( Resenha ) Amaldiçoadas · Jessica Spotswood · As Crônicas das Irmãs Bruxas · Livro 02

Olá feiticeiras Corujinhas. Preparem-se para uma aventura sem precedentes onde o destino será seu pior inimigo. Pois três irmãs nasceram capazes de fazer bruxaria e todas são capazes de fazer magia mental. Uma delas terá visões e será a mais poderosa de todas. O problema é que apenas uma sobreviverá a virada do século pois uma irmã matará a outra.

Título: AmaldiçoadasAMALDICOADAS_1411600687B
Título original:
Star Cursed
Série: As Crônicas das Irmãs Bruxas
Autora: Jessica Spotswood
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Ano: 2014
Avaliação: 🍁 🍁 🍁 🍁 🍁
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

Sinopse: Após escolher servir à Irmandade e abandonar sua posição social, sua família e Finn, seu grande amor, Cate Cahill vai enfrentar dilemas muito maiores. Os Irmãos da Fraternidade estão cada vez mais ávidos por controle. Eles não apenas continuam fazendo de tudo para exterminar as bruxas, como agora também desejam acabar com a autonomia de todas as mulheres, por meio de um decreto que as proíbe de trabalhar e estudar. Quando Sachi, amiga de Cate, é mandada para o Hospício de Harwood por executar magia em público, o cerco se fecha em torno da Irmandade e Cate começa a sentir a pressão para manifestar os poderes anunciados na profecia, aquela que aponta uma das irmãs Cahill como a bruxa mais poderosa em muitos séculos. Mais do que nunca, Cate precisa proteger suas irmãs, Maura e Tess, que acabam indo morar com ela em Nova Londres. No entanto, a reaproximação se torna um revés quando Maura demonstra grande interesse em deter o maior poder de todos. As consequências podem ser terríveis e incluir uma guerra cruel capaz de separar de vez as irmãs Cahill.

Destino. A palavra soa tão grandiosa e, no entanto, promete uma sina tão horrível. Uma de nós não vai viver para ver o século XX. Uma de nós vai matar a outra.

O segundo livro da trilogia As Cronicas das Irmãs Bruxas conseguiu elevar a série à um novo patamar. Talvez porquê neste livro a autora se preocupou muito mais com a história em si do que com o contexto social, Amaldiçoadas deu novos constrastes a trama demonstrando a capacidade Jessica Spotswood de remodelar e surpreender o leitor.

Amaldiçoadas , diferentemente do primeiro livro que focou na relação entre as irmãs, vêm com um contexto mais voltado para a política e as tramas de poder. Por esse motivo acredito que acabei gostando bem mais desse segundo enredo pois houve uma grande evolução dos viés da trama. A porta aberta em Amaldiçoadas ganhou notoriedade e força Enfeitiçadas onde toda obra passou a ter uma pretensão a mais de onde gostaria de chegar e quais caminhos precisaria tomar para alcançar seus objetivos.

Cate, Maura e Tessa continuam como as grandes protagonistas de personalidades distintas. Para mim, os sentimentos do passado possuiá em relação as três irmãs apenas se intensificaram. Cate começou a me dar raiva pela bobice e falta de atitude. Entendo que muito do que a garota fazia era proteger suas irmãs, mas as vezes achei-a exagerada de mais principalmente com Tess que não precisa sempre ser tratada como criança. Maura passou de irritante à odiosa por querer sempre ser a mais em absolutamente. Sua necessidade de ser o centro das atenções finalmente lhe corrompeu e parece que nem mesmo as irmãs são mais importantes em sua vida. E Tess ganhou de vez meu coração. É a mais jovem mas com toda certeza a mais sensata. Além de guiar ambas as irmãs, possui um coração nobre capaz de sentir as necessidades de todos sem nunca esquecer de si mesma. Três personalidades distintas que completam toda a obra.

Em suma, Amaldiçoadas foi um livro que me surpreendeu bastante desde os enredos base até mesmo o grande plot twist do final que promete ainda mais para a conclusão da trilogia. O que posso dizer é leiam. Por todas suas nuances entre críticas sociais, romance, amor fraternal e ação, essa obra vale super à pena.

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( Algo À Ver ) Viva: A Vida É Uma Festa

Eu sou apaixonada por animações e não canso de repetir isso. Feitos para tocar o coração, estes filmes conseguem me fazer chorar e rir como nenhum outro. Ao assistir Viva: A Vida É Uma Festa da Disney & Pixar transbordei em emoções pelo alto nivel de apresentação da animação. Com todas as caracteristicas necessárias,  Lee Unkrich e Adrian Molina conseguiram não somente abrir espaço a outras culturas, como também surpreender pela forma simples e cheia de vida que o universo da morte apresenta.

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Titulo: Viva: A Vida É Uma Festa
Titulo Original: Coco
Diretores: Lee Unkrich e Adrian Molina
Distribuição: Disney & Pixar
Duração: 105m
Ano: 2017
Avaliação: 🎬🎬🎬🎬🎬❤

Sinopse: Miguel é um garotinho que nasceu em uma família que vê a música como destruição por conta de seus antepassados. Mesmo assim, o maior sonho do menino é ser um grande músico como seu ídolo Ernesto De La Cruz. No dia dos Mortos, de tradição simbólica no México, Miguel é acaba sendo levado a este mundo. Em busca não só de sua vida, como tamém de seus sonhos, Miguel parte em uma jornada que vai mudar toda sua vida.

A morte é um tema pouco retratado em animações. Quando o feito, normalmente vem daquele modo caricato meio tolo sem tanta profundidade. Contudo, os produtores de Viva: A Vida É Uma Festa conseguiram dar um tom a mais ao retratar a morte nos mais variados aspectos sem nunca perder a leveza, afinal de contas, Viva é – antes de tudo – um filme criado para mundo infantil. De certo modo, os diretores conseguiram suavizar o assunto mostrando que a morte é apenas o passo seguinte e que ficamos vivos na mente daqueles que nos amam. Foi extraordinário perceber toda a poesia, música e afeto familiar no enredo que ajudou a construir uma boa metafora sobre o que podemos esperar da vida após a morte.

viva-capaAo entrar no mundo dos mortos, Miguel entra em contato com seus antepassados e consequentemente com as verdades que fizeram sua familia tanto detestar a música. Isso deu ao filme um tom que foge do lado emocional e encontra-se mais com a razão, pois apesar de querer fugir da morte, Miguel não pretende abandonar seus sonhos para tanto. Aqui surge uma das peças mais importantes na construção do enredo da animação, o não desistir de alguma coisas aliado ao encontro daquilo que é mais importante. Apesar da lição do filme ser um tanto caricata, a sutileza com que os produtores a determinam , os espectadores conseguem absorver com naturalidade essa questão. Não é mais um clichê, mas sim algo concreto que realmente viva-filme-6faz parte das nossas vidas.

A fotografia do filme é espetacular. Desde o mundo dos vivos ao dos mortos, existe um misto de cores que auxilia na criação da misticidade e felicidade do filme. Houve o uso de um conjunto destoante de cores para impressionar o espectador. Não existe aqui aquela vontade de criar um mundo mais realitico possivel, mas sim idealizar uma fotografia que retrate sentimentos. Bem como a sonoplastia que não se atem a preencher silêncios com melodias infinitamente melosas, mas deixando-o falar por si mesmo e consequentemente tocando o coração.

Não posso dizer que Viva é o filme mais inovador dos ultimos tempos, mas sim que ele cumpre aquilo que se dispõe. Eu mesma não consegui segurar as lágrimas no fim da cessão que tocou minha alma pela sutileza e pelo amor envolvido na trama. É um filme que retrata a morte em todas suas camadas, mas principalmente quem somos e o que estamos dispostos a fazer por lutar pelo que desejamos e por quem amamos.

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( TAG ) Moda e Literatura BookTag

Oii gente. Hoje é dia de mais uma tag para vocês e esta eu vi no blog da Juh do Nuvem Literária. Como estava caçando algumas tags diferentes, achei esta super divertida e fiquei com vontade de responder. Como podem perceber a tag gira em torno de moda e de livros, duas coisas que amo. Espero que gostem.

Vamos começar?

 

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1) Um “livro pretinho básico”
Um livro que em qualquer época, todo mundo leu/ tem e se não leu tem que ler.

Todo mundo que eu conheço parece ou ter, ou querer ou ter lido Orgulho e Preconceito de Jane Austen. Eu mesma realizei leitura no ano de 2014 e gostei apesar de não ser um dos meus clássicos da vida. Mas sim, é uma leitura que vale à pena pela força que a Elizabeth apresenta na trama e os desafios que ela e Darcy enfrentam para ficarem juntos. Uma das coisas que mais gostei no livro, foram esses desafios e as inverdades que surgiram no caminho deles.

 

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2. Um “livro alta-costura”
Um livro pelo qual vale pagar caro; pela qualidade literário e/ou editorial.

Eu não tenho (infelizmente) o livro Os Miseráveis, mas já tive contato com suas edições e francamente, elas são maravilhosas com M maiúsculo. Além disso, a história apesar da enormidade é linda e várias vezes durante sua leitura fiquei emocionada com a forma com o qual Victor Hugo conduz sua história. Quem não leu, eu indico. É uma obra sensacional.

 

 

Divergente

3. Um “livro Fast-fashion”
Leu quando estava todo mundo lendo e gostou; mas hoje já não leria.

Divergente foi uma das trilogias que mais amei na época que bombou no Brasil e que o gêneroe esta em alta, mas eu com certeza não entraria na leitura. Me decepcionei com o final arrastado e mal elaborado da autora, muito embora na época tenha achado razoável. Mas sabe como é? Você termina um livro, acha bom, fica pensando nele e no fim das contas percebe que não foi tão bom assim.

 

 

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4. Um “livro calça jeans”
Um livro descontraído que agrada todos os estilos de leitores.

Simon Vs A Agenda do Homosapiens parece ser modinha, mas a realidade é que este é um livro encaixavel em qualquer situação. Mesmo quem não gosta de temas LGBTS, vai se identificar com a história pois Simon é antes de tudo um garoto apaixonado. Um dos motivos para eu gostar tanto deste livro é o fato que a autora não se prende ao esteriótipo ao homosexual, assim o livro é super descontraído.

 

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5. Um “livro Scarpin bico fino”=
Um livro muito bom mas que foi difícil de ler. Pode ter te causado desconforto pela forma de escrita/narrativa ou por algum detalhe da historia. Mesmo assim, você leria outras vezes!

Não posso dizer que O Oceano No Fim do Caminho foi uma leitura super complicada, mas houve momentos que precisei parar para respirar. Assim como em Coraline, Neil Gaiman escreve para adultos através dos olhos inocentes de uma criança. Tal artifico faz um duplo sentido na narrativa de nós leitores enterdemos, o que as crianças não entendem. Assim é um livro complicado, pelo trato imaginário que o autor coloca em dualidade na obra.

 

Então amores. Essa foi a tag de hoje, espero que tenham gostado. Já leu algum desses livros?? Beijos.

( Resenha ) Pretty Little Liars · Primeiro Arco · Sarah Sheppard

Minhas caras Corujinhas, vocês estão prestes a embarcar na vida de quatro garotas lindas, pequenas e mentirosas onde os segredos dela podem custar a reputação de muitas pessoas, mas principalmente sua vida em Rosewood Day.

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Titulos: Maldosas, Impecavéis, Perfeitas e Inacreditaveis
Titulos originais: Pretty Little Liars, Flawless,  PerfectUnbelievable
Série: Pretty Little Liars – Primeiro Arco
Autora: Sarah Sheppard
Editora: Rocco: Jovens Leitores
Ano: 2011
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐⭐

SINOPSE: Era uma vez quatro garotas que eram invisiveis em sua escola até serem resgatadas pela linda e popular Alison DiLaurentis. Então de uma hora para outra, naquele verão essas meninas se tornaram tão populares que mandavam nos corredores da escola. Até que em uma noite, Ali simplesmente desaparece o quinteto se desfaz. Alguns anos tarde quando todas estão de volta a Rosewood, segredos que as meninas acreditavam estar apenas entre Alison começam a ser ameaçados de serem revelados. Em uma narrativa de suspense e muitas mentiras, Sarah Sheppard nos mostra que até o menor dos segredos pode ter as mais graves consequências. 

Antes de ler Pretty Little Liars tinha um certo preconceito com o gênero. Já havia lido vários livros com o tema e sempre tinha os achado um tanto bobinhos de mais. Ao ler, Pretty Little Liars no entanto me surpreendi não somente com o enredo que a autora apresentou, como também com os temas levantados tão comuns aos adolescente em geral. De todas as maneiras, Sarah Sheppard conseguiu transformar uma série que tinha tudo para ser clichê em uma obra extraordinária.

A série composta por dezesseis livros e dois extras parece gigante pela quantidade, mas em realidade são livros pequenos que se completam em arcos. A cada livro existe um pequeno plot que conduz a trama rumo ao seguinte, mas o twist só é realizado no final de cada arco. Desta maneira, a condução da série é homogênea. Vale dizer também que a editora Rocco publicou os livros na mesma época em formato separado, mas também em box o que ajuda bastante na hora de adquirir os exemplares.

Seguindo com uma boa narração sem exageradismo, Sarah Sheppard nos apresenta quatro garotas diferentes entre si com problemas que todos temos ou conhecemos alguém que tenha. Achei muito interessante o fato que, apesar de lidar com adolescentes, a autora não se limita a diálogos infantis apesar de recorrer a situações desse cunho. Isto criou um tipo incomum de verdade no livro: somos todos sujeitos a situações constrangedora, mas o que nos defini são as atitudes que vamos tomar quando elas ocorrerem. Por isso, posso afirmar que não existem clichês totais em PLL pois as atitudes são aquelas que você não espera.

O quarteto de personagens principais foram minha maior positividade no livro.

Seguindo a ordem das bonecas representadas nas capas, Hanna Marin quase alcançou o status de personagem favorita. É uma personagem de face dupla: se por um lado Hanna é abelha rainha da escola por outro é insegura em perder tudo aquilo por ter sido, em suas palavras, uma perdedora gorda e feia. Hanna é fútil e egoísta, sem aquele papo de um grande coração. Em realidade, acredito que todas as personagens de PLL sejam exatamente como aparentam em suas faces como se autora dissesse que aquelas garotas não mentiam para si mesmas.

Emily Fields têm um futuro promissor na natação, pais rigorosos e está apaixonada pela vizinha que corresponde seus sentimentos. Mas como Emily pode dar vazão à esse amor se tudo e todos ao seu redor vão condena-la? Eu acredito que Emily seja a típica adolescente modelo que não é tão modelo assim. Em seus pensamentos é perceptível a vontade que tem de agradar seus pais deixando de lado à si própria garantindo-se uma vida sem graça. Apesar de tê-la achado um tanto dramática de mais, tambem não culpo a autora pelo uso da melodramaticidade já que a personagem parecia precisar daquilo.

Arya Montgomery, me desculpem mundo, foi a personagem que menos gostei. Em todos os quatros livros não senti evolução em sua história mesmo quando parecia estritamente necessário. Pelo contrário, por ela (e apenas ela) devo retirar o que disse sobre o lado infantil pois não encontrei sensatez em suas atitudes. Entendo o fato de Arya não querer expor o caso extra conjugal de seu pai, mas francamente, suas atitudes para com a amante foram indignas ressaltando um lado um pejorativo do adolescente rebelde sem causa. Foi frustante acompanhar os capítulos de sua narração.

E por fim temos Spencer Hastings que ganhou o título de personagem favorita. Das quatro, acredito que Spencer foi minha favorita em todos os sentidos inclusive nos defeitos. Spencer é a nerd que faz de tudo para agradar os pais sem sucesso participando de uma disputa nada amigável para preferência dos projenitores com sua irmã Melissa. Durante os capítulos de Spencer eu senti de tudo um pouco: amor, ódio, carinho, pena… A relação familiar da garota que houve momentos que quis entrar no livro apenas para estapear seus pais. De todas as formas possíveis sr. e sra. Hastings foram desprezíveis com Spencer, que tudo que gostaria era ser tratada de maneira igualitária. Tão complexo e tão avassalador que eu achava que estava acontecendo comigo.

Pretty Little Liars> é uma série para sair da zona de conforto. São livros que chocam, divertem e emocionam. Tanto, que esse primeiro arco li ainda no ano passado, mas impactou-me tanto que não consigo me esquecer dele. Eu amei essa obra. E super indico a todos que querem um livro muito além do esperado também.

( Resenha ) Entre a Ruína e a Paixão · Sarah MacLean · O Clube dos Canalhas · Livro 03

Minhas caras Corujinhas. A paixão pode ser sua ruína ou sua salvação. Ao abrirem suas asas para a história de hoje estejam cientes de que um passo em falso pode destruir vidas, mas um arroubo de paixão pode ressucita-las e transforma-las para sempre.

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Titulo: Entre a Ruína e a Paixão
Titulo: Original: No Good Duke Goes Unpunished
Serie: O Clube dos Canalhas – 3
Autora: Sarah MacLean
Editora: Gutenberg
Páginas: 304
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐⭐
Encontre: Skoob| Amazon| Saraiva

Sinopse: Uma noiva desaparecida na véspera de seu casamento. Um poderoso duque acusado de assassinato. Uma noite que mudou duas vidas para sempre.
Temple viu seu mundo desmoronar quando acordou completamente nu e desmemoriado em uma cama repleta de sangue. Destituído de seu título e acusado de assassinato, o jovem duque foi banido da sociedade. Doze anos depois, recuperado em sua fortuna e seu poder como um dos sócios do cassino mais famoso de Londres, sua redenção surge quando a única pessoa que poderia provar sua inocência ressurge do mundo dos mortos. Após doze anos desaparecida, Mara Lowe se vê obrigada a reaparecer quando seu irmão perde toda a fortuna da família nas mesas do cassino do homem cuja vida ela arruinou. Temple quer provar a todos que é inocente e, sobretudo, se vingar e destruir a vida daquela mulher, enquanto Mara precisa enfrentar o passado para recuperar seu dinheiro. Assim, os dois firmam um acordo obsceno que os une em um jogo de poder e sedução. Mas ambos descobrem que a realidade esconde muito mais do que as aparências revelam e eles se veem em uma encruzilhada na qual precisam escolher entre lavar a honra do passado e garantir o futuro ou ceder ao desejo de se entregarem de vez à irresistível atração que sentem um pelo outro, mas que pode arruiná-los para sempre.

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Sarah MacLean é realmente a minha escritora favorita do gênero romance de época. Dentre todos os caminhos que a autora pode trajar em sua narrativa, o comum é o que menos você encontra em seus textos. Dotada de uma narrativa fluída que puxa o leitor para dentro de sua história, em todos seus livros vai existir um diferencial que (gostando da proposta ou não) coloca personalidade em sua obra. Em Entre A Ruína E A Paixão nossa protagonista é nada mais nada menos que uma anti-heroína. É tão raro ver personagens de atitudes questionáveis quando mulheres no romance de época que posso dizer que esse é com certeza um dos mais diferentes livros que já me deparei.

Dizem que a maior parte dos amores surge de onde menos esperamos. Conhecer Temple e seu romance com Mara Lowe é a grande prova disso. Se fosse você seria capaz de perdoar a mulher que mudou toda sua vida? Que manchou seu nome? Que te levou para as sombras?

Mas vamos retornar ao inicio e entender ambos os lados da história. Mara era jovem e bonita em tempos antigos. Uma beldade que ascendeu a sociedade pois não é filha de um nobre, apenas uma moça muito rica. Prometida a um homem mais velho que ela em vários anos, Mara quer fugir e deixar tudo para trás. O plano… tem seus perigos e Mara está disposta a corrê-los. Temple é um jovem privilegiado com todas as características que alguém pode pensar: herdeiro de um ducado, charmoso e de boa índole. Com um futuro promissor vê sua vida ser estilhaçada quando acorda em uma cama coberto de sangue sem ao menos se lembrar de como parou ali e se é realmente responsável pela morte de uma dama. Anos mais tarde, essas duas pessoas se encontram em um jogo de amor e vingança. Temple quer que Mara pague por sua vida e Mara precisa de Temple para quitar a divida de seu irmão e salvar a si mesma mais uma vez.

Começando por Mara, tenho que admitir que fiquei em duvida com meus sentimentos em relação a personagem. Se por um lado ela foi maravilhosa por ter deixado para trás uma vida de luxo pelo simples fato de não querer um destino programado, por outro ela foi egoísta de deixar que as pessoas pensassem Temple como um assassino. É de se entender seus motivos, mas não suas atitudes em relações as consequências. Contudo não podemos esquecer a verdade sobre a sociedade naquela época. Mara era, além do dinheiro, uma simples plebeia que seria rechaçada e perderia tudo que havia conquistado. Como retornar a uma vida que Mara sempre quis fugir?

Temple é um personagem criado para demonstrar a força opressora que a sociedade faz em cima de um cidadão. Ele se culpa pelo acometido em Mara, mesmo não tendo certeza se realmente o matou. Não se acha digno de usufruir seu lugar na sociedade não por medo de fofocas, mas pela  não aceitação pessoal. Chega ser irônico que Temple seja um duque de posição mais alta que todos, aquele que deveria ditar as regras se escondendo quando poderia simplesmente ignorar.

Juntar duas personalidades fortes que deveriam se odiar é quase um clássico do gênero. Mas reconstruir a redenção mútua é uma tarefa complicada, mas que Sarah tira de letra. Não podemos dizer que um dos protagonistas se sobressaiu ao outro, mas sim que juntos eles conquistaram a independência do ser livre para se amar. Somo feitos de erros e escolhas, mas podemos escolher a vingança ou a paixão, e conceder o perdão que somente nós podemos dar ao outro.

( Resenha ) Enfeitiçadas · Jessica Spotswood · As Crônicas das Irmãs Bruxas · Livro 01

Olá feiticeiras Corujinhas. Abram suas asas que o destino nos espera com um preságio de poder. Em um jogo definido pela maldade dos irmãos e pela submissão das mulheres, três irmãs estão destinadas a um futuro grandioso e perigoso que pode dar fim à uma era ou iniciar um novo ciclo de terror.

download (3)Título: Enfeitiçadas 
Título original: 
Born Wicked
Série: As Crônicas das Irmãs Bruxas 01
Autora: Jessica Spotswood
Editora: Arqueiro
Páginas: 272
Ano: 2013
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐
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Sinopse: No leito de morte de sua mãe, Cate Cahill fez uma importante promessa: proteger a todo custo suas irmãs mais novas, Maura e Tess. Essa tarefa é mais difícil do que parece, afinal, as irmãs guardam um importante segredo: elas são bruxas. Em uma sociedade governada pela Fraternidade, instituição que pune qualquer suspeita de bruxaria com a prisão, a internação num hospício ou a morte, ser bruxa significa estar constantemente em perigo. Aos 17 anos, faltando apenas algumas semanas para que Cate decida entre se casar ou abraçar a Irmandade – braço feminino da Fraternidade -, talvez ela não consiga manter sua promessa, principalmente depois de encontrar o diário da mãe, que revela um segredo capaz de levar a família à destruição. Desesperada para descobrir alternativas, Cate começa a vasculhar livros proibidos e a encontrar ajuda em novos amigos rebeldes, tudo isso enquanto precisa lidar com eventos sociais, propostas de casamento e um romance proibido com o inadequado jardineiro da família. Se o que sua mãe escreveu for verdade, as garotas Cahill não estão a salvo – nem da Fraternidade, nem da Irmandade, nem delas mesmas.

A Fraternidade é bastante firme em relação ao papel das mulheres. Devemos ser vistas, e não ouvidas.

Eu sempre gostei bastante de obras que envolvem seu enredo alguns dos momentos históricos mais importantes que passamos. Seja esse envolvimento como inspiração para sua estrutura ou mesmo como parte dela. Por esse motivo, quando conheci o enredo de Enfeitiçadas fiquei encantada pela premissa que apresentava pois nunca antes eu havia lido uma obra que ressaltasse a época da inquisição de caça as bruxas. E apesar desta não ser uma ficção histórica, posso dizer que o livro foi perfeitamente embasado com uma fundamentação espetacular neste momento.

Jessica Spotswood tem o tipo de narrativa que normalmente não me agrada em fantasias. A autora parte do principio de narrar muito mais os sentimentos personagens do que construir  as descrições do mundo. Contudo, acabei não sentindo falta desta segunda característica na obra da autora. Pois a história é ambientada no século XX e mesmo sabendo que não se trata da mesma realidade que conhecemos da época, acabei associando uma coisa a outra. Assim, fui muito mais feliz em minha leitura pois ao entender melhor os sentimentos de cada personagem, em especial Cate que narra o livro, consegui me aprofundar mais nos momentos proporcionados.

Os personagens de Spotswood foram também muito bem trabalhados de modo que cada um tivesse sua personalidade bem definida. Cate, a mais velha das irmãs, é insegura quanto ao que esperar do seu futuro porque esta sempre a caminho de proteger as outras. É uma personagem um tanto sensível de mais pro meu gosto, admito, mas eu percebo que existe muita explicação para essa sensibilidade. Cate fez uma promessa difícil e esta sempre tentando mantê-la mesmo que sua própria felicidade esteja em risco. Maura (capa) é a mais instável das irmas e consequentemente a mais detestável, É orgulhosa precisa ser a mais amada, a mais bonita e mais qualquer-coisa para se sentir feliz e superior as outras. Já Tess foi de longe minha favorita. Apesar de seus doze anos, é a mais sensata e diplomática das irmãs. É difícil conceber uma única característica a Tess pois ela conseguiu ultrapassar a linha entre ficção e realidade se tornando quase uma amiga.

O único ponto negativo que posso ressaltar na trama, foi o desenvolvimento lendo que a história percorreu. O começo do livro é pontuado por diversas facetas sobre a Irmandade e como ela age com a sociedade e as mulheres. Apesar de ter gostado desse trabalho que a autora teve em desenvolver a base de seu mundo, não pude deixar de sentir que houve uma extensão um tanto desnecessária do assunto. Esses pontos poderiam ser desenvolvidos no decorrer do livro de modo que ficasse mais equilibrado os dois vórtices da narrativa.

Enfeitiçadas é uma obra para todos aqueles que gostam de uma boa fantasia com um toque de realidade. Recheado de criticas sociais, o livro se torna também um lar de protesto contra o machismo que parece tão enraizado em nossa sociedade. Além disso, a toques de romantismo e ação que deixam a história ainda mais emocionante. Com o grande plot twist do final, é certo que podemos esperar uma evolução fantástica onde as crônicas das irmãs bruxas devem ganhar um rumo ainda mais avassalador.

( Resenha ) Pequenas Grandes Mentiras ・ Liane Moriarty

Minhas caras corujinhas, todos sabemos que mentira tem perna curta e que a pior delas é quando mentimos à nós mesmos. Em nossa aventura de hoje vamos conhecer três mulheres com segredos pequenos que se tornaram grandes pois suas mentiras se tornaram tão fortes quanto os mistérios em torno de um assassinato.

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Título: Pequenas Grandes Mentiras
Título original: Big Little Liers
Autora: Liane Moriarty
Editora: Intrinseca
Páginas: 400
Ano: 2015
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐⭐
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

Sinopse: Todos sabem, mas ainda não se elegeram os culpados. Enquanto o misterioso incidente se desdobra nas páginas de Pequenas grandes mentiras, acompanhamos a história de três mulheres, cada uma diante de sua encruzilhada particular. Madeline é forte e passional. Separada, precisa lidar com o fato de que o ex e a nova mulher, além de terem matriculado a filhinha no mesmo jardim de infância da caçula de Madeline, parecem estar conquistando também sua filha mais velha. Celeste é dona de uma beleza estonteante. Com os filhos gêmeos entrando para a escola, ela e o marido bem-sucedido têm tudo para reinar entre os pais. Mas a realeza cobra seu preço, e ela não sabe se continua disposta a pagá-lo. Por fim, Jane, uma mãe solteira nova na cidade que guarda para si certas reservas com relação ao filho. Madeline e Celeste decidem fazer dela sua protegida, mas não têm ideia de quanto isso afetará a vida de todos. Reunindo na mesma cena ex-maridos e segundas esposas, mães e filhas, bullying e escândalos domésticos, o novo romance de Liane Moriarty explora com habilidade os perigos das meias verdades que todos contamos o tempo inteiro.

Era só um pequeno problema de relacionamento de resto perfeito. Toda relação tinha pequenos problemas. Seus altos e baixos.

Quando comecei a ler Pequenas Grandes Mentiras de Liane Moriarty, tinha sido avisada da complexidade incrível que a autora tem ao traçar suas histórias. Dotada de uma escrita poderosa sempre indo ao x da questão, Liane construiu uma obra sobre as mentiras que contamos para nós e que desesperadamente tentamos acreditar. Através dos olhos de três grandes mulheres, este livro nos mostra o quão perigo as mentirinhas inocentes (ou nem tão inocentes assim) podem se tornar.

Madeline, Celeste e Jane são mulheres comuns com problemas comuns à medida do possível. Madeline tem uma adolescente rebelde em casa, Celeste precisa lidar com seus gêmeos e Jane é mãe solteira. Todas mães e cheias de singularidades.

Madeline é a minha personagem favorita apesar de não ter sido a mais complexa da obra. Ela realmente representa a figura mais comum do ser mulher-mãe que acreditamos existir. Dotada de um humor brilhante, Madeline figura como o alicerse do trio, muito embora esteja fragilizada pelo fato de sua filha mais velha querer sair de casa para morar com um pai que abandou as duas tempos antes. Madeline carrega os traços de força e sonoridade que as mães desempenham com tanta frequência, mesmo que esteja fingindo estar bem quando na verdade tem o coração destruído.

Jane é a mais jovem e de certo modo acaba por representar o medo mais comum às mães de primeiras viagem: por mais que se esforce para ser perfeita para o filho. O mais interessante da personagem é que Jane aparenta ser a mais humana, como fosse o espectro da mãe apavorada com as novas atividades. Jane é o oposto de Madeline trazendo consigo o lado de não somente querer aparentar ser forte, como também as incertezas de conseguir isto.

Celeste, por fim, tem a vida quase perfeita se não contar o fato de que vive um relacionamento abusivo violento. Todos os dias, Celeste acorda acreditando que seu marido não vai machuca-la novamente. Diferente de Madeline e Jane, Celeste cumpre o papel de representar a mulher que vêm antes da mãe, mas que esquece disto acabando por pensar nos filhos antes de si. Seu casamento se torna mais perigoso a medida que passa, mas pelos filhos (ou pelo menos é que diz a si mesma), Celeste continua presa ao marido. Desse modo, das três narrativas que Moriarty nos presenteia, a de Celeste é a que chega para chocar onde a autora tece a partir daqui um livro que impacta a cada pequena grande mentira que Celeste insiste em contar para si mesma.

“Digitou as palavras “terapeuta de casal” no Google. Então parou. Apagou as palavras. Não. Já havia tentado isso. Não era uma questão de trabalho doméstico e mágoas. Ela precisava falar com alguém que soubesse que as pessoas agiam daquela forma; alguém que fizesse as perguntas certas. Ela sentia as bochechas queimando quando digitou as duas palavras vergonhosas: “violência” “doméstica”. 

O livro todo é construído sobe o acontecimento de um crime durante uma festa infantil que parece ter culminado por conta da prática de bullying dos filhos dos acusados. Para narrar os acontecimentos tanto do passado quanto do presente, a autora usa da narração em terceira pessoa. Dessa maneira, Moriarty auxilia o leitor a entender melhor as situações como um todo. A cada capitulo que conta uma parte do passado, a autora insere um trecho de depoimento que com a visão dos personagens não envolvidos no crime sobre o que eles achavam sobre o acontecido. Foi interessante ver como o uso desse artificio fez com que o texto evoluísse pelo simples fato de conversar entre si. O suspense tomou grandes proporções dificultando a descoberta de quem matou e quem morreu.

De varias maneiras, Pequenas Grandes Mentiras consegue arrebatar o leitor pelas verdades que dissemina em suas paginas. E um livro que evoca diferentes sensações provocando o leitor a pensar com clareza sobre o impacto de suas mentiras pequeninas na sua vida e na daqueles que lhe cercam.

Talvez ela pudesse ficar. Era sempre um alívio muito grande quando ela se permitia acreditar que podia ficar

( Resenha ) Guerra À Ruína · Jonas de Souza

Minhas caras Corujinhas. Abram suas asas e se preparem pois vamos embarcar em uma aventura época destinada a mudar vidas para sempre.

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Título: Guerra À Ruína

Autor: Jonas de Souza

Páginas: 521

Ano: 2018

Avaliação: ⭐ ⭐ ⭐ ⭐ ⭐

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Sinopse: Com o avanço tecnológico, finalmente os corajosos desbravadores puderam explorar, pela primeira vez, o extremo norte do planeta de Asatna, mas o que descobriram naquele, até então pensado como ermo e vazio bloco de gelo, foi um novo e poderoso recurso mágico, de energia aparentemente ilimitada, que jogaria, pela primeira vez na história, todo o mundo de Asatna e seus países e continentes numa acalorada disputa pelo valiosíssimo e finito recurso. No caos da guerra que então rege o mundo, três homens em posições bastante distintas, Octávio, Álex e Azai, seguem com seus próprios objetivos e decisões, enfrentando as próprias batalhas, encarando verdades obscuras e fazendo descobertas que mudarão com suas vidas para sempre, sem saber, porém, que suas ações ditarão também com o destino de seus países, da guerra, do futuro e de toda a Asatna.

Todos que me conhecem sabem o quanto sou apaixonada por fantasia. Existem histórias que são tão bem feitas que você acredita que são reais, que podem ter existido de verdade. Guerra À Ruína de Jonas de Souza foi um livro que entrou nesse parâmetro por simplesmente ter sido diferente do que esperava para ele. A obra me surpreendeu em todos os aspectos, me proporcionando uma leitura fantástica com todas as faces que a palavra permite.

Livros únicos são uma coisa rara e quase nunca conseguem ser totalmente bem-feitos principalmente se tratando de uma fantasia (e de ficção-científica que marca grande presença neste livro). É fácil acabar uma obra nesse molde e ficar com aquela sensação de estar faltando algo. Mas em Guerra À Ruína, isso não ocorre assim como não ocorre a velha procrastinação que muitos autores se permitem. O autor soube dosar bem o número de páginas pela história que estava contando. Dessa forma, consegui me aprofundar melhor na história seja lidando com o lado mais ativo das ações do personagem, seja pela passividade que vem pelos pensamentos.

Mas o ponto que mais me deixou entusiasmada com a narrativa, por incrível que pareça, foi a história “não-contada”: a história que aconteceu antes do livro. Sempre gostei muito da maneira com o qual uma história se inicia contando como se chegou naquele ponto. A história de Asatana e todo o contexto que proporcionou o início da guerra foi espetacular. Foi onde o autor mais me surpreendeu, ele não se poupou à repetir um clichê, mas sim inovar transformando algo normal em extraordinário.

E por fim, mas não menos importante, gostaria de dar ênfase nos personagens. Quando um autor escreve partilhando o protagonismo sem criar casal, normalmente se perde uma característica essencial que é a singularidade.  Octávio, Álex e Azai não caem nessa cilada parecendo um conjunto de alguma coisa. Cada um mantém a personalidade. Talvez pela disparidade social entre eles, absorvem o mundo e a guerra de modos diferentes. Isso cria no livro um efeito de multiverso: Não são todos iguais, são homens forjados a enxergar diferente e consequentemente à lutar por coisas diferentes.

Guerra À Ruína foi um livro surpreendente. Falando fracamente, não esperava tanto da obra e estou grata por isso. Eu indico essa obra a todos aqueles que gostam de fantasia, mas principalmente aqueles que querem algo à mais no gênero.

( Anatomia Literária ) Capa e curiosidades sobre a saga Crepúsculo

Olá Corujinhas. Bem vindos à mais um Anatomia Literária dessa vez voltado aos livros da Stephanie Meyer e sua série mais famosa: Crepúsculo. O anatomia de hoje é para todos vocês, mas principalmente à linda Aline do blog Amor Literário que gentilmente respondeu meu pedido sobre quais livros vocês gostariam de ver por aqui. Então sem mais delongas vamos lá?

 

Lembrando que o post envolve explicações da história: caso não tenha visto o filme ou lido o livro e tenha vontade este post conterá spoiler.

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Capas
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A saga Crepúsculo foi lançada aqui no Brasil pela editora Intrínseca. Fazendo bastante sucesso entre os jovens, principalmente as garotas, por abordar de modo diferente a relação entre humanos e o sobrenatural é certo que Stephanie Meyer abriu as portas para o boom do gênero no Brasil. A saga foca inteiramente na relação de Bella Swan com o vampiro Edward Cullen e também as capas fazem alusão a essa relação. Foi bem inteligente da editora manter as capas originais que foram muito bem conceituadas além de serem lindas de morrer, pois vamos combinar, mesmo quem não gosta da saga sentira vontade de fazer um quadro com elas. Eu me ative apenas aos 04 primeiros Iivros já que esta é a série original da autora.

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A saga se inicia com o livro homônimo, Crepúsculo. Como toda as capas da série o fundo é preto que representa a obscuridade do que Bella não sabe sobre Edward. A primeira vista parece que a capa reproduz uma cena do livro/filme onde os protagonistas conversam e Edward pega uma maçã que escorrega da bandeija da moça. Apesar de claramente ser Edward que está segurando a fruta na capa (percebam que as mãos são brancas como osso, descrição dada por Meyer sobre a cor dos vampiros), a intepretação da capa é na verdade sobre a tentação que Bella causa em Edward. Ela é como uma maçã vermelha e suculenta que Edward tem nas mãos, mas ao invés de prova-la ele tenta protegê-la a todo custo. Outra interpretação a capa é que tanto a maçã como as mãos são referências à Bella que mesmo sabendo do proibido entrega-se à Edward.

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O segundo livro, Lua Nova é de longe minha capa mais bonita. Aqui o fundo também representa a todos os sentimentos de dor que Bella sente quando Edward vai embora deixando-lhe sozinha. Durante todo o livro, Bella sente-se desafazer-se com a falta de seu amado. A flor murchando representa a perda constante de pedaços da garota que não se conforma com a perda do amado. Apesar disso, Bella mantém esperança de que um dia Edward volte. No topo da capa, uma das pétalas está levantada como essa pequena parte dela não pudesse se deixar abater como todas as outras. As manchas vermelhas na pálida flor representam um ritual de passagem, o que era completamente puro, talvez não mais o seja.
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Em Eclipse o fundo vêm para determinar o risco da perda de tudo aquilo que os Cullen e Bella conquistaram pela perseguição de um antigo inimigo. Bella ainda é frágil em um receptáculo humano. A fita que simboliza a fragilidade de sua vida está mais uma vez se desfazendo, muito embora não por sua culpa mas pelas decisões que precisa tomar. Note que a fita só permanece unida por dois fios enquanto todos os outros foram partidos. Os fios representam Edward e Jacob, os dois amores que lutam por Bella mas que também se tornaram seus alicerses no decorrer desse livro e seus anteriores. A fita também mostra que Já não há mais pureza, a inocência deixou de existir e o tempo de decisão e de escolhas. A autora afirma que a capa com uma fita vermelha cortada representa não só a escolha de Bella entre Edward e Jacob e os perigos enfrentados, como também significa também que ela pode acabar com sua vida como humana.
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Por fim, em Amanhecer Bella finalmente faz parte do jogo ao se tornar uma vampira. Ela deixa para trás o status de fragilidade para virar a rainha que assume as rédeas da situação. A escuridão do medo por sua família não a impedem de ver o tabuleiro. Principalmente lhe ajudam a manter o foco para salvar sua filha Renesmee, que dessa vez é o ponto fraco de Bella mostrada atrás dela como um peão usado pelos seus inimigos para desastabiliza-la, afinal sua cor é diferente como se Renesmee fosse uma rival de sua mãe. Mas no jogo com os Volturi, Bella enxerga o próprio reflexo bem como sua importância naquele jogo. Uma segunda interpretação pode ser que as duas peças representam que Bella pode se transformar em rainha atravessando o tabuleiro, quer dizer, transformando-se em vampira.

Em todas as capas há um jogo de três cores: Preto, branco e vermelho. O preto além de tudo já citado, também representa o lado sobrenatural que contextualiza toda a obra. O branco é a pureza oposta à esse sobrenatural já que realmente nada é o que parece. Já o vermelho é rubro como sangue e simboliza a fragilidade presente em toda saga começando pela humanidade de Bella até o hibridismo de Renesmee. Quanto aos títulos, estes representam as fases da vida de Bella: Crepúsculo é o evento do fim do dia quando o sol está se pondo e representa a beleza do vislumbre da escuridão que ela encontra em Edward; A Lua Nova significa que essa é a fase mais negra d3 sua vida; Eclipse quer dizer que mesmo quando tudo devia ser claro, ainda à quem deseje escuridão; E Amanhecer o título quer dizer que depois da noite (lua nova/eclipse), vem o dia após tantos desafios.

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Curiosidades
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✩ O livro favorito de Bella e Edward é O Morro dos Ventos Uivantes que pode ser ligada de modo paralelo à história: Westcliff não pode casar-se com Catherine pela disparidade social envolvendo os dois.

Quando Stephenie Meyer ela chamava os protagonistas apenas “ele” e “ela”, devido a grande dificuldade em decidir o nome dos protagonistas. O nome Edward foi inspirado nos livros de Jane Austen, e Isabella foi o nome que ela daria para a própria filha.

Por ser pequena e muito parecida fisicamente com Bella, Emily Browning foi a primeira atriz a ser cotada para viver a personagem. Mas ela recusou e então Kristen Stewart foi escalada.

Para Edward, Henry Cavill que na época fazia The Tudors foi cotado. Mas o ator de 25 anos parecia inapropriado para interpretar um adolescente de 17.

Nas primeiras 24 horas em que o livro “Amanhecer” ficou à venda, mais de 1,3 milhões de exemplares foram vendidos.

Meyer afirmou que as músicas do Muse, banda britânica de rock alternativo, serviram de inspiração para escrever os livros da saga.

O vampiro Carlisle Cullen conquistou a primeira posição de personagem de ficção mais rico, de acordo com a revista Forbes. Com 370 anos, Cullen é médico e tem uma fortuna estimada em US$ 34,1 bilhões.

A ideia do livro veio de um sonho que a autora teve em 02 de junho de 2003: Nele, duas pessoas estavam tendo uma intensa conversa em meio a uma floresta. Uma dessas pessoas era uma garota comum, a outra era fantasticamente bonita, brilhante e um vampiro. Eles estavam discutindo as dificuldades pelas quais estavam passando por: A) estarem se apaixonando B) Ele ter um uma atração muito particular pelo sangue da garota e estava tendo dificuldades de não matá-la imediatamente.

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Então Corujinhas, esse foi o anatomia literária desse mês espero que tenham gostado. Em breve vai rolar bem mais para vocês. Se quiserem deixar sugestões fiquem super à vontade que vou pesquisar para dar à vocês. Beijos.

( Resenha ) Quando A Noite Cai · Carina Rissi

Minhas sonhadoras Corujinhas, fechem seus olhos e deitem em suas camas pois hoje vamos navegar através de sonhos e descobrir uma história de amor mais forte que a morte.

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Título: Quando A Noite Cai
Autora: Carina Rissi
Editoras: Verus
Páginas:
Ano: 2017
Avaliação: ⭐⭐⭐
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Sinopse: Briana Pinheiro sabe que não é a pessoa mais sortuda do mundo. Sempre que ela está por perto algo vai mal, especialmente no trabalho. Por isso é tão difícil manter um emprego. E a garota realmente precisa de grana, já que a pensão da família não anda nada bem. Mas esse não é o único motivo pelo qual Briana anda perdendo o sono. Quando a noite cai e o sono vem, ela é transportada para terras distantes: um mundo com espadas, castelos e um guerreiro irlandês que teima em lhe roubar os sonhos… e o coração. Depois de ser demitida — pela terceira vez no mês! —, Briana reúne coragem e esperanças e sai em busca de um novo trabalho. É quando Gael O’Connor cruza seu caminho. O irlandês de olhar misterioso e poucas palavras lhe oferece uma vaga em uma de suas empresas. Só tem um probleminha: seu novo chefe é exatamente igual ao guerreiro dos seus sonhos. Enquanto tenta manter a má sorte longe do escritório, Briana acaba por misturar realidade e fantasia e se apaixona pelo belo, irresistível e enigmático Gael. Em uma viagem à Irlanda, a paixão explode e, com ela, o mundo de Briana, pois a garota vai descobrir que seu conto de fadas está em risco — e que talvez nem mesmo o amor verdadeiro seja capaz de triunfar…

Não era qualquer olhar, mas aquele que devassa a alma, que não é capaz de fugir nem de esconder nada, pois a intensidade destróitodas as barreiras.

 

Carina Rissi é uma das minhas autoras nacionais favoritas e seus chick-lits sempre me fazem chorar de rir. Quando A Noite Cai é o sétimo livro que leio da autora. Normalmente não costumo comparar obras com semelhantes, mas quando se trata de autores, não consigo evitar comparar a construção de um livro para outro. Por esse motivo acredito que não caí de amores por este livro. Depois de tantas obras lidas da autora e sabendo da sua capacidade de surpreender, eu realmente esperei muitos mais elaboração em certos aspectos e me decepcionei com este livro.

Dona de uma escrita fluída e divertida, Rissi continua me fazendo rir bastante, o que é incomum já que poucos autores conseguem esse efeito. Dosado de maneira correta, existe leveza e dureza nas horas que ambas as coisas precisam acontecer. Por isso, a narrativa do livro  se torna bem construída por dar ao leitor ao leitor aquilo que ele precisa sem nocauteá-lo com elementos desnecessários. Nesse ritmo, ela vai nos apresentando seus personagens que vêm de modo cativante. Em meio a contextos, que variam as situações mais cômicas aos escuros segredos dos personagens, o livro se desenolve de modo rico e criativo não somente pelo humor, mas também por toda mitologia envolvida.

Essa é a diferença entre fantasia e realidade: a vida te frustra a todo instante enquanto a fantasia te entorpece com suaves doses de falsas esperanças.

Contudo, estamos falando de um romance, certo? E por esse motivo acabei não gostando tanto do livro. Apesar de ter amado conhecer Briana e Gael separadamente, juntos não tive o mesmo efeito. Não consegui shippar o casal de modo que não me perdi nas linhas e muito menos soltei coraçãozinhos pelos olhos. Por se tratar quase que um amor à primeira vista, acabei não tendo a emoção de me apaixonar por eles ao mesmo tempo que ambos o faziam. Foi como observar de longe o amor de dois passarinhos: é muito fofo, mas apenas isso. O romance foi a parte mais fraca do enredo, onde senti o muito do mesmo e bem pouca originalidade.

O que mais me agradou no livro, foram os sonhos de Briana e toda mitologia envolta deles. Esta em especial foi muito bem aprofundada onde fiquei de queixo caído com algumas histórias e louca para conhecer a Irlanda (mais um país para lista ☺). E quanto aos sonhos, foram muito bem criados, e para uma história contada em tão poucos capítulos — são oito ou nove que cumprem esse papel —, foram suficientes para não apenas dar mais amparo a história principal como também atiçar ainda mais a curiosidade do leitor.

Quando A Noite Cai foi uma leitura gostosa mesmo se tratando de um clichê. É um livro para quem gosta de romance e drama, mas principalmente de alegrias e boas risadas. É um livro de ficção para todas as idades e claro, para todos aqueles que amam um bom conto de fadas.

Porque eu queria marcar alguém dessa forma. Continuar existindo mesmo depois do fim. E me peguei pensando que os alquimistas não tinham entendido. Não existia um elixir da vida que trouxesse a imortalidade. É o amor que torna alguém imortal.