| Especiais | Retrospectiva Literária.

Oiii Corujinhas. Feliz véspera de ano novo para vocês meus queridos e queridas. Que amanhã seja sua estreia com pé direito em 2018. Mas enquanto o ano novo não chega, que tal um retrospectiva em leituras de 2017? Normalmente faço um post com minhas leituras totais do ano, mas dessa vez vou fazer praticamente uma tag sobre elas para não encher o saco de vocês. Será um três em três com tópicos sobre os livros que li esse ano com os melhores. Espero que gostem.

01. Melhores Livros.

image

A Resposta de Kathryn Stockett
A Lista Negra de Jennifer Brown
O Ódio Que Você Semeia de Angie Thomas.

Nesse, minhas três melhores leituras envolveram um tema que normalmente não encontramos na literatura: preconceito. Todos esses três livros me tocaram pela sua força. Por terem me tocado e me mostrado que — lá vem clichê — o amor e a coragem são mais fortes que a raiva e a intolerância.

02. Melhores autores.

image

• Sarah J. Maas.
• Stephen King.
• Julia Quinn.

Escolher os melhores autores foi uma tarefa difícil. Mas escolhi cada um por um motivo diferente. Sarah J. Maas porque ela reativou minha paixão pela literatura fantástica. Stephen King por uma leitura edificante sobre amizade. E Julia Quinn por mais uma vez ter deixado a muda do amor em meu coração.

03. Autores revelações: conheci esse ano e amei.

image

• Joe Hill, com Mestre das Chamas.
• Rainbow Rowell, com Eleanor & Park.
• Sarah MacLean, com Os Números do Amor.

Os melhores autores revelações foram particularmente difíceis de esolher. Fiz algumas leituras brilhantes e conheci alguns autores fantásticos. Mas Joe Hill, Rainbow Rowell e Sarah MacLean foram extraordinários. Hill retratou o medo como arma e como salvação. Rowell me lembrou como ser jovem e apaixonada. E MacLean me lembrou que o amor não é uma escolha, mas uma consequência de quem somos. Foram leituras essenciais este ano.

04. Melhores protagonistas femininas.

image

• Feyre, de Corte de Espinhos e Rosas.
• Starr, de O Ódio Que Você Semeia
• Lara Jean, de Para Todos Os Garotos Que Já Amei.

As minhas protagonistas este ano foram eleitas pelo coração, mas pensando em cada uma delas separadamente percebo que as três tem algo em comum. O modo com o qual todas as três lidaram com seus problemas e amadureceram com eles. Feyre mostrou dois lados de uma mesma moeda; a força e fraqueza não como opostas e sim com ponte para lhe ajudarem à construir sua personalidade. Starr veio como a superação de um medo enraizado na sociedade. Já Lara Jean não teve nada de excepcional. Ela é simplesmente ela, o que a torna inesquecível.

05. Melhores protagonistas masculinos.

image

• Rhysand, de Corte de Espinhos e Rosas.
• Gabriel, de Nove Regras A Ignorar Antes de Se Apaixonar.
• Clay, de Os Treze Porquês.

Os personagens masculinos favoritos não pensei muito antes de escolher. Rhys além de ter sido o crush do ano, foi o oposto do que eu esperava. Já em Gabriel vi nele uma mudança gradual que aos poucos foi o transformando em uma pessoa melhor. Já Clay é inexplicável. Enquanto o conhecia, percebi que o rapaz tinha medos que todos nós temos: um personagem real cheio de defeitos e qualidades.

06. Melhores gêneros.

image

• Romance.
• Fantasia.
• Suspense.

Eu li diversificados gêneros este ano. Foi um ano de descobertas tanto entre autores como também entre novas formas de enredo. O romance (incluindo o de época) me proporcionou leituras maravilhosas e cheias de significado. A fantasia me levou à lugares incríveis. E o suspense me deixou acordada a noite inteira. Cada um desses gêneros me deixou apaixonada por suas leituras.

07. Melhores vilões.

image

• Gaiáfago, da série Gone.
• A Coisa, de It.
• O Rei de Hybern, em Corte de Névoa e Fúria.

Assim como gosto de principais reais, também tenho preferência por vilões reais. Daquele tipo que me convença do seu poder. Na série Gone, o Gaiáfago me deu um medo real, mesmo que praticamente não aparecesse. A Coisa por outro lado, me mostrou o lado do horror, onde o medo está enraizado na maldade humana. E, de certa forma, foi essa maldade humana que motivou o Rei de Hybern: o poder o corrompeu como faz com todos aqueles que o desejam em demasia.

08. Melhores coadjuvantes.

image

• Nestha, em Corte de Névoa e Fúria.
• Cassian, em Corte de Névoa e Fúria
• Juliet, de Antes Que Eu Vá.

Os melhores coadjuvantes do ano foi a escolha mais fácil. Nestha é uma personagem que tem profundidade da qual ainda não consigo explicar. Há nela alguma coisa que a faz tão ranzinza o que me deixa ávida para desvendar seu mistério. Cassian me deu alegrias, além de ter sido leal e amigo sempre. E por fim, Juliet praticamente me fez chorar. Houve momentos que consegui me colocar em sua pele e sentir sua dor.

09. Personagens principais mais realistas.

image

• Minny, de A Resposta.
• Sam, de Antes Que Eu Vá.
• Calpúrnia, de Nove Regras A Ignorar Antes de Se Apaixonar.

Apesar de as outras duas protagonistas também terem me soado reais, Minny foi a personagem do ano que mais me fez acreditar em sua realidade. Bem humorada, mas ao mesmo tempo temerosa por aqueles que quer proteger, Minny foi o toque de mestre que me chocou em A Resposta. Sam não possuí toques de humor, mas houve nela um misto de muitas coisas que me fizeram odia-la e ama-la. Assim, pude ver sua evolução e acompanhar seus passos. E Callie foi uma das personagens mais verdadeiras que pude ler esse ano pela sua força. De certa forma, ela representa quem eu gostaria de ser em um romance de época.

10. Melhores séries ou trilogias.

image

Corte de Espinhos e Rosas, de Sarah J. Maas.
A Maldição do Vencedor, de Marie Rutkoski.
Myron Bolitar, de Harlan Coben.

Neste ano comecei e terminei novas séries e trilogias. Corte de Espinhos e Rosas foi uma das minhas favoritas do ano pela complexidade que apresentou me dando um misto de emoções. A Maldição do Vencedor foi um começo fantástico para uma trilogia que com certeza vai ganhar meu coração. E Myron Bolitar, nos três dos quatro livros que li esse ano da serie, me surpreenderam positivamente.

11. Melhores Filmes:

image

Logan, de James Magnold.
Mulher Maravilha, de Patty Jenkins.
The Beauty And The Beast, Bill Condon.

Logan foi uma conclusão magnífica para meu X-Men favorito de modo que não havia como não entrar para lista. A Mulher Maravilha criou representativade em um universo tão caraterístico masculino. Já A Bela e A Fera me fez voltar as raízes trazendo ainda mais a magia dos sonhos.

❀~✿ ❀~✿ ❀~✿ ❀~✿~❀~✿ ❀~✿ ❀~✿ ❀~✿~❀~✿ ❀~✿ ❀~✿ ❀~✿

Então é isso Corujinhas, minha última postagem desse ano tão cheio de emoções. Desejo à vocês não somente livros e coisas lindas, mas também novos ensinamentos e esperanças. Amem mais, vivam mais, leiam mais. Vocês estão ganhando mais 365 dias para viver novas aventuras. Sejam felizes.

Anúncios

| Resenha | A Queda – Marcelo Pereira Rodrigues.

Olá Corujinhas! Na última resenha do ano trago para vocês mais um livro que mistura filosofia com realidade do autor brasileiro Marcelo Pereira Rodrigues. Com profundidade, o autor explora o caminho que o amor toma para redimir os homens, lhes dar sentido à vida e entender o que nos faz completos. 

image

Título: A Queda.
Autor: Marcelo Pereira Rodrigues.
Páginas: 362
Ano: 2017
Editora: MPR Edições.
Avaliação: 👑 👑 👑 👑

SINOPSE: O lançamento do livro de Gregório é o ponto de partida da trama, aliás, o momento que se encontram alguns dos principais personagens. Ali presentes para tratar do sentido da vida passam do debate teórico suscitado pela ocasião do lançamento real de existir. Entre os temas que cruzam a vida dos personagens, uma crítica a religião, uma reflexão sobre o suicídio e questões relativas as transcendências. Todos os temas existencialistas trazidos ao romance com a leveza possível porque tocam questões de enorme profundidade. Os relacionamentos sexuais estão presentes na trama e aparecem com força e intensidade como nas outras obras do autor.

É preciso provocar um mundo que está em escombros. Pensar as coisas não apenas como o fato de que teremos que trabalhar amanhã, comermos amanhã, nos deitarmos amanhã. Pensar sobre as mesmas coisas, refletir sobre a nossa existência, procurar um sentido para a vida.

Para ler Marcelo Pereira Rodrigues você precisa entender logo de cara que o autor não tem foco em romances e aventuras, mas sim nos questionamentos da vida. Comecei A Queda com ansiedade pela ótima leitura que eu havia feito com Corda Sobre O Abismo. E posso dizer que as indagações que o autor propõe assumem um caráter maior pela grandeza com qual são colocados.

A Queda apresenta contextos que de primeira soam artificiais pela brevidade com o qual cada aspecto é tomado. Fiquei encucada com o propósito da primeira cena: ela nos apresenta diversos personagens e suas aflições, para então ser finalizada sem nenhuma resposta explícita, o que me deu necessidade de entender mais sobre todas aquelas personas. Dessa forma, o livro é envolvente desde o seu princípio pois a medida que avançamos na leitura nos encontramos novamente com os personagens não somente para entendê-los, mas para também e principalmente questionar os acontecimentos junto com eles.

E são suas personagens que dão a obra um ar excepcional, pois as situações colocadas estão dentro do comum e da medida do possível. Marcelo enreda por um caminho onde expõe que nas coisas mais simples da vida estão os maiores porquês. Nos brindando com personagem complexos que possuem medos e desejos. Dessa forma, foram bastante palpáveis os diálogos criados na obra. Para cada persona, suas falas fluíam de modo diferentes pois nós somos seres humanos diferentes. E em vários momentos me enxerguei dentro de alguns deles: na timidez, no falta de interação social, na culpa do que não se tem culpa… Isto me proporcionou uma experiência de encontrar na obra perguntas que nunca soube fazer.

Essa é uma obra para levantar questionamentos, não para construir respostas. Marcelo Pereira Rodrigues constrói su’A Queda como uma forma de fazer seus leitores recriarem seus olhares sobre aquilo que chamam tão levianamente de vida. O que nos faz donos de nós mesmos e quais caminhos precisamos trilhar para encontrar a verdade sobre a nossa existência.

| Resenha | Sob Os Olhos do Delírio – Fábio de Andrade.

À algumas semanas, Fábio de Andrade me convidou para ler os três contos que compunham Sob Os Olhos Do Delírio. Com um sorriso de orelha à orelha, aceitei lê-los mesmo não sendo a mais fanática do gênero. O resultado foi uma leitura em três níveis diferentes sobre a composição humana. O que somos e quais são os perigos que nossa própria psiquê nos impõe.

image

Título: Sob Os Olhos do Delírio.
Autor: Fábio Andrade
Páginas: 26
Ano: 2017
Avaliação: 👑 👑 👑 👑 👑

Sinopse: O que um senhor solitário assistindo uma garotinha sendo dilacerada por um demônio saltitante, um velho apaixonado e Nikolai, o enfermeiro de um hospício russo, têm em comum? Nessa antologia, Fábio De Andrade afoga seus leitores em um mar de agonia enquanto os três infelizes protagonistas só conseguem distinguir a vida da morte enquanto houver apenas tristeza em seus corpos. Dilemas de desespero, amor e horror são expostos da forma mais simples e poética da palavra, trazendo três situações em que ele deixa na mão do leitor decidir: A tristeza é causa ou consequência? Deixem que José de Alencar, o enfermeiro Nikolai e o velho marido de Lúcia lhe mostrem o real significado da melancolia em momentos que convergem no sentimento mais antigo e verdadeiro que a raça humana possui: o medo.

Narrados em primeira pessoa, os três contos conseguem ser diferentes um dos outros pela estilística que Fábio de Andrade utilizou em cada um. É visível as diferenças entre as narrativas que nos levam à imaginar cada situação de uma maneira diferente. Toma-se forma aqui a personalidade de cada personagem dando realidade aos acontecimentos. Entre emoções tão diversas, Fábio exibe por meio de três personas o medo, bem como o que o supera, mas principalmente o que o da forma.

O TRISTE FIM DE JOSÉ DE ALENCAR: Quando Andrade nos apresenta o conto, informa que o nome que dá à suas personagens são em realidade jogos de palavras, onde a sonoridade — e acrescento aqui a poética — como fundamentais para a construção da história. Enquanto lia o primeiro conto e imaginava a pessoa que o contava, pude perceber o encaixe de ambas as coisas: o personagem e a história narrada. De certa forma, tudo me remete à curiosidade que acaba por se tornar mais forte que o próprio medo. O autor busca explorar o fato — mais do que comum ao homem — que nossa curiosidade é potencialmente mais forte que o terror. Somos movidos pela necessidade de saber sem levar em consideração as consequências e principalmente à razão. De certo modo, esse conto caminha à nós com o sentido de nos mostrar os perigos de nossa própria curiosidade.

São esses momentos que refutam a ideia de que um destino premedita a vida de todos; o ser humano apenas toma decisões erradas quando as corretas são óbvias.

EM CASA: É o conto mais simples, mas nem por isso menos bom. Antes de tudo, é uma história de amor e saudade. O que nos faz estar em casa não são os confortos ou o teto, são as pessoas que nos aguardam. Alfredo, nosso herói, nos mostra isso: a verdade por detrás de quem somos e com quem queremos estar pela certza de ser aquilo que nos completa verdadeiramente.

OBMEN – 01: Fábio de Andrade ressalta na apresentação do texto que este é seu conto favorito e sem dúvidas devo concordar com ele. O conto se passa em um hospício e, obviamente, a loucura está presente em cada canto da obra. O que mais me deixa estupefata porém não essa loucura, mas o que vem com ela. Pois mais uma vez, Andrade brinca com o que acreditamos. O que nos faz presentes e seguro de nós mesmos é nossa mente e percepção do mundo. Quando isto é nos tirado, não resta nada exceto a progressão da incerteza. Mas especialmente, nos resta nada exceto um punhado de mentiras e a decisão frágil do que escolher acreditar.

Para finalizar, só posso dizer que o texto de Fábio de Andrade é o tipo que você precisa ler para entender com veracidade tudo que ele trata. Partindo de um misto de emoções, o autor te leva a pensar no que você é em todas as suas formas. O medo é parte de todos os homens pois é um estado da nossa natureza. Mas o que nos motiva à ter medo? O que nos faz ter coragem de enfrenta-lo? É isso que Andrade expõe em sua narrativa. A verdade que esta enraizada Sob Os Olhos Do Delirio: o que nós escolhemos enxergar quando todas as condições à nossa volta estão à nos enlouquecer.

| RESENHA | Uma Noite Para Se Entregar – Tessa Dare – Spindle Cove 01

Olá corujinhas! Tudo bom com vocês? Há alguns dias li um primeiro livro da Tessa Dare. Sou uma fã incondicional de romances de época e quase sempre estou à ler livros do gênero. Mas ler Tessa Dare foi bem diferente do que estou acostumada. A autora, apesar de não o ter feito um livro perfeito, conseguiu me deliciar com um romance envolvente e personagens fortes.
image

Título: Uma Noite Para Se Entregar
Título original: A Night To Surrender
Autora: Tessa Dare
Editora: Arqueiro
Páginas:
Ano:
Avaliação: 👑 👑 👑
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

Sinopse: Spindle Cove é o destino de certos tipos de jovens-mulheres: bem-nascidas, delicadas, tímidas, que não se adaptaram ao casamento ou que se desencantaram com ele, ou então as que se encantaram demais com o homem errado. Susanna Finch, a linda e extremamente inteligente filha única do Conselheiro Real, Sir Lewis Finch, é a anfitriã da vila. Ela lidera as jovens que lá vivem, defendendo-as com unhas e dentes, pois tem o compromisso de transformá-las em grandes mulheres descobrindo e desenvolvendo seus talentos. O lugar é bastante pacato, até o dia em que chega o tenente-coronel do Exército Britânico, Victor Bramwell. O forte homem viu sua vida despedaçar-se quando uma bala de chumbo atravessou seu joelho enquanto defendia a Inglaterra na guerra contra Napoleão. Como sabe que Sir Lewis Finch é o único que pode devolver seu comando, vai pedir sua ajuda. Porém, em vez disso, ganha um título não solicitado de lorde, um castelo que não queria, e a missão de reunir doze homens da região, equipá-los, armá-los e treiná-los para estabelecer uma milícia respeitável. Susanna não quer aquele homem invadindo sua tranquila vida, mas Bramwell não está disposto a desistir de conseguir o que deseja. Então os dois se preparam para se enfrentar e iniciar uma intensa batalha! O que ambos não imaginam é que a mesma força que os repele pode se transformar em uma atração incontrolável.

Não mulheres, nem homens, mas o que há entre duas pessoas que precisam uma da outra mais do que precisam respirar. Você pode discutir comigo tudo o que quiser, mas não pode negar isso. Eu sei que você sente.

O mais interessante de ler livros aos quais não sabemos nada é a capacidade de que estes tem de nos surpreender. Em Uma Noite Para Se Entregar, fiquei surpresa pelo modo feminista e empoderado com o qual a história foi conduzida. Tessa Dare possuí uma escrita clássica e fluída. Criou cenas de tirar o fôlego pela dinamicidade de seus diálogos. Mas principalmente foi brilhante o modo com o qual o poder feminino esteve presente em toda obra. Susanna Finch foi uma personagem tempestuosa, mas forte que soube mostrar à todo momento sua capacidade de tomar decisões e não se deixar ser submetida. Esse detalhe de feminismo presente na obra de Tessa foi com certeza o fato que eu mais gostei. Pois não foi algo jogado em cima de nós, mas sim conduzido de modo natural fazendo parte do contexto da obra como parte inexorável da história. Se Susanna não fosse tão forte e determinada nada daquilo faria sentido: é sua força que move as pessoas à sua volta.

Se o feminismo foi um dos pontos chaves da obra, os personagens foram importantíssimos para dar continuidade a esse conjunto. Cada um à sua maneira fez o poder feminino parecer natural, sejam os personagens à favor que já estavam acostumados aquilo ou os contra que viram na situação um absurdo. De todo modo, eu vi realidade nas ações dos personagens. Mesmo para uma época onde nós mulheres deveríamos seguir esteriótipos, as ações que levaram os personagens à sair dele tiveram seu grau de verdade dando credibilidade ao livro.

Você é humano. Todos temos medo, cada um de nós. Medo de viver, de amar e de morrer. Talvez marchar o dia todo em colunas organizadas distraia você da verdade. Mas e quando o sol se põe? Ficamos todos tropeçando na escuridão, tentando sobreviver a mais uma noite.

Mas se um dos meus pontos favoritos foi justamente à parte crível da história, o negativo foi os pontos de irrealidade que ficaram gritantes durante o enredo. O romance foi bem elaborado e bastante sensual. Não posso dizer que eu tenha caído de amores pela relação de Susanna e Bramwell ou encontrado nele o crush dos sonhos, mas também não devo negar que houve momentos que torci pelo casal. Contudo, houveram cenas — de sexo principalmente — aos quais não consegui ver a menor possibilidade daquilo acontecer. Pois ficou distante de mais do possível e de certo modo até exageradas. Não tenho certeza essas cenas foram inseridas apenas para quebrar o choque de realidade, mas seja como for, não conseguiram surtir em mim os efeitos desejados.

Críticas à parte, Uma Noite Para Se Entregar foi uma leitura que me surpreendeu pelo contexto criado durante à obra. É muito raro ver romances de época que optem por ir além do amor mas inseram questões no contexto. Afinal a literatura, clássica ou contemporânea, é uma ponte para divertir, emocionar e discutir assuntos que precisam ser discutidos.

Nossa casa é onde as pessoas precisam de nós.

| ESPECIAL | Planner 2018

Olá Corujinhas. O fim do ano está chegando e com isso começam nossos projetos para o ano que virá. Como sempre, nós blogueiros sempre começamos a elaborar os projetos para o ano seguinte e para isso, é sempre bom ter um apoio físico em nosso projeto. Pensando nisso, eu elaborei um planner simples para 2018 com funções e categorias que todos nós ficamos de olho no blog. Clicando no link abaixo, você poderá baixar em PDF e imprimir. Dependo da localidade, o preço varia entre R$ 3.50 reais ou $14.00, podendo até sair gratuita a impressão caso você possa retirar o arquivo desta maneira.

Planner 2018 – Em Pdf

image

O planner é bem simples. Os meses estão nas folhas ímpares para as anotações ficarem nas pares. Algumas pessoas tem letras grandes, e outras medias, por isso minha sugestão é você usar post-its para anotações maiores. Ou então, colocar o número da postagem em um quadradinho e em seguida fazer referência na aba de postagens do outro lado.
image

Outra dica que posso dar à vocês é fazer a encadernação do planner. A papelaria cuidaria de cortar as folhas no meio e é só encadernar. Lembrando pessoal que o planner é feito para ser imprimido frente e verso: em seguida é só dobrar as folhas e encaixa-las uma na outra da primeira à última. Mas caso você não possa encadernar ou a papelaria não corte as folhas, tenho um jeito super DIY que você pode usar para encapar.

Para isso você precisará dos seguintes materiais:

– 1 folha de E. V. A.
– 1 pasta com caneleta
– Tesoura
– Cola quente
– Agulha e linha.

PS: Desculpem não ter tirado fotos do passo à passo, mas essa versão do planner feita assim é a piloto, ou seja, foi feita primeiro apenas para teste. Mas vou tentar ilustrar bem.

1. Dobre as páginas do planner e a encaixe uma dentro da outra (7 dentro da 6 – 5 – 4 – 3 – 2 – 1)

2. Com agulha e linha costure o meio das folhas para que estas fiquem presas como se estivessem grampeadas.
image

3. Em seguida corte o papel E. V. A. para que ele fique alguns centímetros maiores que o planner.

4. Cole o planner na folha já cortada.
image

5. E em seguida cole a folha na parte plástica da pasta com caneleta (descarte a caneleta).
image

5. Deixe secar e esta finalizado.

•🍁•🍁•🍁•🍁•🍁•🍁•🍁•🍁•🍁•🍁•🍁•🍁•

É isso corujinhas, espero que tenham gostado e que 2018 venha recheado de coisas boas. Mil beijos.

| RESENHA | Mestre das Chamas – Joe Hill

Oii Corujinha, tudo bom? Esses últimos meses do ano têm sido recheados de grandes leituras. Mestre das Chamas de Joe Hill foi com certeza uma delas. Em uma ficção científica — mas intrigantemente classificado também como terror — o autor cria um universo apocalíptico onde o medo e a incerteza são peças chaves para o enredo.

MestreChamas_CapaWEB_1

Título: Mestre das Chamas
Título original: The Fireman
Autor: Joe Hill
Editora: Arqueiro
Páginas: 592
Ano: 2017
Avaliação: 👑 👑 👑 👑
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

Sinopse: Ninguém sabe exatamente como nem onde começou. Uma pandemia global de combustão espontânea está se espalhando como rastilho de pólvora, e nenhuma pessoa está a salvo. Todos os infectados apresentam marcas pretas e douradas na pele e a qualquer momento podem irromper em chamas. Nos Estados Unidos, uma cidade após outra cai em desgraça. O país está praticamente em ruínas, as autoridades parecem tão atônitas e confusas quanto a população e nada é capaz de controlar o surto. O caos leva ao surgimento dos impiedosos esquadrões de cremação, patrulhas autodesignadas que saem às ruas e florestas para exterminar qualquer um que acreditem ser portador do vírus. Em meio a esse filme de terror, a enfermeira Harper Grayson é abandonada pelo marido quando começa a apresentar os sintomas da doença e precisa fazer de tudo para proteger a si mesma e ao filho que espera. Agora, a única pessoa que poderá salvá-la é o Bombeiro – um misterioso estranho capaz de controlar as chamas e que caminha pelas ruas de New Hampshire como um anjo da vingança. Do aclamado autor de A estrada da noite, este livro é um retrato indelével de um mundo em colapso, uma análise sobre o efeito imprevisível do medo e as escolhas desesperadas que somos capazes de fazer para sobreviver.

Comecei Mestre das Chamas com uma pitada de incerteza sobre o que poderia me esperar no caminho. Conheci o livro através de uma resenha fantástica da Bia do blog Literatura Estrangeira (clique aqui para ler a resenha dela também) e fiquei com a obra na cabeça desde então. Em tempos cada vez mais assombrosos onde parece que estamos sempre a beira de um colapso, ler um livro que retrata o apocalipse parece ser obrigatório. É como vislumbrar o poder que a humanidade têm de ser bondosa e gentil ao mesmo tempo que é capaz de atrocidades para salvar a própria pele. Por isso, ao me deparar com a narrativa de Joe Hill sabia que teria um caminho permeado por verdades cruéis sobre quem somos e o que podemos ser. O livro não é apenas uma estória do mundo acometido pelo caos, mas uma quase história de porque esse caos existe.

Existe algo de terrivelmente injusto no fato de morrer no meio de uma boa história, antes de  ter oportunidade de ver como tudo acaba. Em certo sentido, claro, eu acho que todo mundo sempre morre no meio de uma boa história. Da sua própria história. Ou da história dos seus filhos. Ou dos netos. A morte é sempre dureza para os viciados em narrativas.

Joe Hill tem uma narrativa ao mesmo tempo lenta e fluída. Aquele tipo que você vai ler durante horas sem cansar, mas que vai precisar de tempo para diregir o que esta sendo contado. Usando de uma linguagem comum e referências maravilhosas, em uma camada superficial Joe dá um mundo comum apesar da doença que se espalha. É perceptível aqui como o autor tenta ligar o leitor à narrativa como se dissesse: Hey, esse mundo aqui um dia foi o seu. Foi uma maneira absurdamente brilhante de conectar os fatos presentes no livro à vida do leitor. Quando você percebe a camada de referências entende-se também como parte da história. Poderia ser sua mente fazendo ligações aqui e lá.

A morte e a ruína são o ecossistema preferido do homem. Já leu sobre a bactéria que prospera dentro dos vulcões, bem à margem da rocha fervente? Somos nós. A humanidade é um germe que prospera bem na fronteirada catástrofe.

Mas apesar de ter gostado do modo como o autor conduziu seu enredo tenho que admitir que senti uma certa proscastinada em suas páginas. O livro poderia facilmente ter umas cem páginas a menos. Entendo que boa parte dessa procrastinação foi a criação de aliserce da obra mais seguro da obra ou a enfatização de certos pensamentos, mas também percebo que o mesmo efeito teria sido produzido de uma forma ou de outra.

Desespero é apenas um sinônimo de consciência, e demolição é quase o mesmo que arte.

Em relação aos personagens, foi interessante ver como a abordagem de suas ações foi comum. Todas as decisões tomadas foram frutos de algo que realmente poderia ter acontecido. Ao ler livros, uma coisa que me irrita bastante é quando o personagem toma uma decisão bem viajada, daquele tipo que qualquer um pode notar que se fosse na vida real não teria sido feita. Então fico feliz em dizer os personagens de Mestre das Chamas não se entregam à esse erro. Pelo contrario, suas ações — idiotas ou não — provém dos pensamentos de personalidades verossímeis sendo guiadas pelo medo e pelo instinto de sobrevivência.

O medo não tende a fazer as pessoas moderarem seu uso de táticas extremas.

O medo é uma das — se não a — condição mais pura do homem. O medo nos faz crianças tolas que precisam de um guia ou adultos cruéis que faram de tudo para sobreviver. Quando estamos amendrontados viramos um produto do instinto de sobrevivência. A racionalidade se extingue e somos dominados pela vontade simples e pura de continuar vivendo. É exatamente isso que Joe Hill vai expor em seu apocalipse. O medo é o elemento central que irá guiar todos os outros, pois sempre que existe uma criança tola existe um adulto cruel para lhe guiar. Hill demonstra como ficamos a mercê de qualquer pessoa querendo acreditar que tudo aquilo é para o nosso bem ou tudo que fazemos é para o bem de quem amamos.

Mas aí penso, ué, mesmo antes da Escama do Dragão a maioria das vidas humanas era injusta, brutal, cheia de perda, tristeza e confusão. A maioria das vidas humanas era e é curta demais. A maioria das pessoas passou a vida faminta e descalça, fugindo de uma guerra aqui, de uma fome ali, de uma epidemia aqui, de uma enchente acolá. Mas as pessoas mesmo assim precisam cantar. Até mesmo um bebê que não come há dias para de chorar e olha em volta quando ouve alguém cantar de alegria. Quando você canta, é como dar de beber à quem tem sede. Uma gentileza. Isso faz você brilhar.

Mas se Joe nos mostra o lado fraco da humanidade, ele também nos mostra como supera-lo. Foi tocante ler cenas de compaixão em meio à tanta raiva. Desvendar que se para dez pessoas horríveis existe uma que se levanta contra. O medo não possui somente um lado. Com ele vem também a coragem para lutar por um dia melhor. Não precisamos nos ajoelhar, como também devemos lutar por quem acreditamos. Alguns de personagens nos guiam a acreditar nisso. Harper, por exemplo, tanto quer proteger seu filho como também zelar pelas pessoas que conheceu. A monstruosidade lhe faz ter medo, mas o amor lhe da coragem.

A sua personalidade não é só uma questão do que você sabe, mas do que os outros sabem sobre você. Você é uma pessoa com sua mãe, outra com seu par, e uma terceira com seu filhoou filha. Essas outras pessoas criam você tanto quanto você mesmo se cria, elas lhe dão seu acabamento. Quando você se vai, aqueles que deixou para trás guardam a mesma parte sua que sempre tiveram.

Em meio a todos esses contextos, Mestre das Chamas é um livro supreendene pela proeza de nos fazer pensar. O mundo acabou pela primeira vez em água e pela segunda pode ser em chamas. Mas ambos talvez tenham em comum a maldade do homem como sua própria ruína. Não é a natureza em si que nos matará, mas a verdadeira natureza do homem que sempre o conduz rumo à sua destruição. A diferença entre viver ou morrer esta em quem todos iremos ser quando este tempo chegar.

| RESENHA | Para Todos Os Garotos Que Já Amei – Jenny Han – Livro 01.

Olá Corujinhas. À algum tempo atrás li o primeiro livro da trilogia Para Todos Os Garotos e agora sou do time que amam a simplicidade e a trajetória de Lara Jean. Engraçado como nunca tinha sido grande fã do gênero, mas este livro me deu vontade de ler ainda mais dele. Pois além de cumprir bem o seu propósito, foi uma leitura cheia de emoções e grandes aprendizados.

download

Título: Para Todos Os Garotos Que Já Amei
Título original: To All the Boys I’ve Loved Before
Autora: Jenny Han
Editora: Intrínseca
Páginas: 320
Ano: 2015
Avaliação: 👑 👑 👑 👑 👑
Encontre: Skoob | Amazon | Saraiva

SINOPSE: Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou — cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos. Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo que ela não pode mais controlar.

O amor é assustador; ele se transforma; ele murcha. Faz parte do risco. Não quero mais ter medo.

Ler Para Todos Os Garotos Que Já Amei foi sensacional. Já esperava mais ou menos como seria a história e tinha certeza que não me esperavam grandes surpresas durante a leitura, como de fato não aconteceram. Mas não é porque algo não surpreende que significa que seja ruim. Para provar isso, neste livro aconteceu justamente o contrário. A supresa não foi um plost twist, mas a gradatividade com que as coisas foram acontecendo. Dessa forma, as minhas expectativas foram atendidas e a história se tornou uma daquelas que sempre irei lembrar com carinho.

Mas acho que as pessoas não mudam a essência. Elas são quem são.

Lara Jean ou Laranjinha para os íntimos é uma adolescente normal. Não existe nada de extraordinário nela que outra pessoa não conseguiria fazer. Por esse motivo a história foi tão interessante de ser lida. O fato de Lara Jean ser comum a torna especial. Ela passa a ser uma personagem real que poderia ser encontrada em cada esquina. Uma melhor amiga que partilha de nossos medos e com quem sentimos que podemos partilhar os nossos.

Só deixo as pessoas acreditarem no que quiserem. Não acho que seja minha responsabilidade me rotular para elas.

Ao entrar de cabeça na vida de Lara Jean, pude perceber que tudo vai além de um romance adolescente. Han desenvolve uma história de crescimento. No início da trama temos uma personagem sem muita confiança que depende dos outros para seguir em frente. De uma forma ou de outra, Laranjinha parecia sempre estar procurando aprovação de alguém. Mas, à medida que o livro avança, Lara Jean se fortalece para perceber que a única dona de sua vida é ela mesma. Isso não acontece de uma vez, mas de modo puro e simples como a própria personagem.

Acho que agora consigo ver a diferença entre amar alguém de longe e amar de perto. Quando você convive com a pessoa, vê quem ela é de verdade, e ela também vê você.

Jenny Han criou um livro fantásticos sem poréns, mas com muitos porquês. Seus persoagens cativam, mas principalmente sua história extraordinariamente comum nos leva a perceber quem somos e o que queremos ser. Leve, fluído e apaixonante Para Todos Os Garotos Que Eu Já Amei é uma história sobre coragem e amor: até onde esses sentimentos podem nos levar.

| RESENHA | Como Se Casar Com Um Marquês — Júlia Quinn — Agentes da Coroa — Livro 02.

Oii amores, tudo bom com vocês? Mês retrasado (#atrasadissimanaresenha) eu tive o prazer de me deliciar com mais um romance da extraordinária Júlia Quinn. Como Se Casar Com Um Marquês ganhou meu coração por ser um livro simples, mas cheios de significados de amor, familia e amizade.

como se casar com um marques julia quinn

Título: Como Se Casar Com Um Marquês.
Título Original: How A Marry To Marquis.
Série: Agentes da Coroa — Livro 02.
Autora: Júlia Quinn.
Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Avaliação: 👑 👑 👑 👑 👑
Encontre: Skoob || Amazon || Saraiva || Submarino.

Sinopse:Elizabeth Hotchkiss precisa se casar com um homem rico e bem rápido. Com três irmãos mais novos para sustentar, ela sabe que não lhe resta outra alternativa. Então, quando encontra o livro Como Se Casar Com Um Marquês na biblioteca de lady Danbury, para quem trabalha como dama de companhia, ela não pensa duas vezes: coloca o exemplar na bolsa e leva para casa. Incentivada por uma das irmãs, Elizabeth decide encontrar um homem qualquer para praticar as técnicas ensinadas no pequeno manual. É quando surge James Siddons, marquês de Riverdale e sobrinho de lady Danbury, que o convocou para salvá-la de um chantagista. Para realizar a investigação, ele finge ser outra pessoa. E o primeiro nome na sua lista de suspeitos é justamente… Elizabeth Hotchkiss. Intrigado pela atraente jovem com o curioso livrinho de regras, James galantemente se oferece para ajudá-la a conseguir um marido, deixando-a praticar as técnicas com ele. Afinal, quanto mais tempo passar na companhia de Elizabeth, mais perto estará de descobrir se ela é culpada. Mas quando o treinamento se torna perfeito demais, James decide que só há uma regra que vale a pena seguir: que Elizabeth se case com seu marquês.

Julia Quinn é uma das minhas autoras favoritas da contemporaneidade. Desde que li a série Os Bridgertons venho cada vez mais lendo outras obras da autora e me encantando por suas histórias. Apesar de nenhuma me encantar como os primeiros livros, cada obra tem sido especial à sua forma. Como Se Casar Com Um Marquês foi uma leitura sensacional que — de certa forma — eu não esperava. Julia Quinn trouxe uma coisa nova para suas histórias: não se trata mais de apenas um casal, mas do caminho que duas pessoas percorrem para encontrar o amadurecimento e a felicidade em si mesmos.

Não tenho certeza se é minha mente, mas sempre que leio um novo livro tento perceber a evolução mental dos personagens pois esta quando acontece, me ajuda a ter a sensação de que toda obra valeu à pena. Com a escrita característica marcada por leveza e fluidez, Julia Quinn consegue evoluir bastante as certezas, os medos e as personalidades Elizabeth e James. Por isso, em variados momentos da trama me senti próxima de ambos vendo-os como pessoas reais. Mesmo nos momentos em que senti raiva de atitudes de Elizabeth e James, pela realidade que cada apresentou não pude deixar de entendê-los.

O romance fala por si só. Ao criar duas personagens tão reais, Quinn desenvolve uma paixão também real. Conflitos internos inserem sensatez à uma troca de desejo incendiário. Foi lindo ver como tudo ia além das barreiras do amor de casal porque os dois personagens principais tinham preocupações que chegavam as suas famílias. Dessa forma, o amor era também fraternal onde todas as decisões deveriam ser pensadas em coletivo. Sim, se torna um tanto exaustivo o nunca se deixa levar pelas emoções, mas também é maravilhoso perceber a profundidade de todas estas ações.

Mas tenho que admitir que de tudo que poderia ter feito eu amar a obra, com certeza minha amada Lady Dambury encontra-se no topo da lista. Apesar de ter amado vários aspectos da obra, rever minha personagem favorita dos romances de época foi mágico. Parece bobagem, mas foi como encontrar uma com uma amiga e papear sobre diversas coisas. Suas aparições foram esplêndidas carregadas com o humor que somente Lady D. (Humpf!) é capaz de fazer.

Como Se Casar Com Um Marquês foi um leitura excelente cheia de magia e com uma boa pitada de sedução. Mas, muito mais que isso, é uma história de compreensão familiar e sobre como somos capazes de encontrar a felicidade nos lugares mais improváveis rodeados pelo imprevisível.