| RESENHA | O Caminho Do Poço Das Lágrimas – André Vianco.

Sinopse: O Caminho Do Poço Das Lágrimas conta a história de um pai que está preocupado com o bem estar de seus filhos. Jonas viajava com os filhos Ingrid e Bosco por uma estrada escura. De repente os três adormecem e, quando acordam, depois de muitos sonhos agitados, se dão conta de que estão em um vasto campo verde. O carro em que viajavam desapareceu e a única saída daquele campo é um caminho formado por pedras justapostas… é O Caminho do Poço das Lágrimas. Orientados para não saírem do caminho, a tarefa parece impossível. Ingrid tem curiosidade, Bosco tem sede e Jonas tem medo. Para onde os levará esse caminho? Que mistérios e perigos os esperam?

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Emprestado pelo meu primo/melhor-amigo Kristhian, O Caminho do Poço das Lágrimas de André Vianco foi uma leitura que me surpreendeu por ao mesmo tempo ser simples e bem trabalhada. Pode parecer confuso dizer algo do tipo mas a verdade é que o livro de André Vianco apesar da história aparentemente simples e infantil, ele na verdade tem bastantes pontos que me deixaram sem palavras. Nas palavras de Kristhian, você vê que o céu é azul, André Vianco te convence que o céu é verde, para no fim você descobrir que estava certo desde do início. Confuso? Imagina a surpresa quando estava lendo.

O livro é reflexivo sobre a vida e a morte e os impactos que elas trazem em nossos corações. André Vianco fez uma pausa nos seus livros vampirescos, para nos trazer um significado maior. Pois apesar do terror e do suspense que fazerem parte desta história, o foco é tambem as lembranças que se enraizam nos perigos encontrados pela família. Jonas com o passar do tempo se aproxima mais dos filhos a quem tinha se afastado pelas obrigações da vida, tornando a história mais emocionante ao passar de suas páginas.

Eu amei este livro e apesar de ter lido em 2014, as memórias dele ainda estão em minha mente, pois André nos mostra que por mais que temamos a morte, todos um dia vamos passar por ela e devemos ter a consciência de que tivemos uma vida plena e feliz.

Título: O Caminho do Poço das Lágrimas
Autor: André Vianco
Ilustrações: Lese Pierre
Editora: Novo Século
Edição: 2008
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟⭐

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| RESENHA | Por Lugares Incríveis – Jennifer Niven.

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Com uma curiosidade sobre qual seria o dia bom para morrer, Theodore Finch começa o livro. Ele é um adolescente considerando problemático, estranho, talvez pelo o divórcio dos pais, o que arrasou sua mãe e desestruturou completamente sua família. Com uma péssima reputação de rebelde do colégio, abandonado pelo pai (que o espancava quando menor) e morando numa casa onde sua mãe nem sabe onde os filhos estão, Finch é uma bagunça porque vive uma bagunça. Mas, em meio a tudo isso, ele, em alguns momentos, consegue ser engraçado, espontâneo e, aparentemente, feliz. Isto quando não acontece o “apagão”: que é quando ele dorme por vários dias ininterruptos. (O ultimo, em especial, foi o pior, ele dormiu durante o Dia de Ação de Graças, Natal até depois do Ano Novo).

Então, no parapeito da torre de sua escola na pequena cidade onde vive, Finch, de braços abertos, especulando sobre o dia perfeito para morrer, tem um estranho encontro com Violet Markey, uma garota que seria, ao que parece, o extremo oposto de Finch; normal, estável e popular, aparência perfeita, vida perfeita, pais perfeitos, ex-namorado bonito jogador de futebol e popular na escola.

Violet Markante, como Finch a chama, sobreviveu a um acidente de carro que causou a morte de sua irmã, Eleanor, com quem, antes do acidente, escrevia uma revista on-line, eleanoreviolet.com. Desde então, Violet tem evitado estar dentro de um carro e seu talento para a escrita, algo em que se julgava boa, havia sumido. As coisas pareciam difíceis demais para ela e vivia se escondendo em frases como: “circunstâncias atenuantes” e/ou “ainda não estou pronta” e se culpava pela a morte se sua irmã. Ela já não era ela mesma, mas apenas uma casca do que havia sido. Ela estava mudada para sempre.

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Nesse primeiro encontro no parapeito da torre da escola, Violet, assim como Finch, cogitava se lançar, ou pelo menos queria imaginar como seria se o fosse fazer. Depois disso, toda a escola passou a acreditar que ela, Violet Markey, a garota estável e normal, havia salvado a vida de Theodore, o “Aberração”. O que havia sido totalmente o contrário, por que, para os ouros, seria muito improvável que ela estivesse pensado em tirar sua própria vida. Depois deste episódio, numa aula de geografia, o professor propôs um trabalho em que os alunos tivessem que visitar lugares de Indiana em que nunca estiveram e relatar por que eles são incríveis, antes que fossem embora para faculdades em outros lugares. Finch não hesita em mostrar seu profundo interesse em fazer dupla com Violet e assim, durante suas andanças, Violet começa a perder seus medos e exorcizar seus demônios interiores, enquanto se desenrola um lindo e fofo romance entre os dois.

A história é regada de momentos alegres, bonitos, tristes e reflexivos. Tem uma narração dupla feita por Finch e Violet (tenho que confessar, eu amo histórias assim) e uma linguagem fácil, mas com diálogos profundos e inspiradores, quase poética, e, acima de tudo, um desfecho de partir corações e causar lágrimas em qualquer um. Esse, com certeza, foi um dos melhores livros que eu já li.

Título: Por Lugares Incríveis.
Título Original: All The Bright Places
Autor: Jennifer Niven.
Ano: 2016
Editora: Seguinte.
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

| PERSONAGENS SENSACIONAIS | Severo Snape – Um homem que fez de tudo por amor.

Caso ainda não tenha lido ou assistido a saga Harry Potter, este post conterá spoiler.

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Existem variados tipos de personagens. Os heróis, os vilões e os coadjuvantes. Existem personagens que você sente ódio revoltoso ou que você ama piegasmente. Severo Snape é um personagem capaz de fazer você sentir tudo isso e mais um pouco. Afinal de contas ele foi o herói ao fim da saga. Mas antes era um vilão do sexto livro e praticamente coadjuvante nas outras obras. Snape causou um ódio que aumentava gradualmente culminando assim que assassinou um dos personagens mais queridos pelos leitores. Para no fim entendermos que não foi bem assim existindo muito mais caroço naquele angu que podíamos ver.

Snape não parecia ter mais de nove ou dez anos, malicento, pequeno, rijo. Havia uma inegável cobiça em seu rosto magro ao espiar a mais jovem das meninas que se balançava mais alto do que a irmã.
– As Relíquias da Morte.

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Filho mestiço de Eileen Prince e Tobias Snape, Severo Snape era um garoto pobre que sempre via a mãe bruxa ser espacanda pelo pai trouxa. Aos dez anos de idade conheceu aquela que seria para sempre o amor da sua vida, Lílian Evans. Por um ano lhe explicou o que era ser bruxa e como funcionava o mundo da magia, e, aos onze anos foram chamados para estudar na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Severo foi selecionado para a casa Sonserina e Lílian para a Grifinória. Na escola, mesmo apaixonado por Lílian sem que esta tivesse conhecimento do seu amor, pelos caminhos escolhidos por ambos, se afastaram.

– Não… escute… eu não quis…
– Me chamar de sangue ruim? Mas você chama de sangue ruim todos que nasceram como eu, Severo. Por que eu seria diferente?
Ele se debateu, prestes a responder, mas com um olhar de desprezo, Lílian lhe deus as costas e atravessou o buraco do retrato…
– As Relíquias Da Morte.

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Snape se tornou um Comensal da Morte. Lílian casou-se com Tiago Potter e juntos tiveram um filho a quem nomearam de Harry. Uma noite, um ano após o nascimento do pequeno Potter, Severo ouviu parte de uma profecia que dizia que mencionava um menino nascido no fim de julho. Após contar ao Lorde das Trevas, que acreditava que a profecia se referia ao filho de Lílian, e implorar que Voldemort salvasse pelo menos a mãe, Severo entrou em desepero pelo Lorde não ter aceitado. Correu para a sua única esperança, Alvo Dumbledore, a quem prometeu qualquer coisa se ele ajudasse a escondê-los. Dumbledore aceitou, mas o plano não deu certo. Por culpa de Rabicho, fiel do segredo imposto pelo feitiço Fidelius, Voldemort alcançou os Potter e matou-os. A excessão de Harry que conseguiu escapar quase ileso. Deste modo, uma nova promessa foi feita. Snape ajudaria Dumbledore a proteger o pequeno Potter.

– Você sabe como e porque ela morreu. Empenhe-se para que não tenha sido em vão. Ajude-me a proteger o filho de Lílian.
– Ele não precisa de proteção. O Lorde das Trevas se foi…
– … O Lorde das Trevas retornará, e Harry correra um risco terrível quando isto ocorrer.
Fez-se uma longa pausa e lentamente Snape recuperou o controle, normalizou sua respiração. Por fim, disse:
– Muito bem. Muito bem. Mas jamais, jamais revele isso, Dumbledore! Isto deve ficar entre nós! Jure! Não posso suportar… particularmente com o filho de Potter… Quero sua palavra!
– Dou minha palavra, Severo, de que jamais revelarei o que você tem de melhor.
– As Relíquias da Morte.

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A seguir daí, dez anos mais tarde, Snape, ocultamente ajudou como pôde Harry Potter. Ao mesmo tempo, destilava palavras de ódio contra o garoto, pois sua aparência e jeito o lembravam constantemente de suas duas perdas: Lílian ter se casado com outro homem e sua morte pelo filho. Seu único consolo era saber que estaria sempre protegendo o filho de sua amada que carregava consigo os olhos dela.

– Tem os olhos dela, exatamente os mesmos. Você certamente se lembra da forma e da cor dos olhos de Lílian Evans, não?
– As Relíquias da Morte (Alvo Dumbledore)

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Deste modo, constantemente protegendo e menosprezando, Severo atingiu o ápice do ódio direcionado à si pelos leitores anos mais tarde. Assassinou Alvo Dumbledore e se tornou o senhor da Varinhas das Varinhas, ganhando de vez a confiança de Lorde Voldemort. Foi assassinado no ano seguinte pelo bruxo que queria se tornar o senhor da relíquia, onde, em seu leito de morte, entregou ao filho de Lílian todas as suas memórias sobre o passado com sua mãe e a última revelação de Alvo Dumbledore. Nos pensamentos, Snape mostrou a Harry como sempre o protegeu. Que havia matado Alvo, em virtude de sua promessa ao bruxo em lhe dar qualque coisa que este quisesse.

– Olhe… para… mim… – sussurrou o bruxo.
Os olhos verdes encontraram os negros, mas em um segundo, alguma coisa no fundo dos olhos de Snape pareceu sumir, deixando-os fixos, inexpressiveis e vazios. A mão que segurava Harry bateu no chão e Snape não se mexeu mais.
– As Relíquias da Morte.

Muitas pessoas se perguntam porque vários potterheads amam tanto Snape, sendo que a revelação de seu ato amor por Lilían Potter apareceu apenas no último livro e durante os seis primeiros Snape figurou como um dos personagens mais odiados da série. Mas entender o que faz de Snape tão especial é entender sua história. Não é justificável o que Severo fez ao se tornar como comensal da morte. Seus atos, muito pouco revelados, foram bastante desprezíveis. Palavras de preconceito, revelações ao Lorde das Trevas e o pedido de salvar apenas Lílian demonstram a figura mesquinha que ele era. Porém, devemos perceber que este homem alcançou a redenção. De certa forma, apesar de que em uma pequena parcela, Snape abriu mão de seu ressentimento pelo rumo que as coisas tomaram deixando que o amor que sempre sentiu por Lílian abraçasse seu filho, como uma forma de dar sentido ao que ela se sacrificou.

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Por esse motivo, Severo Snape sempre estará figurando entre os personagens que mais me marcaram como leitora. Ele me mostrou que existe sim a possibilidade de se tornar melhor por conta do amor. Que ninguém, por mais que tente demonstrar, é uma ilha. Snape provou que o amor não tem limites e consegue transformar até as almas que parecem perdidas.

– A ele? – gritou Snape. – Expecto Patronum!
Da ponta de sua varinha irrompeu a corça prateada; ela pousou, correu pelo soalho do gabinete e saiu voando pela janela. Dumbledore observou-a se afastando pelos ares e, quando seu brilho prateado se dissipou, ele se dirigiu a Snape e seus olhos estavam cheios de lágrimas.
– Depois de todo esse tempo?
– Sempre. – respondeu Snape.
– As Relíquias da Morte.

Espero que tenham gostado deste post. O próximo de personagens, se tudo der certo, sai mês que vem. Beijos.

| RESENHA | O Lado Bom Da Vida – Mathew Quick.

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“Não quero ficar no lugar ruim, onde; ninguém acredita no lado bom das coisas, no amor ou em finais felizes”.

Pat é um homem de trinta e poucos anos que esta internado em uma clínica psiquiátrica, por conta do tempo separados. E o que ele quer mais que tudo na vida? Reencontrar Nikki, sua linda e amada esposa. Aos poucos, vamos descobrindo um pouco sobre como era a vida de Pat, que agora depois que saiu da clínica psiquiátrica, ou como ele chama, lugar ruim e está morando com os seus pais.

O começo da narrativa do livro é bem divertido sendo todo em primeira pessoa então sabemos as opniões de Pat e seus pensamentos, assim aos poucos vamos juntando informações sobre sua vida e o motivo pelo qual ele foi parar no lugar ruim, já que era um cidadão comum. Ele busca ser uma pessoa melhor, e fazer tudo que agrade Nikki, pois deseja muito que termine logo o tempo separados.

Pat malha muito, lê os livros dos quais ela gosta, (Nikki é professora de Literatura), muda seus hábitos e suas palavras numa tentativa desesperada para que ela volte. Enquanto pratica isso em sua vida, ao mesmo tempo ele tenta se socializar mais voltando à falar com um velho amigo seu, e indo à jogos de futebol americano com seu irmão, já que seupai não pode mais ir pois foi expulso dos jogos em estádio. Pat também descobre coisas que aconteceram em sua família enquanto estava no lugar ruim e finge que toma os seus remédios além das consultas com seu psicológo indiano.

É desse modo, na sua corrida para reconquistar Nikki, que Pat conhece Tifany, uma mulher, assim como ele muito complicada psicologicamente.

Em vários momentos do livro, pensei que Nikki não existia, era fruto da imaginação dele, pois todos de sua familia e seus amigos se recusam a falar sobre ela além de não haver nenhuma foto deles nas paredes da casa. Mas ela existe, só que eles mantém um misterio, pois há um receio de Pat ter um surto psicótico. Com o passar da história, fiquei absmada com o que aconteceu para Pat passar um tempo em uma clínica psiquiátrica buscando obsesivamente ser e fazer tudo o que Nikki gostava e queria que ele fosse.

Quando havia lido sobre o livro, confesso que fiquei receosa em fazer à leitura, pois parecia um romance de arrependimentos sobre o seu amor perdido. Mas não é nada disso. Pat é um personagem singular, sua visão de mundo as vezes beira a inocência. Ele diz que ama assistir filmes, mais que agora não vai assitir mais pois esta disposto a viver o filme da sua vida.

Isto sem contar os nomes dos capítulos que são incríveis, como: Um fogo laranja entra na minha cabeça, A rosquinha de concreto,” Cheios de lava derretida“…

A relacão que ele tem com a sua familia, o seu pai uma pessoa de difícil convivência. Seu terapeuta e suas conversas, as citaçães do que o seu amigo Dani dizia que também estava com ele no lugar ruim, o fanatismo pelo futebol, a obsesão pelo corpo perfeito, e sua amiga muito perturbada Tiffany tornam o livro como algo à mais. Uma narração fabulosa, situações muito engraçadas e comoventes nos faz ter admiração pela honestidade de Pat, onde em momento algum ele pensa em desistir de Nikki. Além da amizade muito estranha com Tiffany, uma personagen difícil e inusitada. Pat nos presenteia com o filme da sua vida, e seu otimismo colosal.

Título: O Lado Bom da Vida
Título Original: Silver Linings Playbook
Autor: Mathew Quick
Editora: Intrínseca
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

Jorgh Ancrath – O Príncipe Insano Da Trilogia Dos Espinhos

Oii gente. Estive pensando em uma série de coisas que mudam a vida dos leitores. Vários livros nos tocam de muitas maneiras pois cada um deles tem algo que nos faz sentir como especial. Uma dessas coisas são os personagens que fazem da nossa leitura especial pois nos fazem pensar no que viemos fazendo. E por esse motivo resolvi fazer uma série de post na categoria “Personagens Sensacionais”, para falar sobre essas magníficas personas criadas nos livros. Para inaugurar, escolhi um personagem afrontoso, cruel mas também lutador e sofrigo da Trilogia dos Espinhos. Jorg Honório Ancrath que nos mostra o que é crescer buscando vingança.

Quinze anos! Se estivesse com quinze anos não estaria devastando vilarejos!
Quando chegasse aos quinze anos já seria rei.
– Prince Of Thornes.

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Para começar, se você acredita que todos os melhores personagens são bons e não tem distúrbios de personalidade para à quase psicopatia eu lhe afirmo que está redondamente enganado. Os melhores personagens são aqueles que nos fazem crer que são reais através defeitos e erros, mesmo, que às vezes pareçam tão hediondos que seu primeiro contato seja o de virar a cara. Pois esses, em grande maioria, pois possuem uma história maior que nos irá contar o os levou a serem assim.

Honório Jorg Ancrath é um desses personagens.

Em sua décima primavera, Jorg viu sua mãe e seu irmão serem brutalmente assassinados sem poder fazer absolutamente nada quanto a isso. Jogado aos arbustos de uma roseira-brava aos espinhos que lhe rasgavam a pele e inseriam o veneno, ouviu enquanto sua mãe era estuprada e seu irmão era em suas palavras “quebrado como um boneco”. Depois de uma dura recuperação, Jorg fugiu e anos mais tarde já estava liderando assassinos com um único objetivo de conseguir o que era seu por direito: o trono do império.

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Sem um pingo de moralidade e piedade, Jorg faz aquilo que acha ser necessário e o que gosta para ter o respeito dos seus companheiros e conseguir os seus meios. Percebemos o quão claramente que Jorg não tem afeição à ninguém e que ele vê as pessoas a sua volta como um meio para chegar ao fim. Isto torna Jorg um inesperado personagem que afirma que categoricamente que não está procurando ser um herói. Ele fará de tudo pra conseguir o que quer.

Deixe um homem jogar xadrez e diga a ele que todos os peões são seus amigos. Diga que ambos os bispos são santos. Faça-o lembrar de dias felizes à sombra das torres. Deixe-o amar sua família e veja-o perder tudo.
– Prince Of Thornes.

O que mais me deixa impressionada com o Príncipe dos Espinhos é como ele realmente É tudo aquilo que diz ser depois que a vida e as roseiras bravas que lhe ensinou a trilhar esse caminho. Seus passos são guiados pelas sombras do passado e seu desejo de vingança é a maior causa de toda a escuridão que lhe torna tão insano. Jorg desitiu de acreditar em algo maior, para ele, sua família morreu e isso basta para saber que não existe nada maior que a justiça e lei dos homens.

Há algo frágil dentro de mim que se romperia antes de se curvar. Algo pontudo que perfura todas as palavras suaves que um dia eu possuí. Não creio que o Conde Renar tenha colocado uma arma dentro de mim no dia que mataram minha mãe – ele tão somente desambainhou a lâmina. Parte de mim ansiava por uma rendição, desejava aceitar o presente que Lundist me oferecia.
Eu decepei esse pedaço de minha alma que, por bem ou por mal, morreu naquele dia.
– Prince Of Thornes.

Mas apesar de toda a imperfeição que Jorg emana, existe um pingo, aquele 1% de humanidade no seu coração, que sera percebido com uma clareza maior em King Of Thornes. Na segunda obra da trilogia, Jorg está mais velho e consequentemente mais sábio. Ele se sente culpado, não pelas mortes que cometeu – a nescessidade e o prazer que retira delas é forte de mais para isso -, mas sim pelas pessoas que ao longo do caminho não conseguiu proteger como também pelas ações relacionadas ao império que teve que tomar.

Cada passo que Jorg da na jornada pela busca a se tornar imperador, é um passo a mais para a compreensão dos porquês do personagem. Jorg não tem medo, não tem dívidas ou dúvidas. Seu amadurecimento é a sua força e seu desejo de tornar supremo é sua espada. Jorg é um dos meus personagens favoritos, pois ele me mostra cada pedaço da humanidade, cada ferida, cada sentimento que nos torna quem somos e define quem queremos ser.

Eu não sou ele porque nós morremos um pouco todos os dias e gradualmente nascemos outra vez, homens diferentes, homens mais velhos com as mesmas roupas, com as mesmas cicatrizes.
– King Of Thornes.

Espero que tenham gostado.
Beijos
Jess.