| LISTA | Dez Livros Nacionais.

Ooi gente. Tudo bom com vocês? Mês passado teve um comentário super especial de uma leitora do blog, que está em projeto de leitura nacional, pedindo uma lista de livros com o tema. Como o pedido de vocês é uma ordem, eu a Keth do Parabatai Books vamos indicar Dez Livros Nacionais com livros diferentes nos nossos blogs. Então não esqueçam de ver a dela.

Para minha lista, como normalmente não leio nacionais e como também nem sempre os que leio acho indicaveis para todos os gostos, escolhi cinco livros que eu já li e mais cinco que eu pretendo ler até o final desse ano. Espero que gostem.

Vamos começar?

01. Até Eu Te Possuir – Soraya Abuchaim.

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Li este livro ano passado e mais um da Soraya que foi o A Vila dos Pecados este ano. Mas meu queridinho é o primeiro livro dela que me deixou em estado de choque. Se você esta procurando um suspense; este é o livro.

02. O Cobiçado – Mari Scotti.

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De todos os livros que tive a oportunidade de ler da Mari Scotti (Série Sonhos e Os Hallisons) esse livro é simplesmente o meu favorito. Amei o modo como a Mari conduziu a história, havendo não só amor, mas todos os tipos de sentimentos misturados com músicas, deixando assim a leitura maravilhosa.

03. Procura-Se Um Marido – Carina Rissi.

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Se não contar o Quando A Noite Cai que foi o último livro lançado pela autora, a Carina Rissi figura entre as que eu mais li e das minhas mais queridas. Sempre que estou querendo algo mais leve e perfeito recorro a ela. O livro que eu mais gosto da autora é Procura-se Um Marido. É um livro que fez muita diferença na minha fase inicial de leitora voraz e que eu carrego com muito amor no coração.

04. Bento – André Vianco.

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A trilogia Bento de André Vianco me tirou o fôlego. O engraçado é que eu nem esperava tanto do livro, pois como se trata de uma série de vampiros, podia jurar que seria uma porcaria (afinal, eu possui experiências bem ruins com tais livros). Mas o livro me surpreendeu três vezes seguidas. Quando pensava que nada maia poderia acontecer, o livro me pegava de jeito.

05. Terras Metálicas – Renato C. Nonato.

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Muitas pessoas nunca leram este livro e sinceramente não entendo o porquê. Terras Metálicas é um dos melhores livros nacionais que tive a oportunidade de ler. É uma distopia que mistura ficção científica com bastante ação. Achei o livro surpreendente de várias formas.

06. Confissões de Uma Garota Excluida, Mal-Amada E (Um Pouco) Dramática – Thalita Rebouças.

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Eu nunca li nada da Rebouças. Nem um conto, nem nada. Já pensei em começar com a série Fala Sério contudo nunca realmente peguei o livro pra ler. Esse Confissões… eu descobri através do canal Nuvem Literária assim como seu sucessor. Espero lê-lo em breve.

07. O Garoto Dos Olhos Azuis – Raiza Varella.

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A Raiza Varella é uma queridinha do instagram e tem certo tempo que venho namorando as capas da trilogia Encantados pelas fotos postadas. Além da capa maravilhosa, o livro parece ser emocionante.

08. Marcada À Fogo – Josy Stoque.

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Assim como Thalita Rebouças eu nunca li nada da Josy Stoque embora tenha algumas obras no Kindle. A autora escreve livros com pegadas eróticas. Gosto bastante de livros desse gênero, mas tem um tempo que nenhuma obra assim tem me agradado. Espero reverter isso com a série Os Quatro Elementos.

09. Jantar Secreto – Raphael Montes.

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Eu sou uma fã incurável de suspense e desde que descobri Jantar Secreto não consigo tirar ele de minha cabeça. Estou louca para comprar e fazer a leitura desse livro que parece divino.

10. Sábado À Noite – Babi Dewet.

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Esse livro está na minha lista há vários anos. Mas dessa vez eu irei lê-lo. Apesar de ser um pouco clichê, o livro de Babi Dewet me chama atenção. Acho que porque música em obras me faz sonhar um pouco mais e me sentir mais próxima da personagem.

°°*•*•*•*°°

Então gente essa foi minha lista de livros nacionais. Espero que tenham gostado, pois eu amei escrevê-la. Não se esqueçam de ver a lista da Keth e de ficarem de olho nas nossas novidades.

Beijos.

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| RESENHA | A Fúria e a Aurora – Renée Ahdieh

No projeto leitura de Os Bridgertons da Camila do blog Leiturizar um grupo surgiu e lá ouvi falar de modo bem mais aprofundado do livro A Fúria e a Aurora de Renée Ahdieh. Já havia visto vários comentários no instagram sobre o livro mas nunca havia realmente me interessado. Mas à algumas semanas me dediquei a leitura e apesar de não ter superado minhas expectativas, o livro também não me decepcionou. Foi uma leitura gostosa que me fez conhecer de outro modo a história d’As Mil e E Uma Noites.

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Título: A Fúria e A Aurora.
Título Original: The Wrath and the Dawn
Autor: Renée Ahdieh
Editora: Globo – Alt
Ano: 2016
Avaliação: 🌟🌟🌟
Onde Comprar: Submarino || Saraiva || Amazon

Sinopse: Personagem central da história, a jovem Sherazade se candidata ao posto de noiva de Khalid Ibn Al-Rashid, o rei de Khorasan, de 18 anos de idade, considerado um monstro pelos moradores da cidade por ele governada. Casando-se todos os dias com uma mulher diferente, o califa degola as eleitas a cada amanhecer. Depois de uma fila de garotas assassinadas no castelo, e inúmeras famílias desoladas, Sherazade perde uma de suas melhores amigas, Shiva, uma das vítimas fatais de Khalid. Em nome da forte amizade entre ambas, Sherazade planeja uma vingança para colocar fim às atrocidades do atual reinado. Noite após noite, Sherazade seduz o rei, tecendo histórias que encantam e que garantem sua sobrevivência, embora saiba que cada aurora pode ser a sua última. De maneira inesperada, no entanto, passa a enxergar outras situações e realidades nas quais vive um rei com um coração atormentado. Apaixonada, a heroína da história entra em conflito ao encarar seu próprio arrebatamento como uma traição imperdoável à amiga. Apesar de não ter perdido a coragem de fazer justiça, de tirar a vida de Khalid em honra às mulheres mortas, Sherazade empreende a missão de desvendar os segredos escondidos nos imensos corredores do palácio de mármore e pedra e em
cenários mágicos em meio ao deserto.

Eu esperei muita coisa de A Fúria e A Aurora. Esse é o grande problema de ler livros aos quais a gente espera um bocado. Porque no fim das contas o livro acaba não sendo tão bom quanto a nossa imaginação. E apesar de ter gostado d’A Fúria e A Aurora, também não o vejo como aquele livro maravilhoso capaz de impactar minha vida de leitora. Para mim faltou alguma coisa e muitas das vezes achei que houve pouco aprofundamento da história. A autora não soube criar um livro ao qual o romance me fizesse suspirar pois inúmeras vezes achei raso e superficial.

A obra é uma releitura de As Mil E Uma Noites, do qual já havia ouvido falar mas como nunca havia lido, não fazia ideia do que poderia acontecer, que tipos de história a Sherazade poderia contar e muito menos se o plano dela daria certo no final. Deste modo foi muito interessante ver o desenrolar da coisa e fiquei admirada com alguns pontos no caminho. A autora tem uma escrita fluída que deixa o livro fácil de ser lido. Narrado em terceira pessoa, René sempre deixa uma brecha no fim de cada capítulo sempre me deixando ansiosa pelo próximo.

— Você é arrogante.

— Como você, senhora Sherazade. Mas não vejo isso como um defeito. Porque, sem um pouco de arrogância, como alguém pode tentar o impossível?

Os ponto que mais me incomodaram no livro foram os personagens e a revelação dos porquês da trama. No quesito personagem, eu acredito que tenha acontecido muito de uma coisa em um livro só. Esta coisa é a arrogância. Todos os personagens possuem essa característica, mas Sherazade veio vestida dos pés a cabeça com ela. Nariz em pé e dotada de prepotência, eu detestei a personagem. Achei-a muito narcista e isso me incomodou de mais. Gosto de personagens que tenham defeitos, mas o modo como a Sherazade age, como se fosse mais inteligente e melhor que todo mundo, não me agradou. Em contraposição eu amei o Khalid. Ele é maravilhoso. Desde o primeiro capítulo eu fiquei curiosa saber os motivos que o levevam a ser daquele jeito. Assim prestei atenção em cada ponto sobre ele e me apaixonei por suas palavras e seus atos.

Em relação aos porquês da história eu esperava mais. Não que a explicação não tenha sido boba, mas sinceramente foi tão normal que não me surpreendeu de modo positivo. O que eu imaginei foi melhor do que foi me dado, sendo que deveria ser ao contrário. O livro bem construído se tornou um livro absolutamente normal, sem aquele omg que esperava que acontecesse.

Uma mentira. O pior tipo de mentira… aquela cheia de boas intenções. Aquele tipo que os covardes usam para justificar suas fraquezas.

A Fúria e a Aurora foi uma obra que poderia ter me deixado arrebatada mas que infelizmente não aconteceu. Ela tem pontos positivos e negativos. E cada um deve ler e tirar suas próprias conclusões.

| RESENHA | Garota Online – Zoé Sugg – Série Garota Online – Livro Um

Título: Garota Online
Título Original: Girl Online
Série: Garota Online – Livro Um
Autora: Zoe Sugg
Editora: Verus
Avaliação: 🌟🌟🌟
Onde Comprar:

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Sinopse: Garota Online – Penny tem um segredo. Com o nickname Garota Online, ela escreve um blog no qual desabafa seus sentimentos mais íntimos sobre amizade, meninos, os dramas do colégio, sua família maluca e os ataques de pânico que começaram a dominar sua vida. Quando as coisas vão de mal a pior, sua família a leva para Nova York, onde ela conhece Noah, um garoto lindo que toca guitarra, e com quem ela parece ter muito em comum.  De repente, Penny percebe que está se apaixonando — e escreve sobre cada momento dessa história em seu blog, de maneira anônima. Só que Noah também tem um segredo, que ameaça arruinar o disfarce de Penny para sempre. Garota Online é um livro encantador, que traduz exatamente o que significa crescer e se apaixonar na era digital.

Quando você chora na frente de alguém, quando mostra seu lado mais vulnerável, demonstra que realmente confia na pessoa.

Quando eu comecei a ler Garota Online sabia que ia ser um livro que me causaria uma sensação nostálgica. Do tipo em que somos jovens (ainda sou jovem, mas não mais teen) e amamos aquele livro ao qual a personagem principal meio que nos representa, pois 90% dos adolescentes já se sentiu desengonçado como se estivesse sempre no lugar errado e na hora errada. Penny lembra exatamante essa garota. Uma garota que tem o talento nata para se meter em confusão e se sentir como um peixe fora do aquário. Por isto, apesar da história ser bobinha e previsível,  ela foi  bem gostosa e divertida de ler.

Mas depois me perguntei se, às vezes, as amizades não são como roupas, e quando começam a causar desconforto, não é porque fizemos alguma coisa errada. Significa que crescemos, e elas não servem mais para a gente.

Penny é o tipo de personagem que em outra ocasião eu não gostaria. Ela é insegura de uma maneira que as vezes eu possuía aquela vontade básica de entrar no livro só para dar uns tapas na cara dela. Mas lembrando de mim mesma como adolescente percebo que muito de mim era como Penny. As vezes eu levava coisas pequenas à sério de mais e fazia logo um dilúvio em uma tampinha de xarope. Mas acho que grande parte de nós já passou por isso. A adolescência é aquela fase em que tudo é exagerado. E a personagem principal de Garota Online me lembrou justamente isso.

Existem pessoas que você se apaixona oficialmente segundos depois de conhecer.

Acho que o único ponto que realmente me incomoda no livro de Zoe é a falta de algo mais para a história. Todo livro que leio, independente do que se trata, para me fazer simplesmente ama-lo, precisa de uma abordagem diferente dentro daquilo esperado para ele. E Garota Online não me surpreende nem me chama atenção nesse quesito. A linguagem que autora uza é sim engraçada e leve, mas os fatos do desenrolar é tão sessão da tarde que é impossível não descobrir livro durante todo o livro. E muito embora eu tenha demorado apenas sete horas para finalizar a história, não posso negar que isto me deixou as vezes entediada com a leitura onde várias vezes empurrei com a barriga.

Às vezes você precisa encarar seus medos, para perceber que eles não são reais.

Por esses motivos considero Garota Online uma boa leitura. Não é surpreendente e com certeza não é algo completamente novo. Mas mesmo assim é uma leitura fluída e gostava de uma tarde e que traz a nostalgia de volta.

| ALGO À VER | A Proposta – Anne Fletcher.

Oii gente. Como vão? Espero que seu mundo geek esteja indo de vento em popa. Essa semana eu tinha pensado em mostrar para vocês as fotos do Seminário de Linguística Aplicada que aconteceu no campus da minha universidade, mas como eu não tirei fotos fica meio completamente impossível. Mas a Semana de Letras de Outubro com certeza vai aparecer por aqui. O que tem para hoje porém é resenha de um filme antigo, mas que eu amo. Apesar de livros de suspense e ficção serem meus favoritos, no quesito cinema os filmes de comédia romântica são os que ganham meu coração. Eu prefiro filmes à livros nesse estilo pois por serem histórias mais rasas e comuns as películas conseguem ser mais diretas e também mais dinâmicos em relação aos livros. E apesar de não ter as emoções dos personagens expostas minuciosamente, fica claro nas atitudes e expressões faciais o que o personagem esta sentindo.

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Título: A Proposta.
Título original: The Proposal.
Atores principais: Sandra Bullock e Ryan Reynolds.
Direção: Anne Fletcher.
Ano: 2009.
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟🌹

O filme A Proposta conta a história de Margaret (Sandra Bullock) que é canadense e mora nos Estados Unidos. Trabalhando como editora chefe de livros em uma grande empresa, Margaret é a carrasca de todos e principalmente de seu assistente Andrew (Ryan Reynolds), que atura os mandos e os desmandos da mulher pela busca incessante de uma tão sonhada promoção à editor. Um dia porém, Margaret recebe a notícia de seus superiores que será deportada para o Canadá pois seu visto de permanência foi negado. Num ímpeto, Margaret então convence Andrew – que a detesta – que será melhor para ambos se eles se casarem e se manterem assim por um ano, pois assim, ela conseguiria um visto de permanência e ele a tão sonhada promoção. Deste modo, quando Andrew aceita se casar com Margaret, as desventuras da vida os fazem viajar para a cidade de Sitika no Alasca para se encontrarem com a família dele e anunciarem o casamento.

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Como uma grande fã de Bullock (A Casa do Lago é um dos filmes mais lindos que já vi), adiquiri A Proposta por saber que ele possuia a atriz vinda como personagem principal. E como uma boa fã de chick-lit, o filme me prendeu desde o início e ao fim me deixou com aquele sorrisinho idiota que só as declarações de amor mais lindas conseguem fazer. Mesmo sendo um clichê – como quase toda comédia romântica -, a película tem um enredo simples e ao mesmo tempo bem elaborado. As peças não ficam soltas e nada parece forçado. O romance se assume simples e é conduzido essa forma.

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O filme é para ser assistido de maneira despretensiosa. Não ache que os roteiristas vão fazer aquela reviravolta porque ela não vai vir. Ao contrário disso, o script vem recheado de situações comuns. O ponto é o modo com o qual isto é trabalhado. Comicamente aperfeiçoado, as situações criadas nos fazem rir verdadeiramente pois não há o uso daquelas piadinhas jocosas ou apelativas que muitas vezes nos irritam. Assim o filme evolui da maneira comum, mas com uma personalidade própria garantindo que o fatigamento do mesmo pelo mesmo não ocorra.

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As atuações dos atores foram bem convincentes. Sensualidade não existe aqui porque não é necessária. Para convencer o  espectador da história, Bullock e Reynolds se mostram sem nenhuma química no começo, para então irem evoluindo a medida que seus personagens começavam a se apaixonar. Mas foi a atuação de Betty White como vovó Anne que deu o carisma do filme. Ela me fez rir sem o menor esforço ao ponto de a certa altura eu rir somente de sua aparição. Desse modo, se você nunca assistiu A Proposta e está procurando aquele romance leve para deixar seu dia mais feliz, eu o recomendo bastante. Ele vai lhe deixar sorrindo de alegria, de amor e de fofura. Realmente acho impossível de alguém não gostar.

| RESENHA | Antes Que Eu Vá – Lauren Oliver.

Oii gente. Hoje estou aqui para fazer resenha de um livro ótimo escrito por Lauren Oliver. Antes Que Eu Vá foi adaptado para o cinema e eu como uma boa leitura resolvi que leria o livro antes do filme, mesmo achando que possivelmente não gostaria porque o acabaria achando clichê. O filme teve lançamento no dia 18 do mês passado e pretendo assisti-lo em breve.

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Título: Antes Que Eu Vá.
Título Original: Before I Fall.
Autora: Lauren Oliver.
Editora: Intrínseca.
Ano: 2011.
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟
Onde comprar: Saraiva | Submarino | Amazon

SINOPSE: Samantha Kingston tem tudo: o namorado mais cobiçado do universo, três amigas fantásticas e todos os privilégios no Thomas Jefferson, o colégio que frequenta — da melhor mesa do refeitório à vaga mais bem-posicionada do estacionamento. Aquela sexta-feira, 12 de fevereiro, deveria ser apenas mais um dia de sua vida mágica e perfeita. Em vez disso, acaba sendo o último. Mas ela ganha uma segunda chance. Sete “segundas chances”, na verdade. E, ao reviver aquele dia vezes seguidas, Samantha desvenda o mistério que envolve sua morte — descobrindo, enfim, o verdadeiro valor de tudo o que está prestes a perder. … Em uma noite chuvosa de fevereiro, Sam é morta em um acidente de carro horrível. Mas em vez de se ver em um túnel de luz, ela acorda na sua própria cama, na manhã do mesmo dia. Forçada a viver com os mesmos eventos ela se esforça para alterar o resultado, mas acorda novamente no dia do acidente. O que se segue é a história de uma menina que ao longo dos dias, descobre através de insights desoladores, as consequências de cada ação dela. Uma menina que morreu jovem, mas no processo aprende a viver. E que se apaixona um pouco tarde demais.

Eu li em um livro uma vez¹ que o tempo se cura sozinho. Não importa se temos o poder de voltar no tempo, nunca vamos conseguir muda-lo pois um acontecimento que muda hoje, será reconstruído no amanhã. Por esse motivo, por mais que tente mudar o que acontece naquele 12 de ferveiro, Sam não consegue acordar no dia 13. Mas talvez essa regrinha não se aplique no último de seu último dia e o que parecia impossível de primeira, poderá ser mudado no fim das contas.

Você acha que eu estava sendo tola? Ingênua?
Tente não me julgar. Lembre-se de que somos iguais eu e você.
Também pensei que iria viver para sempre.

A palavra que pode definir a história narrada com maestria por Lauren Oliver é evolução. Durante todo o livro, Sam evolui. Eu não diria que ela simplesmente muda do vinho para água, mas evolui a cada dia para se tornar uma pessoa melhor. No começo da obra temos um convite da autora para odiar Sam. De todas as formas que conseguia, a personagem era uma vaca. Sem censura, ela simplesmente não prestava. Todas as suas atitudes são voltadas para si mesma e para suas amigas. Ela não se importa com quem e como vai atingir os outros por sua maneira de agir sendo altamente fútil e preconceituosa como a garota que quer apenas ser popular e ter tudo fácil na vida. Mas de certo modo, desta maneira a autora nos dá um parâmetro com nossos atos. Ela nos faz pensar no que fazemos com as pessoas ao redor e se somos melhores do que Sam. Pois podemos nunca ter ferido ninguém, mas com certeza talvez também nunca tenhamos nos preocupado em ajudar alguém que precisava. Quantos de nós estenderam a mão para alguém que precisava? Quantos de nós enxergamos para o outro ao invés de pensar no próprio umbigo?

Agora sou a primeira a escolher tudo. E daí? É assim mesmo.
Ninguém disse que a vida era justa.

Assim, a cada dia que passa, pude notar a evolução de Sam. Ela começa a perceber o quão mesquinha ela e suas amigas são. O quão pequenas são as picuinhas que inventam para atormentar as pessoas a sua volta. Como se a cada dia, mesmo que não posta em palavras, entendessemos que ao fim do tempo de Sam existe um lição a ser aprendida. O mundo não se trata apenas de nós, mas também das pessoas que nos cercam. E não só das próximas, mas até daquelas que de tão distantes parecem pequenininhas.

Uma teoria que ouvi falar – e que eu pensava com frequência quando era miudinha – diz que tudo que esta às nossas costas não existe e que as pessoas deixavam de existir assim que viramos de costa, mas isto é baboseira. Os sete dias de Sam nos mostram exatamente isso. As pessoas existem e elas tem sentimentos. Em hipótese alguma fira alguém simplesmente porque você pode: você não sabe que tipo de impacto vai causar.

Se você ultrapassa um limite e nada acontece, o limite perde sentido.

Dentre todos o personagens, na minha opinião as que me deixaram mais intrigadas foram Juliet e Lindsay. Juliet por  ser altamente misteriosa e Lindsay por odia-la. Se teve uma coisa que eu quis saber sobre esse livro era a verdade por trás das duas. Ninguém odeia ninguém a toa. E o que descobri sobre as duas foi o que mais fez a leitura ser gratificante. Não por Lindsay, mas por Juliet. Como ela conseguiu lidar com a situação, como nunca feriu ninguém, como Juliet se manteve fiel porque os laços do passado às vezes são tão fortes que é impossível apaga-los. Juliet me ensinou muito mais do que qualquer coisa que Sam, de certa maneira. Ela me deu esperança de que nem tudo está perdido.

Mas para alguns de nós só existe o hoje. Essa é a verdade. Nunca se sabe.

A única coisa que realmente me incomoda no livro foi o aberto do final. Faltou um pedaço do livro. Faltou uma explicação para o que vinha depois do sétimo dia. Fiquei frustada por isso não acontecer e pelas verdades não ditas continuarem não ditas. Esperava que houvesse algo mais, algo mais especificado. Algo que me mostrasse que tudo aquilo não foi em vão.

Mas as coisas mudam quando você morre – acho que morrer é a coisa mais solitária que se pode fazer.

Mas críticas a parte, Antes Que Eu Vá foi uma leitura intrigante, questionadora. O livro nos faz pensar nas pessoas como elas são de verdade, mas principalmente o que nós somos de verdade. Uma leitura talvez obrigatória, para todos àqueles que não percebem o quão preciosos são os nossos últimos segundos e o que fazemos com eles.

Fico imaginando se é possível saber a verdade sobre a outra pessoa, ou se o melhor que podemos fazer é tropeçarmos uns sobre os outros, com as cabeças baixadas torcendo para evitar uma colisão.

Continuar lendo | RESENHA | Antes Que Eu Vá – Lauren Oliver.

| T. A. G. | É Junino! É São João – Original.

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Oii gente como vão? Estava com uma saudade imensa de criar tags. Mas a faculdade tem apertado o cinto e eu tive que dar uma diminuída no ritmo das postagens. Mas eu moro no nordeste, e, apesar de não ter nascido aqui em São Luís, me considero filha da capital do Maranhão porque estou aqui há dezesseis anos. Por isto, como uma boa nordestina me sinto quase que intimada a dar as boas vindas ao mês de junho com uma tag relacionada a sua festa mais típica: O São João. Vou fazer a tag nas duas plataformas ao qual mais interajo com vocês que é aqui no blog e também no instagram. Serão respostas diferentes, muito embora sejam os mesmos desafios. Espero que gostem e que, marcados ou não, sintam-se à vontade para fazê-las.

1. Bandeirolas: Um livro que tenha o enredo muito bem construído e com várias nuances.

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– A trilogia Millenium do autor sueco Stieg Larsson é uma das mais bem construídas que eu já li. O livro tem foco em mulheres que sofreram algum tipo de abuso ou violência. É um livro de supense policial em que eu diria que cada um da trilogia apresenta uma parte de construção do enredo: o primeiro livro apresenta os personagens principais, o segundo o ato e o terceiro as consequências. São livros muito bom que todo mundo deveria ler.

2. Casamento Caipira: Um livro que satiriza algum tipo de situação.

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– Existem vários livros amadinhos que satirizam alguma situação. Os livros brasileiros são os campeões disto. O Auto da Compadecida do Ariano Suassuna satiriza o julgamento final, onde os personagens são confontrados com seu atos na sua morte. É um livro fantástico que demonstra que o jeitinho brasileiro não ficaria sem dar as caras mesmo na morte.

3. Forró: Um livro com ritmo leve e gostoso.

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– Perdida da Carina Rissi é uma obra que me fez rir e que eu li com bastante rapidez. Eu torci pro casal SofIan dar certo e fiquei tensa em alguns momentos. Sou apaixonada por essa série. 

4. Fogueira: Um livro com personagens fogosos.

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Cinquenta Tons de Cinza da E. L. James é óbvio. Existem homem mais fogoso e sexy que o Christian Grey? Eu tenho minhas dúvida.

5. Quadrilha: Um livro em que todos os personagens seguiram o que era esperado para eles.

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– Apesar de ser fã incondicional da Júlia Quinn, não dá para negar que os livros dela são em suma maioria clichês. Em Simplesmente O Paraíso eu achei bem piegas os personagens. Todos eles ficaram muito perfeitos e seguiram seu papel. Fiquei incomodada porque esperava algo mais. 

6. Pau de Sebo: Um livro bom mas que no final o autor deu uma grande escorregada.

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Recomeço de Cat Patrick tinha tudo para ser um dos melhores livros da vida. Mas no final, a autora deixou a obra rasa de mais se tornando um livro bobo, muito embora algumas coisas tenham me deixado bem entusiasmadas.

7. Simpatia: Uma série que você esta rezando para o lançamento do próximo volume.

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– Estou rezando para lançarem o próximo volume da Série Trono de Vidro. E por favor, criarem um box também. Preciso de todos os livros. Irremediavelmente.

8. Pé de Moleque: Um livro dificil de ler, mas que também se mostrou viciante..

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A Menina Que Roubava Livros me deixou viciada. O Markus Zusak teve um timing perfeito apesar de que as vezes o livro se tornou denso de mais. Mesmo assim, é uma obra que mudou minha vida. 

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Espero que tenham gostado da tag. Quem for fazer também usem nas tags Book Tag Junina para facilitar o encontro dos posts de vocês. Até o final do mês vou passar em todos os blogs que participarem da TAG e deixar um comentário sobre suas respostas. Por enquanto, vou marcar uns blogs amigos para fazerem.

Blogs Marcados:
Parabatai Books
O Senhor dos Livros
Suka
Palavras Imaginárias
Meu Querido Livro
Cuca Literária
Leiturizar

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| RESENHA | Cidade dos Etéreos – Ramson Riggs – Livro Dois – O Orfanato da Senhorita Peregrine Para Crianças Pecualiares.

Olá mundo de gente. Ou pelo menos o pequeno mundo que acompanha esse blog. Espero que o mês de Maio tenha sido recheado de novas leituras. O meu foi e vocês não podem imaginar como estou feliz por isso! Parece que minha desorganização literária passou (aêêê!). E vai rolar um post super especial lá no instagram (@fantastica_ficcao) mostrando quais foram as leituras de Maio. Mas hoje, para comemorar o início de Junho com os dois pés direitos, vamos a mais uma resenha? Desta vez será da continuação de O Orfanato da Senhorita Peregrine Para Crianças Peculiares que se você ainda não leu sugiro que click no link e confira o post da vez anterior.

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Título: Cidade Dos Etéreos.
Título Original: Hollow City.
Série: O Orfanato da Senhorita Peregrine Para Crianças Peculiares.
Autor: Ramson Riggs.
Editora: Intrínseca.
Ano: 2017
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟🌹
Onde Comprar:

Sinopse: Cidade dos etéreos dá sequência ao celebrado O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares, em que o jovem Jacob Portman, para descobrir a verdade sobre a morte do avô, segue pistas que o levam a um antigo lar para crianças em uma ilha galesa. O orfanato abriga crianças com dons sobrenaturais, protegidas graças à poderosa magia da diretora, a srta. Peregrine. Neste segundo livro, o grupo de peculiares precisa deter um exército de monstros terríveis, e a srta. Peregrine, única pessoa que pode ajudá-los, está presa no corpo de uma ave. Jacob e seus novos amigos partem rumo a Londres, cidade onde os peculiares se concentram. Eles têm a esperança de, lá, encontrar uma cura para a amada srta. Peregrine, mas, na cidade devastada pela guerra, surpresas ameaçadoras estão à espreita em cada esquina. E, além de levar as crianças a um lugar seguro, Jacob terá que tomar uma decisão importante quanto a seu amor por Emma, uma das peculiares. Telecinesia e viagens no tempo, ciganos e atrações de circo, malignos seres invisíveis e um desfile de animais inusitados, além de uma inédita coleção de fotografias de época — tudo isso se combina para fazer de Cidade dos etéreos uma história de fantasia comovente, uma experiência de leitura única e impactante.

Sabe quando você lê um livro e fica pensando: Puxa que livro do caramba? Pois é! Essa foi exatamente a sensação que eu tive ao ler Cidade dos Etéreos. Obviamente já estava bastante surpresa com o modo com o qual o livro anterior havia acabado e senti uma sensação de o que me aguarda? ao retornar ao mundo peculiar. Para quem não sabe, as fotografias que Ramson Riggs usa em todos os livros, são reais frutos de anos de garimpo. No primeiro volume da série, Ramson havia conseguido fazer com que sua história se moldasse as fotografias. Mas agora foi diferente. Ele precisa fazer com que as fotografias se moldassem à história. Então posso dizer que esperava uma história muito mais bem desenvolvida que a anterior. Mas não pude prever que gostaria tanto das surpresas que me aguardariam nessa jornada.

Cidade dos Etéreos começa exatamente do ponto em que seu antecessor termina. As crianças estão remando para longe de sua ilha que fôra duramente atacada por acólitos e etéreos. A fenda temporal que os protegia já não é mais segura. E para piorar suas vidas, sua diretora – Alma Peregrine – não consegue voltar a se transformar em humana presa na sua forma ymbryne de pássaro. De todas as formas que é possível imaginar, Riggs consegue se superar. A escrita evolui, os personagens se tornam mais densos trazendo para o leitor então emoções mais fortes.

O livro tem bastante ação, o que particularmente eu gosto muito se tornando um ponto positivo para história. Acredito que livros ficcionais precisam dessas aventuras para não se tornarem maçantes e acabarem perdendo o timing da coisa. Livros assim – principalmente – precisam de um pouco de drama, mas também de ação para deixar sempre uma expectativa para a próxima página. Riggs consegue fazer isso com maestria. Pois todas as aventuras que os peculiares passam não parecem desmedidas ou fora do contexto do momento da história. Mas se encaixam perfeitamente deixando o livro gostoso de ler e bastante leve.

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Outra característica que me deixou mais fissurada no livro por assim dizer foi o fato de que os personagens secundários ganharam mais participação. Passei amar alguns (Olive é uma gracinha) e a odiar outros (Enoch está na minha lista negra), mas também pude conhecer a história de cada um. Foi bem interessante como Riggs conseguiu dar vida à cada um deles de modo que não parecessem sombras saídas de uma mesma fornalha. Não! Cada um tem uma personalidade característica de si e não dá para confundir uns com os outros.

De todas as formas que consigo pensar, Cidade dos Etéreos me deixou surpresa. O final deixou uma ponta que tenho certeza que será super bem explorada no próximo livro. Sem contar que foi de cair o queixo! Mesmo que passasse mil anos eu jamais poderia imaginar aquilo. Riggs evoluiu todo o livro de tudo enquanto é jeito. Assim só consigo pensar em como preciso ler Biblioteca das Almas.