| RESENHA | A Maldição do Vencedor — Marie Rutkoski — Livro 01.

Oii gente. Tudo bom com vocês? Eu ando tão embolada com minha vida que as resenhas estão saindo sem muita ordem, mas eu prometo melhorar ano que vem provavelmente mas sem deixar de postar coisinhas pra vocês. Teremos algumas novidades em breve ano que vem de novo. Sim planejamentos antecipados que espero que vocês gostem além de um melhor entrosamento entre as colunas. Mas deixando de lado a minha organização, hoje eu vou postar a penúltima resenha dos livros que eu li na Maratona de Inverno 2017 que foi A Maldição do Vencedor no item: Um livro que você compraria pela capa. E sinceramente, olhando para essa coisa magnífica acho que todo mundo deve concordar comigo.

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Título: A Maldição do Vencedor.
Título Original: The Winner’s Curse
Autora: Marie Rutkoski
Editora: Plataforma 21
Ano: 2014
Avaliação: 👑 👑 👑 👑 👑❤
Encontre: Skoob || Amazon || Saraiva || Submarino

SINOPSE: Kestrel quer ser dona do próprio destino. Alistar-se no Exército ou casar-se não fazem parte dos seus planos. Contrariando as vontades do pai – o poderoso general de Valória, reconhecido por liderar batalhas e conquistar outros povos –, a jovem insiste em sua rebeldia. Ironicamente, na busca pela própria liberdade, Kestrel acaba comprando um escravo em um leilão. O valor da compra chega a ser escandaloso, e mal sabe ela que esse ato impensado lhe custará muito mais do que moedas valorianas. O mistério em torno do escravo é hipnotizante. Os olhos de Arin escondem segredos profundos que, aos poucos, começam a emergir, mas há sempre algo que impede Kestrel de tocá-los. Dois povos inimigos, a guerra iminente e uma atração proibida… As origens que separam Kestrel de Arin são as mesmas que os obrigarão a lutarem juntos, mas por razões opostas. A maldição do vencedor é um verdadeiro triunfo lírico no universo das narrativas fantásticas. Com sua escrita poderosa, Marie Rutkoski constrói um épico de beleza indômita.

Ele conhecia a lei das coisas: pessoas em lugares muito iluminados não são capazes de ver nas trevas.

A Maldição do Vencedor foi um daqueles livros que nos deixam com uma grande cara de tacho no final com a certeza de que os próximos seram ainda melhores. O que foi muito bom, porque ando lendo livros que me deixam um gosto amargo e uma sensação de poderia ter sido muito melhor. Mas nesse caso, houve o contrário pois A Maldição do Vencedor foi tudo que eu não esperava e muito mais. Mesmo não gostando muito de histórias com pouca descrição ambiental, Marie Rutkoski me proporcionou uma leitura que, por ser tão emocionalmente bem escrita, se tornou de mais valia que a redução do ambiente.

Em todos os aspectos que consigo pensar, o livro foi bem construído. Desde a história antes do livro começar (o que são os Valorianos e como eles se tornaram tão fortes) até as personalidades dos personagens que são diferentes em ações e gestos um dos outros. Isso me deu uma sensação de realidade muito impactante durante a leitura. Como se aquele mundo existisse e pudesse ser visualizado quando vamos à esquina. Tanto nos momentos em que precisei de explicações, como nos momentos em que tive que sentir na pele os conflitos de cada personagem.

Não é isso que as histórias fazem? Transformam coisas reais em falsas e coisas falsas em reais?

Começando pela produção da história em si, a autora criou um mundo extenso mesmo dando poucas informações sobre detalhes ambiente. Ao invés disso, foi nos dado um livro de riqueza excepcional nos detalhes históricos que juntos me deram um paronama sobre o mundo como os valorianos e herranis o conhecem. Dessa forma, ao conhecer o que realmente aconteceu no passado consegui vislumbrar o que poderia acontecer no futuro e também entender todas as aflições dos personagens.

Por falar em personagens, outro ponto que me deixou bastante extasiada com a leitura foi a construção das personalidades de Kestrel e Arin. Ambos vêm de mundos diferentes e possuem diferentes medos e ambições. Enquanto Kestrel procura uma maneira de se livrar de seus destinos possíveis — o casamento ou a entrada para o exército —, Arin tenta livrar encontrar uma maneira de ajudar seu povo, os herranis, à se livrarem da escravidão. Dessa forma, ao conhecer dois personagens tão opostos, percebemos também o quão suas personalidades são compatíveis à sua história.

Ele a viu. Ela sabia que ele a viu. Mas seus olhos se recusaram a vê-la. Era como se ela fosse transparente. Como o gelo, ou vidro, ou algo igualmente frágil.

Kestrel possuí os traços arrogantes de um valoriano e um certo desdém pelas regras. Mas também possuí força e inteligência para pelo menos tentar mudar o seu destino. Não é o tipo de pessoa que desisti, sendo extremamente leal aos seus amigos. O que mais me deixou encantada em Kestrel, apesar de detestar com todas as minhas forças personagens arrogantes, foi perceber que por baixo de toda essa dureza havia ainda uma mulher com sonhos e esperanças de um futuro diferente.  Parecido com Kestrel, Arin também possuí traços de arrogância muito embora os seus sejam devidos à sua ascendência e não sua força. Arin é cuidadoso e de certo modo gentil, mesmo não possuinddo motivos para assim o ser. Afinal de contas, sua liberdade foi tirada e seu maior desejo é ser livre.

Ao criar dois personagens tão diversos, quando a autora os uni cria uma conexão forte, mas também dilematica. Do mesmo modo que parece tão fácil dar vasão as escolhas de Arin pelo significado que elas possuem em um sentido maior, também é possível enxergar em Kestrel as motivações do seu povo. Então, ao termos dois personagens em choque, os sentimentos são muito bem explorados onde têm-se aqui um romance apaixonante que vai além das escolhas pessoais e do que queremos para nós mesmo.

Esse livro de Marie Rutkoski é lindo e maravilhoso. Cada página, cada capítulo foi construído de modo que percebamos a evolução e os sentimentos dos personagens. Eu super recomendo A Maldição do Vencedor para todos aqueles que desejam um romance que vá além do romântico e trazendo conflitos para dominar seus pensamentos.  

A felicidade depende de ser livre, e a liberdade depende de ter coragem.

26 comentários em “| RESENHA | A Maldição do Vencedor — Marie Rutkoski — Livro 01.”

  1. Ei! Tudo bem?

    Menina, já tinha visto essa capa antes (tinha me apaixonado), mas não imaginava o quão surpreendente esse livro poderia ser. Fui lendo sua resenha e me empolgando cada vez mais com a leitura, fazia tempos que não via uma obra tão diferente assim e que ao mesmo tempo parece ser tão bem construída. Adoro quando o autor que cria todo o ambiente da história, acho genial o poder que alguns tem de criar algo tão original e inovador. Amei muito a sua resenha, você está muitooo de parabéns!

    Beijos!
    http://www.as365coresdouniverso.com.br/

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  2. Jéssica, eu amei a sua resenha ❤ ❤ ❤
    Sou apaixonadinha por essa trilogia e espero que você também goste dos outros livros.
    Kestrel é uma das minhas mocinhas favoritas da vida! E você descreveu muito bem esse lado arrogante no qual ela puxou aos volarianos, mas ela é muito melhor do que isso. O melhor da personagem, é que ela se torna real quando você enxerga as raízes dela, como por exemplo como ela é parecida com o pai. Mas ao que faz a grande diferença, é o seu caráter.
    Se você já gostou desse livro, tenho certeza que vai gostar dos outros, porque a história só melhora.

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  3. Oii… primeiro que capa maravilhosa!!! Adoro livros com contextos históricos, e que os personagens são bem construídos e vão evoluindo a cada capítulo, pelo que citou a leitura parece ser maravilhosa, e deixam aquele gosto maravilhoso no final. Amo quando o romance aborda mais que o romantismo rs’. Já anotei a dica! Beeijos ❤

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  4. Esse livro é de uma série ne? Minha amiga mostrou ele num dos grupos de Whatsapp e eu amei essa capa(ou os outros se tiver mais). Esses vestidos que eu acho lindo. E quando ja tem pelo menos um dos personagens na capa fica mais fácil de imaginar o resto. Adorei conhecer a história. 🌸

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  5. Sim, com toda certeza eu compraria esse livro pela capa, e pelo título também! Eu comecei a lê-lo faz um tempo, nem sei porque abandonei a leitura, já estava bem avançada. Pretendo voltar a lê-lo, só estou esperando uma oportunidade (tempo). Amei a construção da história também e esse choque entre os personagens nos dá uma visão ampla do mundo deles e ao mesmo tempo torcemos pra que esse mundo se una. Há muita coisa por trás da história de cada um. E Kestrel? Nossa, essa personagem me cativou tanto, a luta dela contra o sistema dr seu próprio povo é admirável.
    Amei demais sua resenha, Jess.
    Beijooos ❤

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  6. Essa capa sinceramente é um arraso de linda, é daquelas que nós bookaholics compraríamos só para ter na estante kkk. Ah, eu só compro se eu ler a sinopse, se eu não ler eu não compro de jeito nenhum, sou dessas kkk, me julguem. Já quero mergulhar nesse romance e essa capa na minha estante, bjusss.

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