| RESENHA | A Maldição do Vencedor — Marie Rutkoski — Livro 01.

Oii gente. Tudo bom com vocês? Eu ando tão embolada com minha vida que as resenhas estão saindo sem muita ordem, mas eu prometo melhorar ano que vem provavelmente mas sem deixar de postar coisinhas pra vocês. Teremos algumas novidades em breve ano que vem de novo. Sim planejamentos antecipados que espero que vocês gostem além de um melhor entrosamento entre as colunas. Mas deixando de lado a minha organização, hoje eu vou postar a penúltima resenha dos livros que eu li na Maratona de Inverno 2017 que foi A Maldição do Vencedor no item: Um livro que você compraria pela capa. E sinceramente, olhando para essa coisa magnífica acho que todo mundo deve concordar comigo.

image

Título: A Maldição do Vencedor.
Título Original: The Winner’s Curse
Autora: Marie Rutkoski
Editora: Plataforma 21
Ano: 2014
Avaliação: 👑 👑 👑 👑 👑❤
Encontre: Skoob || Amazon || Saraiva || Submarino

SINOPSE: Kestrel quer ser dona do próprio destino. Alistar-se no Exército ou casar-se não fazem parte dos seus planos. Contrariando as vontades do pai – o poderoso general de Valória, reconhecido por liderar batalhas e conquistar outros povos –, a jovem insiste em sua rebeldia. Ironicamente, na busca pela própria liberdade, Kestrel acaba comprando um escravo em um leilão. O valor da compra chega a ser escandaloso, e mal sabe ela que esse ato impensado lhe custará muito mais do que moedas valorianas. O mistério em torno do escravo é hipnotizante. Os olhos de Arin escondem segredos profundos que, aos poucos, começam a emergir, mas há sempre algo que impede Kestrel de tocá-los. Dois povos inimigos, a guerra iminente e uma atração proibida… As origens que separam Kestrel de Arin são as mesmas que os obrigarão a lutarem juntos, mas por razões opostas. A maldição do vencedor é um verdadeiro triunfo lírico no universo das narrativas fantásticas. Com sua escrita poderosa, Marie Rutkoski constrói um épico de beleza indômita.

Ele conhecia a lei das coisas: pessoas em lugares muito iluminados não são capazes de ver nas trevas.

A Maldição do Vencedor foi um daqueles livros que nos deixam com uma grande cara de tacho no final com a certeza de que os próximos seram ainda melhores. O que foi muito bom, porque ando lendo livros que me deixam um gosto amargo e uma sensação de poderia ter sido muito melhor. Mas nesse caso, houve o contrário pois A Maldição do Vencedor foi tudo que eu não esperava e muito mais. Mesmo não gostando muito de histórias com pouca descrição ambiental, Marie Rutkoski me proporcionou uma leitura que, por ser tão emocionalmente bem escrita, se tornou de mais valia que a redução do ambiente.

Em todos os aspectos que consigo pensar, o livro foi bem construído. Desde a história antes do livro começar (o que são os Valorianos e como eles se tornaram tão fortes) até as personalidades dos personagens que são diferentes em ações e gestos um dos outros. Isso me deu uma sensação de realidade muito impactante durante a leitura. Como se aquele mundo existisse e pudesse ser visualizado quando vamos à esquina. Tanto nos momentos em que precisei de explicações, como nos momentos em que tive que sentir na pele os conflitos de cada personagem.

Não é isso que as histórias fazem? Transformam coisas reais em falsas e coisas falsas em reais?

Começando pela produção da história em si, a autora criou um mundo extenso mesmo dando poucas informações sobre detalhes ambiente. Ao invés disso, foi nos dado um livro de riqueza excepcional nos detalhes históricos que juntos me deram um paronama sobre o mundo como os valorianos e herranis o conhecem. Dessa forma, ao conhecer o que realmente aconteceu no passado consegui vislumbrar o que poderia acontecer no futuro e também entender todas as aflições dos personagens.

Por falar em personagens, outro ponto que me deixou bastante extasiada com a leitura foi a construção das personalidades de Kestrel e Arin. Ambos vêm de mundos diferentes e possuem diferentes medos e ambições. Enquanto Kestrel procura uma maneira de se livrar de seus destinos possíveis — o casamento ou a entrada para o exército —, Arin tenta livrar encontrar uma maneira de ajudar seu povo, os herranis, à se livrarem da escravidão. Dessa forma, ao conhecer dois personagens tão opostos, percebemos também o quão suas personalidades são compatíveis à sua história.

Ele a viu. Ela sabia que ele a viu. Mas seus olhos se recusaram a vê-la. Era como se ela fosse transparente. Como o gelo, ou vidro, ou algo igualmente frágil.

Kestrel possuí os traços arrogantes de um valoriano e um certo desdém pelas regras. Mas também possuí força e inteligência para pelo menos tentar mudar o seu destino. Não é o tipo de pessoa que desisti, sendo extremamente leal aos seus amigos. O que mais me deixou encantada em Kestrel, apesar de detestar com todas as minhas forças personagens arrogantes, foi perceber que por baixo de toda essa dureza havia ainda uma mulher com sonhos e esperanças de um futuro diferente.  Parecido com Kestrel, Arin também possuí traços de arrogância muito embora os seus sejam devidos à sua ascendência e não sua força. Arin é cuidadoso e de certo modo gentil, mesmo não possuinddo motivos para assim o ser. Afinal de contas, sua liberdade foi tirada e seu maior desejo é ser livre.

Ao criar dois personagens tão diversos, quando a autora os uni cria uma conexão forte, mas também dilematica. Do mesmo modo que parece tão fácil dar vasão as escolhas de Arin pelo significado que elas possuem em um sentido maior, também é possível enxergar em Kestrel as motivações do seu povo. Então, ao termos dois personagens em choque, os sentimentos são muito bem explorados onde têm-se aqui um romance apaixonante que vai além das escolhas pessoais e do que queremos para nós mesmo.

Esse livro de Marie Rutkoski é lindo e maravilhoso. Cada página, cada capítulo foi construído de modo que percebamos a evolução e os sentimentos dos personagens. Eu super recomendo A Maldição do Vencedor para todos aqueles que desejam um romance que vá além do romântico e trazendo conflitos para dominar seus pensamentos.  

A felicidade depende de ser livre, e a liberdade depende de ter coragem.

Anúncios

| TAG | Estelar.

Oii amores. Tudo bom com vocês? Hoje é dia de tag nova aqui no blog que é de minha autoria e espero muito que vocês gostem. Vou tentar responder com livros que li esse ano e que já tenha feito resenha para que vocês possam conferir ou que virão a ter resenha em breve. Então vamos lá?

•••°•°°••°°°••°°••°•••°°°•••°•°°••°°°••°°••°••
image

1. Estrela Polar.
— Um livro que te ensinou novos caminhos.

Livros que contém ensinamentos são os melhores. É muito boa a sensação de ler um livro e em um dado momento parar a leitura e perceber que estamos lendo algo extraordinário. Uma obra que me causou estremecimento esse ano foi A Resposta de Kathryn Stockett. Um livro que me ensinou muito mais do que só o preconceito, mas também sobre o respeito e coragem e como isso falta aos seres humanos.

image

2. Ursa Maior.

— O maior livro que você já leu.

Esse mês eu tive o prazer de ler It – A Coisa do Stephen King e finalmente entendi o porque dele tem a necessidade de escrever para lá de mil páginas. Ao ler It – A Coisa eu admito que esperava algo extremamente assustador pela monstruosidade de Pennywhise. Contudo o que encontrei foi sintomas da própria humanidade se deteriorando. Foi um livro que me fez enxergar todas as faces do seres humanos, mas principalmente todos os tipos de coragem que devemos ter. Esse livro não foi somente o maior livro em páginas que já li, mas também um dos de maior significado pessoal na minha vida.

.
image

3. As Três Marias.
— Uma trilogia que conquistou seu coração

Apesar de ainda não ter lido todos, A Maldição do Vencedor tem tudo para conquistar meu coração. Seus elementos, desde sua narrativa como seus personagens, fazem meu coração palpitar. Já conquistou meu coração no primeiro livro e deve me arrebatar nos próximo

 

 

.
image

4. Estrela solar.

— O livro mais forte desse ano

Quando eu penso em livros que são bastante fortes, penso também em livros que farão parte da minha vida de algum modo. Eu sofri com o bullying durante algum tempo e toda vez que leio um livro sobre o assunto fico profundamente mexida. A Lista Negra de Jennifer Brown me tocou tão profundamente que chorei, me revoltei, critiquei e me apaixonei por seus personagens durante a história. Ler esse livro me mostrou dois lados de uma mesma moeda, mas como tudo é superável mesmo que não seja esquecido.

image

5. Constelação
— Série que começou e que parece maravilhosamente bem construída.

Me rendi ao charme e a beleza de Corte de Espinhos e Rosas de modo irreparável. Apesar de só ter colocado os pés nas cortes de Prythian, com certeza sei que vou amar a série criada por Sarah J. Maas. É um mundo novo com detalhes que o tornam um dos livros mais bem construídos que eu já li. As descrições são ricas e o personagens bem trabalhados.

 
image

6. Buraco Negro.
— Um livro que quando acabou te deixou destruído(a).

Os Treze Porquês de Jay Asher me deixou destruída com toda a certeza. Quando finalmente (ou infelizmente) finalizei a leitura, me senti órfã e ao mesmo tempo impotente. Como se eu mesma não pudesse ter ajudado Hannah. Como se eu fosse um dos seu motivos.

 

 
image

7. Estrela cadente.

— Um livro que cruzou o seu caminho por acaso.

Sabe quando você tem um amigo que te presenteia com um livro maravilhoso, mas que: a) vocês nunca tinham ouvido falar dele e b) se você visse em uma livraria passaria direto. Até Você Ser Minha da Samantha Hayes segue esse prospecto. Ganhei de presente da minha amiga Keth, mas nunca tinha o visto e com certeza não o compraria pela capa. E mesmo assim se tonou uma ótima leitura que tenho orgulho de ter na estante.

image

8. Vênus: Estrela Dalva.
— Um livro que parecia ser uma coisa de longe, mas que de perto foi totalmente diferente.

Antes Que Eu Vá da Lauren Oliver, apesar de ainda querer um epílogo, foi um dos melhores livros que li esse ano. Narrado em primeira pessoa, este livro conseguiu mexer com meu coração pelo simples fato de ter sido diferente de tudo que eu esperava para ele. Pelo título eu imaginava um livro muito sessão da tarde. Contudo a obra se mostrou muito mais do que isso com um intricamento de acontecimentos que fazem tudo fazer sentido e não ser resumido à uma única pessoa.

•••°•°°••°°°••°°••°•••°°°•••°•°°••°°°••°°••°•••

Essa foi a tag de hoje. Espero que tenham gostado. Se quiser repetir no seu blog/instagram/canal fiquem a vontade. Beijos. Até a próxima.

| RESENHA | Fala Sério Mãe – Thalita Rebouças.

Oii gente tudo bom com vocês? A resenha de hoje sera do livro Fala Sério Mãe que li para a #MLi2017 e também para o Desafio Literário Cultura fazendo parte do item um livro de um escritor latino americano. Foi meu primeiro contato com a autora e já adianto que eu amei o modo com o qual ela conduziu a história que de certa forma é como uma coletânea de contos sobre a relação de mãe e filha embora tenha duas personagens específicas como centrais de todos esses contos.

download

Título: Fala Sério, Mãe!
Série: Fala Sério! – Livro Um.
Autora: Thalita Rebouças.
Editora: Rocco
Ano: 2004
Avaliação: 👑 👑 👑 👑 👑
Encontre: Skoob || Amazon || Saraiva || Submarino.

 

SINOPSE; Que ser mãe é padecer no paraíso a sabedoria popular já tratou de espalhar para todo o mundo. Mas… e quanto aos filhos? Será que não vivem lá o seu quinhão de martírio nessa relação.
Em ‘Fala sério, mãe!’, a autora Thalita Rebouças, com seu bom humor, apresenta os dois lados da moeda. Ao longo do livro são descritas as queixas e alegrias da mãe coruja, e um tantinho estressada, Ângela Cristina, em relação à filha primogênita Maria de Lourdes, a Malu, assim como as teimosias e o sentimento de opressão desta em função dos cuidados, muitas vezes excessivos, de sua genitora. Para retratar os dois pontos de vista, a autora lança mão do seguinte expediente – a primeira parte do livro, da gestação de Maria de Lourdes até seus treze anos, é narrada pela mãe, que, então, passa a palavra à filha de uma forma bastante inteligente e sensível.

As vezes ao ler alguns livros tenho a sensação de que deveria ter lido ele antes pelo simples fato dele ser maravilhoso. Com Fala Sério, Mãe! foi exatamente o que senti, pois mesmo sendo uma leitura de pouquíssimas horas o livro me tocou em vários pontos que eu não sabia ser possível. E já posso adiantar que em um futuro muito distante quando for mãe, será uma releitura obrigatória para aprender um pouco mais com meu (a) filho (a).

O livro tem uma leitura fluida. Daquelas que quando percebe você já terminou. Dona de uma escrita sem rodeios e direto ao ponto, Thalita Rebouças conta como é a vida de mãe e filha com dinâmica e bom humor. Muitas vezes vi minha mãe em Ângela Cristina e me vi em Maria de Lourdes. Notar essas semelhanças foi como ver uma parte da minha adolescência representada e entender pelos olhos de mamãe um pedaço da minha infância. Nenhum livro que retratava o laço entre mãe e filha me fez sentir algo parecido. Pois eu não só me senti representada, como também entendi dois lados de uma mesma moeda que também são lados da minha vida.

Ângela Cristina e Maria de Lourdes são personagens que simplesmente parecem existir de verdade assim como o universo ao redor delas. Ângela Cristina têm aquele ar sabichão protetor de mãe que no fundo — no fundo só quer o melhor para sua filha mostrando isso a garota através de erros e acertos que nos fazem lembrar que as mães são também seres humanos. Já Maria de Lourdes, ou Malu como prefere ser chamada — por algum motivo eu prefiro o original — é uma criança-adolescente-mulher que quer se firmar como adulta e responsável. Uma criança que quer mostrar responsabilidades mesmo tão pequena; uma adolescente que quer demonstrar maturidade mesmo sendo tão nova; uma mulher que quer demonstrar independência mesmo sendo tão dependente de sua mãe, porquê, uma das verdades que aprendemos na vida mas que só nos damos conta muito depois é que não importa quantos anos temos, é para nossas mães (ou pais, ou avós, seja quem lhe representa esse papel) que nós voltamos quando precisamos de acalento e uma direção.

Ler esse livro de Thalita Rebouças foi como resgatar um pedaço da minha vida. Mas principalmente foi como perceber mais uma vez o quão importante minha mãe é na minha vida e o quão ela me ama. É difícil pôr em palavras a verdade que esse livro me trouxe e o que eu espero que traga a qualquer um que venha lê-lo. É uma leitura maravilhosa que vale muito a pena ser valorizada como um livro perfeito.

| ANATOMIA LITERÁRIA | Capas e curiosidades sobre a trilogia Jogos Vorazes.

Oii gente. Tudo bom com vocês? Hoje é dia de mais um anatomia literária e espero que vocês estejam gostando dessas novas abas do blog. Caso queiram dar uma sugestão sobre livros que poderiam falados, deixem nos comentários que os farei com todo carinho. No post de hoje, como na semana retrasada eu falei sobre livros esquecidos mas divinamente maravilhosos, fiquei inspirada e resolvi fazer o anatomia literária de hoje sobre a trilogia Jogos Vorazes que por algum motivo nunca falei aqui no blog. Mas essa trilogia tem um lugar muito especial no meu coração porquê além de ter sido um dos primeiros livros que li antes de ver os filmes, foi que me iniciou no universo das distopias ao quais eu devo ter lido umas sete ou outro trilogias do tipo.

•••°•°°••°°°••°°••°•••°°°•••°•°°••°°°••°°••°•••
AS CAPAS
•••°•°°••°°°••°°••°•••°°°•••°•°°••°°°••°°••°•••

image

As capas têm um significado bem claro para quem já fez leitura dos livros ou assistiu aos filmes que são muito fiéis. Mas antes de falar sobre as capas diretamente vamos falar um pouco sobre o tordo, porque ele é o elemento central de todas elas. Antes de existirem os Jogos Vorazes, houve uma guerra entre os distritos contra o poderio do Capitol. Estes criaram pássaros mutantes, bestantes chamados Jabberjays que poderiam gravar qualquer conversa e as reproduzi-las. Mas quando os Distritos descobriram pássaros, começaram a falar coisas sem sentido quando os pássaros estavam presentes. Quando o Capitol viu que os bestantes estavam ficando sem valor, os abandonou nas florestas, pensando que não conseguiriam sobreviver, mas os machos cruzaram com fêmeas da espécie Mockingbird, dando origem a uma nova raça que foi batizada como Mockingjays que apesar de não reproduzirem palavras, repetia-as em forma de melodia.

Dessa maneira, ao ver a representação Katniss como tordo nas capas de Jogos Vorazes, também podemos aludir que há aqui uma representação de coragem e esperança que permeia todos os livros e que vão sendo transformados a medida que a história evolui. Na primeira capa, o tordo é um broche como se fosse apenas uma ideia e não ago real. Suas asas estão pressas e ele parece aprisionado pelos círculos que representam a submissão dos distritos e o poder da Capitol sobre todos. Já na capa de Em Chamas, o tordo está se tornando real. O ouro que lhe cobria, deu lugar à um pássaro entalhado no bronze que faz força para se livrar da pressão e do domínio do Capitol. Nesse livro Katniss percebe que o Capitol não é tão poderoso assim se rebelando de vez contra suas regras. Por esse motivo, no terceiro livro além do azul da esperança, o pássaro já é verdadeiro despido de qualquer artificio. Suas asas estão completamente abertas e o poder que o Capitol tinha foi quebrado, onde os círculos aparecerem despedaçados.

As capas de Jogos Vorazes são umas das mais bem conceituadas que já vi. Todos os elementos condizem com os livros, não acabando apenas na visualização, mas também do sentimento empírico que elas trazem. Cada capa, mostra como Katniss evoluiu durante os livros deixando de lado suas inseguranças para se tornar o rosto se uma revolução, nos mostrando que a esperança é sim mais forte do que o medo.

•••°•°°••°°°••°°••°•••°°°•••°•°°••°°°••°°••°•••
CURIOSIDADES.
•••°•°°••°°°••°°••°•••°°°•••°•°°••°°°••°°••°•••

🔸 O pássaro Mockingbird que cruza com o Jabberjay é um pássaro de verdade que conhecemos pelo nome de rouxinol.

🔸  Quando Suzanne Collins era pequena, ela era fanática por mitologia grega e sua inspiração original para Jogos Vorazes foi o mito de Teseu e o Minotauro, que ela morria de medo quando era criança.

🔸 A flor da qual Katniss ganhou o seu nome também é conhecida como “ponta de flecha” e seu sobrenome, Everdeen, Everdene, do livro Longe Desse Insensato Mundo, de Thomas Hardy. Collins diz que “ambas as mulheres são muito diferentes, mas as duas lutam com o coração”.

🔸 Suzanne Collins não tinha a intenção de que Jogos Vorazes virasse uma trilogia. Mas quando ela chegou ao fim do primeiro livro, soube que tinha que haver uma sequência porque percebeu que Katniss seria punida por quase comer as amoras-cadeado.

🔸 Collins disse que as partes mais difíceis de escrever nos livros foram as mortes e a violência entre os personagens tão jovens.

🔸 A autora espera que as pessoas que leem os livros ou assistem aos filmes perguntem a si mesmas questões sobre elementos da história que podem ser relevantes para as suas próprias vidas, como dar valor a todas as suas refeições e ter consciência política.

🔸 Collins leu vários livros sobre sobrevivência e usou os conhecimentos do seu pai sobre caçada quando escreveu a trilogia. Seu pai cresceu durante a Grande Depressão e a sua família dependia principalmente de caça para sobreviver.

•••°•°°••°°°••°°••°•••°°°•••°•°°••°°°••°°••°•••

Esse foi o Anatomia Literária. Espero que vocês tenham gostado. Em breve sairá um novo post dessa série. Beijos.

PS: Minha amiga, parceira e praticamente irmã Keth topou quando eu a convidei para fazer também suas anatomias. Vejam também a postagem dela clicando aqui.

| NOTÍCIAS | Projeto Bardos Está No Ar

Oii amores, tudo bem com vocês? Hoje é dia de uma notícia estrondosa que tenho certeza que vocês vão amar pois todos amamos histórias e bons contadores delas certo? O projeto Bardo foi criado por diferentes pessoas de diferentes mundos para contarem histórias com diferentes temas. Os Bardos se definem como “aqueles que, em meio ao caos do dia-a-dia, se dedicam aos contos. Temos nossos dias de luta, e nossas Noites de Bardo.”
image

Encontre Os Bardos em seu:

🔸 Blog: Noite do Bardo.
🔸 Instagram: @Instabardos.
🔸 Facebook: Página dos Bardos.
🔸 Twitter: @noitedobardo.

Os Bardos também tem um blog separado para discussão e análises dos seus contos pelos seus leitores, o que eu achei bárbaro. Basta acessar o segundo blog deles chamado Clube do Bardo e fazer sua crítica ou sugestão aos quais eles aceitam numa boa. Não deixe de acessar.

•••°•°°••°°°••°°••°•••°°°•••°•°°••°°°••°°••°•••

Particularmente, apesar de não ser fã de histórias para blogs por não achar que a plataforma foi feita para tal, fiquei encantada com a iniciativa. No Brasil encontrar bons contadores de história é muito difícil pois muitas vezes o dinheiro e a influência ganham do talento e os escritores que mereciam ficam a margem dos que estão mamando na fama. Contar histórias é uma tarefa difícil. Além de singelamente ajudar na divulgação desse projeto incrível, só posso dizer aos escritores Bardos que lhes desejo todo sucesso com muitas histórias por vir.

| RESENHA | Entre E O Agora E O Nunca – J. A. Redmerski – Livro Um.

Olá tudo bom com você? Bom dia, boa tarde ou boa noite seja a hora que você esteja lendo este post. Mês passado fiz um post explicando um pouco sobre o Desafio Literário Cultura e como prometido vou começar a postar resenhas das minhas leituras este mês. Como não pretendo postar na ordem de leitura, então vou postar primeiro as leituras mais frescas em minha mente. Para começar será do livro Entre O Agora E O Nunca de J. A. Redmerski. Estou lendo esse livro para cumprir o ítem Um livro em que o protagonista foge.

 — Acho que o amor nunca acaba de verdade quando a gente ama alguém — digo, e vejo um pensamento passar por seus olhos. — Acho que quando você se apaixona, quando ama de verdade, é amor pra vida inteira. Todo o resto são só experiências e ilusões.
– Andrew.

 

 Download-Livro-Entre-o-Agora-e-o-Nunca-J.-A.Redmerski-em-ePUB-mobi-e-PDF

Título: Entre O Agora E O Nunca
Título Original:
Autora: J. A. Redmerski
Editora:
Ano:
Avaliação:
Encontre: Skoob || Amazon || Saraiva || Submarino.

 

SINOPSE; Camryn Bennett é uma jovem de 20 anos que desistiu do amor desde que Ian, seu namorado, morreu num acidente de carro há um ano. Sua melhor amiga, Natalie, é a única capaz de animá-la. Mas a relação entre as duas fica abalada quando o namorado de Nat revela à Camryn que está apaixonado por ela. Perdida, sem saber o que fazer, Camryn vai para rodoviária e pega o primeiro ônibus interestadual, sem se importar com o destino. Com uma carteira, um celular e uma pequena bolsa com alguns itens indispensáveis, Camryn embarca para Idaho. Mas o que ela não esperava era conhecer Andrew Parrish, um jovem sedutor e misterioso, a caminho para visitar o pai, que está morrendo de câncer. Andrew se aproxima da companheira de viagem, primeiro para protegê-la, mas logo uma conexão irresistível se forma entre os dois. Camryn tenta lutar contra o sentimento, já que jurou nunca mais se apaixonar desde a morte de Ian. Andrew também tenta resistir, motivado pelos próprios segredos. Narrado em capítulos que alternam as vozes de Andrew e Camryn, Entre O Agora e O Nunca é uma história de amor e sexo, na qual os personagens testam seus limites, exploram seus desejos e buscam o caminho que os levará à felicidade.

 Detesto te dizer isso, mas na vida as merdas acontecem mesmo. Você precisa superar. Derrotar isso fazendo coisas que te deixam feliz. – Camryn.

Uma coisa que todos sabemos quando lemos livros é que a bagagem que trazemos influenciam bastante no decorrer da história. De certa forma, podemos chamar isso de Maturidade Literária onde de certa forma, com cada leitura enriquecendo a nossa mente, acabamos por nos ater mais as novidades do que de histórias passadas. Histórias essas que no fundo da nossa mente sabemos que gostaríamos mais se tivéssemos lidos um pouco antes ou talvez um pouco. Talvez seja por esse motivo que a história de Entre O Agora E O Nunca não me cativou tanto deixando-me com uma sensação um tanto amarga que minha mente não consegue mais lidar com clichês adolescentes. A leitura, ao qual posso dizer que foi fácil mas não fluída, muitas vezes deixou a desejar. E mesmo não considerando a obra ruim, não conseguir deixar de me incomodar com vários pontos da leitura.

 Não sou maria vai com as outras. Nunca fui. Mas com certeza topo me tornar alguém que não sou por algumas horas se isso vai ajudar a me misturar, em vez de parecer a esquisita e chamar a atenção. – Camryn.

Começando pela narrativa, posso dizer que senti certa dualidade de emoções ao passo que ia passando pelas palavras de Redmeski. A princípio gostei do modo como a autora conduziu a história. Há profundidade em Camryn que a deixa com uma personalidade mais plausível, muito embora tal personalidade seja mais identificável em uma garota de 16 anos do que de 20, mas como nem todos são iguais e nem amadurecem ao mesmo tempo, a gente releva. Por tal motivo, devido a sua profundidade, Camryn foi de longe que eu mais gostei. De tão verossímil pude enxergar com mais clareza suas atitudes e seus pensamentos. Mas ao mesmo tempo que amei Camryn, eu fiquei apática em relação a Andrew porque ele é o típico mocinho sexy e rock and roll dos Young Adult. Perfeito e sem defeitos aparentes, Andrew me deixou com aquele pensamento para a autora que pode ser resumido em “na boa, você esta mesmo tentando me convencer que esse cara existe?”. E, acho que vocês ja me conhecem o suficiente para saber que o meu tipo favorito de personagem é o palpável. Ele precisa de defeitos, defeitos reais, que lhe deem essa aparência verossímil.

 Aprendi há muito tempo que o futuro e a vida são meus, e não posso me forçar a viver do jeito que outra pessoa quer que eu viva. – Andrew.

Em relação a narrativa devo dizer que fiquei em um certo hiato. Não foi a melhor das narrativas da minha vida, mas também não foi das piores – tanto que finalizei o livro ao invés de abandona-lo. Minha parte favorita, foi com certeza as reflexões que a autora fez sobre a vida, aos quais vocês podem ver minhas frases favoritas espalhadas por este post. Também gostei do modo com o qual a autora conduziu sua história. É um clichê respeitado que segue o caminho não tão óbvio para a conclusão, mas também não surpreendente e mesmo assim ainda foi o mais acertado. Porém, ao mesmo tempo que gostei dessa condução, também me senti incomodada pelo linguajar usado pela autora para descrever cenas de cunho sexual. Achei um tanto pesado mesmo para um livro que envolve sexo. Em opinião o romance deixou de daquela doçura que possuía ao abusar de uma linguagem com maior cara de pornográfica.

 Se você fica se prendendo no passado, não consegue seguir em frente. Se passa muito tempo planejando o futuro, você se empurra pra trás ou fica estagnada no mesmo lugar a vida toda. — Seus olhos encontram os meus. — Viva o momento — ele diz,  como se estivesse dizendo algo sério — aqui, onde tudo está certo, vá com calma e limite suas más lembranças e você chegará ao seu destino, seja qual for, muito mais rápido e com menos acidentes de percurso. – Andrew.

E para finalizar essa enxurrada de críticas sinceras, quero apenas ressaltar que essa opinião é minha e muito pessoal. Se você quer ler esse livro simplesmente vai fundo. Apesar de que eu senti falta de algumas coisas, talvez você leia e depois pense que eu sou apenas uma louca 😂. Mas como o meu juramento oficial de blogueira me diz que eu devo dizer a verdade nada além da verdade, ressalto que se ninguém vê igual nem todos leram igual. Por isso te desejo uma ótima leitura ou caso já tenha lido, ótimas lembranças.

Sinto que estou fazendo tudo certo; pela primeira vez em muito tempo, sinto que minha vida está voltando aos eixos, só que seguindo um rumo bem diferente, cujo destino eu desconheço. Não sei explicar… só que, bem, como eu disse: sinto que está certo. – Camryn

| LIVROSOFIA | Amadurecimento literário.

Oii gente, tudo bom com vocês?! Hoje é dia de mais um livrosofia, segundo post dessa série e admito que tenho me segurado para não ir postando tudo de uma vez. Já tive maravilhosas ideias minhas e de amigos para construção de postagens e por isso sei que esta série vai ter uma longa vida. Além disso, de vez em quando vou postar alguns trabalhos das minhas aulas de literatura aplicada da faculdade, pois já que somos leitores e nossa good vibes é literatura, nada mais justo que compartilhar com vocês algumas coisinhas sobre gêneros e quem sabe discussões sobre os papéis dos personagens e da própria literatura em contextos humanos. Então, como recadinho se vocês tiverem alguma ideia de discussões para essa aba, fiquem a vontade para comentar ou mandar um email. Eu adoraria saber mais um pouco sobre o que vocês gostariam de ver aqui no blog.

image

Na semana passada falei um pouco sobre indicações literárias e como cada leitura é diferente para cada pessoa. Por isso, o livrsofia de hoje será sobre a bagagem que o leitor carrega e que vai aumentando com as situações ao longo do tempo. Mais especificamente será sobre o amadurecimento literário que todos nós temos a medida que vamos mergulhando cada vez mais no mundo dos livros.

Em todas as fazes de nossa vida, a medida que passamos por diversas situações, vamos aprendendo e evoluindo com elas. No mundo literário as coisas funcionam da mesma maneira, onde, através de cada obra, nossas formas de ver os livros vão mudando e se reinventando. Os leitores, principalmente os de longa data, podem perceber que certos tipos de obras não são mais tão prazerosas ou significativas como poderiam ter sido se houvesse sido lidas em uma época passada ou mesmo em uma futura. Os livros que lemos por obrigação nos tempos de escola não nos dizem muita coisa talvez pelo simples fatos de não estarmos preparados para eles. E os livros menos trabalhados, que não chegam a trazer uma história realmente bem construída as vezes parecem deixar uma sensação de nostalgia onde sentimos saudades de uma época onde sabemos que esta história funcionaria melhor. Não que isto se aplique a todas as obras, mas em parte delas, naquelas em que não conseguimos sentir seu impacto porque não estamos mais ou não chegamos ao momento de entender elas em sua plenitude.

O amadurecimento literário ocorre gradualmente sem ao menos nós percebemos. A medida que os componentes literários das obras vão se tornando mais importantes passamos a ter uma maior criticidade com o que estamos lendo. Assim, vamos ganhando personalidade crescendo em nossas leituras reconhecendo o novo do que já havia sido dito. Dessa forma, ao pensar que existe variados tipos de livros pois existem variados tipos de pessoas, inserimos aqui que existem variados tipos de leitores porque quando eles amadureceram literariamente o fizeram de modo diferente um dos outros.
image

Essa evolução gradual ocorre porquê o leitor começa a sentir necessidade de uma maior construção na história tanto a favor de seu enredo como também de seus personagens. Não que busquemos isso arduamente, mas sim sendo algo que simplesmente acontece com todos porque nossa mente se torna mais complexa e para nos manter interessados também precisamos de livros mais complexos.

Amadurecer é tornar-se mais desenvolvido e complexo. É criar uma identidade, ser mais crítico e ponderado. No mundo literário, crescer é muito mais que começar a ler obras “intelectuais” ou mundialmente conhecidas. É principalmente discernir o que nos fazia feliz na literatura do início do que nos faz feliz hoje. É se tornar crítico não para os padrões da sociedade, mas aos nossos próprios criando assim autenticidade e reconhecimento sobre nossas leituras.

| RESENHA | Até Você Ser Minha – Samantha Hayes

Oii pessoas. Tudo bom com vocês? No mês passado devido as minhas leituras da #MLi2017 e do Desafio Literário Cultura que está rolando aqui no blog, fiz diversas leituras maravilhosas de livros que não estavam e que estavam na minha TBR. Hoje vou fazer resenha de um desses livros que esteve presente nesses meus dois momentos literários: na MLi2017 foi o meu escolhido para compor Um livro de capa azul e no desafio literário compõe o tópico um livro narrado por dois pontos de vistas.
image

 Título: Até Você Ser Minha
Título Original: Until You’re Mine
Série: Scott e Fisher #01
Autor: Samantha Hayes
Editora: Intrínseca
Páginas: 336
Ano: 2015
Avaliação: 👑 👑 👑 👑

 

Sinopse: A assistente social Claudia Morgan-Brown está prestes a realizar o sonho de sua vida: vai dar à luz uma menininha. Apesar da ausência do marido ao longo da gravidez – James é oficial da Marinha e fica semanas e até meses longe de casa –, ela mal pode esperar para segurar seu bebê nos braços após várias tentativas e perdas. Porém, as diversas tarefas de Claudia, além da responsabilidade de cuidar dos gêmeos Oscar e Noah, filhos do primeiro casamento de James, deixam o casal preocupado. A próxima partida de James se aproxima, e eles decidem contratar uma babá. Zoe Harper quer muito o emprego. Com as melhores recomendações, ela conquista os gêmeos e se muda para o lar do casal. Mas Claudia logo percebe que a mulher tem outros motivos para se aproximar da família. As suspeitas de Claudia se transformam em verdadeiro terror quando começa a ocorrer uma série de ataques brutais a mulheres grávidas na cidade. Imersos em problemas familiares, os investigadores Lorraine Fisher e Adam Scott são forçados a deixar suas questões de lado e correr contra o tempo para encontrar o assassino antes que ele cometa mais um crime. Uma narrativa repleta de reviravoltas, Até você ser minha traz os desejos humanos mais intensos e mostra quão longe alguém pode chegar para conseguir o que quer.

Ganhado de presente de aniversário pela minha amiga Keth (Parabatai Books) nós lemos o livro juntas. Keth como sempre acabou a obra primeiro e pacientemente esperou que eu terminasse. Ao fim, ambas ficamos bastante surpresas com o final, muito embora não tenha sido com as mesmas coisas. Enquanto Keth ficou pasma com a revelação da persona assassina, fiquei abismada com a reviravolta em relação à uma personagem que parecia tudo, menos aquilo.

A construção do livro de Hayes foi uma coisa inexplicável. A autora conseguiu construir um crime perfeitamente bem elaborado. Os pedaços parecem encaixáveis e de cara o prólogo deixa aquela sensação de que “você” saber quem é e quais são da persona má. Tudo isto, para que no final a autora surpreenda mostrando aquele famoso não era isso meu caro, você está errado. E muito embora os motivos do vilão não tenham sido difíceis de decifrar, houve um impacto ao fim das páginas que me deixou abismada. De certa maneira, sendo resumido em uma única frase dita pela minha mãe: Ele não dá a capacidade de gerar filhos, aqueles que são capazes de roubar os filhos de outras pessoas.

As duas parsonagens principais tem vidas e histórias muito diferentes. Cláudia é uma mulher que perdeu vários rebentos ao longo dos anos, mas nunca desistiu do sonho de ser mãe. Agora com dois filhos adotivos, um marido que a ama e uma gravidez no oitavo mês de gestação, Cláudia tem tudo que sempre quis, muito embora ao mesmo tempo tenha medo de perder o que já foi conquistado. Zoe, por outro lado esta fracassada interna e profissionalmente. Ela não tem mais onde morar, sua companheira não deseja mais sua estada e assim como Claudia, quer ficar gravida, mas a tão sonhada notícia positiva nunca dá as caras. Destruída, os pensamentos de Zoe sempre retornam a gravidez que não tem e que seu interior grita desesperadamente que precisa conseguir.

Esta obra criada por Samantha Hayes foi maravilhosa. Antes de mais nada, esse livro trata sobre a angústia e sobre o sentimento de derrota que traz a tona os desejos das mulheres que não conseguem engravidar. Seus personagens e seu mundo estão rodeados pela incerteza. O medo de ser a próxima vítima está a porta e os horrores que cada personagem esconde são muito mais sombrios do que pode-se aparentar a primeira vista.

| LISTA | 05 Livros esquecidos mas maravilhosos.

Ooi amores. Hoje a lista em parceria com a Keth (Parabatai Books) traz uma temática diferente. Sabe quando você amou bastante um livro, mas a medida que outros do gênero foram chegando ele acabou ficando “esquecido” na estante e na sua memória? Na lista de hoje vou resgatar os meus amadinhos esquecidos e não esqueçam de verem também a lista da Keth. E a propósito, como o blog é feito para termos um bom bate-papo sobre livros e o mundo mágico deles, em todos os posts, sintam-se mais que à vontade para deixar sugestões. Ou se prefirem entre em contato pelo email.

 Vamos começar??

01. Percy Jackson e O Ladrão de Raios de Rick Riordan.

image

Por algum motivo, eu nunca falo de Percy Jackson aqui no blog ou no instagram ou em qualquer rede social. Mas na época que li a série, e até hoje, Percy e seus amigos se tornaram um dos meus favoritos no gênero e fora dele. No primeiro livro, chamado de O Ladrão de Raios, Percy Jackson descobre ser um semideus filho de Poseidon. Para salvar não só sua mãe, mas também o mundo do colapso, Percy, a filha da deusa da sabedoria Annabeth e o sátiro Grover partem em uma jornada onde os monstros são apenas o começo dos seus perigos. O livro vai do humor a ação de modo que a história é leve e ao mesmo tempo impactante. 

02. O Cão de Baskervilles de Sir Arthur Conan Doyle.

image

Sherlock Holmes é Sherlock Holmes. Dentre os meus livros favoritos de todo o sempre, o detetive mais brilhante do mundo logicamente está incluso. O engraçado é que o próprio Conan Doyle não gostava do personagem, considerando-o como um personagem corriqueiro que ironicamente foi seu maior sucesso. Outra boa curiosidade também é que Doyle nunca escreveu a frase Isto é elementar meu caro Watson tão comumente atribuída ao detetive. Em realidade, essa fala vem das peças que foram feitas com o personagem. Na obra O Cão dos Baskervilles, Holmes se depara com um caso sobrenatural. Um cão de aparência demoníaca vem matando pessoas da região. Mas nosso detetiva não se deixa abater, e mesmo lidando com o místico, utilizando a lógica Holmes fará de tudo para desvendar o mistério.

03. Reiniciados de Terry Teri.

image

A série Reiniciados de Terry Teri é fantástica. A uns anos atrás vocês devem se lembrar que estávamos na onda da distopia. Depois do lançamento de Jogos Vorazes de Suzanne Collins, surgiram pelo menos algumas dezenas de trilogias que envolviam um mundo distópico. Mais ou menos nesse época, eu me pus a ler várias dessas distopias, e além da trilogia citada, Reiniciados me marcou bastante. Terry desenvolve um mundo onde não apenas a ação está envolvida, mas também os mistérios e o nosso psicológico. Assim como Kyla, me senti perdida no livro pois todas pessoas pareciam suspeitas. Não dá pra confiar em niguém.

04. Feita de Fumaça e Osso de Laini Taylor.

image

De todos os livros ficção romântica que já li, Feita de Fumaça e Osso é meu favorito. A trilogia criada por Laini Taylor não só modificou tudo que eu achava que sabia sobre ficção, como também criou um mundo repleto de significados e história. O livro irá contar a história de Karou, uma garota de cabelos azuis que de dia é uma simples estudante de arte e a noite tem a secreta missão de conseguir dentes para as quimeras com quem mora. Até que um dia, ela conhece o serafim Akiva. Inimigo do povo das quimeras, Akiva esconde em seu passado uma história tão sombria sobre amor e morte que mudará a vida de Karou para sempre.

05. Ex-Heróis de Peter Clines.

image

As primeira vista a história elaborada por Peter Clines parece ser bem boba. Em um mundo de zumbis, os super heróis tentam manter a paz e as pessoas. Na descrição da capa o livro, realmente podemos ter uma explicação muito concreta: Os vingadores encontram the walking dead para uma batalha épica. Mas o livro se trata de muito mais que isso. Tem realmente uma história ali. Uma história que vai além de apenas mortos vivos caminhando e pessoas o matando. A história é super bem elaborada e cada página o autor muda o mundo que conhecemos sobre os zumbis e super-herois.

Essa foi a lista dessa semana amores, espero que tenham gostado. Mil beijos. Até a próxima.

| RESENHA | Broken: Despedaçada – Tânia Dias

Oii pessoas. Tudo bom com vocês? Mês passado, eu li o livro Broken de Tânia Dias que foi bem surpreendente. A história  bem desenvolvida me prendeu em um misto de romance e ação. Mas principalmente por ser uma trama que mostra bem como as pessoas podem evoluir ao perceberem como a vida é difícil e sua importância no mundo.
image

Título: Broken: Despedaçada
Autora: Tânia Dias
Editora: Chiado
Ano: 2017
Avaliação: 👑 👑 👑 👑
Encontre: Skoob

SINOPSE: Assumir o seu papel como líder não estava nos planos de Alexia White, mas quando a sua mãe perde a vida num terrível assalto ao castelo, ela vê-se sem opções. Num mundo onde os fracos se distinguem dos fortes pelos dons que possuem, Alexia está no topo da lista e precisa de aprender a lidar com os seus dons se pretende recuperar Starnyz das garras do traidor. Ian Bealfire, um homem que exala arrogância e prepotência por todos os poros, parece disposto a ocupar o lugar de seu Mestre. Há quem diga que a jovem está destinada a salvar o mundo mas despedaçada pelas perdas que sofreu. Assombrada pelas memórias do passado, será mesmo capaz de salvar o mundo, quando nem a si parece ser capaz salvar?

A dor funciona da mesma forma: só a sentimos quando temos tempo para, no frio silêncio do dia, pensar.

No mundo fantástico criado por Tânia Dias, os personagens e os elementos são o foco principal do livro. E mesmo assim, a autora não se perde com a trama principal que mostra a constante luta da princesa Alexia White em ajudar o seu povo em alimentá-lo e a reconquistar os reinos da garra do traidor. Um dos meus pontos favoritos da leitura foi justamente este. A capacidade que a autora teve de evoluir as duas histórias simultaneamente. Nunca nos saturando muito com um lado ou com o outro, e sim dando equilíbrio ao livro construindo assim uma aventura e um romance de tirar o fôlego.

Mas o que mais me conquistou na história foram os personagens principais. Ian é o típico mocinho bad boy que me arrancou suspiros durante toda a leitura. Com um humor ácido e uma certa arrogância, Ian é orgulhoso mas apaixonante. Tanto que atração é o que não falta no livro. Juntamente com Alexia, os dois protagonizam cenas que me fizeram ir da mais alta risada até o mais longo dos suspioros. Mesmo com a volta do noivo de Alexia, Aaron que esta disposto a lutar pela princesa e assumir seu lugar ao lado dela, torci por Ian e pelo seu sentimento por Alexia que a medida que o livro vai caminhando se torna mais forte.

Por falar em Alexia, a princesa foi a a minha personagem favorita muito embora minha relação com ela tenha sido de amor e ódio. Alexia era exatamente o oposto de uma heróina que eu gosto no início da trama. Mimada e bastante impulsiva, teve momentos que quis afogar a garota ou estapea-la. Me irritava bastante com ela, muito embora internamente ainda a entendesse. Alexia estava despedaçada pela morte de sua mãe, pelas suas novas responsabilidades, mas principalmente pela promessa de destino que não havia pedido. Apesar de tudo isso, a princesa não me descia até que comecei a notar uma gradual mudança de comportamento onde finalmente senti a personagem não somente amadurecendo como também se tornando uma herdeira digna pela força que começou a trazer.

Minha única ressalva vem por conta de algumas passagens que achei rápidas de mais e falta de construção maior em alguns personagens como Sophie, a melhor amiga de Alexia. Fora isto, foi uma leitura surpreendente e arrebatadora que me deixou ansiosa pelos próximos volumes. Eu super indico. Se você curte uma boa ficção fantástica irá amar.