[L.I.S.T.A.] 05 Livros Para Chorar Litros

Oii gente. Aqui estou eu para segunda lista do blog. Estou fazendo essas listas junto com minha parceira e amiga Keth do blog Parabatai Books, não esqueçam de conferir a dela – que sai amanhã -, e para este mês escolhemos uma lista meio “bad”: 05 livros para chorar litros. Admito que foi bastante difícil já que é muito raro eu chorar em uma obra. Porém eu me lembro de algumas que chorei, e dessas eu selecionei cinco livros que foram mais emocionantes da minha carreira de leitora.

1. Uma Curva Na Estrada – Nicholas Sparks.

Esse foi o livro do qual eu derramei mais lágrimas. Não consigo dizer de maneira clara como esse livro me afetou apenas que teve aquele momento que a dor do personagem me atravassou e eu derramei rios de lágrimas. Posso dizer apenas que esse tipo de enredo, que envolve família é o que concerteza mais me emociona.

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2. A Última Música – Nicholas Sparks.

E por falar em história emocionante sobre família, esse livro é minha segunda escolha pois sua história focada em relação de pai e filha principalmente me fizeram não só chorar mais ficar profundamente emocionada. Na época, eu estava passando por brigas de adolescente com meu pai, e ler esse livro foi tão importante porque ele modificou muita coisa do que eu achava que sabia. Eu amo esse livro por isso, por ele ter me mostrado que eu não sabia de tudo na época em que eu mais precisava.

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3. A Redenção de Gabriel – Sylvain Reynard.

Esse livro, o terceiro da trilogia O Inferno de Gabriel, foi uma experiência única para mim. Eu lembro que quando estava lendo-o, muitas vezes eu me pegava emocionada com as palavras de Gabriel Emerson para sua esposa. É incrível como os livros normalmente apresentam aqueles finais de casamento incríveis e que a partir dali fica o sentimento de felizes para sempre. Embora esse não tenha sido o primeiro livro que eu li com uma temática da vida de casados, foi o livro que mais me trouxe para perto da realidade por ser tão simples e ao mesmo tempo tão complexo. Eu enxerguei realidade nele e acredito que as lágrimas que eu soltei de felicidade com a conclusão da história podem sim ser inseridas como chorar litros.

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4. Garotas de Vidro – Laurie Halse Anderson.

Um dos poucos livros que eu chorei abertamente nessa vida, foi este. A questão da bulímia e da anorexia é muito forte. E embora eu nunca tenha conhecido alguém que passasse por tais situações foi muito impactante a maneira com o qual a autora deste livro abordou o tema. Este livro é forte! E é impossível não se emocionar com ele.

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5. Para Sempre Alice – Lisa Genova.

A melhor parte de fazer essa lista eu percebi que muita das coisas que me fazem chorar ou me emocionam de modo bastante claro são em suma situações que eu vi de perto. Para Sempre Alice esta dentre os livros que me fizeram chorar porque vi de pertinho uma pessoa que eu amava ter a doença de Alzheimer e aos poucos sucumbir a ela. E foi através desse livro que entendi porque era tão difícil. Não o que sinto como espectadora da doença, mas saber o que aquela pessoa lá estava passando ao perceber que todas as suas memórias e sentimentos ficavam iriam desaparecer. É triste. E é incrível o modo como Lisa Gênova descreveu está emoção.

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A Hospedeira – Stephenie Meyer

Nosso planeta foi dominado por um inimigo que não pode ser detectado. Os humanos se tornaram hospedeiros dos invasores: suas mentes são extraídas, enquanto seus corpos permanecem intactos e prosseguem suas vidas aparentemente sem alteração. A maior parte da humanidade sucumbiu a tal processo. Quando Melanie, um dos humanos “selvagens” que ainda restam, é capturada, ela tem certeza de que será seu fim. Peregrina, a “alma” invasora designada para o corpo de Melanie, foi alertada sobre os desafios de viver dentro de um ser humano: as emoções irresistíveis, o excesso de sensações, a persistência das lembranças e das memórias vívidas. Mas há uma dificuldade que Peregrina não esperava: a antiga ocupante de seu corpo se recusa a desistir da posse de sua mente. Peregrina investiga os pensamentos de Melanie com o objetivo de descobrir o paradeiro dos remanescentes da resistência humana. Entretanto, Melanie ocupa a mente de sua invasora com visões do homem que ama: Jared, que continua a viver escondido. Incapaz de se separar dos desejos de seu corpo, Peregrina começa a se sentir intensamente atraída por alguém a quem foi submetida por uma espécie de exposição forçada. Quando os acontecimentos fazem de Melanie e Peregrina improváveis aliadas, elas partem em uma busca incerta e perigosa do homem que ambas amam.

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Eu queria acreditar no que ele dizia. Eu considerei a palavra expatriada… Tentando me convencer que não era nada pior.

Faz quase quatro anos que li A Hospedeira e ainda hoje foi um dos livros mais surpreendentes que eu encontrei na vida. Por ser escrito pela autora Stephenie Meyer, eu não achava que ele odeia me oferecer muita coisa, tendo em vista que já havia lido um livro da saga Crepúsculo (Lua Nova) e não ter gostado do cerne principal da história. Porém o enredo do livro se Meyer me chamou a atenção por eu nunca ter lido algo do gênero. Não a parte sobre um alienígena habitando o corpo de alguém, mas o foco não ser no hospedeiro em si e sim no alien, no caso, a alma.

Admito que a primeira parte do livro foi meio chata. Por ser um mundo grande e uma nova espécie, Meyer passou muito tempo nos explicando os detalhes do que são as almas e o que elas querem. Embora eu tenha gostado (e ainda goste) de saber ainda mais sobre as almas acho que isso parou a leitura um pouco que só fluiu de vez quando finalmente chegamos a evolução do livro assim que Peregrina (já amiga de Mel, apaixonada por Jared e se sentindo mãe de Jamie), foge para se encontrar com os humanos. A partir daí, durante toda a trajetória do livro eu sempre fiquei muito atenta aos detalhes e acho que devo parabenizar a autora por ter criado um enredo tão rico e bem estruturado. Peg faz descrições dos ambientes, dos personagens e dos sentimentos que me fizeram participar e sentir ativamente presente todo o livro.

Havia outra emoção crescendo nela que eu não reconhecia. Algo no limite da raiva, com uma ponta de desejo e uma porção de desespero.
Ciúme. Ela me esclareceu.

O que mais me chamou atenção durante o livro porém não foram os detalhes emotivos, e sim o grau de diferença quase perfeita das personalidades dos personagens. Começando por Peg e Mel (admito que desde sempre preferi a Peg por considerar Mel infantil e irracional), que são completamente opostas uma da outra. Entre elas está a diferença mais clara dos dois mundos de qual ambas vieram. Melanie é o exemplo claro da humanidade. Ela é egoista e manipuladora quando é necessário para proteger quem ama e especialmente violenta na maioria das vezes. Mel mostra de modo muito certeiro a vontade e o guerreirismo (se é que essa palavra existe) do ser humano. E muito embora eu não tenha gostado dela na maior parte do tempo, não pude deixar de admirar a garra de sua pessoa e sua mente. E Peregrina ao contrário é um amor de alma incapaz de fazer mal a alguma pessoa. É impressionantemente sagaz e astuta para compreender as coisas ao seu redor, e ainda aliada a isso, eu vejo nela a serenidade e a riqueza no senso de justiça que muitos humanos perderam com o passar dos anos.

Além dessas duas personagens principais, os outros personagens que posso destacar como essenciais para a história são Jared e Jamie é claro, alem do tio Jeb, Ian e Doc. Cada um deles me motivou a ler o livro de alguma forma pois eu fui me apaixonando por um ponto de especial de sua pessoa. Quero dizer de quase todos. Como sempre fui fã da Peregrina, odiei o Jared com todas as forças por sua incredulidade em relação a ela. O jeito como ele a tratava como “a coisa” e a repulsa que ele sentia dela me doíam bastante, mesmo que eu consiguisse entender que Peg representava a Jared – em uma prova visual constante – de sua perda sobre Melanie. Por outros lado temos uns apoiadores da causa “não vamos matar Peregrina”, como o pequeno Jamie que é irmão da hospedeira. É muito lindo ver que o amor que Jamie nutre por Melanie não o faz odiar Peg instantâneamente. Na verdade ele dá asas para que ela se torne sua amiga e também sua irmã. Exatamente o mesmo amor que Peg sente por ele e faria arriscar tudo pelo garoto.

Mas eu não consegueria segurar ele para sempre, ele escaparia de mim. Amanhã ou depois. E então eu morreria também. Sem Jamie eu não viveria.

Por fim temos Doc, Ian e Jeb. Doc é o personagem mais misterioso da história e também um dos mais gentis. Eu consigo enxergar a bondade e o interesse nele, assim como a justiça, porém ele comete erros como qualquer humano. Ian é o meu crush da história. Eu me apaixonei por ele aos poucos. Depois de todo o ódio inicial, ele se deixou conhecer e mudar tudo que acreditava sobre as almas através das palavras Peg. Então ele se transformou, aos meus olhos, em um dos personagens mais apaixonantes de todos os tempos. Jeb é o Dumbledore da história. Toda história tem um. A curiosidade a facilidade que ele tem de encaixar as pecinhas uma na outra. Como se tivesse um terceiro olho escondido em algum lugar.

Porquê sempre o consideramos loucos? Mel se perguntou. Ele vê tudo. Ele é um gênio.
Ele é as duas coisas.

Por último, eu quero destacar a comunidade dos sobreviventes. Como uma massa humana que tem vontades e que construíram uma sociedade onde todos vivem em paz e cumprem seus deveres. E que também depois do ódio inicial, conseguiram aceitar ou então tolerar a vivência de Peg entre eles, isto com uma bela ajudinha de Jeb.

– Eu os estava acostumando a vê-lá por aqui. Fazendo-os aceita-la sem que percebessem. É como cozinhar um sapo. (…) – Se você joga o sapo em uma panela de água quente ele pulará fora imediatamente. Mas se voce colocar o sapo em água fria e aquecer o sapo não perceber até ser tarde de mais. Sapo fervido. É só trabalhar os pontos.

Eu simplesmente amo este livro. Ele foi um dos livros que formaram a minha mente de leitora com certeza. Acho que quem leu e entendeu o que a história passa, quem da uma chance, me entende. E quem ainda não, leia, é um dos melhores livros que já li em toda minha vida.

Título: A Hospedeira
Título Original: The Host
Autora: Stephenie Meyer
Editora: Intrisica
Ano: 2009
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

Estava me mudando, não a ela. Era quase um processo metalúrgico nas profundezas do ser que eu era, algo que já havia começado e estava quase terminado. Mas esse longo e ininterrupto beijo completou o trabalho – fundou essa nova criação. Inquebrável.

Olho Por Olho – Jenny Han e Shiobian Vivian – Trilogia Olho Por Olho Livro Um.

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Alguma vez você já quis realmente se vingar de alguém que a ofendeu? Talvez uma ex-amiga que a apunhalou pelas costas, ou um namorado traidor, ou um estúpido da escola que a humilhou desde que você era pequena… Alguma vez você já sonhou em envergonhá-lo na frente de todos? E, então, alguma vez você se uniu com outras duas pessoas para criar um elaborado esquema de destruição e revanche? A maior parte de nós não pode dizer que sim a todas essas perguntas (felizmente). Mas, certamente, todos nós somos capazes de nos identificar com muitos dos sentimentos de Kat, Lillia e Mary em Olho por Olho… No entanto, de um exercício de malícia, de uma simples brincadeira adolescente, o jogo do “aqui se faz, aqui se paga” poderá assumir proporções trágicas, em que até mesmo as leis da natureza vão se dispor, misteriosamente, a acalmar os corações ofendidos. Deixe-se levar por uma genuína história sobre o certo e o errado, o justo e o injustificável e procure entender — se possível — os verdadeiros motivos que transformaram estas três meninas. Dramático, honesto e fascinante, este é um livro que ultrapassa todas as expectativas!

Incrivelmente profundo, esse livro de Han e Vivian me tocou de uma forma que eu não consigo expressar. Qualquer pessoa que de certa forma tenha passado por algum trauma ou humilhação na escola, sabe exatamente o que essas três meninas passam e qual o sentimento que a levou a essa vingança tripla. Todos os personagens apresentados, tanto os mocinhos quanto os vilões tem uma gama de personalidade e carga passada muito grande. Todos representam uma espécie de face do que os adolescentes sentem durante a vida na escola.

Tudo esta encaixado ao redor de Lillia principalmente. Pois ela que está mais perto das pessoas que as meninas querem vingança. O que leva Lillia a buscar vingança contra um dos seus “melhores amigos” é o sentimento de traição que está enraizado a sua irmã mais nova Nadia e a ela própria. Mesmo tendo quase dezoito anos, Lillia é muito ingênua ao que pode acontecer e quem ela era por deixar ser controlada com facilidade por seus “amigos”. Acho incrível ver sua transformação, ou sua meia transformação, quando ela aprende a dizer não a partir das coisas que essas pessoas lhe fizeram passar.

A história de Mary é a que mais me emociona. Quando eu estava lendo o livro, percebi as variadas semelhanças entre nós duas. Não que eu tenha sido gorda e sofrido com isso (pelo contrário eu era um palito. OK ainda sou!), mas pelo tipo de piada humilhante que as pessoas fazem com ela e principalmente daquele que de certa forma estava se tornando seu amigo. Esse tipo de traição é a mais profunda porque não fere superficialmente, as palavras ditas por pessoas próximas conseguem deixar cicatrizes fundas que nunca realmente deixa de sangrar. É por isso que de todas as garotas, a vingança de Mary é a que mais me deixa próxima dela. Por que essa necessidade eu entendo (e até me sinto meio vingada também).

Kat é uma personagem durona que aguentou tudo quase numa boa dando apenas algumas pequenas respostas afiadas sem nunca realmente se dar ao trabalho de responder e mudar o que se falava dela. Antes Kat era melhor de Lillia, e principalmente de Rennie. Quando a amizade acabou, Ren espalhou vários boatos sobre Kat que se expalharam pela escola e a perseguiram desde então. Kat nunca se importou o que eu acho incrível da parte dela. Diferente de Mary (e de mim) ela não se escondia ou chorava pelo, apenas seguia em frente. Porém as coisas mudam por causa de Alex, que a faz sentir alguma coisa e depois a descarta. Kat então, bem tardiamente, decide iniciar a vingança. Só que sua mira vai para Rennie que só fez destruir a sua vida desde pequena.

Quanto aos personagens que são o alvo da vingança dessas três meninas, Alex por Lillia, Rennie por Kat e Reeve por Mary, eu consigo distinguir entre eles o egoismo.   O tipo de sentimento que infelizmente está dentro de muitas pessoas. Nenhum dos três, principalmente Rennie e Reeve, tem algum pudor em fazer o que é necessário ou passar por cima de alguém para conseguir alguma coisa. São pessoas mesquinhas e cruéis que são incapazes de olhar para os outros além de si mesmos.

Eu gostei muito desse livro. Me senti próxima dos personagens em várias vezes. Não acho que tenha falhas que seja necessário comentar porque não influência no final do livro. Ele é espetacular e já estou devorando o próximo livro.

Título: Olho Por Olho
Título Original: Bum For Bum
Autor: Jenny Han & Siobhan Vivian
Editora: Novo Conceito
Ano: 2013
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

Deixe-me Entrar – Letícia Godoy

Julianne Ipswich cresceu confinada no internato Le Rosey, afastada de sua família com o pretexto de receber uma educação de qualidade. Este fato sempre a incomodou e o maior desejo de Julianne era descobrir a verdade para que a família tenha a afastado, uma vez que não ficou convencida de que a preocupação com os seus estudos seria o único motivo. Ao completar 15 anos, ela retorna para Stone Forest, a cidade de seus pais, e, aos poucos, acaba descobrindo mais do que gostaria de saber. Cercada por muito mais perigos e desafios do que ela jamais pôde imaginar que surgiriam em sua vida, Julianne precisará desvendar os mistérios de seu passado e preparar-se para os desafios do futuro rapidamente se quiser sobreviver. As vozes se misturam, os olhos sedentos nunca param de espreitar e o perigo está onde ela menos imagina. Será que Julianne conseguirá enfrentar tudo isso?

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Eu nunca fui uma fã alucinada por temas sobrenaturais que envolvem vampiros já que tinha muitos por aí que me revelaram serem decepcionantes. Apenas alguns brasileiros realmente me fizeram apaixonar em suas histórias, e Deixa-me Entrar de Letícia Godoy se tornou um deles.

O livro começa a ser contado no passado mostrando um pouco do que podemos esperar para o futuro do livro. Esse início e fundamental para o densenrolar da trama que terá pontos fortes correlacionados a eles. O meu maior problema com o livro foi depois desse prólogo pois a história de verdade só começou muito depois me deixando um pouco fatigada. Isto porque a autora se prende muito em mostrar como era a vida de Julianne no internato e as pessoas que a rodeavam. E só depois que ela sai da escola, voltando para casa  é que eu percebi que enfim comecei a me encaminhar para o ponto que realmente interessava.

Isto porque seus tutores contam a ela um segredo de arrepiar: que eles são vampiros. Essa revelação que foi muito bem abordada e sacada pela autora. Porque isto prepara Julianne para o que estava por vir e mesmo que sua reação inicial fosse de ficar histérica, depois ela acabou acreditando e desse modo prestando mais atenção nas coisas ao seu redor. Como quando volta para casa e percebe que seus irmãos não envelheceram nem um pouco. Se tornando mais um gancho para a descoberta seguinte de que seus numerosa família também são clã antigo de vampiros.

Esta obra da Letícia foi bem de altos e baixos e exemplo do tipo de história com jeito de oito ou oitenta pois ou voce irá gostar bastante ou você irá detestar o livro. Pois a personagem principal só tem quinze anos logo ela tem vários dramas adolescentes e imprudências relacionadas a ela. Mas muito embora isto tenha me causado um estresse com a personagem (que não conseguiu me agradar), o verdadeiro cerne do livro, a mitologia e o sobrenatural me fez realmente acreditar no verossímil o que foi maravilhoso.

Sugiro que todo mundo leia e tire suas próprias conclusões. A historia é escrita de forma fluída e envolvemente e cada um que ler terá seus próprios pensamentos sobre ela.

Título: Deixe-me Entrar
Autora: Letícia Godoy
Ano: 2016
Editora: Arwen
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟

Amar Vale A Pena (Recomeçar) – Luana Barros

Gustavo e Luiza formam uma família linda e feliz. Juntos criam Malu, filha dele com outra mulher. Mas a vida não continuará assim… A mãe de sangue da criança volta para reivindicar os direitos que abriu mão ao abandoná-la. Luiza vai embora por amor à filha de criação. Gustavo se desespera ao ver sua vida destruída. Em Londres, Luiza conhece pessoas de diferentes lugares do mundo, faz muitas amizades e se diverte bastante, apesar da saudade que sente dos amores deixados no Brasil. Uma história emocionante que mostra que em todos os lugares e em todas as línguas, todos amam e querem um amor verdadeiro. O livro toca a alma e o coração dos leitores, arranca sorrisos, lágrimas e suspiros… Faz brotar os melhores sentimentos.

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Romances neste estilo do livro nunca me chamaram muita atenção e eu raramente gosto quando termino de ler. Porém o livro da Luana Barros foi no mínimo surpreendente. Eu não sei dizer o que eu esperava sobre esse livro, mas ele me suspreendeu bastante. Acho que assimilei certinho o que a autora quis passar e com certezas amar vale a pena.

Luíza é uma personagem divertida, que se tornou daquele tipo que “eu nem te conheço, mas já considero pakas” logo no começo da história. E depois aos poucos vai se tornando uma amiga especial de quem queremos saber todos os segredos. E eu fiquei super encantada com os  sentimentos que a Lu tinha por sua filha do coração Malu. Eu não conseguia imaginar ver uma longe da outra.

Gustavo é um príncipe encantado que me consquistou. Não sou muito fã de caras perfeitos, mas este era perfeito para o meu gosto (se cuida Luiza kkk). Sua relação com Lu é de companheirismo e amor. Os dois se encaixam um no outro e mesmo que tenham algumas diferenças eles juntos arrumam uma solução. Gustavo porém, não consegue fugir do amor, que eu diria que é doentio de sua ex Natália, ficando um pouco a mercê de certas situações ela provoca.

Eu amei esse livro. Ele conta uma historia bem tocamte sobre amor de variadas formas. Entre homem e mulher, pais e filhos e amigos. Estou satisfeita em como a história acabou, porque mesmo que fosse previsível, o modo como Luana me conduziu ate lá foi espetacular.

Titulo: Amar Vale A Pena (Recomeçar)
Autora: Luana Barros
Editora: Chiado
Ano: 2016
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

Quando Uma Garota Entra Em Um Bar – Helena S. Paige.

“Então você se arrumou toda para uma noite de amigas, daquelas onde só as mulheres participam, mas suas amigas mudaram de planos sem avisar e, agora, você está sozinha em um bar superbacana, arrumada e perfumada, e sem saber bem para onde ir… O que você faz? Aproveita que já está por ali, pede uma tequila e dá uma boa olhada no yuppie que está na mesa ao lado? Ou pede uma cerveja e vai pra perto do palco arrebatar o baterista? Pode ser que você prefira uma paquera com o rapaz de botas de bico fino e músculos trabalhados que está encostado à parede. Ou, quem sabe, tomar um café com o bombeiro que está cuidando da segurança dos clientes e que, neste instante, está verificando o funcionamento do extintor… E isso tudo só pra começar! A escolha é sua — e você tem um mundo de possibilidades nesta noite que parecia começar mal! Só não espere que esta experiência seja como outra qualquer, porque esta noite ficará definitivamente marcada em sua memória de erotismo e paixão. Divirta-se com esta definitiva experiência sensual onde você, e só você, terá o controle de seu próprio prazer!”

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Eu não sei dizer exatamente o que esperava para este livro mas com certeza não era isso. Embora o subtítulo tenha um conteúdo claro, não foi exatamente eu que decidi como a noite terminou pois algumas de minhas escolhas não me levaram aonde eu queria. Ou melhor, eu escolhi, mas os pensamentos da personagem (que ironicamente deveriam ser meus já que o livro é narrado em segunda pessoa) teoricamente me fizeram mudar de escolha, ou seja, não decidi porcaria nenhuma.

O livro tem personagens interessantes que por quesito de personalidade se diferenciam entre si, mas fazendo vista grossa, percebi que faltarou desenvolvimentos em muitos lugares que acabaram por deixar um espaço gigantesco no conteúdo do livro. Porque muitas das vezes eu tive a sensação parecida com um déjà vu, em que com certeza eu já tinha visto tudo aquilo antes. E no final houve uma falha muito grande da autora em relação a escrita do último capítulo. Porque há uma quebra nas conexões que as escolhas que fizemos para um fechamento digno delas. Como se um pedaço do livro que eu escolhi nunca tivesse acontecido. Assim torna a leitura desconexa.

Quando Uma Garota Entra Em Um Bar é um livro diferente e uma ideia espetacular, mas que porém deveria ter sido melhor pensado e melhor escrito. Porque o final é imutável, independente do caminho que se tenha escolhido passar.

Titulo: Quando Uma Garota Entra Em Um Bar.
Título Original: A Girls Walks Indo A Bar
Autora: Helena S. Paige
Ano: 2013
Editora: Novo Conceito
Avaliação: 🌟🌟