O Visconde Que Me Amava – Julia Quinn

A série Os Bridgertons da brilhante romancista Julia Quinn tem histórias lindas de amor e sobre os oito irmãos de uma mesma familia. Anthony, Bennedict, Colin, Daphne, Eloise, Francesca, Gregory e Hyancinth. Cada uma contada em um livro diferente e o segundo livro da série O Visconde Que Me Amava  traz Anthony para nossos olhos.

o visconde que me amava

Atormentado pela morte precoce de seu pai, Antony Brigderton sabe que também vai morrer cedo por isso ele deseja se casar com uma mulher simples e bonita que tenha um pouco de cérebro e que ainda ele tenha certeza que não vai se apaixonar por ela. Para isso ele escolhe a jovem, Edwina Shiefild. Porem para conseguir se casar com ela, precisa da aprovação de sua irmã Kate. Porem a jovem é arredia e incapaz de acreditar que um libertino como Antony – fama adquirida em parte por ser verdade e outra parte adicionada pela sociedade – consiga ser fiel a Edwina e portanto um bom marido para ela. Mas Antony não desiste do cortejo. Pelo contrario, continua na cola de Kate para convence-la de que ele tem boas intenções com sua irma. Mas os sentimentos antes de resignação a presença de Kate se tornam uma inegável atração entre os dois.

Divertido e emocionante o livro de Julia Quinn é irrestivel como todos os outros. Assim como O Duque e Eu, não consegui deixar de ler o livro e aquele sorriso bobo e apaixonado não saiu do meu rosto. Os personagens são bem feitos. Cada um com uma personalidade única que nos faz ama-los imediatamente ou detesta-los. Tem uma leitura leve capaz de nos fazer passar horas a fio lendo incansavelmente.

Antony Bridgerton é um homem com difíceis missões na vida. Por ser o mais velho dos filhos tem responsabilidades com seus irmãos mais novos e as contas de sua familia. Antony viu o pai morrer jovem quando tinha apenas dezoito anos e por ama-lo tanto enfiou na sua cabeça que não passaria de sua idade. Com isso, Anthony decide não se apaixonar por sua esposa escolhendo uma mulher que julga incapaz de conquista seu coração. Mas ao se deparar com Kate, seu maior obstáculos, percebe que o amor não se dá pelas nossas vontades. Afinal, Anthony começa a sentir uma atração misteriosa pela garota.

Kate Shiefild é uma mulher sagaz que nao se acha bonita e que faz de tudo para que sua irmã tenha um bom e feliz casamento em sua vida. O maior empecílio que tem em relação a Antony é que o rapaz é considerado pela coluna de fofocas mais badalada da cidade diz que ele é um libertino. E como Lady Whistledown nunca erra Kate tem certeza que ele nao será um bom marido para sua irmã. Mas o que ela não esperava era que Anthony também fosse charmoso e dotado de uma lábia capaz de fazer qualquer dama feliz. A jovem ainda possuí um medo irracional de chuva. E o porque disso, bem só lendo para descobrir kkk.

Bem é isso leitores e leitoras fantásticos desse meu Brasil. Se gostaram dessa resenha, eu gostaria de saber.

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O Duque e Eu – Julia Quinn

Olá leitores e leitoras fantásticos desse meu Brasil. Hoje a resenha é sobre O Duque e Eu de Julia Quinn e minha primeira resenha romântica. Não esqueçam de me dizer o que acharam quando acabarem de ler, ok?
Bem então vamos lá.

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Numa família de oito irmãos e nas temporadas altas para casamento em Londres, a família Bridgerton vai aos poucos formando pares para seus filhos e filhas. O primeiro casamento da família é o de Daphne Bridgerton. Uma jovem astuta e brilhante. Daphne é vista pelos homens da sociedade londrina apenas como uma amiga de todas as horas. Até que o conde Simon Hastings chega a cidade.
Depois de um primeiro encontro desastroso, Daphne e Simon acabam enredando um acordo. Um acordo em que Simon fingirá corteja-la para que os outros homens a vejam como uma mulher desejada. Ao passo que que a companhia de Daphne fará com que as mães e mulheres desesperadas por um casamento o deixem em paz. Mas os sentimentos que surgem através desse plano e dessa amizade são maiores e mais fortes que qualquer um dos dois poderia esperar.

O livro de Quinn é bem legal. Além de todos os costumes de uma sociedade diferente da nossa, o livro ainda tem um quê de romantismo leve, não tão açucarado como a maioria. Isso me fez gostar ainda mais da história.

Quinn tem uma palavra simples e fácil de compreender. É uma história simplória, porém bem contada. As conversar levam a algum lugar. E mesmo que não haja aquele famoso enrolamento para alongar a história,  também não há falta de detalhes nas cenas.

Daphne Bridgerton é uma personagem de caráter forte como muitas mocinhas. Seu senso de justiça funciona muito bem assim como seu humor e sua curiosidade. Daphne é uma mulher que tem sonhos simples, entretanto. Não chega a se tornar uma personagem depois de seu tempo. Seus sonhos são de ter um casamento feliz e de formar uma família. Nada de mais.

Simon Hastings ou Simon Basset é um personagem de raias raivosas. Ele tem um passado difícil contado logo no prólogo do livro. Rejeitado pelo pai, Simon faz uma jura que nunca se casará casará e nem se apaixonará por alguém. Um homem recluso e cheio de mágoa que além de tudo afirma que jamais se envolverá pela irmã de seu melhor amigo.

O livro de Julia Quinn porém tem uma ressalva. Ele tem uma história comum. Nada nele chega a ser surpreendente. Não existe um aquela perda de fôlego.

Mas de todo modo, não posso dizer que foi uma leitura ruim. O livro é bem legal e chega a ser uma boa distração. E como diz minha mãe, uma ótima pedida pra quem quer ficar com aquele sorrisinho apaixonado no rosto.

Bjs.
Até o próximo post.

No Mundo Da Luna – Carina Rissi.

A resenha de hoje é especial para os amantes de livros românticos. Aqueles que adoram uma comédia e uma pitada de sensualidade atrás de sua leitura. Livro mais que perfeito de Carina Rissi. Escrito de maneira leve a autora da serie Perdia e de Procura-se um Marido ela não decepciona.

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O livro conta a história da jovem Luna Braga de modo que sinto pena da bichinha. Por que vamos combinar trabalhar naquilo que não se ama é péssimo, ter um carro que não pega direito é desastroso, e ainda por cima ser traída pelo namorado é um massacre na auto-estima de qualquer mulher.

Mas conforme vamos lendo o livro, sentimos as mudanças que ocorrem na vida da moça logo depois dela receber uma coluna na revista. A primeira é que sua carreira da uma guinada já que como dito ela ganhou uma coluna na Fatos&Furos e mesmo que não seja o que ela queria – afinal, Luna não entende nada de astronomia para falar de horóscopo -, ainda sim é um fato de extrema importância. E o segundo é que a jornalista finalmente parece ter começado a esquecer o namorado, por culpa de uma nova paixão que surge em seu caminho.

Porém, a vida de Luna não está predestinada a ser fácil. A garota está interessada em Viny um rapaz vi bem-apessoado que também está com um ar de “te quero” para ela. Mas em seu caminho, numa noite de bebedeira e de dois corações partidos seu chefe mau-humorado entra em seu caminho para lhe arrebatar os sentidos e lhe mostrar que nada na vida é como planejamos.

Luna Braga é uma personagem típica de Carina. Bem-humorada e de gênio forte que luta para ter um futuro. Além de tudo isso, Luna também é meio cigana, mas tenta não ligar muito para esse lado e não deixar que tais supertições lhe guiarem na vida. Ela é uma personagem bem divertida que super deu certo com seu par romântico.

Livros como o de Carina, que me fazem suspirar com histórias de amor e dar boas gargalhadas são um pouquinho raros. Afinal de contas, não sou dada a leituras românticas – coisa que é quase impossível já que todo livro tem esse lado açucarado – e por isso acredite quando te digo que esse livro é perfeito.

Meu agradecimento especial, além de agradecer a Carina pela história é claro, vai para a Marje Books que me indicou a história. Obrigado, Flor. E antes que eu me esqueça, o carro de Luna, foi o maior lutador da história. Palmas pra ele que sobreviveu as loucuras da mente de Carina Rissi.

Bjs.
Até o próximo post.

A Desconstrução de Mara Dyer – Michelle Hodkin

Hoje vou começar as resenhas sobre a trilogia Mara Dyer. As próximas vão vir nos próximos dias conforme eu for acabando as leituras.Se você gosta deixe seu comentário e curta a resenha. Não se esqueça de seguir o blog para ter as notificações de novas resenhas. Então vamos lá…

Um grupo de amigos… Uma tábua ouija… Um presságio de morte. Mara Dyer não estava interessada em mensagens do além. Mas para não estragar a diversão da melhor amiga justo em seu aniversário ela decide embarcar na brincadeira. Apenas para receber um recado de sangue. Parecia uma simples piada de mau gosto… até que todos os presentes com exceção de Mara morrem no desabamento de um velho sanatório abandonado. O que o grupo estaria fazendo em um prédio condenado? A resposta parece estar perdida na mente pertubada de Mara. Mas depois de sobreviver à traumática experiência é natural que a menina se proteja com uma amnésia seletiva. Afinal, ela perdeu a melhor amiga, o namorado e a irmã do rapaz. Para ajudá-la a superar o trauma a família decide mudar para uma nova cidade, um novo começo. Todos estão empenhados em esquecer. E Mara só quer lembrar. Ainda mais com as alucinações – ou seriam premonições? – Os corpos e o véu entre realidade, pesadelo e sanidade se esgarçando dia a dia. Ela precisa entender o que houve para ter uma chance de impedir a loucura de tomá-la…

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No primeiro livro da trilogia Mara Dyer, a loucura parece ser a única explicação para os surtos da personagem. Diferente de tudo que vamos lendo ultimantemente – distopia e escolas “para jovens especiais” – Michelle Hodkin nos trás um mundo onde a mente é a maior das protagonistas.
Quando eu comecei a ler o livro, poucas explicações vieram em minha cabeça. Afinal, Mara tem alucinações o tempo todo e sonhos que não revelam aos poucos o que há de errado com a garota.
Mara se sente sozinha e com medo, não só da loucura, mas também da atração inevitável que sente pelo enigmático Noha.

Mara é uma personagem atípica e com quê de humanidade. Aquele tipo de personagem verossímil. Não perfeito, pelo contrário, uma personagem que mente e engana para conseguir o que quer e fugir quando a situação fica complicada de mais para si. Mara também é reclusa a si mesma. Não tem tendência a conversa de seus problemas com os outros – mesmo com uma mãe terapeuta – o que dá, pra entender já que a garota pode ser internada em uma clínica psiquiatra por fantasiar com seus amigos mortos e com atos que tecnicamente não haveria como ter culpa.

Noha também é um personagem verossímil. Ele, assim como Mara mente. Mas também sente raiva pelo abono familiar de seu pai e dor pela morte de sua mãe. Noha é misterioso. Seus pensamentos são confusos e antagônicos. As vezes tenho dúvida de quem ele é de verdade. Se ele realmente quer ajudá-la ou se esta atrás de alguma coisa relacionada a ela.

De todo modo, não tenho algo a dizer contra o livro. Ele é bem escrito e estou criando uma grande espectativa para o próximo livro da trilogia.

O Sol é Para Todos – Harper Lee

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Um livro emblemático sobre racismo e injustiça: a história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos Estados Unidos dos anos 1930 e enfrenta represálias da comunidade racista. O livro é narrado pela sensível Scout, filha do advogado. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça. ‘O Sol é Para Todos’, com seu texto “forte, melodramático, sutil, cômico” (The New Yorker) se tornou um clássico para todas as idades e gerações.

Entusiasmante e superdivertido, a história sobre o preconceito e se tornou meu livro de não-ficcao favorito.
Scout é jovial e conta a história com uma simplicidade apaixonante. Não consegui largar o livro e li avidamente até final.
Os personagens, primários e secundários, são inesquecíveis. Ao começar por D. Mauddie e Boo Radley que têm uma natureza de solidão. Um nem tanto quando outro, mas ambos reclusos a sua própria vida, sem tempo pra as preocupar com a dos outros.
Jem irmão de Scout é jovem e meio rebelde que não aceita as descriminações que presencia.

Atticus é a um pai típico ensinando valores e lições de vida para seus filhos. O Sol é Para Todos é meu novo livro favorito.

Agradeço a Stephen Chbosck que escreveu As Vantagens de Ser Invisível, e que me inspirou a ler o livro.

O Oceano No Fim do Caminho – Neil Gaiman

Um homem volta a sua cidade natal para um funeral. No caminho ele para em uma fazenda que o faz lembrar dos perigos e dos desafios que ee viveu na infância. 
Há quarenta anos, um homem cometeu suícidio dentro do carro do pai de um menino, que em seguida vê seu mundo virar de cabeça para baixo. Fatos em série vão ocorrendo e apenas Lettie Hempstock parece poder ajudá-lo. 
Ela o leva para os fundos de sua fazenda e mostra a ele um lago  – a qual chama de oceano – para resolver o problema. Mas nessa aventura, algo frio e perigoso vai ser despertado e juntos eles precisam mandar a coisa de volta para as profundezas.
Neil Gaiman trás muita sabedoria para O oeano no fim do caminho, um livro que nos mostra que os perigos que enfrentamos na infância ficaram conosco até a vida adulta.




Ao começar a ler o Oceano No Fim do Caminho eu não imaginava que me surpreenderia tanto com o livro. Muitas vezes ameaçador e atordoante, Neil Gaiman me fez sonhar com esse oceano e analizar o meu passado. As coisas vão se encaixando perfeitamente. Cada fato sucede á um outro numa narrativa impressionante e de tirar o folêgo. Mesmo que contado aos olhos de uma criança, é possível enxergar o mundo adulto: Nas coisas boas e nas coisas ruins. O Oceano No Fim do Caminho é um livro que além de tudo mostra a genialidade de Neil Gaiman.