| TAG | 50 %

Oii gente. Tudo bom com vocês? Hoje é dia de tag aqui no blog. E a escolhida desse mês é a 50℅ que tem como objetivo fazer uma retrospectiva do começo do ano. Apesar de ser agosto, dois meses depois do meio, fiquei com vontade de responder a tag. Obrigado Crônicas de Eloise por me marcar.

01◾O melhor livro que você leu até agora, em 2017.

–> Estou numa super dúvida, mas acho que A Lista Negra da Jennifer Brown. foi o melhor até agora.

02◾A melhor continuação que você leu até agora, em 2017.

–> Cidade dos Etéreos. Ramson Riggs divou nessa Continuação. Eu fiquei de queixo caído.

03◾Algum lançamento do primeiro semestre que você ainda não leu, mas quer muito.

–> O Príncipe Corvo. É o único que consigo me lembrar. Na realidade foi lançado mês passado, mas o meio do ano só esta acontecendo agora kkk. É um livro que quero bastante ler.

04◾O livro mais aguardado do segundo semestre.

–> Não sei. Honestamente eu não fico atrás das novidades já que o instagram me bombardeia com elas. Então não sei o que responder.

05◾O livro que mais te decepcionou esse ano.

–> As Últimas Palavras de Uma Carta de Amor de Hernan Mesquita. Achei a obra arrastada e cheia de pontos confusos. Não fazia sentido nenhum. E não fez no fim.

06◾O livro que mais te surpreendeu esse ano.

–> Corte de Espinhos e Rosas da Sarah J. Maas. Eu fujo de modinhas e esse foi uma grata surpresa.

07◾Novo autor favorito (que lançou seu primeiro livro nesse semestre, ou que você conheceu recentemente).

–> Sarah MacLean conquistou meu coração com seus livros. Pensem em obras arrebatadoras. Pensou? Pois é é pouco.

08◾A sua quedinha por personagem fictício mais recente.

–> Rhysand! Me ame, me beije, me leve para corte noturna e case comigo. Obrigado. Te amo!! Hehê.

09◾Seu personagem favorito mais recente.

–> Pode três? Skeeter, Minny e Aibileen de A Resposta da Kathryn Stockett. Maravilhosas!!!

10◾Um livro que te fez chorar nesse primeiro semestre.

–> Então, meu caso de eu não choro em livros me ataca novamente. Não teve um que conseguiu essa proeza. Coração de pedra? Talvez.

11◾Um livro que te deixou feliz nesse primeiro semestre.

–> Eleanor & Park. Foi um livro tão amorzinho que fiquei encatada e feliz de ler ele.

12◾Melhor adaptação cinematográfica de um livro que você assistiu até agora, em 2017.

–> Então… Logan dos quadrinhos conta? Porque não gostei da maioria das adaptações que vi. E todas foram do ano passado.

13◾Sua resenha favorita desse primeiro semestre (escrita ou em vídeo).

–> A de A Resposta. Eu acho que finalmente arrasei em uma resenha. Ficou bonitinha.

14◾O livro mais bonito que você comprou ou ganhou esse ano.

–> Até Você Ser Minha que a Keth (Parabatai Books) me deu de aniversário. É bem lindinha.

15◾Quais livros você precisa ou quer muito ler até o final do ano?

–> Quero ler Biblioteca das Almas (Ramson Riggs) e Light (Michael Grant) até o fim do ano porque quero muito terminar essas sagas. Além de finalizar os livros da Sarah Sheppard autora de Pretty Little Liars.

Essas foram minhas respostas e eu espero que vocês tenham gostado. Apesar de estar bem atrasadinha gostei bastante de responder elas. Beijões.

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| ALGO À VER | Mulher Maravilha – Patty Jenkins.

Oiii gente. Tudo bom com vocês? Faz um tempo que não faço resenhas de filmes, mas porque detesto estréias e esperei quase sair do cinema para finalmente assistir Mulher Maravilha da DC Comics. Como nunca fui uma grande d’A Liga da Justiça, mas também nunca tive nada contra, assisti o filme de Patty Jenkins com certa excitação, mas sem muita expectativa. E ainda bem por isso porque como estou em uma tendência a superestimar as coisas e acabar me decepcionando, o filme se tornou um dos melhores que já no estilo superherói mesmo pecando em algumas coisas.

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Título: Mulher Maravilha.
Título original: Wonder Woman
Direção: Paula Jenkins
Roteiro: Allan Heinberg
Distribuição: DC Comics
Elenco: Gal Gadot & Chris Pine.
Ano: 2017
Avaliação: 🎬 🎬 🎬 🎬

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Diana Prince (Gal Gadot) desde pequena sempre teve a guerra em seu sangue. Filha da rainha das Amazonas, vive em uma ilha paradisíaca alheia ao resto do mundo e o que esta acontecendo nele. Treinada desde criança para ser uma guerreira, Diana anseia pelo dia em que poderá ajudar a humanidade a se livrar da guerra e dos perigos que a rodeiam. Até que o belo e corajoso espião Steve Trevor (Chris Pine) sofre um acidente aéreo e cai em uma praia próxima. Diana então descobre que o mundo está imerso no caos da Segunda Guerra Mundial e convencida que a culpa de tudo é do deus da guerra. Certa de que pode acabar com o horror, Diana decidi sair de sua ilha e deter Ares sem desconfiar do verdadeiro alcance de seus poderes e missão em nosso mundo.

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Antes de mais nada é necessário parabenizar Gal Gadot pela sua atuação como princesa Diana. A atriz que não é um rosto conhecido, mas que tem uma beleza cativante e um talento natural merece palmas por ter dado vida a Mulher Maravilha com tamanha honestidade. Doce e ao mesmo tempo implacável, Gal personificou uma heroína que clama por justiça para um mundo que mal conhece. Pois a princesa não sabe de nada sobre a maldade que existe no coração dos homens e está sempre dispota a lutar defendendo-os como pode.

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Ver a Mulher Maravilha em ação foi mágico. Nunca tive contato com uma heroína nas telonas (embora ainda mentalmente implore a Marvel por um filme solo da Viúva Negra) e foi meio que como se sentir representada em um universo tão masculino. Como de costume, a DC não marcou o filme com piadas para deixar as cenas tensas mais leves, o que posso afirmar que deixou a história bem mais palpável e real. As cenas, principalmente os diálogos foram bem produzidos criando todo um expectro de guerra e desejo da paz ao redor dos protagonistas. E é claro não posso deixar de afirmar que a cena em que Diana finalmente veste sua armadura e sai nas trincheiras para a batalha foi épica. Eu diria até que é a mais importante do filme porque naquele instante a Mulher Maravilha se tornou A Mulher Maravilha. Diana não só conheceu um pouco mais de seus poderes, mas também ganhou a confiança necessária para se tornar mais forte.

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Mas não posso dizer que o filme foi completamente perfeito. No meio do caminho tinham uns belos WTF’S?. Primeiro em relação aos efeitos nas cenas de luta corpo a corpo ficou bastante claro que era uma montagem de computador. Sabe quando você assisti O Quarteto Fantástico e percebe o braço do Sr. Fantástico não se estica de verdade? Bem, foi mais ou menos o que senti vendo o filme. Não consegui verdade naquelas cenas o que deixou o filme bastante irrial. E se tratando de uma ficção quanto mais real parecer, mas credível ficará a história.

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Em segundo lugar, em relação à pausa em um diálogo para a retomada onde demonstra que o vilão do filme simplesmente esperou que a mocinha pegasse a espada. Talvez alguém diga, mas aquela espada não era exatamente aquilo. Mas por favor… Não precisava te esfregado na cara. Podiam ter deixado um pouco de suspense…

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Muito embora meu lado perfeccionista tenha visualizado o esses detalhes, minha criança interior com certeza vestiu sua fantasia e saiu clamando por justiça junto com Diana. A fotografia do filme em si ficou belíssima. O fundo mais escuro ou mais pálido nos remetiam uma sensação de insegurança. A sonosplatia criou um clima de tensão e esperança. E o enredo do filme ficou bem construído, muito embora tenha sido alterado para compor um novo cenário para a heroína.

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A Mulher Maravilha foi um filme maravilhoso. Posso afirmar que podemos esperar ainda mais para o próximo da franquia que já foi confirmado. Se Diana Prince estava maravilhosa em 1945, imagine-a lutanto com a tecnologia e maldade humana tão características do século XXI.

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| ANATOMIA LITERÁRIA | Capa e Curiosidades Sobre Perdida – Carina Rissi.

Ooi gente. Tudo bom com vocês? Para inicia a nova temporada de posts aqui no blog, eu e a Keth (Parabatai Books) vamos fazer novos modelos juntas. Isto porque queremos diversificar o conteúdo do blog para vocês. No Anotomia Literária (pausa para agradecer a minha amiga Vivi do Blog O Senhor Dos Livros que me deu a ideia genial para o nome), os posts serão sobre as capas que muitas vezes nos fazem suspirar. Além de uma breve explicação sobre o significado dos seus elementos, ainda teremos algumas curiosidades sobre os detalhes da fabricação no post. Espero que vocês gostem.

Para iniciar, escolhi falar um pouco sobre a capa de Perdida, que é a “cara” da história (literalmente) e que acho bastante fofa. O livro Perdida conta a história de Sofia, que vive em uma metrópole muito bem obrigado e que um dia descobre que seu novo celular é uma máquina do tempo ao ser transportada para o século XIX.

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A primeira vez que vi a capa de Perdida, antes de ler os livros achei-a bastante explicativa. Uma garota vestida de noiva com um alls star expõe bem a trajetória do livro, pois junta o passado e o presente em uma única foto. Afinal de contas, poucas coisas são mais antigas que um noivado e nem tão atuais como um tênis surrado que levamos para qualquer lugar. Além disso dá a impressão que Sofia vai sair correndo a qualquer segundo, como se tivesse medo das amarras que o próprio coração poderia fazer. E, de certa forma, é exatamente isso que Sofia faz durante o livro. Ela se apaixona por Ian, mas luta contra o sentimento que possui por ele.

Desta maneira, a capa de Perdida parece ter sido fotografada para a história de tão elemental que aparenta, então imaginem o choque que senti quando descobri que na verdade a imagem da capa saiu de uma revista de casamentos. Sim, sim! Quando Carina Rissi e suas editoras começaram a procurar imagens para a capa de Perdida, foram atrás em revista de casamentos, até que encontraram tanto a foto de Perdida, como do seu sucessor Encontrada que já estava em andamento. O nome da modelo da capa é Beth Wales e ela também é uma designer têxtil.

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A modelo é a cara da Sofia Coincidência? Eu acho que não! e ela é bastante reservada, possuindo conta no instagram mas com pouquíssimas fotos. Uma curiosidade sobre as capas (além do fato que o all star não é vermelho) é que a própria Carina Rissi não sabia quem era a modelo e só descobriu a pouco tempo o nome dela através dos incansáveis fãs. Detalhe eles próprios mandaram mensagens para mãe da moça que respondeu com alegria ser a Sofia da capa.

Algumas curiosidades sobre a obra.

• Carina Rissi deliberadamente retirou a escravidão dos seus livros. De acordo com a autora, esse pedaço da história deve ser esquecido de modo que ela não queria que ele fosse posto em suas obras. A autora também coloca que a intolerância seria retirada do livro se ele se passem nos tempos atuais.
• O livro Perdida foi lançado em Portugal e esta dando um aceno para a Ucrânia e Rússia onde ainda não se tem previsão de lançamento, mas pode acontecer em breve.
• Ao mesmo tempo em que escrevia Perdida, Carina Rissi também escrevia algumas passagens da Elisa pois ela gostaria de saber o que se passava na cabeça da irmã de Ian. Porém quando Carina lançou Prometida (o livro de Elisa) muitas das cenas dela foram cortadas ficando apenas as melhores.

O Anatomia Literária de hoje foi este gente, espero que tenham gostado, em breve voltamos com mais um post para vocês. Beijos.

| DESAFIO | Literário Cultura.

Ooi amores, tudo bem com vocês?

Mês passado junto com a Mih (Eu Sou Um Pouco de Cada Livro Que li), Fernanda (Conduta Literária), Janini (Palavras Imaginárias) e Paula (Obras Nacionais), começamos no instagram a cumprir os pontos do Desafio Literário da Livraria Cultura. Para quem não sabe, um tempo atrás a cultura lançou um trio de marcadores com desafios literários para que nós leitores tenhamos a oportunidade de ler livros que saiam da nossa zona de conforto. Cada marcador possuí uma cor diferente com desafios temáticos diferentes.

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No marcador cor de rosa temos o tema “Livros para se apaixonar” com os seguintes tópicos:

🌹 Um livro com um triângulo amoroso.
🌹 Um livro que o protagonista foge.
🌹 Um livro narrado em mais de um ponto de vista.
🌹 Uma história de amor baseada em fatos.
🌹 Um livro que se passa em um lugar que você sempre quis visitar.
🌹 Um livro que contém um triângulo amoroso.
🌹 Um livro que virou filme.
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No marcador laranja temos o tema “Livros para serem eternizados” com os seguintes tópicos:

🍂Um livro ganhador do prêmio Pulitzer.
🍂Um livro com mais de 500 páginas.
🍂Um livro de um autor latino-americano.
🍂Um livro que foi proibido de ser lançado.
🍂Um livro escrito antes de 1900.
🍂Um livro que virou musical.
🍂Um livro lançado no dia que você nasceu.
🍂Um livro que tem no título o nome do protagonista.
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No marcador cor de azul temos o tema “Livros para viajar por outros mundos” com os seguintes tópicos:

❄ Um livro com uma aventura em alto mar.
❄ Um livro que tem animais falantes.
❄ Um livro que passa-se em diferentes reinos.
❄ Um livro que tem um dragão na capa.
❄ Um livro em que foi criado uma nova língua.
❄ Um livro que tem um portal para outro mundo.

Como foi dito, o desafio ja começou. Ele terá uma duração longa onde vai praticamente até o fim do ano. Afinal a meta é ler um livro por semana até o fim do ano. No meu instagram Fantástica Ficção e nos das meninas (redirecionados a cima) temos postado as fotos das nossas escolhas aos quais vocês podem acompanha pela hashtag #5x3desafiocultura. E partir do mês que vem vou postar aqui no blog as resenhas desse livros para vocês. Nas primeiras semanas vou postar duas a duas até chegar a semana da vez.

Se você não viu o post do instagram e quer participar basta postar fotos com a tag tanto aqui no blog quanto no instagram. E assim faremos das nossas leituras ainda mais perfeitas neste ano.

Beijos. Até breve.

| RESENHA | Como Agarrar Uma Herdeira – Júlia Quinn

Oi meus amores. Bom dia, tarde ou noite seja a hora que estiverem lendo esse post espero que seja um dia fabuloso para você. Recentemente, a editora Arqueiro lançou mais um livro da Júlia Quinn aqui no Brasil. A autora é uma das minhas favoritas sendo a Diva Queen dos romances de épocas. Todos que já a leram sabem e todos que o irão fazer vão descobrir uma característica em Quinn que a faz diferente das demais: sua capacidade de criar diálogos divertidos e inteligentes que nos fazem acreditar na plenitude de sua história e na veracidade de seus acontecimentos. E por esse motivo, apesar de não considerar Como Agarrar Uma Herdeira um dos melhores livros da autora, o tenho como um livro gostoso que valeu a pena ser conferido.

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Título: Como Agarrar Uma Herdeira
Título Original: In To Catch a Heiress
Série: Agentes da Coroa – 01
Autora: Júlia Quinn
Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Avaliação: 👑 👑 👑 👑
Encontre: Skoob || Amazon || Saraiva

Sinopse: Quando Caroline Trent é sequestrada por engano por Blake Ravenscroft, não faz o menor esforço para se libertar das garras do agente perigosamente sedutor. Afinal, está mesmo querendo escapar do casamento forçado com um homem que só se interessa pela fortuna que ela herdou. Blake a confundiu com a famosa espiã espanhola Carlotta De Leon, e Caroline não vai se preocupar em esclarecer nada até completar 21 anos, dali a seis semanas, quando passará a controlar a própria herança milionária. Enquanto isso, é muito mais conveniente ficar escondida ao lado desse sequestrador misterioso. A missão de Blake era levar “Carlotta” à justiça, e não se apaixonar por ela. Depois de anos de intriga e espionagem a serviço da Coroa, o coração dele ficou frio e insensível, mas essa prisioneira se prova uma verdadeira tentação que o desarma completamente.

O livro possuí uma escrita leve e fluída daquele tipo maravilhoso que te faz mergulhar na obra e não sentir as horas passando. A autora cria uma trama simples, mas também um pouco clichê. Afinal de contas temos um herói que não quer se apaixonar e uma heroína que está disposta a dissolver seu coração. Um dos pontos fortes do livro é justamente esse. Não o fato de ser um clichê, mas sim o fato da autora assumir isso. Quer dizer, quantos livros você não encontra por aí que tem uma história raza mas o autor quer fazer dela muito mais e acaba enfiando os pés pelas mãos? Pois é, é um horror. Mas não se preocupe porque em Como Agarrar Uma Herdeira o clichê de Júlia é bem evoluído e bem acabado onde a autora todas as pontas soltas sem deixar os famosos WTFS pelo caminho.

Caroline Trent é uma heroína adorável. De todas as personagens da Júlia Quinn ela esta no top 5 das minhas favoritas. Ela é deliciosamente espirituosa e mordaz. Tendo resposta para praticamente tudo, Caroline esbanja inteligência e tenacidade que me fez tornar amiga dela imediatamente. Não pude evitar certa comparação com Daphne Brigderton (O Duque e Eu) que possuía um talento especial para mudar de assunto pois Caroline tem a mesma característica, onde esta, quase me fez crer que possuía TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperativadade) pelas várias vezes em que mudou drasticamente o rumo de seus pensamentos. Por outro lado, Blake Ravenscroft é sério e praticamente sem humor nenhum, muito embora Consideremos eu seu gênio difícil uma graça. E sendo o oposto de Caroline, juntos eles tem uma mistura de gato e rato com melhores amigos. Mesmo Blake querendo lhe matar de quase todas as maneiras possíveis, seu lado humano o faz com que se preocupe bastante com a moça. Assim, Blake e Caroline formam um par que conquista aos poucos, onde vamos nos apaixonando por eles a medida que os próprios fazem isso.

De certa forma, o que me fez não amar Como Agarrar Uma Herdeira, foi o fato de que já li obras anteriores da autora. Isto porque é de se esperar que sempre haja uma espécie de superação ou evolução à publicação dos livros seguintes. Tendo lido Os Bridgertons, Esplêndido e Simplesmente O Paraíso, uma parte de mim esperava algo extraordinário da autora que infelizmente não aconteceu. Eu diria que o primeiro livro da duologia Agente da Coroa só deixou a desejar porque não conseguiu superar ou ao menos se igualar aos seus antecessores, que de certa forma, são seus posteriores pois foi uma das primeiras séries publicadas pela autora.

Mas críticas à parte, Como Agarrar Uma Herdeira foi um livro fofo. É uma leitura que vale a pena não apenas como uma diversão de um dia, mas como também um aprendizado. Júlia Quinn nos ensina que o amor pode surgir dos mais diversos lugares, mesmo naqueles corações que não querem lhe dar uma chance. Um livro que todos devemos ler para tirar nossas próprias conclusões.

| LIVROSOFIA | Porque é difícil indicar um livro?

Oii gente, como vão? Hoje é dia de post novo no blog que vem recheado de novidades para os próximos meses. No “Livrosofia”, como o próprio nome sugere, vou filosofar um pouco sobre os livros, leituras e leitores todo esse universo mágico que amamos! Serão posts que vão falar de tudo um pouquinho: desde a história de como foi surgindo os livros e o poder que eles tem, até as curiosidades mais loucas passando também pelas dificuldades, desafios e manias dos leitores. Espero que todos vocês gostem desses posts novos e se divirtam conosco.

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Para iniciar, vou começar com um tópico que a primeira vista parece bem estranho: dificuldades em indicar livros. Apesar quando sempre somos perguntados a famosa frase me indica um bom livro? temos uma obra na ponta da língua, é difícil saber ao certo se a pessoa se interessou ou não, ou se ela gostou ou não gostou mesmo modo que a gente. A não ser que você conheça bem os gostos de alguém, indicar é sempre um desafio, pois ficamos sempre pensando em que tipo de obra agrada aquela pessoa. Afinal de contas, todo mundo pensa diferente e gosta de coisas variadas (essa é a graça da vida, certo?).

Existem livros diferentes porque existem diferentes tipos de pessoa. A não ser que alguém seja um mundo de ecleticidade, ela não vai gostar de tudo que põe as mãos e os olhos. Os pontos que compõe o livro têm uma função diferente para cada leitor. Seja gênero, desenvolvimento, personagens e moral da história, cada um desses ítens irá ter um papel fundamental para a concepção do que é um livro bom ou não. A exemplo disto, pode-se afirmar que nem todos os leitores que gostam do gênero suspense suspense vão gostar de todas as obras que lêem. Pois, um leitor que gosta de um suspense que tenha bastantes ações a nível de periculosidade, dificilmente irá gostar de um suspense mais dramático onde a narração além de mais pesada é concentrada nos personagens e em seus sentimentos. Além disto, quem nunca encontrou aquele leitor que diz não gostar de uma obra famosíssima e ficou chocado por isso? Como alguém pode não gostar daquela obra que amamos com todo o coração?

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Cada um pensa de uma maneira diferente e ninguém é obrigado a seguir a regra da maioria e gostar de algo que esta fazendo sucesso. Nós somos formadores de nossa própria opinião pois é nosso cérebro e coração que estão trabalhando arduamente para entender os rumos de uma história. Mesmo que alguém nos indique uma obra fantástica, não significa dizer que precisamos gostar dela. Significa apenas que temos personalidade para ir contra a opinião. E a pessoa que indica o livro precisa saber que o receptor da indicação tem suas próprias nuances aceitando sua concepção final.

Dessa maneira, indicar um livro é uma tarefa ao mesmo tempo simples e complicada. Dizer o nome de uma obra boa é fácil, mas fazer com que ela surta o efeito esperado é difícil. Não digo que devemos deixar de indicar livros ou parar de pedir indicação, afinal de contas é isso que eu mesma faço neste blog para todos meus amigos. Mas informo que cabe aos que desejam uma indicação filtrar as palavras dos indicadores, para que encontre seu livro perfeito e não sofra decepções.

Bem gente. O post de hoje foi este, espro que tenham gostado, mês que vem tem mais um Livrosofia e em breve vou deixar a categoria clicável para vocês. Beijos!

| RESENHA | Corte de Espinhos e Rosas – Sarah J. Maas – Livro 01

Oii gente!! No mês de Julho, orgulhosamente realizei várias leituras com um empurrãozinho da Maratona Literaria de Inverno. Foram leituras intensas que fizeram cada uma das nove valerem a pena cada uma à sua maneira. o livro A Resposta da Kathryn Stockett foi o primeiro escolhido. E o eleito para o tópico livro escrito por uma mulher foi Corte De Espinho E Rosas da Sarah J. Maas. Li essa obra em parceria com a Vivi do blog O Senhor dos Livros e, para nós duas foi uma experiência maravilhosa (clique aqui para conferir a resenha da Vivi).

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Título: Corte de Espinhos e Rosas
Título Original: A Court Of Thorns And Roses – Livro 01
Autora: Sarah J. Maas
Editora:Galera Record
Ano: 2015
Avaliação: 👑 👑 👑 👑 👑
Encontre: Skoob || Submarino || Amazon || Saraiva

SINOPSE: Em Corte de Espinhos e Rosas, um misto de A Bela e A Fera e Game of Thrones, Sarah J. Maas cria um universo repleto de ação, intrigas e romance. Depois de anos sendo escravizados pelas fadas, os humanos conseguiram se libertar e coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos após a guerra que definiu o futuro das espécies, Feyre, filha de um casal de mercadores, é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. Após matar uma fada zoomórfica transformada em lobo, uma criatura bestial surge exigindo uma reparação. Arrastada para uma terra mágica e traiçoeira que ela só conhecia através de lendas , a jovem descobre que seu captor não é um animal, mas Tamlin, senhor da Corte Feérica da Primavera. À medida que ela descobre mais sobre este mundo onde a magia impera, seus sentimentos por Tamlin passam da mais pura hostilidade até uma paixão avassaladora. Enquanto isso, uma sinistra e antiga sombra avança sobre o mundo das fadas e Feyre deve provar seu amor para detê-la… Ou Tamlin e seu povo estarão condenados.

Ultimamente tenho evitado livros que viraram febre e que os outros leitores estão gostando bastante preferindo os que eu mesma tenha descoberto fuçando pela internet. Isto porque muitos livros que todos me diziam que eram realmente muito bons, não superaram ou chegaram as minhas expectativas me deixando com aquela sensação que ele poderia ser melhor e que fui terrivelmente enganada. Por isso, ao iniciar Corte de Espinhos E Rosas estava um pouco tensa e com medo da obra não ser aquilo tudo que esperava. Mas com grande satisfação posso afirmar categoricamente que o livro superou e muito minhas expectativas.

O texto da Sarah J. Maas é brilhante. Eu já havia descoberto isso ao ler Trono de Vidro, e não fiquei surpresa ao desvendar que Corte de Espinhos e Rosas havia sido maestralmente bem escrito. Como toda boa trama de ficção fantástica, Sarah J. Maas descreve cenários ricos de imaginação com cores, flores e os mais diversos elementos que compõe seu mundo. Mas a escritora vai além, descrevendo também as emoções dos personagens sempre buscando nos fazer entender as origens delas e como elas se propragam no ambiente. Além disso, entre emoções e descrições, Sarah também nos coloca para absorver cenas de ação e tensão. Tudo sendo descrito e colocado na medida certa para que sempre desejemos mais de uma coisa quando interrompidos ou dando graças aos deuses quando acontece.

Dessa forma, escrevendo com maestria, Sarah J. Maas criou um mundo de sensações e coisas maravilhososas. Assim como um mundo de personagens honestos e perfeitos. Muitas vezes, crio certa reticência em relação à personagens muito mal-humorados ou muito bonzinhos. Porque parece ser tão forçado que ou fico com raiva do personagem por ele ser irritantamente infantil ou burramente bondoso. Em Corte de Espinhos e Rosas isto não acontece de maneira alguma. Feyre é um tanto mal-humorada sim, mas ela tem todos os motivos para ser assim bem como para odiar os feéricos e não confiar em ninguém. Já Tamlin é bondoso com Feyre, como um prefeito príncipe, embora também tenha todos os motivos para ser assim (e que motivos). Dessa maneira, a construção dos personagens aconteceu na medida certa sem nenhum forçamento. Tanto dos personagens principais como dos secundários. Lucien foi um dos meus personagens favoritos  assim como Rhys ao qual estou completamente apaixonada (e sabe os personagens da Bela e a Fera originais? Vamos dizer que temos Horloge e Gaston aqui representados e deixar por isso mesmo).

E por falar em apaixonada, o casal principal me cativou, mas não me emocionou. Acho que essa é minha única ressalva em si da obra, embora não possa dizer que o livro tenha ficado comprometido por conta disto. Apesar de ter a consciência que o romance foi muito bem desenvolvido e que também não houve um forçamento de barra ali, eu com toda certeza acabei me apaixonando por uma outra pessoa e no momento estou meio que shippando a Feyre com ele. Mas também me conformaria se ela ficasse com Tamlin. Eles passaram por muita coisa juntos e parece existir um sentimento verdadeiro ali entretanto não custa sonhar, minha gente.

Corte de Espinhos e Rosas está na lista dos meus queridinhos para sempre. Foi um livro que me surpreendeu, me deixou apaixonada e atendeu todas as minhas expectativas. O final foi simplesmente de tirar o fôlego ao passo que estou mais do que ansiosa pelo próximo volume.

| NOTÍCIAS | Lançamento: O Inominável – Gustavo Lopes

Gustavo Lopes é um novo autor brasileiro que lida com temas difíceis e um tanto pesados. Com suas obras publicadas de forma gratuita no Wattpad e no Luvbook, Lopes traz um mundo de tensão e mistério em seu livro O Inominável.

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SINOPSE: Um grupo de amigos, estudantes do ensino médio, encontram um livro, jamais visto até então na biblioteca de sua escola, e resolvem provar a veracidade de seu conteúdo, instruções para um ritual aparentemente inofensivo e extremamente tentador. Motivados por um histórico de bullying e a promessa de um fim definitivo para os seus problemas, Andreia, Augusto “Bolinha”, Davi e Thalita partem em uma jornada sem retorno, rumo à escuridão inominável que habita em seus corações.

Não perca a oportunidade de ler o livro de estreia do autor. Faça login nas plataformas e adiquira seu exemplar.

| LISTA | 05 Livros Para Ler No Verão

Oii gente. Eu e a Keth (Parabatai Books) estamos de volta com as listas para vocês depois desse longo mês de recesso. Agora ao invés de sair nos dias 30 de cada mês, para ficar mais organizado decidimos deixa-las na segunda sexta feira de cada mês. Nesse mês, vamos fazer listas opostas. A Keth vai trazer no post dela livros para ler no inverno e eu no verão, já que estamos nesse chove/calor. Espero que gostem.

Vamos começar?

01 👑 O Teorema Katherine

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Muitas pessoas não gostam desse livro, mas eu o considero um dos melhores livros de romance levinhos do Young Adult para se ler. É uma história simples e bem contada sobre nada mais nada menos que o término de um namoro. Além do fato que Colin, Hassan e Lindsay são hilários.

02 👑 Nove Regras A Ignorar Antes de Se Apaixonar

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Mais ou menos há dois meses eu li o primeiro livro da série da Os Números Do Amor da Sarah MacLean e fiquei absolutamente encantada por ele. Foi o melhor da trilogia e além de ser um livro leve e divertido é também quente combinando perfeitamente com esta época do ano.

03 👑 Simon Vs A Agenda do Homo Sapiens

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O livro de Becky Albertalli conta a história de um garoto gay que ainda não conseguiu contar as pessoas sobre isso, mas que um dia o ser chantageado com este segredo Simon começa a pensar em se libertar das amarras. Este livro foi de certa forma, uma grata surpresa. Já havia lido um livro com o tema de homossexualismo antes e o achado bem estereotipado. Mas Simon Vs A Agenda do Homo Sapiens foi interessante e promissor.

04 👑 A Noiva Devota

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Acho que em quase todas as listas que dê margem a romance ou comédia eu vou acabar por citar um livro da Mari Scotti. É uma das minhas autoras favoritas e o livro de Rosalina está no top cinco dos meus favoritos da autora. Leve e apaixonante, foi bem diferente perceber como a autora desenvolveu a história de modo nenhum pouco convencional.

05 👑 O Diário da Princesa

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Todo mundo já assistiu Anne Hathaway como Mia e ficou apaixonado pela princesa de Genóvia. Imagine ler o diário da princesa e entrar em sua cabeça? Esse livro foi maravilhoso e de certa forma surpreendente. Muita coisa das telonas é bem diferente da obra, mas nem por isso os livros são inferiores. Com uma narrativa simples, Meg Cabot encanta.

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Então é isso. Espero que tenha gostado da lista e sentido vontade de ler uma dessas obras. Até a próxima. Beijos.

| RESENHA | A Resposta – Kathryn Stockett – Histórias Cruzadas.

Oii gente! Tudo bom com vocês? Há uns dois anos mais ou menos eu vi um filme chamado Histórias Cruzadas. Durante muito tempo, fiquei abismada com a força que o ele possuía e sobre o que ele falava. Segregação. Uma palavra feia; uma mancha na história não só dos estadunidenses, mas também na de todo o Mundo. Será mesmo que as pessoas de cor precisavam ser tratadas com tamanho desrespeito? Será mesmo que elas são diferentes que nós? Será mesmo que elas devem ser tratadas como inferiores? A resposta, é claro, é não. Elas não mereciam nada daquilo. A cor da pele não nos faz diferente. Somos todos seres humanos feitos de carne, ossos e sentimentos.

Então, lá estava eu assistindo um filme que falava justamente desse tipo de abominação e refletindo sobre como era a vida de uma mulher negra trabalhando para uma mulher branca em tempos de racismo legalizado. Mas pensando melhor, trabalhando não, criando o filho de uma mulher branca enquanto é sujeitada à humilhações. Entretanto, certamente não foi apenas isto que me deixou com vontade de ler a obra e sim a verdade que estava sendo contada. Ninguém nunca se deu o trabalho de perguntar a uma empregada como ela sentia, como era ser uma negra criando um mulher branca enquanto seus filhos eram cirados por outra pessoa. E muito além do filme brilhante, posso afirmar com toda a certeza, que foi esta pergunta me fez ler o livro que só posso chamar de extraordinário.

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Título: A Resposta
Título Original: The Help
Autora: Kathryn Stockett
Editora: Bertrand
Ano: 2010
Avaliação: 👑👑👑👑👑💜
Encontre: Skoob || Amazon || Saraiva || Submarino.

SINOPSE: Três mulheres especiais estão prestes a dar um passo extraordinário… Skeeter, 22 anos de idade, acabou de voltar para a casa dos pais após graduar-se na universidade Ole Miss. Possui um diploma, mas o ano é 1962, a cidade é Jackson, no Mississippi, e sua mãe não vai sossegar até ver a filha com um anel de noivado no dedo. Aibileen é uma empregada que já está criando sua décima sétima criança branca. Algo mudou dentro dela depois da perda do filho, morto enquanto seus patrões faziam vista grossa. Aibileen é devotada à menininha de quem cuida, apesar de saber que ambas correm um sério risco de se magoarem nessa relação. Minny finalmente encontra serviço – sua boca suja não a permite ficar muito tempo em um emprego – trabalhando para uma mulher que acabou de chegar à cidade e por conta disso não sabe da reputação da criada. Embora bastante diferentes umas das outras, essas mulheres vão unir forças num projeto clandestino que colocará todas em perigo. Por quê? Porque estão se sentindo sufocadas pelos limites e pelas regras que as norteiam e pela época em que vivem. E também porque limites, algumas vezes, foram feitos para serem ultrapassados. Em vozes perfeitamente recriadas, Kathryn Stockett nos apresenta três mulheres fora de série cuja determinação de dar início a um movimento transforma uma cidade e a maneira como as mulheres — mães, filhas, empregadas domésticas, amigas — veem umas as outras. Romance profundamente enternecedor, tocante, cheio de humor e esperança, A Resposta é uma história atemporal e universal sobre os limites que respeitamos e sobre aqueles os quais precisamos ultrapassar.
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Se eu fosse definir uma palavra que define A Resposta seria FORTE. Apesar de saber o que me esperava durante a leitura, pois já havia visto o filme, ler o livro me causou um impacto maior. Porque no filme podemos apenas tentar imaginar quais são os sentimentos dos personagens. Mas no livro conseguimos sentir cada um pois estão exposta nus e crus pois tudo que foi posto na obra veio para nos fazer sentir tudo a nossa volta. E, com minhas mais sinceras palavras, só posso dizer que foi foda! Passei do limite da raiva ao desespero, da revolta à tristeza. Kathryn deu vida aos personagens de modo tão verdadeiro, que me tornei melhor amiga de Aibileen, Minny e Skeeter vendo como elas evoluiram no livro me fazendo a evoluir também.

Narrado em primeira pessoa pelas três mulheres, o livro que tinha tudo para ser confuso foi bem desenvolvido. Stockett criou personagens muito diferentes uma da outra de modo que não da pra confundir quem esta narrando. Não somente pelo nome da narradora que precede as partes, mas pelo modo com o qual cada uma apresenta seu ponto de vista. Aibileen é sábia e está sempre motivada a pensar no que acontece à sua volta. Minny é bem espirituosa criando uma bolha de alegria em sua realidade escura. Já Skeeter é doce, mas também pragmática constantemente se perguntando o motivo das coisas serem como são. Além disto, a autora se preocupou em reduzir palavras e motivar erros (como por exemplo o verbo estar conjulgado como tou e tava) o que exemplificava bem as diferenças de escolaridade entre as mulheres. Vale ressaltar que apesar de possuir um estilo de escrita brilhante, o livro não é fácil de ler. Não chega a ser uma leitura fluída pois envolve muita reflexão. De algumas tomadas a outra é necessário parar e tentar absorver a obra. Mas mesmo não possuindo aqua fluidez de você não sentir as páginas irem embora, o livro continua impossível de deixar de lado. Precisamos saber o que vai acontecer, quais serão as consequências.

O que mais me deixou encantada com leitura de A Resposta foram as personagens colocadas. Não somente das principais, mas também das secundárias. Cada uma possuía seus medos e seus segredos tornando a leitura mais verossímil:

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• Aibileen com toda sua honestidade demonstra um lado da mulher negra de 1960 que não conhecemos, pois ela é sonhadora e ela acredita que nem todas as pessoas são más. Cuida como uma devota a sua Nenezinha da vez May Mobley provando que amor não tem cor ensinando a criança a verdade que sabe que sua menininha vai esquecer ao se tornar uma adulta branca: Ela é boa, ela é corajosa, ela é especial, mas acima de tudo elas são iguais de cor diferente;

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• Minny tem a força que costumeiramente vemos nas representações negra da literatura e do cinema, mas também é mais do que isso. Minny tem suas aflições. Ela quer um futuro melhor para seus filhos embora os ensine que a justiça esta do lado dos brancos e não dos negros. Ao mesmo tempo, apesar de toda sua raiva dos brancos, aprende com sua patroa Célia Foot que nem todos à desprezam e que uma boa amizade vem dos lugares mais improváveis.

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• Skeeter teve a coragem de ver além do seu mundo. Que enxergou nas atitudes das pessoas à sua volta a pior natureza do ser humano. Ao mesmo tempo, em que tentava transparecer ser a mulher perfeita da sociedade. A mulher que queria um marido embora também quisesse ser independente. A mulher que não ligava ou pelo menos fingia não ligar para os absurdos de sua melhor amiga Hilly Holbrook, tão vil e mesquinha e ao mesmo tempo tão real que é impossível não sentir vergonha de seus atos tão bons representantes do horror da nossa sociedade.

A Resposta de Kathryn Stockett foi um livro que me marcou profundamente. Não somente por falar do racismo em uma época que este era chamado bom senso, mas por ter a característica atemporal de lembrar o ser humano do quão cruel ele pode ser, ao mesmo tempo que nos conduz a pensar no caminho que estamos tomando hoje. Qualquer um sabe que o racismo ainda existe enraizado no seio de uma sociedade com mania de supremacia branca. Mas Stockett nos ensina através de Aibileen, Skeeter e Minny que com um pouco de coragem é possível abrir os horizontes e atravessar os limites para construir um mundo melhor.

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