( Resenha ) Guerra À Ruína · Jonas de Souza

Minhas caras Corujinhas. Abram suas asas e se preparem pois vamos embarcar em uma aventura época destinada a mudar vidas para sempre.

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Título: Guerra À Ruína

Autor: Jonas de Souza

Páginas: 521

Ano: 2018

Avaliação: ⭐ ⭐ ⭐ ⭐ ⭐

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Sinopse: Com o avanço tecnológico, finalmente os corajosos desbravadores puderam explorar, pela primeira vez, o extremo norte do planeta de Asatna, mas o que descobriram naquele, até então pensado como ermo e vazio bloco de gelo, foi um novo e poderoso recurso mágico, de energia aparentemente ilimitada, que jogaria, pela primeira vez na história, todo o mundo de Asatna e seus países e continentes numa acalorada disputa pelo valiosíssimo e finito recurso. No caos da guerra que então rege o mundo, três homens em posições bastante distintas, Octávio, Álex e Azai, seguem com seus próprios objetivos e decisões, enfrentando as próprias batalhas, encarando verdades obscuras e fazendo descobertas que mudarão com suas vidas para sempre, sem saber, porém, que suas ações ditarão também com o destino de seus países, da guerra, do futuro e de toda a Asatna.

Todos que me conhecem sabem o quanto sou apaixonada por fantasia. Existem histórias que são tão bem feitas que você acredita que são reais, que podem ter existido de verdade. Guerra À Ruína de Jonas de Souza foi um livro que entrou nesse parâmetro por simplesmente ter sido diferente do que esperava para ele. A obra me surpreendeu em todos os aspectos, me proporcionando uma leitura fantástica com todas as faces que a palavra permite.

Livros únicos são uma coisa rara e quase nunca conseguem ser totalmente bem-feitos principalmente se tratando de uma fantasia (e de ficção-científica que marca grande presença neste livro). É fácil acabar uma obra nesse molde e ficar com aquela sensação de estar faltando algo. Mas em Guerra À Ruína, isso não ocorre assim como não ocorre a velha procrastinação que muitos autores se permitem. O autor soube dosar bem o número de páginas pela história que estava contando. Dessa forma, consegui me aprofundar melhor na história seja lidando com o lado mais ativo das ações do personagem, seja pela passividade que vem pelos pensamentos.

Mas o ponto que mais me deixou entusiasmada com a narrativa, por incrível que pareça, foi a história “não-contada”: a história que aconteceu antes do livro. Sempre gostei muito da maneira com o qual uma história se inicia contando como se chegou naquele ponto. A história de Asatana e todo o contexto que proporcionou o início da guerra foi espetacular. Foi onde o autor mais me surpreendeu, ele não se poupou à repetir um clichê, mas sim inovar transformando algo normal em extraordinário.

E por fim, mas não menos importante, gostaria de dar ênfase nos personagens. Quando um autor escreve partilhando o protagonismo sem criar casal, normalmente se perde uma característica essencial que é a singularidade.  Octávio, Álex e Azai não caem nessa cilada parecendo um conjunto de alguma coisa. Cada um mantém a personalidade. Talvez pela disparidade social entre eles, absorvem o mundo e a guerra de modos diferentes. Isso cria no livro um efeito de multiverso: Não são todos iguais, são homens forjados a enxergar diferente e consequentemente à lutar por coisas diferentes.

Guerra À Ruína foi um livro surpreendente. Falando fracamente, não esperava tanto da obra e estou grata por isso. Eu indico essa obra a todos aqueles que gostam de fantasia, mas principalmente aqueles que querem algo à mais no gênero.