| TAG | Cinco Tons Literários

Oii gente. Como vocês sabem esse mês estou em campanha de Novembro Azul para conscientização do câncer de próstata, mas também indo além e tentando informar que todo tipo de câncer deve ser diagnosticado o mais breve possível. Por isso a tag de hoje foi criada justamente para contemplar esse mês. A tag de hoje está sendo feita em parceria com a Vivi do blog O Senhor dos Livros, então não esqueçam de ver o dela depois.

Vamos lá?

1. Azul prussiano.
Um livro que se passe em um país exótico (fictício ou não).
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Feita de Fumaça e Osso com certeza se passa em um lugar exótico que por sua causa eu fiquei com bastante vontade de conhecer. Contando a história da jovem Karou, o livro se passa a princípio na República Tcheca nos dando paisagens magníficas cheias de magia. Eu super recomendo esse livro pois é uma das melhores trilogias fantásticas que já li. Quem sabe ano que vem não resolvo fazer uma releitura?

2. Azul Royal.
Um livro que tenha realeza.
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O livro Sombra E Ossos de Leigh Bardugo é envolvido em um mundo de reis e rainhas. Ele conta a história de Alina, que vive em um mundo dominado pelo medo. Eles lutam contra inimigos criados por uma fenda mística criados por uma misteriosa escuridão que também criou uma fenda onde esses monstro abitam. A história se desenrola a partir do poder que Alina descobre possuir e que é uma esperança de finalmente libertação para seu povo.

3. Azul Marinho.
Um livro que tenha passagens em alto-mar.
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Engraçado como somente agora eu percebi que a maioria dos livros que li não possuem passagens em alto mar. Pode até envolver aviões, mas passagem em alto-mar é difícil de modo que só consigo pensar em um livro. A Fúria dos Reis de George R. R. Martin possui passagens em alto-mar quando narradas pelo ponto de vista do personagem Davos Seaworth que é capitão da frota de um dos candidatos a rei Staniss Baratheon. Além disso, por ser um livro que lida com dois continentes, durante o decorrer dos seguintes há uma grande quantidade de passagens que são feitas em alto-mar. Inclusive batalhas e viagens.

4. Azul Turquesa.
Um livro que seja precioso para você.
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Um dos meus livros favoritos de toda vida (que eu cito sempre que surge uma oportunidade) é O Sol É Para Todos de Harper Lee. Ele conta a história de um advogado negro que esta à defender um homem negro acusado de estupro nos Estados Unidos em 1950 (época de apartheid). Contado através de sua filha, Scout a história se desenrola trazendo à tona várias situações preconceito racial ou não. É um livro que todos deveriam ler.

5. Azul Bebê.
Um livro que seja leve e divertido.
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Ler Perdida da Carina Rissi foi uma experiência única. Eu gostei de mais do modo com o qual a autora trabalhou a história nos apresentando uma personagem que é engraçada na medida certa. Fazendo jus ao gênero comédia romântica, Carina Rissi criou um livro divertido ao extremo que nos faz rir, nos faz se apaixonar, e nos deixa pedindo mais.

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Então amores, essa foi a tag de hoje, espero que tenham gostado. Não esqueçam de passar no blog da Vivi para ver a tag que ela apresentou também. E não se esqueçam: contra o câncer, a prevenção é o melhor remédio. Beijos.

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| Resenha | A Garota Que Você Deixou Para Trás – JoJo Moyes

Oii Corujinhas, espero que esteja tudo numa boa com cada um de vocês e que as o leituras estejam sendo maravilhosas. Recentemente, uma amiga da faculdade me indicou o livro A Garota Que Você Deixou Para Trás da JoJo Moyes afirmando que era o melhor livro da autora. Depois de ler Como Eu Era Antes de Você e O Som do Amor e ter abandonado A Última Carta de Amor da autora, não estava nos meus planos ler nada mais da autora tão cedo. Mas peguei o livro despretensiosamente em um sábado e quando o domingo chegou e finalizei a leitura. E tenho que dizer ão houve como não ficar mais do que satisfeita por ter dado uma chance à obra.

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Título: A Garota Que Você Deixou Para Trás.
Título original: The Girl You Left Behind.
Autor: JoJo Moyes
Editora: Intrínseca
Ano: 2014
Páginas: 384
Avaliação: 👑 👑 👑 👑 👑 ❤
Encontre: Skoob || Saraiva || Amazon

Sinopse: Durante a Primeira Guerra Mundial, o jovem pintor francês Édouard Lefèvre é obrigado a se separar de sua esposa, Sophie, para lutar no front. Vivendo com os irmãos e os sobrinhos em sua pequena cidade natal, agora ocupada pelos soldados alemães, Sophie apega-se às lembranças do marido admirando um retrato seu pintado por Édouard. Quando o quadro chama a atenção do novo comandante alemão, Sophie arrisca tudo a família, a reputação e a vida na esperança de rever Édouard, agora prisioneiro de guerra. Quase um século depois, na Londres dos anos 2000, a jovem viúva Liv Halston mora sozinha numa moderna casa com paredes de vidro. Ocupando lugar de destaque, um retrato de uma bela jovem, presente do seu marido pouco antes de sua morte prematura, a mantém ligada ao passado. Quando Liv finalmente parece disposta a voltar à vida, um encontro inesperado vai revelar o verdadeiro valor daquela pintura e sua tumultuada trajetória. Ao mergulhar na história da garota do quadro, Liv vê, mais uma vez, sua própria vida virar de cabeça para baixo. Tecido com habilidade, A garota que você deixou para trás alterna momentos tristes e alegres, sem descuidar dos meandros das grandes histórias de amor e da delicadeza dos finais felizes.

Comecei a ler A Garota Que Você Deixou Para Trás por indicação de uma amiga da faculdade. Depois de tanto ouvir falar dela que este era o melhor livro da JoJo Moyes comecei a pensar: porque não? Dito isso, ao iniciar o livro possuía altas expectativas que estavam mescladas ao temor de acabar não gostando do livro mesmo assim. Mas a poética e emocionante história fez meu coração bater mais forte sem me deixar largar a leitura por um instante.

Primeiramente tenho que admitir que não consigo achar a escrita de Moyes fluente. Pelo contrário, acho-a exaustiva pois tenho a impressão que quanto mais eu leio, menos passo as páginas. Assim costumo demorar mais do que o usual para finalizar seus livros. Mas, graças ao deus dos livros, o “A Garota…” foi uma leitura bem rápida apesar de eu ter demorado para pegar o ritmo. Foi algo que me pegou desprevinida pela clareza com o qual os sentimentos foram expostos além de todo o mistério envolvendo a trama.

O mais legal de ler livros dos quais não sabemos quase nada sobre eles é o quão mais fácil você consegue se surpreender pela qualidade da história. JoJo Moyes criou uma obra que me deixou abismada e ao mesmo tempo extasiada com o que se passava. Em variados momentos eu me vi torcendo pelos personagens emocionada por sua trajetória. Neste livro, a escrita da JoJo Moyes bem como a maneira com o qual ela conduziu o enredo foram mais que suficientes: foram extraordinárias.

As personagens principais da trama são, com toda certeza o ponto mais alto do livro. É um eufemismo dizer o quão carismática suas duas mulheres foram fazendo parte da lista das personagens que mais me deixaram apegadas à sua trajetória. Em primeiro plano, Sophie foi uma mulher cheia de coragem, mas também de dúvidas. Consegui enxergar com clareza as atitudes que ela tomava e seu único desejo de rever seu marido, mesmo sempre que tentando manter sua família sã e salva. Já Liv, mesmo sentindo raiva dela por diversas vezes, me cativou pelo mesmo motivo que Sophie: vi verdade no que ela fazia mesmo que não concordasse com tudo.

Além de suas personagens principais, devo ressaltar o mistério muito bem construído proposto por JoJo que me deixou à ponto de arrancar os cabelos. Foi maravilhoso ver o mistério em torno do quadro, mas principalmente o ensinamento que o objeto deixou para trás. O ponto de união dessas duas histórias foi justamente esse ensinamento que fez com que tanto Sophie, quanto Liv percebessem que não eram mais “as garotas deixadas par trás” mas algo à mais que elas.

A Garota Que Você Deixou Para Trás é um livro que inspira coragem e amadurecimento. Apesar de não ter chorado, o livro me tocou pelas verdades de suas palavras. Vencer e ter não é o essencial, mas sim deixar ser levado pelas coisas boas que a vida pode nos trazer.

| ANATOMIA LITERÁRIA | Capa e curiosidades sobre A Culpa É Das Estrelas.

Oii amores, bom dia, tarde ou noite, seja quaisquer hora que vocês estejam lendo este post. Espero que vocês estejam muito bem e que suas leituras venham sendo maravilhosas. No Anatomia Literária de hoje, falarei sobre A Culpa É Das Estrelas de John Green que muito embora não seja um dos meus livros preferido, a estética, referências e quotes dele me chamou tanto a atenção que acabei por gravar na mente algumas partes que hoje irei compartilhar com vocês, muito embora os quotes serão compartilhados no instagram. Além disso, estamos no Novembro Azul que é o mês de prevenção e combate ao câncer de próstata e estou fazendo diversos post, mas sobre a doença em geral. Mas aviso que caso você ainda não tenha lido essa obra esse post conterá spoilers.

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A Culpa É Das Estrelas conta a história de Hazel Grace, uma jovem que luta contra o câncer de pulmão. Para agradar os pais, Hazel começa a frequentar um grupo de apoio para crianças com câncer onde conhece o jovem Augustus Waters. Embora Hazel não queira se envolver amorosamente com alguém, para não causar danos quando finalmente o câncer a levar, ao lado de Gus cada vez mais ela descobre que o amor não tem medidas e não têm freio. Ele não é uma dádiva que só os saudáveis irão ter. Pois quando amamos e somos amados de volta, até mesmo o menor dos tempos pode se tornar o maior dos infinitos.

A capa do livro é uma das mais legais conceitualmente que já vi, além de ser uma gracinha. O azul do fundo vêm da cor que é a simbólica da esperança. De certa forma é como se a capa fosse um manifesto para que mesmo nos momentos mais difíceis lembremos de ter esperança. Por nós, por nossa família, por nossos amigos… Em relação ao centro da capa, não sei vocês, mas antes eu imaginava que as nuvens eram realmente nuvens do céu (talvez pela composição com o fundo), mas na verdade são nuvens de pensamentos muito utilizadas em quadrinhos ao qual entendo como uma forma de mostrar quantas reflexões o autor nos daria ao produzir o livro. Já o título A Culpa É Das Estrelas, muito embora exista algumas opiniões que é uma referência à um trecho do livro onde um garçom diz ao casal principal que beber uma champanhe é como beber as estrelas, em realidade essa referência é um trocadilho relacionado ao livro Júlio Cesar de William Shakespeare. No texto original, o nobre Cássio diz a Brutus: “A culpa, meu caro Bruto, não é de nossas estrelas; mas de nós mesmos, que consentimos em ser inferiores.” Nesse trecho o termo estrelas é o equivalente a destino. Ao fazer tal trocadilho, John Green discorda de Shakespeare afirmando que as estrelas – o destino – têm sim bastante culpa sobre os fatos da vida pois existem pessoas boas que sofrem desnecessariamente em um mundo injusto e sobre ser ou não possível viver uma vida plena e significativa mesmo que não se chegue a vivê-la num grande palco, como Cássio e Brutus.

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Curiosidades sobre A Culpa É Das Estrelas.
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** Hazel Grace foi inspirada em uma garota que exisitiu na vida real, chamada Esther Earl e morreu em agosto de 2010, aos 16 anos. Os pais dela criaram a fundação “This Star Won’t Go” (“Essa estrela não se apagará”) para ajudar famílias com crianças com câncer. John Green lançou um livro em homenagem a garota logo após A Culpa É Das Estrelas.

** John Green levou pouco mais de 10 anos para escrever o desfecho do livro.

** O livro Uma Aflição Imperial, bem como o autor Peter Van Houten são frutos da imaginação de John Green. Contudo, eles tem um belo significado além de funcionar como um gancho para continuidade da história. O autor estava tentando criar um reflexo de A culpa é das estrelas, sendo assim Hazel sentiria uma profunda conexão com a história. Seu fascínio com o que acontece com a mãe da personagem Anna é na verdade a vontade de saber o que vai acontecer com sua própria mãe quando ela morrer, e ela vê na ambiguidade do final a mesma ambiguidade de sua vida: Hazel nunca será capaz de ter certeza que sua mãe ficará bem.

** Hazel assiste America’s Next Top Model porque John Green queria mostrar que, apesar de tudo, ela era uma adolescente.

** A famosa frase “Eu me apaixonei da mesma maneira que a gente cai no sono: devagar, e então de uma vez só” foi inspirada em Hemingway.

** Os adolescentes que participam do “grupo de apoio” no filme são realmente jovens que lutam contra o câncer.

** O nome Hazel é uma cor de transição e a personagem está no meio de um monte de coisas: entre ser saudável e ser doente, entre a infância e a idade adulta, ao qual John Green demonstra o nome como uma maneira de comunicar a instabilidade e medo.

** Já o nome de Augustus é um nome de imperadores romanos associado a noções tradicionais de grandeza. Mas Gus, seu apelido, é o nome de uma criança. No livro, ele vai da força à fraqueza, que é o oposto da jornada do herói habitual. Ele começa sendo um garoto confiante e pretensioso. E então ele se torna vulnerável. Para Gus, esse é um processo brutal.

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Então amores, esse foi o Anatomia Literária de hoje, em favor do Novembro Azul. Mas à todos as pessoas, fica aqui meu apelo para que façam exames, se previnam e lutem contra essas doença. “A vida é boa” não a perca. Espero que tenham gostado. Beijos.

| Algo À Ver | Lado A Lado – Chris Columbus.

Olá corujinhas. Espero que sua semana tenham se passado bem e que o fim seja melhor ainda. Nesse mês, como bem sabem, estou fazendo campanha de Novembro Azul mas de modo a abrangir todos os lados dessa doença. A Vivi do blog O Senhor dos Livros também aderiu a campanha fazendo um lindo post sobre A Culpa É Das Estrelas especialmente para vocês. Dessa maneira, tanto esse post como o dela é um apelo para que todos façam exames e se previnam. Previnir é sempre o melhor remédio. Por isso, a resenha de hoje será de um filme antigo, mas que sempre que o assisto me provoca uma sensação diferente no peito. Em Lado A Lado, do diretor Chris Columbus, somos apresentados a uma história de família em um retrato de compaixão e compreensão. 

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Título: Lado A Lado
Título original: Stepmon
Diretor: Chris Columbus.
Elenco: Julia Roberts e Susan Sarandon.
Roteiro: Gigi Levangie, Jessie Nelson, Steven Rogers Karen Leigh Hopkins e Ronald Bass.
Ano: 1998
Avaliação: 👑 👑 👑 👑 👑 💜

Isabel (Julia Roberts) é uma fotografa de sucesso que esta namorando Luke (Ed Harris). O executivo tem dois filhos – Ana (Jena Malone) e Ben (Liam Aiken) – e é divorciado de Jackie (Sara Sarandon). Isabel faz de tudo para agradar as crianças que lhe tratam com hostilidade pois desejam ver seus pais juntos e felizes novamente. Jackie, assim como os filhos, trata friamente Isabel pois não a considera adequada. As coisas então pioram quando Jackie recebe a notícia de que tem leucemia e é informada de que podera morrer por conta da doença. Mas o que parecia ser devastação, se torna uma ponte para o entendimento desta família à superar as mágoas do passado e aprender lições de amor e família.

Lado A Lado é um filme clássicos daqueles que eu posso assistir mil vezes que irei gostar e aprender algo novo. Com uma fotografia simples e um enredo bem construído, é um filme que vem para ampliar os nossos horizontes. Mostra-nos a fragilidade de nossas vidas e a capacidade que esta tem de tomar rumos que não esperamos. De certa forma, consigo ver amplitude no filme que tenta mostrar ao espectador como os papeis podem se inverter: um dia estamos dispostos a julgar firmemente alguém, até que por uma rasteira da vida somos levados à precisar da ajuda daquela pessoa.

É fácil compreender os papéis dos atores dentro do filme. Luke é um pai amoroso que tenta fazer as vontades dos filhos e manter uma boa relação com a ex-mulher, embora não esteja disposto a abrir mão da namorada. Já as crianças são bonitamente unidas à um propósito. Eles desejam à felicidade dos pais e acreditam que isso só será possível com ambos juntos. Claramente, Ben é influenciado por Ana, uma pré-adolescente que esta revoltada com a nova namorada do pai por acreditar que Isabel é a causa de todo sofrimento da família. De certa forma, Ana representa o sofrimento de todas crianças que não entendem a separação dos pais e procuram um objeto para jogar sua frustração.

Por fim, como enredo principal da trama temos a relação de Jackie e Isabel que é tensa e pontuada por palavras hostis. Isabel esta sempre tentando provar que ama de verdade as crianças, sem tentar ocupar o lugar que sempre vai ser de Jackie. É muito tocante a forma com o qual Isabel se preocupa com Ben e Ana, mesmo que eles lhe mantenham longe sempre tentando resolver seus problemas da melhor maneira possível. Do outro lado da moeda porem, Jackie esta sempre disposta a formentar a raiva que as crianças tem da nova namorada. Posando como uma mãe perfeita e única realmente capaz de entender as crianças. Jackie, entretanto, apesar de claramente estar errada por isso, é fácil de ser entendida. Ela tem medo de perder os filhos, do mesmo modo que perdeu o marido. O medo faz com que ela repudie Isabel que lhe é uma ameaça.

A partir da construção desse tocante enredo, a notícia da doença de Jackie vem junto com a proposta de casamento de Luke à Isabel. Dessa forma, Jackie precisa encontrar em Isabel uma nova forma de vê-la. Ela pode se tornar uma figura importante na vida dos filhos, de maneira que deve entender a mudança do amor e o que Isabel deverá representar na vida de suas crianças.

O ponto melhor de Lado A Lado é justamente os conflitos internos de Jackie.   A mulher passa a compreender que existe engano em pensar que temos controle de tudo, pois a qualquer momento podemos ficar de seus filhos sem chance de voltar a revê-los. Jackie tem que lidar com a incerteza e a impotência de não saber como será sua falta. Mas principalmente lidar, com a coragem – ou a falta dela – para deixar os bens mais preciosos aos cuidados de outra pessoa.

Lado A Lado é um filme tocante que vem para no ensinar várias lições sobre o mundo e sobre família. Somos levados à compreender não somente que dilemas à esperar da doença, como também a repensar no papel que cada pessoa tem à nossa volta.

| LIVROSOFIA | Não Tenha Vergonha.

Oii amores, como vão? Espero que o mês de outubro tenha sido recheados de leituras e que esse mês de novembro seja melhor ainda. Hoje é dia de mais um Livrosofia e o post de hoje vai ser mais curto que os anteriores, contudo, vai ser também mais crítico. Como venho falando sobre gêneros, amadurecimento literário e afins, o assunto de hoje é relacionado aos leitores, mas principalmente uma crítica aos julgadores e aqueles que se sentem intimidados por elas.

Ler um livro é uma tarefa única. Somos convidado à mergulhar em um mar de ideias, novas ou não. Procuramos sempre livros que nos atraiam e nossa bagagem nos faz gostar de um determinado livro ou não. Isso tudo, faz que toda leitura seja uma tarefa pessoal. Somos nós em toda nossa plenitudade que realizamos a leitura com colocando nosso tempo, nossas mentes e nossas experiências à favor de determinado livro. E mesmo assim ainda existe aquele leitor chato que tenta nos fazer sentir vergonha de termos lido certos livros. E de certa forma, talvez pareça estranho separar um dia no blog para tocar nesse assunto, mas realmente acredito que vergonha literária seja um assunto que deve ser tocado.

Quando vivemos em sociedade devemos estar preparados para sermos julgados. O humano é um ser crítico, mas sempre tem pessoas que estão dispostas à serem mais que isso, muitas vezes maldosas e arrogantes. Dentro do mundo dos leitores, era de se esperar que pessoas tão bem formadas ou nesse curso de formação fossem superiores à tais perspectivas, mas pelo contrário, é assombroso o quanto existem pessoas (inclusive leitores) por aí que se sentem no direito de julgar as outras pelo que elas andam lendo. E pior, o quão os próprios leitores às vezes sentem coagidos à ficarem envorganhados com suas leituras.

Para quem, como eu, costuma ler dos mais variados gêneros sem se preocupar com estilos e classificações de todo tipo, costuma receber aqueles olhares clássicos de não acredito que você gosta desse tipo de livros de pessoas que estão ali apenas para lhe colocar. Um exemplo clássico é o do livro erótico, mas acreditem quando digo que não é somente ele. Se você gosta de histórias mais infantis, por exemplo, costuma ser taxado de infantil; se gosta de ler clássicos, então é um careta metido; se gosta de ler romances então é uma garota boba. Todos esses esteriótipos ditos com aquela malicia velada características dos comentários maldosos.

Há também aquele tipo de situação que mesmo sem perceber os leitores hajem como se tivesem vergonha de certas leituras que tenham feito. Não necessariamente você, mas basta olhar ao redor para ver alguém encolhendo os ombros e dizendo não acredito que li isso e gostei! descartando uma leitura que fez parte de sua vida. Talvez por querer se sentirem mais maduros à si ou aos olhos de outra pessoa.

O grande erro nestes dois tipos de vergonha literária é justamente a nescessidade que o próprio leitor parece ter em relação à sua estada com outras pessoas se esquecendo do quão pessoal é o ato de ler. Nossas leituras são importantes para nossa vidas independente de termos gostado ou não – de ainda gostarmos ou não, pois elas são o reflexo de tudo que fomos e do caminho que percorremos para nos tornar leitores. Sentir ou deixar que alguem nos faça sentir vergonha tambem é manchar esse caminho.

Então, finalizando essse texto com uma frase de Ray Carson; Não importa é 50 Tons de Cinza, Crepúsculo ou Guerra e Paz. NUNCA deixe ninguém fazer você sentir vergonha de algo que você ama ler.

Até a próxima corujinhas.

| NOTÍCIA | Lançamento de Rainha da Mari Scotti.

Oii gente. Tenho uma novidade maravilhosa para vocês. Apesar de não ter falado muito dela aqui no blog utimamente a Mari Scotti é uma das autoras favoritas. Eu já tive o prazer de ler seis obras dela, cada uma mais maravilhosa que a outra. Em breve, em dezembro pretendo fazer resenha da trilogia Neblina e Escuridão para vocês. E por falar em trilogia, hoje será lançamento do livro Rainha que complementa a trilogia e que esta magnífico.

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SINOPSE: A morte de um ente querido pode desestruturar famílias e uma matilha. Ellene não sabe como superar suas perdas, principalmente agora que não tem mais como recorrer a Milosh. Encontrar a rainha dos vampiros era a sua missão, mas jamais imaginou se sentir tão perdida em conhecer sua verdadeira origem. Os vampiros desconfiam que Elizabeth III não é quem diz ser, e, se ela não provar sua real identidade, seu reinado padecerá. O reino dos vampiros está ameaçado; os traidores, mais perto do que se imagina. Amigos não são aliados. Então lhes resta lutar pelo trono e pelo futuro do reinado de Elizabeth.

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DETALHES DO LANÇAMENTO
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O lançamento acontecerá hoje dia 11 de novembro às 14h00 (horário de Brasília) na livraria Saraiva que esta localizada no Shopping Paulista.
Endereço: R. Treze de Maio 1947 – Loja 4011/4012 – Sala 02 – Bela Vista
Cep: 01327-001 – São Paulo – SP

Para outros detalhes clique aqui.

Encontre no Skoob.
Compre na Livraria Travessa.

| RESENHA | O Ódio Que Você Semeia – Angie Thomas.

Ler um livro que fala sobre preconceito no mundo intolerante de hoje é assustadoramente real. Tenho feito um punhado de leituras com esse tema durante os últimos meses e todos os livros me impactaram de alguma forma. O Ódio Que Você Semeia não foi diferente colocando-se entre os melhores. A história é um perfeito manifesto em virtude de todas pessoas que necessitam saber que suas vozes devem ser ouvidas.

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Título: O Ódio Que Você Semeia
Título Original: The Hate U Give
Autora: Angie Thomas
Editora: Galera Record
Ano: 2017
Avaliação: 👑 👑 👑 👑 👑
Encontre: Skoob || Saraiva || Submarino || Amazon

Thug Life era sigla de The Hate U Give Little Infants Fucks Everybody, “o ódio que você passa pras criancinhas fode com todo mundo”

Sinopse: Uma história juvenil repleta de choques de realidade. Um livro necessário em tempos tão cruéis e extremos. Starr aprendeu com os pais, ainda muito nova, como uma pessoa negra deve se comportar na frente de um policial. Não faça movimentos bruscos. Deixe sempre as mãos à mostra. Só fale quando te perguntarem algo. Seja obediente. Quando ela e seu amigo, Khalil, são parados por uma viatura, tudo o que Starr espera é que Khalil também conheça essas regras. Um movimento errado, uma suposição e os tiros disparam. De repente o amigo de infância da garota está no chão, coberto de sangue. Morto. Em luto, indignada com a injustiça tão explícita que presenciou e vivendo em duas realidades tão distintas (durante o dia, estuda numa escola cara, com colegas brancos e muito ricos – no fim da aula, volta para seu bairro, periférico e negro, um gueto dominado pelas gangues e oprimido pela polícia), Starr precisa descobrir a sua voz. Precisa decidir o que fazer com o triste poder que recebeu ao ser a única testemunha de um crime que pode ter um desfecho tão injusto como seu início. Acima de tudo Starr precisa fazer a coisa certa. Angie Thomas, numa narrativa muito dinâmica, divertida, mas ainda assim, direta e firme, fala de racismo de uma forma nova para jovens leitores. Este é um livro que não se pode ignorar.

A verdade gera uma sombra na cozinha; pessoas como nós em situações assim viram hashtags, mas raramente conseguem ter justiça. Mas acho que todos esperamos que essa vez chegue; a vez em que tudo vai acabar da forma certa.

O Ódio Que Você Semeia está entre as melhores leituras que realizei esse ano. Pensar em racismo, remete a pensar em que tipo de sociedade iremos deixar para nossos filhos visto quão perigoso o mundo está hoje e quem apoiamos para ocupar os cargos de poder. Pensar em racismo é ligar a TV e ver as notícias de atentados em todos os lugares do mundo ou crianças sendo ensinadas a odiar aqueles que lhe são diferentes. Ler um livro como de Angie Thomas é ver que tipo de legado estamos dispostos a deixar para trás.

— Todo mundo está com raiva porque Um-Quinze não foi acusado — explico —, mas também porque ele não é o primeiro a fazer uma coisa assim e se safar. Sempre acontece, e as pessoas vão continuar se rebelando até mudar. Então, o sistema ainda está semeando ódio, e todo mundo ainda está se fodendo?
Papai ri e me dá um soco na mão.
— Minha menina. Olha a boca suja, mas, é, é isso. E a gente nunca vai parar de se foder enquanto isso não mudar. Essa é a chave. Tem que mudar.

O Ódio Que Você Semeia foi um livro diferente do que eu esperava para ele. Quando leio livros que abordam temas mais pesados sempre penso que eles vão vir recheados de carga dramática sem alívios cômicos. Mas o livro de Thomas fugiu a regra ao se mostrar tenso nas horas certas e dramático nas horas certas, mas também fazer uso de uma linguagem fácil repleta de humor. Thomas conseguiu mostrar com perfeição que não é preciso ser pesado para falar sobre assuntos polêmicos, pois estes estão inseridos em todos os lugares de nossas vidas idependente de qualquer situação. Mais do que isso, Thomas cria um mundo adolescente real onde desenvolve uma narrativa que mistura a vida e a tecnologia. O mundo geek, o mundo nerd, o mundo que vivemos está representado dentro deste livro. Nunca antes eu tinha lido uma obra com tantas interações da internet ou citações atuais dentro de uma obra. É como se a autora colocasse para todos verem que o racismo pode estar em todas plataformas. Não nego que às vezes de forma um tanto forçada, sim, mas que definitivamente fazem sentido dentro do contexto do livro.

Papai alega que as casas de Hogwarts são gangues, na verdade. Têm suas próprias cores, seus esconderijos e estão sempre brigando umas com as outras, como gangues. Harry, Rony e Hermione nunca deduram um ao outro, assim como integrantes de gangues. Os Comensais da Morte têm tatuagens iguais. E veja Voldemort. Eles têm medo de dizer o nome dele. Falando sério,o papo de “Aquele Que Não Pode Ser Nomeado” é a mesma coisa quedar um nome de rua para ele. É coisa de gangue mesmo.

Os personagens são diferentes um dos outros de modo que não dá para confundi-los. Por uns, criei certa antipatia enquanto por outros sinto como se fosse amiga de infância. Tal dualidade me proporcionou maior proximidade com a história. Consigo enxergar ali as pessoas ao meu redor: a garota que tem medo, o homem que percebeu os erros do seu passado, a menina que por estar tão acostumada aquilo que não percebe suas atitudes racistas, a mãe… um irmão… um amigo… Tantos personagens com medos, aflições e alegrias diferentes que produziram efeitos variados de amor e ódio durante a leitura.

Mas é engraçado como funciona com os adolescentes brancos. É maneiro ser negro até ser difícil ser negro.

Starr é uma personagem extremamente cativante. A garota é uma adolescente comum com à qualquer menina de sua idade. Mas com uma pitada que não existe à outras adolescentes fora do mundo “negro: Todas as garotas têm medo de apresentar o namorado ao pai, mas Starr tem que apresentar um namorado que acima tudo é branco; Todas as garotas sofrem com crise de autoconhecimento, mas Starr tem que aprender a ser uma pessoa diferente para não ser taxada como do gueto. Dessa forma, a medida que vamos nos afundando na vida de Starr e a conhecendo melhor, é possível entender o seu medo e o porquê de estar tão presa aos estigmas da sociedade. Não é fraqueza que a menina colocou em si mesma e sim uma barreira gigantesca que o mundo atira em suas costar. Starr poderia ser normal, se as pessoas não lhe olhassem diferente.

Esse é o problema. Nós deixamos as pessoas dizerem coisas, e elas dizem tanto que se torna uma coisa natural para elas e normal para nós. Qual é o sentido de ter voz se você vai ficar em silêncio nos momentos que não deveria?

Os personagens secundários são igualmente cativantes. Começando pela família de Starr consigo perceber neles duas coisas: a primeira é a imagem inicial de que eles juntos são felizes e fortes como em um comercial de margarina. Sorriem e se apoiam sempre querendo o melhor e dando força um para o outro. Mas eu também percebo que esses personagens possuem uma carga dramática imensa para compor esse misto de felicidade exarcebaba e preocupações: O pai de Starr, Maverick foi preso e perdeu os primeiros anos do nascimento de sua filha além de ter tido um filho fora do casamento. Assim sua família teve que lidar com sua ausência em anos difíceis tendo o amparo de um tio para seguir em frente; Seven, meio irmão de Starr, tem que lidar com o fato de sua mãe namorar o chefe da gangue do bairro e ver elas e suas irmãs à mercê dessa situação. Dessa forma, ao mesmo tempo que Angie mostra situações difíceis, também ressalta como eles são uma família como qualquer outra. Como ser negros não significa que eles tem que ser uma família miserável, destruída e sem destino certo. Porque esse é apenas mais um estereótipo que a sociedade os envolveria.

Logo cedo, eu aprendi que as pessoas cometem erros, e você tem que decidir se os erros são maiores do que seu amor por elas.

Vale ressaltar também a evolução que Starr consegue ter no livro. Ela começa como uma personagem amedrontada para então se tornar uma personagem corajosa. Starr aprende como usar sua voz e os motivos pelos quais ela merece ser ouvida. Ela deixa para trás a dupla identidade para então se encontrar e ser à si mesma em seus dois mundos.

— Ter coragem não quer dizer que você não esteja com medo, Starr — diz ela. — Quer dizer que você segue em frente apesar de estar com medo. E você está fazendo isso.

Esse livro de Angie Thomas foi tudo que eu não esperava e mais um pouco. É sim uma das leituras mais gratificantes do ano. É um apelo para que todos nós percebamos por quais caminhos estamos percorrendo e demonstrando às nossas crianças. Um manifesto pela igualdade que nos deixa com raiva, emocionados e felizes. Mas principalmente que nos motiva a lembrar de Gandhi e sermos as mudanças que queremos e podemos ser no mundo.

Às vezes, as coisas dão errado mas o importante é continuar fazendo o certo.

| LISTA | 05 livros que retratam o câncer.

Oii amores, tudo bom com vocês? Hoje é dia de mais uma lista em parceria com a Keth (Parabatai Books). Normalmente, há muitas campanhas para a prevenção dos mais variados tipos de câncer. Esse mês é  o Novembro Azul que fala sobre prevenção do câncer de próstata. Mas como o azul é uma cor que evoca esperança, esse mês mostrar livros que falem do câncer em geral pois é sempre bom bater na tecla da prevenção. Então, apesar da cor predominante dos posts, esse mês vai ser pontuado por — entre outras coisas — um manifesto a favor de quem luta contra e para a prevenção do câncer.

Na lista de hoje, escolhi cinco livros que falam sobre o câncer com personagens que me pareceram fortes para lutar contra a doença. Mas são personagens que acima de tudo se mostraram altruísta e sonhadores mesmo com todas as dificuldades que enfrentaram.

Vamos lá?

1. Antes De Partir – Colleen Oakley.

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Sinopse: Na véspera do que esperava ser uma triunfante comemoração de três anos livre do câncer, Daisy, 27 anos, sofre um golpe devastador: seu médico lhe diz que a doença está de volta, desta vez ainda mais agressiva. Tendo apenas de quatro a seis meses de vida, ela está apavorada com o que será de seu marido, Jack, quando não estiver mais lá para cuidar dele. Esse medo tira seu sono, até que uma solução lhe vem à mente: ela precisa encontrar outra mulher para ele. Com uma determinação singular, Daisy visita parques, cafeterias e sites de relacionamento à procura do par perfeito para Jack. Mas, à medida que ela avança em sua busca, ela se vê forçada a decidir o que é mais importante no curto tempo que lhe resta: a felicidade de seu marido ou a sua própria?

O primeiro livro tem uma história clássica de amor ao próximo e altruísta. A personagem principal, Daisy, me parece porem estar fragilizada pois embora queira estar no controle da situação de seu marido, ela parece perder um pouco de si ao se recusar a olhar para os dois e ver que talvez ele queira ficar perto dela sem se preocupar com o depois. Fico curiosa com o desenrolar de tudo.

2. A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar – Esther Earl, Lori e Wayne Earl.

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Sinopse: Diagnosticada com câncer da tireoide aos doze anos, Esther Grace Earl era uma adolescente talentosa e cheia de vida. Fazendo jus ao nome, que em persa significa “estrela”, ela marcou todos em seu caminho com sua generosidade, esperança e altruísmo enquanto enfrentava com graciosidade o desgaste físico e mental causado pela doença. Filha, irmã e amiga divertida, alto-astral e inspiradora, Esther faleceu em 2010, logo após completar dezesseis anos, mas não sem antes servir de inspiração para milhares de pessoas por meio de seu vlog e dos diversos grupos on-line de que fazia parte. A estrela que nunca vai se apagar é uma biografia única, que reúne trechos de diários, textos de ficção, cartas e desenhos de Esther. Fotografias e relatos da família e de amigos ajudam a contar a história dessa menina inteligente, astuta e encantadora cujos carisma e força inspiraram o aclamado autor John Green a dedicar a ela sua obra best-seller A culpa é das estrelas.

Apesar de não ser a maior fã de A Culpa É Das Estrelas, tenho que admitir de que mesmo apenas lendo a sinopse da biografia garota que inspirou o livro me deixa emocionada. A história de Esther é inspiradora e mesmo não curtindo o gênero, quero sim dar uma chance ao livro e conhecer um pouco dessa garota maravilhosa.

3. Como Viver Eternamente – Sally Nicholls

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Sinopse: Sam ama fatos. Ele é curioso sobre óvnis, filmes de terror, fantasmas, ciências e como é beijar uma garota. Como ele tem leucemia, ele quer saber fatos sobre a morte. Sam precisa de respostas das perguntas que ninguém quer responder. ”Como Viver Eternamente”, é o primeiro romance de uma extraordinária e talentosa jovem autora. Engraçado e honesto, este é um livro poderoso e comovente, que você não pode deixar de ler. A autora tem apenas 23 anos e embora seja seu primeiro livro, ele está sendo lançado em 19 países, dirigido a crianças, adolescentes e adultos.

Acho que esse deve ser o livro mas fofo da lista. Por se tratar de um livro sobre uma criança, não deve conter apelos de romance romântico o que me deixa encantada com a premissa do livro. A abordagem da autora é a utilização de problemas comuns à idade do jovem Sam. O que representa o quão normal uma criança pode ser condições.

4. A Mais Pura Verdade -Dan Gemeinhart.

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Sinopse: A Mais Pura Verdade – Em todos os sentidos que interessam, Mark é uma criança normal. Ele tem um cachorro chamado Beau e uma grande amiga, Jessie. Ele gosta de fotografar e de escrever haicais em seu caderno. Seu sonho é um dia escalar uma montanha. Mas, em certo sentido um sentido muito importante , Mark não tem nada a ver com as outras crianças. Mark está doente. O tipo de doença que tem a ver com hospital. Tratamento. O tipo de doença da qual algumas pessoas nunca melhoram. Então, Mark foge. Ele sai de casa com sua máquina fotográfica, seu caderno, seu cachorro e um plano. Um plano para alcançar o topo do Monte Rainier. Nem que seja a última coisa que ele faça. A Mais Pura Verdade é uma história preciosa e surpreendente sobre grandes questões, pequenos momentos e uma jornada inacreditável.

Também narrado em segunda pessoa, a mais pura verdade me tocaria mas por outro motivo. O livro não parece ser leve e sim pautado de emoções mais pesadas como raiva e sofrimento. Mas também é um livro que fala de autoconhecimento onde um garoto utrapassa as barreiras que a sociedade criou para ele.

5. Um Amor Para Recordar – Nicholas Sparks.

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Sinopse: Cada mês de abril, quando o vento sopra do mar e se mistura com o perfume de violetas, Landon Carter recorda seu último ano na High Beaufort. Isso era 1958, e Landon já tinha namorado uma ou duas meninas. Ele sempre jurou que já tinha se apaixonado antes. Certamente a última pessoa na cidade que pensava em se apaixonar era Jamie Sullivan, a filha do pastor da Igreja Batista da cidade. A menina quieta que carregava sempre uma Bíblia com seus materiais escolares. Jamie parecia contente em viver num mundo diferente dos outros adolescentes. Ela cuidava de seu pai viúvo, salvava os animais machucados, e auxiliava o orfanato local. Nenhum menino havia a convidado para sair. Nem Landon havia sonhado com isso. Em seguida, uma reviravolta do destino fez de Jamie sua parceira para o baile, e a vida de Landon Carter nunca mais foi a mesma.

Um Amor Para Recordar é um dos meus livros favoritos. Ler esse livro foi uma experiência única que somente Nicholas Sparks poderia nos proporcionar.  O autor nos apresenta dois personagens que vão além do simplório mesmo que tenham uma relação cliché de badboy + garota tímida. Mas nesse livro o que esta em jogo é o crescimento que todos os personagens possuem durante esta trajetória.

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Bom amores, essa foi a lista de hoje espero que tenham gostado. Não se esqueçam de ver a lista da Keth também.  E caso tenham alguma sugestão de quais listas queira ver aqui no blog fique à vontade para deixar nos comentários. Beijos.