. Isto simplifica então o verdadeiro paramêtro do livro: o machismo que predomina para retirar das mulheres o direito delas de serem livres pela premissa que isso não é digno delas.

Aquilo a que chamo de mim mesma é uma coisa que agora tenho que compor, como se compõe um discurso. O que tenho de apresentar é uma coisa feita, não algo nascido.

De todas as formas que consegue, então, a autora busca demonstrar como nós mulheres somos rejeitadas como individuos nessa sociedade. Deixamos de ser nossas, e passamos à pertencer aos comandantes. Isto é tão forte que você passa a si ver como componente da obra e não mais como somente um leitor. Somos levados a nos colocar na pele daquelas mulheres para sentir o que elas sentem. Os choques são nossos bem como o ódio pela situação imposta.

Os personagens propostos por Atwood são opostos com versões diferentes de um mesmo pensamento. É interessante perceber que mesmo narrado em primeira pessoa por Offred, a autora tem o trabalho de deixar pistas sobre o que os personagem refletem sobre o que está acontecendo. Mas muito mais do que isso, como existe um cuidado especial dela em colocar as filosofias dos personagens a mostra de maneira que não somente possamos entendê-las, mas conceber os caminhos que levaram esses personagens a terem essas verdades. Esse ponto é um dos fundamentais de Atwood: você entende – mesmo não concordando – e é levado a refletir os motivos pelos quais consgue ou não dar razão a estas pessoas.

Margaret Atwood escreveu um livro que merece ser lido por razões inúmeras. A principal dela, diria eu, é entender que certas concepções por mais que as neguemos ainda estão infiltradas no seio da nossa sociedade como se esperassem o momento certo para nos dominarem como aconteceu com a República de Gilead. Recomendo este livro à todos aqueles que almejam refletir sobre a importância de mudar e não aceitar nenhum tipo de destratar.

A partir deste ponto esta resenha conterá spoilers.

Melhor nunca significa melhor para todos… sempre significa pior para alguns.

Ler O Conto da Aia me trouxe alguns sentimentos estranhos e diria até que fundamentais. Certas coisas, certas compreensões todos sabemos que estão presentes em nosso cotidiano. E por mais que saibamos disto, é sempre difícil falar sobre o assunto. Geram discussões que a maioria busca evitar pela dor de cabeça que traz. Mas a verdade é que muitos de nós ficamos acovardados em lutar ou achamos infrutíferos o fazer. Por isso que ao ler esse livro tomei mais uma vez uma percepção de como as lutas são importantes, como precisamos criar novos permancer fortes perante aqueles que desejam nos subjulgar. E baseando-se na atual estrutura política não somente do país bem como de todo mundo, lutar pelo feminismo e contra o totalitarismo nunca foi tão importante.

2+Margaret+Atwood-Facebook
No cartaz: “O Conto da Aia não é um manual de instruções.” – Fonte: HuffPost Brasil.

O nome do livro já demonstra uma luta. Uma Aia em termos históricos é uma serva sem voz. Ela pertence aos seus donos e não tem posicionamento social ou político. Dessa maneira, a autora já deixa uma pista sobre não se calar, ser ouvida mesmo quando não podemos abrir a boca. Contar nossa versão da história mesmo quando formos levadas à não sermos ouvidas. Outro ponto que ressalta a importância de não se calar é o prefixo e radical dos nomes das mulheres: todas começam com Of  que em inglês significa De associada ao nome do Comandante ao qual elas pertencem. Isto é explicado no livro, mas também deixa margem para pensar sobre o desligamento. Afinal se fosse um diminutivo de Off  poderia ser interpretado como a perda em relação à si mesmo como pensante. Elas não tem mais autonomia sobre sua própria mente. Você não está mais online em si mesmo, sim offline para receber os pensamentos de outras pessoas.

Um rato em um labirinto é livre para ir onde quiser, desde que permaneça nesse labirinto

Causa certa estranheza entender como uma sociedade se deixa chegar ao ponto de ser subjulgada de tal modo. Mas devemos perceber que temos aqui, o funcionamento da lei do mais forte e daqueles que acreditam passos que apenas se adequam à sua trajetória, não levando em consideração o que eles querem dizer em realidade. As mulheres perderam muito porque machismo – e aqui incluo também as mulheres que também pensam dessa forma – foi retirando aos poucos seus direitos começando dos mais essenciais aos mais importantes. Nas memórias do passado de Offred é perceptivel como foram sutis as mudanças, sendo estas bem aceitas pela parcela da sociedade que queria ter o domínio sobre as vidas de todos. Como o pensamento de inferioridade feminina esteve – e está – presente em cada ação que todos tomam.

A maior ponte de ilustração em como a sociedade anterior já possuía aquele pensamento antes deste ser homologado vem do marido de Offred. Este homem sempre fez comentários machistas dissimulados em forma de brincadeiras. Isto apenas se prova quando ele fica extasiado ao saber que as contas das mulheres, inclusive a da sua, foram congeladas; que ela perdeu o emprego tomando para si o sentimento antiquado de importância, onde sua esposa voltará a depender dele para tudo. É tão revoltante isso, porque é cruelmente real. Quantos homens hoje em dia não acreditam mesmo que o lugar da mulher é em casa? Quantos não gostariam que as mulheres fossem impedidas de trabalhar?  Somos frutos desse pensamento, sim e como a própria autora afirma, é uma concepção que queremos acreditar que foi extinta mas que se faz presente em cada momento de nossas vidas.

Além desta questão feminista que Atwood denota em sua obra, também não podemos esquecer a fé radical que rege a República de Gilead. A autora toma como princípio para a fundação deste país a biblía e uma fala de Raquel que deseja que seu marido tome sua empregada como amante para que assim os dois tenham filhos. De modo à demonstrar como a ignorância é perigosa, a autora transforma o contexto dessa passagem outra. Ela é tomada ao pé da letra para que os habitantes sejam atraídos por esse pensar, sem que haja desconfiança do verdadeiro próposito opressão que o governo está se tornando. Em tempos atuais como não enxergar isso como o terrorismo e xenofobia? Pois existem tantas passagens de fé que são deturpadas para se tornarem armas daqueles que apenas precisam de um induto para cometer um crime. Não é uma verdade, mas sim uma desculpa fajuta para se tornar um radical de suas próprias opiniões.

Dessa forma, de todas as formas que consegue, Margareth Atwood transforma um livro provocativo. O mundo parece ter se perdido mais uma vez em suas ideias retrógradas onde somos levados à ser uma coisa ou outra: lascivos ou puritanos, forte ou fraco, direita ou esquerda. Não existe mais tolerância apenas raiva contra quem julgamos ser diferentes. Desse modo, O Conto da Aia se torna obrigatório por ser um manual de instruções daquilo que não devemos aceitar. Um livro que usa do passado para construir um futuro e com o intuito de modificar o nosso presente.

Como todos os historiadores sabem, o passado é uma escuridão, e repleta de ecos. Vozes podem nos alcançar a partir de lá; mas o que dizem é imbuído da obscuridade da matriz da qual elas vêm; e por mais que tentemos, nem sempre podemos decifrá-las precisamente à luz mais clara de nosso próprio tempo.

( Lista ) 05 Livros Para Ler No Ônibus

Oii amores. Nessa vida de leitor temos que nos adaptar as situações porque o tempo fica cada vez mais inflexível. Por esse motivo, a lista de hoje é para todos que querem aumentar o tempo de leituras com livros que não exigem tanta atenção e por isso são mais facéis de ler. Essa lista, como sempre é uma parceria entre nós e o blog Parabatai Books, onde a Keth programou a mesma mas com conteúdo diferente. Confiram a dela também.

Vamos começar?

◆══════════●★●═══════════◆

as formaturas infernais1. Formaturas InfernaisColetanea.

Eu já disse umas mil vezes por aí que não sou fã de contos, mas isso não significa que não curta nenhuma dessas belezinhas. Uma de minhas coletaneas favoritas é a das Formtaturas Infernais que, apesar do nome sugestivo, varia entre terror e suspense de conto para conto. Apesar de não curtir o livro em totalidade, muitos desses contos valem super a pena pela maneira com o qual o autor trabalho o tema da sobrenaturalidade. Eu indico esse livro e se você gostar muito, saiba que alguns desses contos geraram livros e que existem uma segunda obra com o tema Amores Infernais.

 

download

2. Para Todos os Garotos que Já AmeiJhenny Han

Lara Jean é uma febre entre todos por ser um livro bem amorzinho que conta a história desta menina sem exageros e na medida certa. Como uma grande fã da escrita de Jhennty Han sou obrigada a concordar com isso. No gênero Young Adult, poucos autores me agradam pelo exagero das situações  e pela criação de uma história mirabolante que por natureza deveria ser simples. Jenny Han não tem esses apelos e por isso eu diria que é uma das melhores. Ela assumiu a simplicidade da obra e à partir disso criou uma história extraordinária. Eu simplesmente amei esse livro e espero em breve ler os próximos.

 

Julieta - Annie Fortier

3. JulietaAnnie Fortier

Acho que muita gente ouviu falar, mas poucas pessoas realmente chegaram a ler. Na época em que li era um dos lançamentos da Arqueiro sendo meu primeiro contato com releituras. Eu amei esse livro e através desse que surgiu um interesse básico de conhecer a obra original de William Shakespeare. Em comparação as duas, uma é bem diferente da outra e eu diria que a de WS foi apenas o ponto de partida para o livro de Fortier. Julieta tem um enredo relativamente básico que envolve mistério e romance. Se fosse um desenho, corações saíriam dos meus olhos só por pensar na obra.

123217066sz-1.jpg4. Segredos de Uma Noite de VerãoLisa Kleypas

Eu amo livros que sejam romance de época e meu primeiro contato com obras do gênero foi este de Lisa Kleypas. Acho que mencionei em uma tag no instagram o quanto esse livro me marcou pela forma com o qual a autora desenrolou essa história. Lisa tem uma escrita cadenciada que nos permite penetrar com exatidão na mente dos seus personagens. É genial ver como a autora invoca paixões e sentimentos sem nunca nos bombardear de emoções. Quem deseja começar neste estilo tendo sua “origens românticas” em livros mais pesados eu super indico essa obra.

a-rebelde-do-deserto-hamilton-2.png5. A Rebelde do DesertoAlwyn Hamilton

Realizei essa leitura ano passado e apesar de não ser uma das mnhas favoritas eu gostei bastante. Sou nascida da fantasia (praticamente uma bruxa)  e como tal histórias dessa natureza me empolgam bastante. A Rebelde do Deserto foi uma leitura bastante interessante e inovadora, mas que não existe muito do leitor mesmo se tratando de uma alta-fantasia. É um livro simples, mas não simplório que envolve de maneira concreta o leitor. Eu sugiro bastante essa leitura, ainda mais porque boas opiniões me informa que a continuação é espetacular.

◆══════════●★●═══════════◆

Então amores, essa foi a lista de hoje. Espero que vocês tenham gostado da lista dessa semana. A próposito, tem alguma sugestão para nossa lista mensal? Comente aqui, quando puder faremos. Beijoooosss.

( Resenha ) Os Garotos Corvos – Maggie Stiefvater – Livro 01

Minhas caras Corujinhas preparem-se para entrar em uma aventura épica através de cinco mentes e uma linha mística. O desafio é encontrar o que esta perdido, mas suas chances serão remotas e haverá um mundo de tormenta para tentar impedi-las.

51T7UvXPhqL

 

Título: Os Garotos Corvos
Título original: The Raven Boys
Série: A Saga dos Corvos #01
Autora: Maggie Stiefvater
Editora: Verus Editora
Páginas: 376
Ano: 2013
Avaliação: ⭐ ⭐ ⭐ ⭐ ⭐
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

Sinopse: Todo ano, na véspera do Dia de São Marcos, Blue Sargent vai com sua mãe clarividente até uma igreja abandonada para ver os espíritos daqueles que vão morrer em breve. Blue nunca consegue vê-los — até este ano, quando um garoto emerge da escuridão e fala diretamente com ela. Seu nome é Gansey, e ela logo descobre que ele é um estudante rico da Academia Aglionby, a escola particular da cidade. Mas Blue se impôs uma regra: ficar longe dos garotos da Aglionby. Conhecidos como garotos corvos, eles só podem significar encrenca. Gansey tem tudo — dinheiro, boa aparência, amigos leais —, mas deseja muito mais. Ele está em uma missão com outros três garotos corvos: Adam, o aluno pobre que se ressente de toda a riqueza ao seu redor; Ronan, a alma perturbada que varia da raiva ao desespero; e Noah, o observador taciturno, que percebe muitas coisas, mas fala pouco. Desde que se entende por gente, as médiuns da família dizem a Blue que, se ela beijar seu verdadeiro amor, ele morrerá. Mas ela não acredita no amor, por isso nunca pensou que isso seria um problema. Agora, conforme sua vida se torna cada vez mais ligada ao estranho mundo dos garotos corvos, ela não tem mais tanta certeza. De Maggie Stiefvater, autora do aclamado A Corrida de Escorpião, esta é uma nova série fascinante, em que a inevitabilidade da morte e a natureza do amor nos levam a lugares nunca antes imaginado.

“Destino,” Blue replicou, encarando sua mãe, “é uma palavra muito pesada para se dizer no café da manhã.”

Sempre fui do tipo de leitora que ama uma boa fantasia. O lado místico me envolve bastante principalmente quando têm magia e mitologia. Então imaginem meu estado eufórico em ler Os Garotos Corvos de Maggie Stiefvater que envolve ambas as coisas, aliadas à uma escrita sensacional. Eu não estava esperando gostar tanto da obra, mas me senti bastante à vontade e plena com a leitura.

Stiefavater tem o tipo de narrativa que normalmente tenho tendência a detestar. Isto porquê não existe preocupação da autora em cortar cenas desnecessárias que antecedem as de grande importância. Desse modo, a autora tem um ritmo descompassado que por vezes soa bastante lento. Trazendo para nossa língua ela procastina e como. Entretanto, não consegui me irritar com isso, porque retirei muito mais coisas das entrelinhas do que acima delas. Maggie teve o trabalho de não apenas contar uma determinada história, mas também criar personagens com vidas além dela. São vidas individuais entrelaçadas à algo maior, mas que nunca deixam de lado essa característica de unidade. Dessa forma existe muita poesia sobre viver através de uma fantasia sobre o que se quer alcançar.

“Você busca um deus. Você não suspeitou que também há um diabo?”

Outro ponto bastante encantador sobre a obra foram os personagens criados pela autora que apesar de não fugirem ao clichê programado para eles, também não são espelhos de uma única coisa. Blue é a única personagem feminina de modo que também é feminista e guerreira, mas isso não significa que não tenha medos e desejos como qualquer pessoa. Blue é uma garota que luta e age como uma garota. Gansey é o personagem rico que não é mauricinho, mas que também não nega os privilégios que possui. Na verdade, Gansey os aceita usando ao seu favor sem se preocupar com o que isto pode parecer. Ronan é o bad boy que lá no fundo tem coração, mas não se engane pensando que ele é um fofo inrustido: Lynch é as duas coisas demonstrando seu lado mais gentil apenas aqueles que merecem. Noah é misterioso e talvez o mais dificil de definir, mas nem por isso o mais complexo. Como se autora dissesse: nem sempre os mais tímidos são os mais complicados de entender. Já Adam é o menino pobre que está no meio de riqueza odiando e desejando-a. Em um sentimento duo, Adam é instavél e de certa forma o menos confiavél porque não consigo deixar de me perguntar o que ele seria capaz de fazer para conquitar o que deseja.

Dessa maneira, uma das qualidades mais promissoras do livro foi o desenvolvimento dos personagens. Apesar da sinopse ser bastante diminuta e apresentar Gansey e Blue como principais, o corretor é pensar em cada personagem como fio de uma teia. Se você puxa um, inevitavelmente atrai outro. Mais uma vez não estamos falando de contar apenas uma história de um casal ou de um individuo, mas sim de todos os que compõe o enredo com mesmisso grau de importância.

Ela reconheceu a estranha felicidade que vinha de amar algo sem saber por quê, aquela estranha felicidade que às vezes era tão grande que parecia tristeza. Era a maneira como ela se sentia quando olhava para as estrelas.

Além de tudo isto, não podemos esquecer de toda mitologia que envolve o livro. A sinopse é bastante diminuta ao tentar retratar o livro e eu diria que não é nem dez por cento do que iremos encontrar.  O livro se aprofunda em questões mágicas que norteiam os cinco em uma busca. Não pretendo lhe dizer que busca é esta, porque apesar de não achar que seria spoiler, acredito que seria mais legal para quem ler descobrir o que é esta caçada por si mesmo. O que posso adiantar é que mesmo se tratando de uma base existente (como Percy Jackson utiliza da base grega), a autora inova no modo com o qual ela se dá e interage na história.

De todas as formas possíveis, Os Garotos Corvos é uma obra surpreendente que parece trazer à nós não somente uma batalha épica mas também um novo horizonte de pensamentos e caminhos à serem traçados. É um livro de beleza e mistério que não se prende ao comum inovando em todos os seus âmbitos.

Gansey descobrira que a chave era acreditar que essas coisas existiam; você tinha de se dar conta de que elas eram parte de algo maior. Alguns segredos se mostravam apenas para aqueles que se provavam merecedores