| NOTÍCIA | Nova parceiria com o autor Marcelo Pereira Rodrigues.

Oii gente! Tudo bom com vocês? Hoje estou passando para falar que o blog está de parceria nova com o autor, palestrante e filósofo Marcelo Pereira Rodrigues. Em breve vai sair uma resenha de uma de suas obras, mas antes, vamos conhecer um pouco da vida dele bem como de seus livros.

image

BIOGRAFIA.

Marcelo Pereira Rodrigues (MPR), 42 anos, é escritor (cronista e romancista), filósofo e palestrante, consolidando uma carreira literária e universalizando seus temas, dialogando com os maiores nomes da literatura universal através de ficções bem afiadas. Publicou há pouco, em Portugal, o aclamado Corda Sobre o Abismo ou O Elogio da Desesperança. É editor-chefe do Jornal Cultural “Conhece-te a ti mesmo”, periódico mensal que persiste de forma ininterrupta por 15 anos.

OBRAS.

image

Título: Muito Humano Demais (segunda edição pela Editora Jaguatirica)
▪ Sinopse: São 63 textos que são embrionários de muitas ideias que foram desenvolvidas ao longo de sua vitoriosa carreira.Esgotado há mais de 10 anos, este livro se tornou cult pelo apelo como qual os leitores de MPR começaram a se perguntar pelo primeiro livro, afinal, são muitos os que possuem coleção completa (ou quase). Coerente com a sua linha de produção, o escritor não quis reformular nenhuma de suas ideias, apenas selecionou por blocos os textos e aproveitou para se divertir com a constatação do quanto a sua forma de escrever evoluiu. Contudo, a coerência intelectual persiste em muitos desses embriões, e acerca de mudanças na formade pensar e ver o mundo e as coisas, observamos, via túnel do tempo, um salto prodigioso de um quintal para o mundo.

image

Título: Perfume de Mulher.
Sinopse: Marcelo Pereira Rodrigues, com mais esta obra, se reinventa ao conferir maior alcance vital e gráfico aos pequenos atos do cotidiano que, às vezes, podem soar como um “triste admirável mundo novo”, expressão de sua autoria que encerra a crônica A Morte do Álbum. Mantendo-se firme ao seu estilo ácido e paradoxalmente hilário, fisga o leitor com sua lucidez filosófica ao conferir um olhar novo aos mínimos gestos humanos que, em sua ótica, apresentam-se como material para indagações e pensamentos densos, seguindo a trilha do pensamento do filósofo contemporâneo Zygmunt Bauman: “Se quisermos tornar verdadeiramente familiares coisas que parecem familiares, é preciso antes de mais nada fazê-las estranhas”.

image

Título: Corda Sobre o Abismo
Sinopse: O romance se passa na capital paulista e traz o personagem Denizard Dias (professor universitário de Filosofia, nenhum alter ego com o autor) criticando a tudo e a todos. Até que, após uma noite de bebedeira, sua vida muda completamente vendo ruir o seu frágil castelo de cartas o qual considerava uma vida sólida. A verve bem humorada de MPR aparece em alta neste livro: várias passagens são entremeadas por passagens divertidíssimas e também oníricas. Corda sobre o Abismo pode ser considerado um romance de filosofia, embora sem ser pedante ou maçante.

image

▪ Título: Acústico MPR: Os Piores Sucessos & Os Melhores Fracassos de Marcelo Pereira Rodrigues
▪ Sinopse: Em sua quarta coletânea de textos — crônicas, artigos, comentários e gêneros afins — Marcelo Pereira Rodrigues vem firmando um estilo, um modo de expressar-se que nos faz reconhecê-lo como o autor. Isto significa que a obra de MPR já apresenta traços de autoria inconfundíveis, condição indispensável para que um escritor se firme no universo ou campo literário.

image

▪ Título: O Filósofo Idiota: O Livro Proibido Na UFSJ
▪ Sinopse: Romance com dados autobiográficos, O Filósofo Idiota é uma sátira bem elaborada das grades curriculares do ensino da Filosofia na universidade brasileira. Cada capítulo foi elaborado como sendo um período de estudos na vida de Arioswaldo. A contundência da crítica mordaz dilui-se entre teses acadêmicas (a que está inserida na tramafez parte de uma monografia do autor sobre Santo Tomás de Aquino) e passagens hilárias e surreais na vida de seu protagonista.Um livro contundente, doce, divertido e que mostra os bastidores de um curso que, a priori, teria tudo para fazer refletir para além do senso comum. Apesar do título, não se trata de obra acadêmica ou escrita para filósofos e estudiosos da área. Um livro universal com narrativa divertida do início ao fim.

image

▪ Título: Minhas Mulheres
▪ Sinopse: Aqui, lemos sobre Roberto, um pensador que dá palestras motivacionais em times de futebol dentro dos quais é obrigado a lidarcom realidades discrepantes: muito dinheiro, pouca experiência de vida; muitos acontecimentos vivenciados, pouco aprendizado retiradodeles. Ali, sua função, ao lado de outros profissionais que também trabalham com o time, é concatenar grupos, administrar pessoas para que elas consigam formar um grupo vencedor.

image

Título: Pimenta, Sal & Alho
▪ Sinopse: O enfant terrible Marcelo Pereira Rodrigues solta sua crítica mordaz, dispara sua metralhadora verbal para todos os lados. Irreverente, cultuado, egocêntrico, prepotente, invejado, criticado, imitado, comentado, badalado e esculhambado, Marcelo é o centro da polêmica e o mais novo fenômeno literário. Marcelo não se adéqua a rótulos, ao contrário, gosta de passear por todas as tendências, que não sejam modismos. Ele não faz concessões a ninguém. Distante do lugar comum, conhecer o pensamento do filósofo, ensaísta, escritor epoeta é enveredar pela originalidade do que faz e do que pensa. Daí o sucesso, a coerência verbal e comportamental.

image

Título: Um Café com Sartre
▪ Sinopse: Um café é algo casual, leve, informal, e esse livro de Marcelo Pereira Rodrigues, MPR, consegue ser como um café, mas sem ser, por isso, superficial. Trata-se de um convite a adentrar o mundo de Sabina, Mateo e David, um trio unido por Sartre cujas circunstâncias não deixam de ser uma exemplificação dos pensamentos desse filósofo francês. Não se deixe enganar pelo nome, não há doses de didático-pedantismo nesse livro, as situações falam por si mesmas e os comentários sobre Sartre fazem parte do contexto da história, causam reflexão, mas são palatáveis.

image

Título: 23 Horas: 59 Minutos: Reminiscências do Que Está Por Vir
▪ Sinopse: Marcelo fala dessa dimensão da vida e faz dela o ambiente de um personagem que nos lembra Antoine Ronquentin de A Náusea (1938),magnífico romance de Jean-Paul Sartre (1905-1980). Ronquentin mergulhou na mais aguda angústia quando se perguntou sobre o mundo em que vivia, quando tentou chegar a uma razão para tudo que se passava. O livro nos recorda também os romances intimistas de Albert Camus (1913-1960), nas quais a literatura é arte que se exercita na primeira pessoa, um mergulho no mais íntimo de nós que acentua o caráter trágico de uma existência que se vive na primeira pessoa.

image

▪ Título: Nós.
▪ Sinopse: Marcelo Pereira Rodrigues mais uma vez desnuda a realidade numa ironia sutil, intrigante e lúcida. Nós permeia toda a coerência e incoerência naquilo que a vida nos traz de mais salutar: o próprio suspiro. Respirar a cada segundo, lapidar a própria palavra com ferramentas da alma. Suor e sangue na acepção mesma do sentir verdadeiro. Aforismos que vingam com o passar do tempo. Nós, moldura mesma de uma tela com várias tintas, harmonia e arranjos de vários acordes na mesma música, representação de um ato na mesma peça, tudo isso é análogo à própria procedência de Nós: não é um livro filosófico de preceitos morais, não dita nada, não promete nada, a não ser enveredar-se pelos caminhos tortuosos da paixão. Nós é o sentir verdadeiro, é a arte pela arte.

image

▪ Título: Muito Humano Demais.
▪ Sinopse: São 63 textos que são embrionários de muitas ideias que foram desenvolvidas ao longo de sua vitoriosa carreira.Esgotado há mais de 10 anos, este livro se tornou cult pelo apelo como qual os leitores de MPR começaram a se perguntar pelo primeiro livro, afinal, são muitos os que possuem coleção completa (ou quase). Coerente com a sua linha de produção, o escritor não quis reformular nenhuma de suas ideias, apenas selecionou por blocos os textos e aproveitou para se divertir com a constatação do quanto a sua forma de escrever evoluiu. Contudo, a coerência intelectual persiste em muitos desses embriões, e acerca de mudanças na formade pensar e ver o mundo e as coisas, observamos, via túnel do tempo, um salto prodigioso de um quintal para o mundo.

Gostaram?? Então para saber mais sobre preços e tudo mais veja o site do autor.
Beijos.

Anúncios

| ALGO À VER | Beauty And The Beast – Bill Condon – Resenha.

image

Oii gente. Na segunda feira (19/03) eu fui assistir dois filmes com minha mãe. Logan foi um deles e foi maravilhoso. Em breve farei uma resenha da obra pra vocês. O segundo filme (na verdade eu vi primeiro masokay), foi Beauty And The Beast que todos sabem é o live-action do desenho animado em curta metragem A Bela e a Fera da disney de 1991.

image

Um dos meus contos favoritos sobre princesas é A Bela e Fera pois traduz um amor que não envolve nem beleza nem encatamento e sim o sentimento criado pela alma de alguém (meu eu clichê falando). O desenho animado de 1991 foi o meu primeiro contato com a Bela e a Fera e em seguida algumas histórias que ouvi sobre o conto original de Madame Villeneuve (lembrando que o conto foi publicado pela editora Zahar recentemente). Então, desde muito jovem eu convivi com as histórias sobre este casal magnífico e me apaixonei. Apesar de o conto original ser bem parecido com o que deu origem ao filme, existem algumas diferenças como a omissão de alguns detalhes relacionados a família de Bella.

image

O filme será baseado em uma releitura da história original – publicada alguns anos mais tarde ao de Madame Villenueve – em que e irá nos contar a história de Bella (Emma Watson), uma garota entediada com a vida provinciana de uma pequena cidade francesa, onde vive também o galã Gastón (Luke Evans) que, apesar de derreter os corações das outras meninas, não consegue conquistá-la com seu jeito primitivo e machista. Quando seu pai Maurice (Kevin Kline) decide viajar para expor uma de suas invenções, ele pergunta a Bella o que ela gostaria de ganhar e singelamente a moça lhe pede uma rosa. Maurice parte em viagem porém é perseguido por lobos e acaba por parar em um castelo onde encontra um roseiral. Quando tenta apanhar a rosa para a filha, a Fera (Dan Stevens) o surpreende o prendendo no castelo. Assim, Bella ao saber que o pai corre perigo vai até o castelo da Fera e se prontifica a ficar no lugar do pai sem saber que Fera é na verdade um príncipe amaldiçoado que precisa encontrar o verdadeiro amor e ser correspondido para quebrar o feitiço.

image

Quem ja assistiu a animação e tambem o live-action, sabe que poucas foram as mudanças feitas de uma obra para outra. Apesar de que houveram muitos boatos que haveriam adição de novos pontos par haver complementação dos pontos que ficaram soltos. Boa parte disso é pura verdade, algumas coisas – como por exemplo porque ninguém sabia da existência do príncipe e de um castelo – ganharam uma ótima explicação. Porém devo admitir que senti falta do maior aprofundamento da história. Pois o filme 2015 é realmente uma cópia de algo passado, sem trazer nenhuma inovação ao enredo.

image

Outro ponto que me deixou um pouco decepcionda (se não contar o fato que a música Ser Humano Outra Vez não estava no filme) foi a atuação de Emma Watson que em minha opinião estava morna. Não consegui sentir a emoção que precisava em alguns momentos o que acabou deixando o filme razo. As cenas musicais da atriz por exemplo, apesar da doçura surpreendente de sua voz, pareceram forçadas sem muita vivacidade.

image

Críticas negativas a parte, porém, acredito que a excessão do que citei antes, tudo que foi produzido no filme ficou bastante bonito e agradável de ver. Apesar da grande adição de músicas – já que o filme é constituído como um musical e logo os diálogos são trajados quase incessantemente desta forma – digo que tornou o filme mais empolgante e animador. Assim como a fotografia, onde as cenas produzidas têm uma estética bem detalhada como também os efeitos visuais que dão uma maior realidade aos persongens da nossa infância.

image

Beauty And The Beast foi um filme bom, mas com algumas decepções pelo caminho. Contudo é um filme nostálgico que nos trás uma sensação de quentinho no peito. Cantei bastante no cinema, praticamente saltitando na poltrona e me emocionei em algumas cenas que me fizeram lembrar tão carisonhosa da animação. É um filme que todos devem assistir e tirar suas próprias conclusões.

image

Título: Beauty And The Beast
Direção: Bill Condon.
Elenco Principal: Emma Watson, Dan Stevens e Luke Evans.
Ano: 2017
Distribuidora: Walt Disney Pictures.

| RESENHA | Princesa de Papel – Erin Watt – The Royals – Livro Um.

Sinopse: De clubes de strip tease a paradas de caminhões para mansões e escolas especiais, uma garota tenta se manter fiel a si mesma.
Esses Royals vão arruinar você…
Ella Harper é uma sobrevivente – uma otimista pragmática. Ela passou a vida toda se mudando de cidade a cidade com sua leviana mãe, lutando para sobreviver e acreditanto que um dia ela ia sair por cima. Após a morte de sua mãe, Ella está verdadeiramente sozinha.
Até que Callum Royal aparece, tirando Ella da pobreza e a jogando em sua imensa mansão junto com seus 5 filhos que a detestam. Cada garoto Royal é mais magnético que o outro, mas nenhum é mais encantador que Reed Royal que está determinado a mandá-la de volta ao buraco de onde ela veio.
Reed não a quer. Ele diz que ela não percente junto aos Royals.
Ele pode até estar certo.

image

Conheci Princesa de Papel pela minha amiga Keth (Blog: Parabatai Books) que me falou tão bem do livro que foi impossível não realizar a leitura. A história irá girar em torno de Ella Harper, que faz o que pode e o que não pode para sobreviver, mesmo que não goste disso. Afinal ninguém deve realmente gostar de tirar a roupa por dinheiro e muito menos aturar humilhações. Isto me encantou bastante enquanto fazia a leitura. O fato de Ella se preocupar tanto com seu futuro a ponto de suportar as piores coisas para realizar seus sonhos e não passar mais nenhuma necessidade.

Os cinco irmãos Royals estão unidos por um motivo: se livrar da garota que para eles não é digna de viver naquela casa. O mais interessante é que os irmãos são o extremo oposto do pre-esperado para eles. É de se esperar loiros altos de olhos azuis que são tão engomadinhos que se enconstar eles dariam um chilique. Mas na verdades os irmão são morenos, altos e musculosos daqueles que dão medo por terem uma aparência de valentões como a própria Ella os descreve.

Os garotos Royals não são nada do que eu esperava. Eles não parecem babacas ricos com roupas de garotos metidos. Parecem valentões apavorantes que podem me partir ao meio como se eu fosse uma vareta.

Reed é um personagem que não consegui sentir afeição. Apesar dele ter mudado com o decorrer da história não consegui me entender com sua pessoa. Acho a história de amor que o rapaz constrói com Ella bastante bonita, mas não mexeu comigo. Pois apesar do romance entre os dois é um dos pontos de maior destaque no livro, achei-o um tanto comum para o gênero e sem muitas surpresas ou cenas que me fariam realmente me afeiçoar ao casal.

Contudo a relação dos Royal em si mexeu bastante comigo. Pois é uma família quebrada pela morte de sua mãe e que só se uniu (com isso quero dizer os irmãos) para se livrarem de Ella. Reed é violento e não gosta de ver o nome da família ser jogado na lama fazendo de tudo para protege-lo. Easton (o crush do livro) é inexplicavelmente atrativo. Ele não mede e realmente dá a impressão que só pensa em sexo, mas seus problemas vão muito além disso. Gideon é o mais afastado assim como os gêmeos, Sawyer e Sebastian que não tem uma participação expressiva durante o livro.

Já Callum, o patriarca desta família, é um amorzinho. Não tem outra palavra para defini-lo. Ele não mede esforços para manter Ella segura em sua casa, tendo até que comprar sua estadia. Deixa claro a seus filhos que a garota permanecerá na mansão e que caso tome conhecimento, não irá tolerar qualquer tipo de repudio cometido a moça. Eu fiquei apaixonada pelas atitudes de Callum porque mesmo chegando a pouco na vida de Ella, ele a trata como a filha que nunca teve.

Enfim, eu gostei bastante do livro de Erin Watt (detalhe esse é o pseudônimo de dois autores chamados Elle Kennedy e Jen Frederick que se uniram para escrever a série) e acredito que os próximos volumes também serão incríveis já que o final de Princesa de Papel foi surpreendente.

Título: Princesa de Papel
Título Original: Paper Princess
Autor: Erin Watt
Editora: Planeta dos Livros
Ano: 2017
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟⭐

| RESENHA | A Lista Negra – Jennifer Brown

Sinopse: E se você desejasse a morte de uma pessoa e isso acontecesse? E se o assassino fosse alguém que você ama? O namorado de Valerie Leftman, Nick Levil, abriu fogo contra vários alunos na cantina da escola em que estudavam. Atingida ao tentar detê-lo, Valerie também acaba salvando a vida de uma colega que a maltratava, mas é responsabilizada pela tragédia por causa da lista que ajudou a criar. A lista com o nome dos estudantes que praticavam bullying contra os dois. A lista que ele usou para escolher seus alvos. Agora, ainda se recuperando do ferimento e do trauma, Val é forçada a enfrentar uma dura realidade ao voltar para a escola para terminar o Ensino Médio. Assombrada pela lembrança do namorado, que ainda ama, passando por problemas de relacionamento com a família, com os ex-amigos e a garota a quem salvou, Val deve enfrentar seus fantasmas e encontrar seu papel nessa história em que todos são, ao mesmo tempo, responsáveis e vítimas. A lista negra, de Jennifer Brown, é um romance instigante, que toca o leitor; leitura obrigatória, profunda e comovente. Um livro sobre bullying praticado dentro das escolas que provoca reflexões sobre as atitudes, responsabilidades e, principalmente, sobre o comportamento humano. Enfim, uma bela história.
image

Falar de livros que me tocam profundamente é uma tarefa difícil. As minhas emoções interferem e não consigo fazer uma resenha clara, nem muito objetiva. Então, se caso eu parecer muito confusa durante este post, por favor me perdoe pois o fato é que esta obra me emocionou de tal maneira que ficará imensamente complicado de falar sobre ela.

O livro A Lista de Negra de Jennifer Brown foi tudo que eu esperava e mais um pouco. Cada pedaço do livro foi trabalhado para que entendamos que brincadeiras aparentemente inocentes e sutis pode causar na mente de uma pessoa. Pois o bullying pode gerar uma raiva profunda e um desejo de vingança que foi extravasado através da raiva pelo namorado da nossa protagonista, Nick Levil. Como todos sabem o ambiente escolar, principalmente o ensino médio, é um palco recorrente para o bullying. As pessoas fazem brincadeiras umas com as outras e principalmente umas das outras. Por isso, o cenário da escola é tão usado para fazer uma narrativa sobre bullying tornando-o clichê. Mas Brown consegue fazer com que seja uma trama inesperada sobre dor, medo e revolta. E principalmente, sobre entendimento: tentar entender qual o imapcto de tais atos na mente dos adolescentes.

A Lista Negra era apenas um modo de estravazar as dores e nunca esquecer quem já tinha feito algum mal para Valerie e Nick. Não eram alvos reais, mas sim alvos imaginários onde os pensamentos de ódio e desejos de morte eram o máximo que poderia acontecer. Mas quando Nick passa a ter como ideia dominante realmente exterminar aquelas pessoas, Valerie não percebe que as brincadeiras tomaram proporções enormes. Ela estava cega pelo ódio e também pelo amor que sentia (e ainda sente) pelo seu ex namorado.

A volta de Val para escola foi surpreende e incrível. Esperava que seus antigos amigos tentassem ao menos lhe entender e que os antigos inimigos lhe detestassem. A coisa fluiu quase como ao contrário. Pois os amigos tinham vergonha do que tinha acontecido e não queriam se associar a garota. Os inimigos usaram o que tinha acontecido – pelo menos uma parte deles – para refletir sobre suas atitudes e mudar suas ações. É estranho pois assim como Valerie, passei boa parte do livro achando que era uma grande vingança se armando até finalmente enxergar o que estava acontecendo.

De todas as passagens do passado de Valerie após o ataque, mesmo que a volta para escola seja realmente bem tensa, os núcleos envolvendo o passado desde o dia do massacre até as idas da jovem ao pisquiatra foram as que mais me tocaram já que é realmente onde ela conta sua versão da história. As palavras com o qual ela descreve as situações que passou, como realmente via o que acontecia foram extensivamente emocionais. Pois percebemos que o bullying é o ataque as diferenças. Quando Valerie ainda era uma moça que se vestia e agia como todas as garotas de sua escola não haviam palavras hostis ou troças em sua direção. Mas após sua mudança – quando ela finalmente descobriu quem realmente era – as pessoas passaram a ver essa mudança como uma aberração e a repudiaram por isso. Uma situação que é tão absurdamente comum nos dias de hoje que faz com que o livro atravesse as barreiras da ficção e ganhe aquele pingo de verossimidade, pois quantas vezes não vemos ataques as diferenças? Seja porque você é alto de mais, magro de mais? Seja porque você tem o estilo mais gótico ou mais hippie?

Desse modo, Jennifer Brown criou uma obra que beira a realidade e que poderia acontecer com qualquer pessoa. Todos somos sujeitos a sofrer bulliyng ou mesmo pratica-lo. Devemos ter cuidado com nossas palavras e refletir sobre o que fazemos. Nem tudo que parece brincadeira é realmente uma brincadeira. Pois estas podem tomar proporções inacreditáveis gerando ações irreversíveis.    A Lista Negra irá te expor e te fazer refletir sobre isto.

Título: A Lista Negra
Titulo Original: Hate list
Autora: Jennifer Brown
Editora: Gutenberg
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟⭐

| ALGO À VER | Resenha do filme Amnésia de Christopher Nolan.

Um dos filmes mais complicados que já assisti. Realmente, Christopher Nolan, coloca você no lugar do personagem principal, e se você não prestar atenção irá se perder.

image

Quando estava dormindo a noite, Leonard ouviu um barulho e percebeu que sua esposa não estava do seu lado na cama. Ele vai procura-la, armado, temendo que algum ladrão tenha entrado em sua casa. Mas quando entra no banheiro, vê sua esposa sendo violentada e antes que possa fazer algo leva um forte golpe na cabeça, que o deixará com sequelas pelo resto de sua vida se tornando homem com perda de memória recente. Agora, algum tempo mais tarde, Leonard tem a percepção de que sua mulher morreu e ele partirá em busca e vingança por ter perdido sua vida e suas memórias. Mais como fazer isso, já que sua vingança parece impossivel?

Até agora não esta parecendo muito complicado certo? Errado. A grande jogada deste filme é a linha cronológica das cenas. O filme começa do final, até te explicar como foi o começo. Neste esquema, a cena você assiste agora é na verdade a anterior pois à próxima irá explicar a antes desta, como se você visse as memórias de Leonard: como se você fosse ele.

image

A história é simplesmente fantástica, escrita pelo Jhon Nolan, e dirigida pelo seu irmão Christopher. No primeiro filme deste diretor ele vem com uma entrada triunfal pois Amnésia e um filme único que vai te deixar muito surpreso.

Um filme brilhante e muito bem organizado, pois te colocar no lugar de um homem que tem perda de memória recente lhe monstrando os fatos exatamente como Leonard vê em uma jogada de mestre. Como os personagens são poucos você pensa que está no controle da situação, que será fácil desvendar os mistérios de todos os personagens mais não é tão simples assim. A situação de Leonard nos faz ver o quanto é tênue a sua visão de mundo e o simples ato de viver o cotidiano se torna uma tarefa muito difícil para ele. Apesar de ser um homem extremamente meticuloso – cheio de tatuagens em vários lugares do corpo, para que não se esqueça nunca, o seu propósito de vida -, ele precisa sempre tirar as fotos, escrever nomes e endereços para se lembrar. Para sabe dentre as pessoas que ele conhece se pode ou não confiar nelas.
image

O fato de toda a linha cronológica do filme ser de trás pra frente, ou seja primeiro o final e depois o caminho para o começo não tira a graça ou curiosidade de quem o assiste, pelo contrário te instiga a entender a que ponto Leonard chegou em sua vingança. Sua história brutal mos faz perceber que para ele, tudo o que faz – as tatuagens, as investigações – tornam esta vingança sua meta de vida. Tem uma cena que permeia todo o filme no qual ele conta sua hitória à alguém por telefone, o que te faz entender o enredo sem tirar o gosto de ver toda a trama se desenrolar pois à cada pista elas se tornam pra você uma preciosidade.

Título: Amnésia.
Título Original: Memento.
Roteiro: Cristopher Nolan baseado no conto “Memento Mori” de Jonathan Nolan.
Direção: Christopher Nolan.
Personagem Principal: Leonard (Guy Pearce)
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟⭐

| ALGO À VER | Resenha de 3% – Série.

Sinopse:“Em um futuro pós-apocalíptico, onde o mundo passa por uma crise de recursos básicos, há o Continente que é uma região do Brasil que passa por uma situação de miseria total. Aos 20 anos de idade, todo cidadão recebe a chance de passar pelo Processo, uma rigorosa seleção de provas físicas, morais e psicológicas que oferece a chance de ascender ao Mar Alto, uma região onde tudo é abundante e as oportunidades de vida são extensas. Entretanto, somente 3% dos inscritos chegarão até lá.”

image

A história embora não seja totalmente original e seja perceptível a influência de outras produções é bem envolvente. Instiga o espectador a acompanhar os próximos episódios por conta dá sua ação, suspense e das revelações neles contida. Você se depara com a situação do processo e as vezes se coloca no lugar de quem está participando das provas. Além de ter a questão principal (O processo) a série passeia por outros enredos como a história pessoal de alguns personagens e também A CAUSA (uma organização contra O Processo) suas motivações e seus passos, tudo levando a questão “Você realmente é o criador do seu próprio mérito?”.

Ao assistir a série me deparei com alguns rostos conhecidos como dos atores João Gomes, Rodolfo Valente, Viviane Porto, Zezé Motta e Mel Fronkowiak que ficaram famosos por atuar em algumas novelas dá televisão brasileira. Além dos rostos populares temos a entrada de alguns atores não tão conhecidos (até o momento). De início a atuação de alguns não me passava realidade, e me parecia um pouco forçado, porém ao longo dá série tudo vai evoluindo incluindo a atuação. Os atores já estão mais conectados aos seus personagens conseguindo transmitir melhor seus sentimentos e sensações. Gostaria de dar destaque a performance da Vaneza Oliveira (Joana), que pra mim de longe foi a melhor.

Quanto aos efeitos não tenho muito o que falar, pois a produção tem um orçamento baixo o que dificulta gastos com grandes efeitos pra mostrar a tecnologia de um local distópico, mas embora isso, os poucos que tem são bem feitos e arranjados.

Episódios destaque:

1° – EP 4 (O portão) a série evolui de uma forma espetacular, dando início a uma segunda fase mais “thiller” dá temporada

2° – EP 5 (Água), esse episódio dá uma pausa em todo acontecimento da série para explicar sobre o passado de Ezequiel, além de conhecer mais sobre o personagem você faz uma visita a questões sobre o Maralto e o processo e A Causa.

3° – EP 8 (O Botão) “O grandioso fim”, responde a inigmas anteriores, cria novas situações decorrente a série e deixa um espaço pra tão aguardada continuação. Surpreendente.

image

Depois de assistir a série e pensar sobre o tema, ficou na minha mente o lema “Você é o criador do seu próprio mérito” me fazendo pensar sobre algumas questões atuais “até onde eu dependo de mim mesmo?” “Qual a possibilidade que algum fator exterior influencie o meu mérito?” “Todos temos a mesma oportunidade de criar o seu próprio mérito?” e com essas questões deixo vocês, até a próxima galera.

Título: 3% (Três Por Cento)
Roteiro: Pedro Aguilera.
Direção: Cesar Chalone.
Produção: Boutique Filmes.
Distribuição: Netflix.
Atores Principais: João Miguel e Bianca Comparato.
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟

| RESENHA | Eleanor & Park – Rainbow Rowell

Sinopse: Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.

image

Ler Eleanor e Park foi uma surpresa realmente agradável. Quando eu vi quotes, resenhas e fotos dos livro no instagram, fiquei curiosa para saber no que sucederia a história de amor jovem que Rainbow Rowell planejou no livro. E fiquei satisfeita porque o livro cumpriu o que havia prometido como uma história de amor jovem. Eu vejo várias pessoas reclamando das atitudes de Eleanor, mas a verdade é que a jovem é apenas uma adolescente que não conseguia lidar com os problemas de modo racional. E este fato, me deu uma perspectiva maior do que a autora desejava passar. Pois não é só uma história de amor jovem, como também uma história da vida na adolescência com suas dificuldades.

Ter as expectativas superadas ao finalizar um livro é a melhor coisa que pode acontecer para um leitor. Fiquei mais do que feliz em ter concluído esse livro, pois apesar de me irritar várias vezes com a Eleanor eu consegui entender as emoções dela. E também fiquei positivamente surpresa com o final. Pois em todos os comentários que vi sobre o livro, achei que ia ficar totalmente deprimida, mas a verdade é que achei ele condizente com a obra apesar de ter sido um tanto aberto.

image

Park é o tipo de namorado que toda garota gostaria de ter. Pelo menos, eu gostaria. Park é geek, leitor de gibis e compreensivo. Ele sempre contornar a situação e apesar de não ser o maior defensor dos fracos e oprimidos, não gosta de ver e participar de atos do tipo.  É o tipo de cara que não chama atenção para si mesmo e não deixa que ser oprimido embora seu pai viva projetando coisas nele, querendo que o rapaz seja uma coisa que não e o pressionando com frequência. Fiquei com bastante ódio do pai do Park em algumas situações pois o machismo nos seus atos me dava uma bela vontade de entrar no livro e socar a cara dele.

Eleanor é pobre e acaba de voltar para casa depois de um ano de favor na casa dos amigos de sua mãe. Tímida, estranha e ressentida, ela é muitas vezes irritantemente infantil, mas que de certa forma faz todo sentido pois ela é apenas uma adolescente com medo. Medo de ser expulsa de casa, medo de perder seus irmãos, medo de perder tudo mais uma vez.

O encaixe dessas duas histórias é a forma com que duas pessoas tão diferentes conseguem se entender. Como o amor surge através de pequenas palavras e gestos. Aos poucos as coisas vão acontecendo e a autora conseguiu mostrar isso com maestria. Que não foi de repente, mas sim construído pelos atos. O livro é incrível, e sugiro abertamente que coloque na sua lista de leitura Eleanor e Park para se apaixonar também.

Título: Eleanor & Park.
Autora: Raibonw Rowell.
Editora: Novo Século.
Ano: 2013
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟⭐