| RESENHA | O Lado Bom Da Vida – Mathew Quick.

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“Não quero ficar no lugar ruim, onde; ninguém acredita no lado bom das coisas, no amor ou em finais felizes”.

Pat é um homem de trinta e poucos anos que esta internado em uma clínica psiquiátrica, por conta do tempo separados. E o que ele quer mais que tudo na vida? Reencontrar Nikki, sua linda e amada esposa. Aos poucos, vamos descobrindo um pouco sobre como era a vida de Pat, que agora depois que saiu da clínica psiquiátrica, ou como ele chama, lugar ruim e está morando com os seus pais.

O começo da narrativa do livro é bem divertido sendo todo em primeira pessoa então sabemos as opniões de Pat e seus pensamentos, assim aos poucos vamos juntando informações sobre sua vida e o motivo pelo qual ele foi parar no lugar ruim, já que era um cidadão comum. Ele busca ser uma pessoa melhor, e fazer tudo que agrade Nikki, pois deseja muito que termine logo o tempo separados.

Pat malha muito, lê os livros dos quais ela gosta, (Nikki é professora de Literatura), muda seus hábitos e suas palavras numa tentativa desesperada para que ela volte. Enquanto pratica isso em sua vida, ao mesmo tempo ele tenta se socializar mais voltando à falar com um velho amigo seu, e indo à jogos de futebol americano com seu irmão, já que seupai não pode mais ir pois foi expulso dos jogos em estádio. Pat também descobre coisas que aconteceram em sua família enquanto estava no lugar ruim e finge que toma os seus remédios além das consultas com seu psicológo indiano.

É desse modo, na sua corrida para reconquistar Nikki, que Pat conhece Tifany, uma mulher, assim como ele muito complicada psicologicamente.

Em vários momentos do livro, pensei que Nikki não existia, era fruto da imaginação dele, pois todos de sua familia e seus amigos se recusam a falar sobre ela além de não haver nenhuma foto deles nas paredes da casa. Mas ela existe, só que eles mantém um misterio, pois há um receio de Pat ter um surto psicótico. Com o passar da história, fiquei absmada com o que aconteceu para Pat passar um tempo em uma clínica psiquiátrica buscando obsesivamente ser e fazer tudo o que Nikki gostava e queria que ele fosse.

Quando havia lido sobre o livro, confesso que fiquei receosa em fazer à leitura, pois parecia um romance de arrependimentos sobre o seu amor perdido. Mas não é nada disso. Pat é um personagem singular, sua visão de mundo as vezes beira a inocência. Ele diz que ama assistir filmes, mais que agora não vai assitir mais pois esta disposto a viver o filme da sua vida.

Isto sem contar os nomes dos capítulos que são incríveis, como: Um fogo laranja entra na minha cabeça, A rosquinha de concreto,” Cheios de lava derretida“…

A relacão que ele tem com a sua familia, o seu pai uma pessoa de difícil convivência. Seu terapeuta e suas conversas, as citaçães do que o seu amigo Dani dizia que também estava com ele no lugar ruim, o fanatismo pelo futebol, a obsesão pelo corpo perfeito, e sua amiga muito perturbada Tiffany tornam o livro como algo à mais. Uma narração fabulosa, situações muito engraçadas e comoventes nos faz ter admiração pela honestidade de Pat, onde em momento algum ele pensa em desistir de Nikki. Além da amizade muito estranha com Tiffany, uma personagen difícil e inusitada. Pat nos presenteia com o filme da sua vida, e seu otimismo colosal.

Título: O Lado Bom da Vida
Título Original: Silver Linings Playbook
Autor: Mathew Quick
Editora: Intrínseca
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

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5 comentários sobre “| RESENHA | O Lado Bom Da Vida – Mathew Quick.

  1. Íris Brito disse:

    Pensei que era só eu que durante a leitura pensou que a Nikki poderia ser invenção da cabeça do personagem kkk
    Gosto tanto do livro como a adaptação ❤

    Beijos,
    coresliterarias.com.br

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  2. Camila Mondaini disse:

    Olá tudo bem?
    Adorei conhecer sua opinião sobre o livro. Até agora só tive a oportunidade de ver o filme, embora tenha o livro em casa. Fiquei intrigada por você ter dito que achava que a Nikki não existia e isso me levou a crer que o filme é bem diferente do livro. Gostei de saber também sobre a narração ser toda pelo ponto de vista de Pat, vou adorar conhecer os pensamentos dele. Quero conferir também se a Tifany é diferente do filme.

    Beijinhos.

    http://leiturize-se.blogspot.com.br/

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  3. Viviane Oliveira disse:

    Eu gostei muito mais do livro do que o filme. Mudaram muito a história na adaptação.
    O livro é muito mais profundo, fala sobre problemas psicológicos, socialização, arrependimento. É ótimo, bem pé no chão, longe de qualquer “felizes para sempre”.

    osenhordoslivrosblog.wordpress.com

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